O seu cãozinho está com problemas comportamentais?
Pergunte para o Alexandre Rossi e Cão Cidadão
Agressividade
16 jan 2019
Comportamento:
Tutor(a): Thalita Miguel, | O cachorro: Joy
Agressividade contra crianças. Pode ser ciúmes?

“Tenho uma salsichinha (Dachshund) de 11 anos, e nunca tivemos criança em casa. Porém, em 2014 o meu filho nasceu. Desde então a preocupação foi grande, pois ela nunca gostou de criança, mas tentamos uma aproximação gradativa. Hoje, meu filho tem quatro anos e ela ainda não o aceita. Ele é extremamente carinhoso com ela e nunca a maltratou! Ele tenta se aproximar, faz carinho, dá petiscos, mas ela sempre rosna para ele e já chegou a dar umas mordiscadas. Ontem, para a nossa surpresa, ela realmente o atacou, ele deu um beijo nela e acabou levando uma mordida no rosto. Não sei mais o que fazer para que ela o aceite.”

Por Samantha Melo, franqueada e adestradora da Cão Cidadão.

Olá, Thalita. Tudo bem?

É comum associarmos a agressividade dos cães com maus-tratos, mas, na maioria das vezes, esse problema de comportamento ocorre por outras questões, como genética, disfunções hormonais, medo, falta de sociabilização ou treinamento adequado.

O caso específico da agressividade direcionada a crianças, geralmente acontece por conta do jeito que elas agem: correm, gritam, riem alto ou falam com a voz aguda e fazem movimentos bruscos. Para um cão que teve contato comente com adultos, os pequenos podem ser bem assustadores e causar estranheza. Somando isso ao fato de que a Joy deixou de ser a única “bebê” da casa (o que pode tê-la deixado com ciúmes), não é difícil entender o seu comportamento. Mas, calma! É possível revertê-lo ou amenizá-lo.

A primeira coisa a fazer é conversar com o veterinário para um check-up geral! Como dito anteriormente, problemas hormonais podem influenciar no comportamento do animal. Com a certeza de que a saúde dela está em dia, podemos passar para o treino!

O próximo passo é associar a presença da criança com coisas positivas, como você já tentou fazer. A diferença é que isso deve ser realizado com um limite de segurança, ou seja, com o seu filho afastado e longe do alcance dela, mas perto o suficiente para que a Joy tenha contato visual com ele.

Uma boa ideia é usar aqueles portõezinhos para cachorro. Deixe seu filho brincando do outro lado do portão e o incentive a rir e se comportar normalmente. Enquanto isso, ofereça petiscos, carinho e muitos elogios para a mascote. Se ela rosnar bastante, peça para o seu filho se afastar um pouco mais e diminuir o tom de voz. Aos poucos, diminua essa distância até conseguir deixá-lo no mesmo ambiente e até mesmo pedir para que ele a recompense.

Continuando a estratégia de associação positiva, evite ao máximo dar broncas na Joy quando ela der sinais de agressividade ao ver o seu filho, pois ela pode estar encarando a presença dele apenas com coisas ruins. Em vez disso, tente distraí-la com brinquedos e, sem que ela perceba, afaste-a do seu filho.

Outra orientação importante é treinar com frequência comandos básicos de obediência e limite como “senta’, “deita”, “fica” e “não”, sempre os recompensando com petiscos e elogios. Primeiramente, isso deve ser feito longe do seu filho. Com a evolução dos treinos, você pode incorporá-lo no exercício da associação positiva!

Por fim, não deixe de procurar um profissional da Cão Cidadão para ajudá-la nessa missão! Boa sorte!

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