Atividades para cães com limitações físicas

“Lua me achou, era noite e ela apareceu na esquina da minha casa, muito magra e assustada, mas também muito carinhosa, bastou um “oi, vem cá” e ela veio, meio se arrastando, com rabo entre as pernas. Logo passou a confiar em mim e em minha família. No dia seguinte levei ao veterinário, ela tinha em torno de 8 meses e tremia de uma pata, veio a desconfiança e depois o exame confirmou que ela tinha Parvo virose, doença séria, que mata e não tem cura. O tratamento era paliativo e esperar que ela reagisse. Minha guerreira, que é todo pretinha, mas iluminada (por isso o nome Lua), reagiu. Ela ficou com a sequela da patinha esquerda tremendo, engordou um pouco, mas continua magra, o veterinário disse que é o biotipo dela e continua muito assustada, ela late, mas se a pessoa der um passo na direção dela, ela corre. A minha dúvida é que ela não brinca ou não sabe brincar. Se jogar bolinha ou brinquedo ela não vai atrás, se falar “pega Lua” ela fica é assustada. Tenho dois filhos” – Lilian Vieira, dona da Lua, de dois anos.

“Ele é um pequinês só que o pelo dele não cresce tanto, mas ele é muito quieto preguiçoso n tem vontade de brincar n late pra outros cachorros e eu queria saber o que eu posso fazer para ele ser mais ativo ter mais vontade de brincar.” – Luiz Fernando, dono do Mickey, de dez anos.

Por Oliver So, adestrador da equipe Cão Cidadão.

Oi Lilian e Luiz Fernando! Ter um cão é uma grande alegria, mas também muita responsabilidade. Ainda mais quando o nosso bichinho tem alguma limitação que o impede de realizar as atividades normalmente.

Tanto a Lua, quanto o Mickey têm limitações que podem atrapalhar a execução de atividades físicas, como as brincadeiras que vocês tanto querem que eles façam. Doenças ou a idade avançada podem fazer com que o cão fique menos disposto para atividades que exijam mais esforço físico.

O ideal é seguir a orientação do veterinário, para que vocês possam oferecer estimulação mental e exercícios dentro das limitações de cada um.

Com relação ao medo da Lua, é possível fazer associações positivas para ela ir ganhando confiança. Sempre que alguém der um passo na direção dela, jogue uma comida que ela goste muito e possa comer. Mas dê bastante espaço, no início, e vá diminuindo a distância aos poucos, à medida que ela for tolerando essa aproximação. Respeite o tempo e o limite dela. Bom treino!

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