Andreza, eu quero realmente ajudá-la a acabar com o tornado canino no seu jardim e assim permitir um entendimento melhor e um convívio bem mais fácil entre você e seu Pastor Alemão.

Certamente os dois merecem o mesmo tipo de cumplicidade que tive, desde criancinha, com cada um dos pastores que minha família sempre criou.

Para ensinar seu cão a desistir de mexer nas suas plantas ou no seu jardim deve, em primeiro lugar, procurar entender as razões que podem desencadear esse comportamento.

Qual o histórico da questão:

Como e quando se originou o comportamento?

Se ele já se atenuou ou até desapareceu temporariamente e em que ocasião(ões)?

Se ele voltou ou se intensificou?

Quando e/ou por quê?

Algo que teria omitido, esquecido, ou destratado, mas que talvez possa ser interessante ou importante?

Se responder criteriosamente e honestamente a esse questionário e com uma orientação especializada das realidades dos nossos amigos caninos, irá entendê-lo melhor evitando também castigá-lo ou simplesmente desconsiderá-lo injustamente.

Se armando de paciência e compreensão, terá todos os elementos para resolver as dificuldades comportamentais.

E, quase sempre, é nesse momento que os proprietários desemparados e afetivamente implicados, até abalados, tiram o melhor proveito da ajuda e das competências de um(a) excelente profissional.

Ele(a) sempre orientará os proprietários a identificar os “Porquês e os como”, reestabelecer expectativas realistas e as vezes eliminar ambições fantasiosas, determinar e adaptar estratégias de resolução funcionais e efetivas em função do caso único que encontrará.

Usando de técnicas corretivas apropriadas, respeitando a integridade física e psicológica do(s) animal(is) e de todos os membros da família e sempre usando, prioritariamente e como complemento, de condicionamentos ou contra condicionamentos com reforços positivos dos comportamentos almejados.

 

A destruição qualquer seja a forma pode corresponder a:

– Necessidades exploratórias ou ocupacionais.
– Resposta a estresses (como nos casos frequentes de angustia de separação).
– Resposta a tensões e/ou conflitos (casos de disputas por alimento, espaço, objeto ou simplesmente estatuto social nos casos de restruturação social do grupo, por exemplo, e/ou forçamentos nos condicionamentos). – – – – -Tentando alivia-los através do prazer da mastigação e nunca por vingança, o cão não cria, não pratica e nem entende tais conceitos.
– Tentativas e formas de chamar atenção.
– Comportamentos repetitivos, compulsivos e/ou de fixação.

 

Simplificando muito, por não ter feito uma avaliação presencial do caso, oriento que proporcione mais exercícios físicos e ocupacionais, uma participação mais frequentes a atividades orientadas junto com a família e com outros animais se possível.

O ensina regras e limites mais claras, recompensando o animal cada vez que demonstra estar entendendo, mesmo que parcialmente.

Com paciência, insistência e determinação ele irá rapidamente compreender e assimilar o que esperam dele.

Evite força-lo ou entrar em conflito e também não recompense os erros, mesmo que com intenção contrária querendo chamar atenção e acabando dando atenção.

Se tiver que usar de paliativos, para acentuar um impacto inicial com correções eventuais, como se trata de um comportamento que pode ocorrer também nas suas costas ou na sua ausência então deve usar de correções despersonalizadas.

Sem ele ter como perceber que alguém ocasionou a correção, mas ao contrário ele somente podendo associá-la ao comportamento indesejado.

Correções inteligentes, supervisionadas e proporcionais, sobretudo nunca demais ou com intensidade desproporcional.

Assim que ele começa a evitar as plantas e flores do seu jardim elimina o corretivo e sim o distrai mais e desvia a sua atenção com brinquedos atrativos participando também de atividades lúdicas com ele.

Mais interações dirigidas, atividades físicas e distrações prazerosas com a sua proprietária, tenha a certeza que o seu pastor irá agradecer calorosamente por toda a sua vida.

Sem mais por enquanto, espero que você também encontre um novo equilíbrio e certo prazer em preservar seu jardim ocupando e distraindo seu xodó.
PS: Meus textos são usados em seminários, palestras e cursos e juntados para confecção de livros sobre o assunto. Agradeço para não repassar sem minha autorização expressa e escrita.

Atenciosamente,
Olivier Soulier.