O Dia da Mentira pode ser uma boa oportunidade para repensar algumas ideias que muita gente repete sem perceber que não são verdadeiras.
Quando o assunto é cachorro, existem muitas informações equivocadas que acabam sendo espalhadas como se fossem fatos.
No caso dos cães sem raça definida, o preconceito ainda é comum. A seguir, veja o que já disseram sobre eles — e por que essas frases não fazem sentido.
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SRDs sofrem com preconceitos que não têm fundamento

Mesmo sendo a maioria entre os cães que vivem nas casas brasileiras e nos abrigos, os SRDs ainda são vítimas de estereótipos.
Algumas pessoas acreditam que por não terem pedigree ou padrão de raça, esses cães são inferiores de alguma forma. Outros evitam adotá-los por acharem que não são inteligentes, que adoecem com facilidade ou que são difíceis de lidar.
Mas a verdade é que todas essas ideias são baseadas em impressões equivocadas e não resistem quando observamos o comportamento, a saúde e a capacidade de aprendizado dos SRDs.
Os tópicos abaixo mostram, ponto a ponto, essas mentiras!
SRD não tem pedigree, então não presta
A ausência de pedigree não diz nada sobre o valor ou a capacidade de um cão.
O pedigree é apenas um documento que comprova a linhagem de um animal de raça pura, mas não determina caráter, inteligência ou comportamento.
Um cão sem pedigree pode ser equilibrado, afetuoso, obediente e saudável. O que faz a diferença na convivência com qualquer cachorro é a forma como ele é tratado, a rotina que tem e a relação que constrói com as pessoas ao redor.
Valorizar um cachorro só porque ele tem um papel atrelado ao nome não faz sentido quando o objetivo é criar laços reais.
SRD é mais agressivo
Essa afirmação não tem base. A agressividade não depende da raça, mas da socialização, das experiências anteriores e do ambiente em que o cão vive.
Um SRD que foi criado com respeito, carinho e limites tem as mesmas chances de ser tranquilo e equilibrado que qualquer outro cão.
O contrário também é verdadeiro: um cão de raça criado de forma negligente pode desenvolver comportamentos agressivos.
Generalizar o comportamento de animais sem considerar o contexto individual é injusto e incorreto.
SRD adoece mais fácil

Existe a ideia de que cães sem raça definida são mais frágeis, mas a prática mostra que é justamente o oposto.
Por terem uma diversidade genética maior, os SRDs tendem a ter menos predisposição a doenças hereditárias que afetam raças específicas.
Isso não significa que eles são imunes, mas sim que podem apresentar maior resistência a certos problemas de saúde.
O acompanhamento veterinário continua sendo essencial, como para qualquer outro cão, mas não há fundamento na ideia de que os SRDs adoecem mais facilmente só por não serem de raça.
SRD não aprende truques ou comandos
Muita gente ainda acredita que apenas cães de determinadas raças são capazes de aprender comandos com rapidez, o que é um grande equívoco.
Os SRDs têm plena capacidade de aprendizado e podem demonstrar alto desempenho quando estimulados da forma certa.
O segredo está na repetição, no reforço positivo e na construção de uma relação de confiança.
Quando o tutor dedica tempo e paciência, o cão — sendo de raça ou não — responde e aprende. Não existe limitação por falta de pedigree nesse ponto.
SRD não vale a pena adotar
Essa é uma das mentiras mais cruéis. Dizer que um SRD não vale a pena significa negar a chance de um animal ter uma vida digna, só por não ter um padrão estético ou um registro oficial.
Os cães sem raça definida são companheiros fiéis, afetuosos e muitas vezes surpreendem pela capacidade de adaptação e pela gratidão que demonstram. Adotar um SRD é uma forma concreta de combater o abandono e dar uma nova chance a um animal que só precisa de cuidado e atenção.
Eles merecem o mesmo respeito e carinho que qualquer outro cão.
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