O projeto de lei oferece desconto no IPTU para quem adotar pets. A proposta, que está em discussão na Câmara Municipal, promete beneficiar tanto os animais quanto os cidadãos dispostos a oferecer um lar seguro para pets em situação de vulnerabilidade.
O que é o projeto
O projeto de lei, de autoria da vereadora Delegada Tathiana Guzella (União), estabelece uma conexão direta entre cidadania e proteção animal. A proposta oferece desconto de 10% no Imposto Predial e Territorial Urbano para cada animal adotado através de ONGs cadastradas na capital paranaense.
A iniciativa surge como resposta ao crescente número de animais abandonados nas ruas de Curitiba e à sobrecarga dos abrigos municipais.
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Como funciona o desconto no IPTU por adoção de animais?
O mecanismo do benefício é estruturado de forma simples e transparente. Para cada animal adotado, o morador tem direito a 10% de desconto no valor do IPTU do ano seguinte. O benefício é cumulativo, ou seja, quem adotar dois animais terá direito a 20% de desconto, e assim por diante. No entanto, existe um limite máximo estabelecido para evitar distorções: o desconto não pode ultrapassar 30% do valor total do IPTU por imóvel. Esta limitação significa que o benefício máximo corresponde à adoção de três animais por propriedade.

O desconto tem validade de um ano, mas pode ser renovado mediante comprovação de que o adotante continua cuidando adequadamente do animal.
Para ter direito ao desconto no IPTU, os interessados precisam cumprir critérios específicos estabelecidos no projeto de lei.
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Critérios e requisitos para conseguir o benefício
O primeiro e mais importante requisito é que a adoção deve ser feita exclusivamente através de ONGs cadastradas junto à Prefeitura de Curitiba.
As ONGs interessadas em participar do programa precisarão passar por um processo de cadastramento municipal. Este procedimento visa comprovar que a organização atua de forma legal e possui estrutura adequada para realizar adoções responsáveis. O cadastramento também permitirá maior controle e acompanhamento das adoções realizadas.

Outro aspecto importante é a comprovação contínua do cuidado com o animal. Para manter o benefício, o adotante deve demonstrar anualmente que continua responsável pelo pet adotado. Isso pode incluir apresentação de carteira de vacinação atualizada, comprovantes de consultas veterinárias e outros documentos que atestem o bem-estar do animal. Esta exigência é fundamental para evitar abandonos posteriores e garantir que a adoção seja realmente permanente.
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Perspectivas do projeto de lei
O projeto está em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba desde maio e atualmente aguarda discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Este é um passo obrigatório no processo legislativo, onde será analisada a constitucionalidade e legalidade da proposta. A CCJ verificará se o projeto está em conformidade com a legislação vigente e se não apresenta vícios que impeçam sua aprovação.
Após passar pela CCJ, o projeto seguirá para outras comissões temáticas relevantes, como as de Finanças e Meio Ambiente, antes de chegar ao plenário para votação final. Este processo pode levar alguns meses, não havendo ainda data definida para a análise completa.