Considerações profissionais sobre o condicionamento de animais e sobre as reais possibilidades corretivas dos animais em função do real contexto dos seus proprietários

por Olivier Soulier — publicado 7 out 2012 - 1:45

Reforços, punições positivos (as), negativos (as).

O reforço é um estimulo cujo efeito tende a ou resulta na repetição de uma ação ou de um comportamento.

A punição é o contrário de um estimulo cujo efeito tende a ou resulta no fato de evitar uma ação ou um comportamento.

Positivo: o que soma.

Negativo: o que subtrai.

 

Reforço positivo: adição de um estímulo para incentivar a repetição.

Comprar um jogo vídeo, para o filho, por ter obtido notas boas no colégio.

Recompensar o cão por ter executado o Junto ou Senta.

 

Reforço negativo: retirada de um reversivo para incentivar a repetição.

Relaxar a coleira quando o cão anda “Junto”.

Tirar o filho do castigo ou da privação quando as notas melhoram.

 

Punição positiva: adição de um reversivo para evitar a repetição.

Engrossar o tom ou usar qualquer artificio que cria um incômodo, um desconforto ou um susto para o cão quando pula, arranha ou mordisca.

Gritar para seu filho ou puxá-lo pelo braço para ele não ser atropelado ao atravessar uma rua bem movimentada, tentando não traumatiza-lo, mas salvando a vida dele.

 

Punição negativa: retirada de um estimulo para evitar a repetição.

Para quem ainda tem dúvidas, retirar o objeto de motivação da vista, ou de frente do animal (alimentar ou lúdico) enquanto anda puxando na guia.

Ou acabar com a brincadeira quando começa a se agitar e apresenta descontrole.

Retirar os jogos vídeos, a internet e a televisão quando as notas do filho desabam.

 

Tenho aversão a maus tratos nesse ponto toda cautela na hora de manipular um animal ou uma criança é pouca!

Adestradores que não deixam os donos participarem da aula deve-se desconfiar, pois nunca precisei fazer o treino longe do dono, caso ele queira que você se retire ou fique de fora, peça para ele filmar o treino. Eu amo a técnica do Clicker, pois vejo os animais aprenderem com alegria, respeito às outras técnicas, pois vejo resultados, mas sempre utilizo o Clicker para adestrar.

(Citação de um famoso treinador brasileiro de animais para show, propaganda e televisão: André Poloni)

Alguém dúvida que o condicionamento e os contra condicionamentos com técnicas de reforços positivos são as mais eficientes para se obtiver uma aprendizagem motivada e duradoura.

Se ainda tiver essa dúvida então procure mais informações, vê o que os melhores adestradores com os cães mais sabidos e animados obtêm como resultados e compare-os com os resultados, cabisbaixas, dos animais treinados com forçamentos e punições.

A internet está cheia de vídeos, fóruns de discussões e detalhes sobre o assunto, não tem como continuar duvidando a não ser recusando a informação.

Agora mesmo assim, sem hesitação nenhuma, puxo o braço do meu filho ou posso até dar um grito se o vejo ameaçado.

Melhor do que isso é prepara-lo antes, educando-o e condicionando-o com ensinamentos antecipados inteligentes e recompensas pelos acertos.

Só que, infelizmente nem todos nós somos educadores profissionais e nem todos nós temos sempre o conhecimento, a experiência, a disponibilidade, a dedicação e o tempo necessário para conseguir os resultados que nem sempre os melhores educadores conseguem.

E os comportamentos indesejáveis, antissociais, de inconsciência ou agressivos podem aparecer e precisaram ser corrigidos.

Por isso às vezes agradeço ter tido o reflexo e a ousadia de fazer uso de reforços não sempre positivos ou de punições às vezes positivas outras negativas.

No caso dos cães existem várias razões que podem invalidar as técnicas cem por cento positivas para corrigir os comportamentos em caso de perigos iminentes para eles como para os humanos proprietários ou não, adultos ou não que podem se encontrar perto deles.

O cão também pode ser atropelado, como a criança, acontece demais como ainda demais cães são levados para eutanásia todos os dias.

Se não for por razões de sofrimentos extremos e sem possibilidade de melhorias ou alívios, para mim os outros motivos são todos fúteis e podem ser corrigidos.

Controlar o animal, seja para evitar um acidente, seja para dar esperança a proprietários desabusados, incrédulos e prontos a se desfazer do animal, em numerosos casos, abandonando o ou o levando para a eutanásia.
Nada impede, pelo contrário, depois disso de adestrá-lo com técnicas positivas de condicionamento e contra condicionamento, para evitar reincidências.

Acredito que nos casos que citei, ou outros casos de perigo imediato para o(s) animal(is), em razão de uma situação ou por causa de proprietários no limite, as correções despersonalizadas ou personalizadas somente com impressões posturais de controle são válidas e benéficas.

Pergunto a todos se realmente deve e vai traumatizar o cão?

Puxar o braço do seu filho para evitar seu atropelamento vai traumatiza-lo? A não ser pelo medo extremo que ele pode adquirir dos carros se aproximando em grande velocidade, esse medo irá realmente prejudicar a sua saúde mental?

Nos animais, lembrando que o ser-humano também é um animal (por mais afastado das suas origens ou da natureza que seja), o medo (a desconfiança) decorre de um dos instintos mais primitivo, o de sobrevivência.

O medo pode provocar a submissão, a fuga, a esquiva (por exemplo, para preservar a integridade da matilha) ou o enfrentamento.

Sobretudo se, depois dos controles, inicia-se um trabalho sério de condicionamentos e contra condicionamentos com reforços positivos com fim de obter os comportamentos desejados e almejados.
Com a cautela, é claro, de não cair na facilidade que os aversivos podem e vão oferecer.
Certo também que para condicionar um animal estudando as condições, os esforços e conhecimentos, a imaginação e as faculdades de adaptação e criatividade necessárias, as técnicas com uso de reforços positivos são as mais adequadas, eficientes e duradouras.

Sim cada caso é um caso, evidentemente, como cada um é cada um.

Nada justifique os maus tratos nem a violência nem para a defesa. A não ser que seja inevitável e imprevista quando não tiver preparado e não ter como evita-la, então posso entendê-la no máximo.

A violência continua sendo o último recurso da incompetência ou o extremo da ignorância.

Por isso fico triste sim, quando ouço falar de eutanásia de um animal dito agressivo ou que teria surtado. Tenho muitas dúvidas quantos aos surtos dos animais!

Quando melhor estudado o caso, sempre o animal tinha mostrado que o acidente podia acontecer, já tinha acontecidos vários eventos anunciando um possível ataque, ou seja, poderia ter sido evitado ou corrigido.

Conheci vários cães potencialmente perigosos e agressivos, já ouvi falar, mas até então nunca conheci cães loucos e sim sempre casos de animais que respondiam perfeitamente as características comportamentais da sua espécie os levando a agressão por várias causas conhecidas e perfeitamente normais na psicologia canina.

Aproveitando, se vocês conhecerem alguém numa situação que o leve a pensar em conduzir seu animal para a eutanásia por motivo que não seja de dores comprovadamente irreversíveis e impossíveis de serem aliviadas, por favor, fornece lhe meus telefones ou me liguem que irei tentar de tudo para ajudar e evitar tal covardia.

Pior ainda é descobrir que alguns adestradores ditos profissionais, certos declarando fazer uso exclusivo de reforços positivos se auto intitulando de pioneiros, declaram tal ou tal outro animal irrecuperável e aconselham os seus proprietários a leva-lo para eutanásia. Quando, na pior das hipóteses, não eliminam eles mesmo o animal de forma nada convencional.

Acho um absurdo tais declarações de exclusividade, mas nem me formalizo com isso, tem espaço para tudo mundo e o sol brilha para todos.

Já acho no mínimo esquisito, muitos deles ainda usar de garrafas pets, borrifadores de agua ou citronela, latas com algo sonoro dentro, bombinhas, em casos extremos coleiras de choques e quase sempre, quando não se trata dos seus próprios animais, de coleiras que enforcam e outras nada positivas.

Fora a hipocrisia e a falta de ética de tais profissionais.

O uso do reversivo, em minha opinião, pode traumatizar sim se usado com intensidade ou frequência desproporcional.

Dependendo pode quebrar um dedo, a mão ou o braço do seu filho quando puxá-lo, ou até furar o tímpano dele quando gritar para avisá-lo de qualquer perigo.

Acho muito simples a generalização de qualquer forma, mas confirmo sentir desgosto e ódio quando ouço falar de covardia e maus tratos a seres indefesos como os animais, as crianças ou a grande maioria das mulheres.

E se a eutanásia para se livrar de um problema par mim é uma grande covardia, também acho o forçamento aos treinos tanto como métodos agressivos e violentos intoleráveis no vigésimo primeiro século e enquanto os proprietários se dispõem a consagrar o tempo, a disposição necessária e se orientarem de profissionais qualificados para ajuda-los nessa façanha sou cem por cento a favor dos métodos a base de condicionamentos e contra condicionamentos positivos.

Por isso sou contra certos métodos mostrados pelo tal de “Encantador de cães” nos canais “Animal Planet” ou, certas vezes, “Nacional Geografic” e me parece reprisado em canal aberto brasileiro.

Por mais que o reconheço certo pioneirismo em demonstrar que quase todos os casos considerados como perdidos pela maioria, podem ser resolvidos sem o extremo da eutanásia. E também por ter mostrado que equilibrando os animais resolve a maioria dos casos comportamentais e melhora sensivelmente ou resolve medos, traumas e comportamentos autocentrados, não entendo a necessidade de divulgar o uso de métodos tão agressivos para o grande público e assim incitar proprietários e profissionais inexperientes a fazer uso de violência para “corrigir questões comportamentais”.

Mesmo achando algumas teorias ligadas a “Exercícios/ ocupação da mente, disciplina e afeto” desenvolvidos nos seus livros bastante interessantes, acredito que ele foi bem aconselhado e ajudado no decorrer da redação da obra.

Quanto à transferência de energia, que algumas pessoas citam muito facilmente, acredito em certo equivoco, pois se tenho certeza que controlar um animal com atitudes, posturas, mantendo a calma e sendo assertivo é possível, duvido muito do efeito energético de golpes, chutes ou outros, a NÃO SER PELAS DORES QUE PODEM PROVOCAR.

Em função da representatividade que a televisão e a resolução rápida dos casos que já conseguiu, entendo o lado encantador e impressionante da personagem para quem assiste tais performances com olhos mais impressionados do que críticos.

Não tenho mestre, nem mentor, mas me sinto o dever de avisar quanto aos riscos desnecessários de optar por tais técnicas a base de, não toques, mas golpes.

Sem falar que, em alguns casos, já o vi sentir medo e se prevenindo bem mais seriamente fazendo uso de artifícios nada naturais para evitar uma mordida mais séria de um animal bem mais poderoso e claramente bem mais seguro de si e agressivo, ou seja, bem mais perigoso.

Acho mais inteligente nesses casos evitar os riscos tanto para os proprietários como para os animais usando de reversivos e meios de contenções adaptados e defensivos, sem abuso nem exagero, seguidos de contra condicionamentos positivos tudo com a supervisão de profissionais idôneos e amplamente reconhecidos nesse tipo de intervenções, comportamentalistas e veterinários pela parte medical quando necessária.

Isso falando de correção comportamental é claro, e não somente de condicionamento.

Atenciosamente,
Olivier Soulier.

Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

Todo mundo ama uma festinha de aniversário e, com os dogs, parece que não está sendo diferente. Apesar de não saberem dos preparativos e de quando será a tão esperada data, no dia, é visível a alegria dos pets em uma festa em que tudo foi pensado exclusivamente para a diversão e, por que não, para o apetite deles. A indústria para aniversário de cachorro só cresce no Brasil todo e o segmento anda movimentando desde o buffet especializado nos dogs até as decorações e animações voltadas para os cães.

 » Read more about: Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível  »

Quando levar um filhote para casa?

por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

alt="filhoteparacasa"

A ansiedade para levar um filhote para casa é enorme. Todos os donos de pet já passaram por isso. Sejam adotados ou adquiridos em canis especializados, sejam os donos adultos ou crianças, sejam os cães SRDs ou de raça… a vontade de tê-los animando nossa rotina é grande demais e, algumas vezes, queremos fazer o tempo correr mais rápido e pegar o filhote como está para darmos todo o carinho do mundo. Porém, essa vontade,

 » Read more about: Quando levar um filhote para casa?  »

Cães e psicologia também tem tudo a ver: conheça o behaviorismo

por Maluh Bastos — publicado 13 fev 2019 - 7:10

alt="caesepsicologia"

Cães e psicologia. Há quem diga que são temas totalmente distantes um do outro. Mas, não são tanto assim. Se hoje seu cãozinho consegue aprender coisas fascinantes com algumas recompensas ou correções é graças a estudiosos da psicologia. Como o chamado ‘behaviorismo’ (ou estudo do comportamento) que é um segmento da psicologia baseado em estímulos que justifica bastante as respostas dos nossos dogs aos treinamentos que fazemos com eles.

Qual é a primeira coisa que você faz se seu cachorro faz xixi no lugar certo?

 » Read more about: Cães e psicologia também tem tudo a ver: conheça o behaviorismo  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

Todo mundo ama uma festinha de aniversário e, com os dogs, parece que não está sendo diferente. Apesar de não saberem dos preparativos e de quando será a tão esperada data, no dia, é visível a alegria dos pets em uma festa em que tudo foi pensado exclusivamente para a diversão e, por que não, para o apetite deles. A indústria para aniversário de cachorro só cresce no Brasil todo e o segmento anda movimentando desde o buffet especializado nos dogs até as decorações e animações voltadas para os cães.

Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

Aniversário de cachorro é uma tendência que veio para ficar.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o Brasil é o 3º país do mundo com maior faturamento em produtos pet e o 4º país do mundo em população total de animais de estimação. Essa estatística somada ao já famosos amor e carinho brasileiros traduzem o porquê de tanto aniversário de cachorro estar se proliferando pelos bairros e cidades do país.

A indústria, é claro, vai crescer junto. Para se ter uma noção, uma festinha para cão pode custar dos singelos R$50 a R$150 (por um bolo comestível para cães) aos não tão singelos R$20 mil (se você quiser salão de festas, decorações, balões, fotografia, animadores, etc.).

Pastor alemão com balões azuis

Dos mais simples aos mais chiques, os aniversários estão bombando.

Aliás, o preço máximo não tem limites – a extravagância é do tamanho que se permitir e se puder, claro. Porém, nos pacotes e kits de aniversariantes dos buffets caninos, a faixa de preço pode permanecer entre os R$80 aos R$200.

Dicas para o aniversário de cachorro

Existem algumas dicas para que você faça uma festa ainda mais criativa e linda para o seu cãozinho. Claro que se você quiser a festa pode ser caríssima. Seu dog merece, aliás. Porém, você verá que com pouco dinheiro, você também pode fazer uma festinha de arromba para o público humano e canino.

01 ) Use a criatividade na decoração e no tema!

Nem sempre estamos com aquela reserva na poupança para o aniversário do Luke, da Maya, do Spot, da Laika… por isso, é preciso usar a cabeça para ter ideias legais na decoração da festa.

Uma delas é se utilizar de elementos relativos a cachorros para decorar. Por exemplo: recortes em formatos de ossinhos e patinhas. Pegar um balão e colar orelhinhas de cartolina e um focinho de papel com uma língua e dois olhinhos também é uma ideia. Para a mesa, abuse dos ossos e das patinhas, potinhos pequenos para simular cumbucas de comida e de água.

Decoração de mesa de aniversário para cachorro

Abuse de elementos como patinhas e ossinhos. Pode utilizar elementos infantis também que combinem com o tema dos dogs.

Caso isso seja muito trabalhoso para você, segue outra ideia: utilize temas de filmes ou histórias que tenham cachorros ou animais como personagens principais, por exemplo: 101 dálmatas, Scooby-doo, Snoopy, Madagascar, Os Sem Floresta, etc.

Em última hipótese – ou até em primeira – pode utilizar utensílios de festa normais. Chapéuzinhos de cone, balões, bandeirinhas… tudo fica mais fofo com nossos dogs.

02 ) Para o bolo, use receitas caseiras

Existem empresas especializadas em fazer bolo para cachorro e as receitas são bastante variadas. Porém, para quem não se programou para isso, segue a dica: faça um bolinho com base de ração!

É muito simples. Baste umedecer a ração para que ela se torne uma massa molhadinha. Coloque-a numa forma e depois leve-a ao forno por aproximadamente 10 minutos.

Bolo caseiro para cachorro

Bolo caseiro é sempre uma boa pedida para economizar e fazer bonito (Img: Joanna Meyer)

Você pode fazer mais de uma massa para criar duas ou três bases. Como recheio e cobertura, é possível utilizar comida de lata ou sachê. Para o toque final, para fazer o efeito dos confetes, use ração de filhote que costumam ser bolinhas pequenas e coloridas. Espalhe por cima do bolo e terá um efeito bem bacana.

03 ) Os aperitivos

Você pode seguir a mesma receita do bolo para fazer ‘cupcakes’ caninos ou até mesmo ‘brigadeiros gourmet’ caninos de sabores variados. O recheio vai mudando de acordo como sabor do sachê ou comida enlatada que você escolher.

Porém, você pode usar os próprios petiscos para cachorro como aperitivos da festinha. Ossinhos, bifinhos, enfim… o petisco é liberado!

Bolo temático com prato de petiscos

Os petiscos podem ser adquiridos em lojas e colocados em pratos decorativos

Porém, atenção: cuidado na hora de servir os petiscos.

De preferência, distribua para os donos primeiramente e peça para que todos deem na mesma hora em locais separados. A disputa por comida é um dos cuidados mais importantes numa festinha para cachorros. Não queremos que a festa se transforme numa briga generalizada.

04 ) Sociabilização saudável

Como já foi dito acima, você deve prestar atenção para que sua festa seja um sucesso. Para que isso aconteça, não basta a decoração e a comida estarem no ponto. O clima da festa deve ser agradável e confortável para os convidados, não é?

Por isso, na hora de fazer a lista de convidados, observe bem o perfil de cada um deles. Se o seu pet tiver um amigo mais “brigão”, converse com dono deste amigo e talvez leve uma lembrancinha para ele em outra ocasião – o aniversário de cachorro não é um ambiente para ele.

Como terão muitos animais presentes, certifique-se que os convidados sejam dóceis e bem sociabilizados. A harmonia do ambiente, no fim das contas, também será de sua responsabilidade.

Cavalier King Charles e Bulldog Francês deitados em aniversário

A sociabilização é fundamental para que todos fiquem tranquilos e a festa transcorra com harmonia.

Além disso, evite brincadeiras muito ‘acaloradas’ (disputas por comidas, corridas, torcidas, música alta, etc.) para que os animais não se agitem muito. A excitação em excesso pode levar ao estresse e à agressão.

No mais, é alegria na certa! Curta o niver do seu dog com os amigos humanos e de quatro patas.

Quando levar um filhote para casa?

por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

alt="filhoteparacasa"

A ansiedade para levar um filhote para casa é enorme. Todos os donos de pet já passaram por isso. Sejam adotados ou adquiridos em canis especializados, sejam os donos adultos ou crianças, sejam os cães SRDs ou de raça… a vontade de tê-los animando nossa rotina é grande demais e, algumas vezes, queremos fazer o tempo correr mais rápido e pegar o filhote como está para darmos todo o carinho do mundo. Porém, essa vontade, se concretizada, pode fazer mal ao filhote e afastá-lo da mãe e da ninhada antes do tempo pode prejudica-lo em mais aspectos do que você imagina.

Filhotes de cachorros

A ansiedade para levar um filhote para casa é grande, pois é uma fase realmente adorável.

Antes de levar um filhote para casa

É importante ressaltar primeiro que o aspecto psicológico do cão funciona diferente do humano. Se o processo for levado da forma natural, sem maus tratos e com o tempo certo, a tendência é que o cão não crie traumas, pois, os cães não vivem no passado – eles vivem o presente.

Claro que experiências fortes e agressões podem gerar inseguranças e reações instintivas como consequência, porém, se tudo for feito de forma saudável, o cão não ficará lembrando da mãe ou dos irmãos com saudades – isso é coisa de humanos!

Filhotes de cachorros

Se feito de forma natural e com carinho, a tendência é que o filhote se adapte facilmente à nova família.

Porém, isso não quer dizer que você o tratará com indiferença ou descuido. Pelo contrário: você deve cuidá-lo com carinho e amor para que ele se adapte rapidamente ao novo ambiente e se sinta confiante na nova rotina e com os novos membros da sua pequena matilha.

A insegurança, no início, é normal, pois os cheiros são novos, as pessoas são novas, o ambiente é novo. Mas, se tratados com carinho, disciplina e atenção, a tendência é que se adaptem rapidamente no dia a dia da família sem maiores transtornos.

Quando levar um filhote para casa?

Há quem diga que o prazo ideal para levar retirar um cão da ninhada é de 40 dias. Porém, este prazo é questionável, principalmente quando se considera a amamentação e a sociabilização e interação do cão que são aprendidos com a mãe.

Sociabilização

Sim, muitas questões comportamentais básicas como a sociabilização são aprendidas cedo, com a mãe dos filhotes. A mãe controla hábitos dos cães e lhes impõe limites. Quem já teve a oportunidade de observar uma ninhada de filhotes recém-nascidos, já deve ter percebido movimentações interessantes. Por exemplo: a mãe se levantar quando cansa de se amamentar. Ou a mãe rosnar e latir rapidamente quando os filhotes estão muito efusivos ao seu redor. Ou, ainda, apanhá-los com a boca para retirá-los de algum lugar no qual, segundo ela, o filhote não deveria estar.

Cachorros Filhotes

As mães ensinam muito aos seus filhotes

Este é um tipo de disciplina quase insubstituível, pois, só os cães conseguem se comunicar da forma que se comunicam. Os limites impostos pela mãe e a forma que elas os exige é muito mais fácil para a compreensão dos cãezinhos do que o nosso “não!”. Enquanto eles irão se esforçar muito para nos entender, com a mãe, a mensagem é captada mais facilmente e ela, como líder dos filhotes, a obediência vem quase que imediatamente.

Além da mãe, existe a convivência com os irmãos de ninhada que também ensina muito. Entre eles, é trabalhada a segurança e a coragem nas brincadeiras. Um cãozinho inseguro pode ser um problema sério para os futuros donos. Há adestradores que digam que um cão inseguro é até mais perigoso que um cão agressivo, pois, você nunca sabe o que pode despertar uma reação indesejada dele.

Cachorros Filhotes

Irmãos podem se ensinar muito na ninhada.

Por isso, essa convivência com os irmãos é muito importante para garantir que o filhote não tenha medo de outros cães e saiba interagir em bando sem agressividade ou medo.

Amamentação

É fundamental que os cãezinhos estejam bem de saúde. Por isso, o leite materno é vital para que o sistema imunológico deles esteja com tudo em cima. Através do colostro da mãe, as substâncias necessárias para o fortalecimento da imunidade dos filhotes são transmitidas e garante um desenvolvimento forte para todos da ninhada.

Também é importante cuidar da saúde da mãe neste período. Garantir que ela amamente em um lugar calmo, arejado e tranquilo para que tenha paciência ao amamentar os seus filhotes (já imaginou aquela ninhada de 10 filhotes?).

Cachorros Filhotes

Amamentação é fundamental para criar a imunidade dos filhotes

Porém, como já foi citado, ela mesma sabe seus limites – no entanto, fique atento! Existem cadelas que se negam a dar de mamar por motivos de estresse ou de saúde. Se o tempo de distância entre a cadela e os cãezinhos começar a se prolongar demais, procure um veterinário.

No fim das contas…

Somando o tempo médio de amamentação – a maioria das cadelas costumam alimentar os filhotes até os dois meses (pouco mais ou menos) – com o tempo de educação e socialização com irmãos e mãe, podemos dizer que três meses é o ideal para levar o filhote para casa com segurança e tranquilidade de que está pegando um cãozinho seguro por dentro e por fora.

Cachorros Filhotes

Levado na hora certa, o filhote irá se adaptar perfeitamente na sua nova família!

Mantendo os cuidados da mamãe e o amor dos irmãos caninos, com certeza o filhote irá se incorporar à sua família humana com muita facilidade!