A cadela Laika foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar o planeta Terra

por Samantha Kelly — publicado 27 set 2012 - 15:58

Laika.

 

Laika

Laika era uma cadela que vivia solta nas ruas de Moscou, pesava aproximadamente seis quilos e tinha três anos de idade quando foi capturada para o programa espacial soviético. Originalmente a chamaram Kudryavka (crespinha), depois Zhuchka (bichinho), e logo Limonchik (limãozinho), para finalmente chamá-la de Laika. Os cães capturados eram mantidos num centro de investigação nesta cidade, e três deles foram avaliados e treinados para as demandas da missão: Laika, Albina e Mushka.

 

Treinamento

Antes do lançamento do Sputnik II, tanto a União Soviética como os Estados Unidos já haviam lançado animais vivos em voos suborbitais. Esta missão exigia uma atenção especial ao treinamento dos cães, já que a duração do voo exigia dos animais uma adaptação em permanecer em espaços confinados por um período maior.

Albina foi lançada duas vezes em um foguete para provar sua resistência nas grandes alturas, e Mushka foi utilizada para o teste da instrumentação e dos equipamentos de suporte vital. Laika foi selecionada para participar da missão orbital, e Albina como a principal substituta.

Seu treinamento estava a cargo do cientista Oleg Gazenko. O treinamento consistia em acostumar os cães ao ambiente que encontrariam na viagem, como o espaço reduzido da cápsula, os ruídos, vibrações e acelerações. Como parte do treinamento, a aceleração das decolagens era simulada através da força centrífuga imposta na cápsula onde os animais se introduziam. Durante estas atividades, seu pulso chegava a duplicar e sua pressão sanguínea aumentava em 30–65 torr. O mesmo processo geral seria utilizado mais tarde no treinamento dos cosmonautas soviéticos.

A adaptação dos animais ao confinado espaço do Sputnik II exigiu que permanecessem em compartimentos cada vez menores por até vinte dias. O confinamento forçado provocou distúrbios nas funções excretoras dos animais, incrementando sua agitação e deteriorando sua condição física geral.

 

 

Missão

Em 31 de outubro de 1957, três dias antes do lançamento, Laika foi colocada no Sputnik II, no cosmódromo de Baikonur, no atual Cazaquistão. Dado que as temperaturas no local de lançamento eram extremamente baixas, a cápsula requereu conservação térmica, através de um aquecedor externo e de uma mangueira. Dois assistentes estavam encarregados de vigiar Laika constantemente antes do começo da missão. Bem antes do lançamento, em 3 de novembro de 1957, a pelagem da Laika foi limpa com uma solução de etanol, e pintaram-na com iodo nas áreas onde ela levaria sensores para vigiar suas funções corporais.

O Sputnik II foi lançado em 3 de novembro de 1957. Os sinais vitais da Laika eram seguidos telemetricamente por controle em terra. Ao alcançar a máxima aceleração depois da decolagem, o ritmo respiratório do animal aumentou de três a quatro vezes em relação ao normal, e sua freqüência cardíaca passou de 103 a 240 batimentos por minuto. Ao alcançar a órbita, a ponta cônica do Sputnik II desprendeu-se com sucesso. A outra seção da nave que deveria desprender-se (o “Blok A”) não o fez, impedindo que o sistema do controle térmico funcionasse corretamente. Parte do isolamento térmico desprendeu-se, permitindo que a cápsula alcançasse uma temperatura interior de 40 °C. Após três horas de micro-gravidade, o pulso de Laika havia descido a 102 batimentos por minuto; esta descida na freqüência cardíaca havia tomado três vezes mais tempo que o experimentado durante o treinamento, o que indicava o alto estresse em que estava a cadela. Os dados telemétricos iniciais mostravam que, ainda que Laika estivesse agitada, estava comendo. A recepção de dados vitais parou entre cinco e sete horas depois da decolagem.

No entanto, a informação que Moscou deu a conhecer dizia que o animal se comportava em calma em seu voo espacial, e que em poucos dias Laika desceria à Terra, primeiro em sua cápsula espacial, e logo em pára-quedas. Todo mundo acreditava que o animal levava alimento suficiente e sua condição era estável, pelo que muitas pessoas estiveram esperando o regresso de Laika. Algumas pessoas aproveitaram para fazer brincadeiras: durante várias horas, a população de Santiago do Chile esteve convencida de que Laika havia caído na cidade. Os habitantes da zona suburbana viram descer um cão de pára-quedas, e eles se convenceram naquele momento de que se tratava de Laika. Quando o animal chegou em terra, se comprovou que na realidade se tratava de um cão macho, e a montagem não era mais que uma brincadeira para aproveitar-se da neurose coletiva das “cadelas voadoras”.

O Sputnik II não estava preparado para regressar à Terra de forma segura, pelo que já se sabia que Laika não sobreviveria à viagem. Os cientistas soviéticos planejaram dar-lhe comida envenenada, que Laika consumiria depois de dez dias. No entanto, isso não ocorreu como planejado. Durante anos, a União Soviética deu explicações contraditórias sobre a morte de Laika, dizendo às vezes que a cadela havia morrido por asfixia quando as baterias falharam, ou que haviam feito eutanásia conforme os planos originais. Em 1999 fontes russas asseguraram que Laika sobreviveu pelo menos quatro dias, e depois pereceu por causa do superaquecimento da nave. Em outubro de 2002, o cientista Dimitri Malashenkov, que participou no lançamento do Sputnik II, revelou que Laika havia morrido entre cinco e sete horas depois da decolagem, devido ao estresse e superaquecimento. Ele declarou, num artigo que apresentou no Congresso Mundial do Espaço em Houston: “Foi praticamente impossível criar um controle de temperatura confiável em tão pouco tempo”. O Sputnik II finalmente explodiu (junto com os restos de Laika) ao entar em contato com a atmosfera, em 14 de abril de 1958, após 163 dias e 2.570 órbitas em volta da Terra.

 

Controvérsia

Depois de Laika, nenhuma outra missão tripulada por cães foi lançada sem que existisse um sistema para o retorno seguro do animal. No que diz respeito a temas de exploração espacial, o tema da corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética dominou a opinião pública durante muitos anos; temas como a exploração de animais não foram debatidos intensamente em seu momento. A imprensa de 1957 estava mais preocupada em informar o impacto do ponto de vista político, e a saúde e recuperação (ou a perda) de Laika eram temas muito pouco mencionados. Não foi senão muito mais tarde quando se originaram discussões sobre o destino final do animal.

A deliberada morte de Laika desencadeou um debate mundial sobre o maltrato aos animais e os avanços científicos à custa de testes com animais. Embora vários animais já houvessem morrido em missões dos Estados Unidos nos nove anos anteriores ao Sputnik II, Laika foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado. No Reino Unido, a Liga Nacional de Defesa Canina (NCDL, atualmente Fundação para os Cães) pediu para os donos de cães guardarem um minuto de silêncio em honra a Laika. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas. No entanto, alguns cientistas estadunidenses ofereceram apoio a seus colegas soviéticos, pelo menos antes da morte de Laika. Igor Ushakov, chefe da administração médico-militar do Ministério da Defesa russo, afirmou que “O voo de Laika permitiu mostrar a possibilidade de que um animal altamente organizado pode sobreviver em condições de falta de gravidade, e obter informação sobre o estado de seu organismo durante o voo orbital”. Dentro da União Soviética houve menos controvérsia sobre o acidente, que não foi abertamente questionado nos meios de comunicação. Somente em 1988, após o colapso do regime soviético, que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: “Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso…. nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal”.

 

Selo postal da Romênia mostrando Laika.

Na cultura popular

A viagem da Laika transformou-a em um dos cães mais famosos do mundo. Em 1997, na Cidade das Estrelas, foi inaugurada uma placa em homenagem aos cosmonautas mortos. Laika está representada em um canto da placa, espiando por entre as pernas de um dos cosmonautas. Seu baixo-relevo está no Monumento aos Conquistadores do Espaço (1964), em Moscou, onde Laika e Lenin são os únicos personagens que se pode reconhecer por seu nome, entre todos os personagens que aparecem esculpidos no monumento, embora se pense que Yuri Gagarin e Sergei Korolev possam ser identificados, não por suas efígies, mas sim pelo contexto do relevo. Em vários países criaram-se selos de correio com a imagem da cadela Laika, comemorando seu voo. Marcas de chocolates e cigarros foram nomeadas em sua memória, e uma grande coleção de souvenirs de Laika ainda aparece em leilões atualmente.

Em 9 de março de 2005, um pedaço de terreno no planeta Marte foi chamado Laika, embora não oficialmente, pelos controladores da missão da Mars Exploration Rover. O lugar se localiza próximo da cratera Vostok em Meridiani Planum.

Laika tem aparecido em numerosas obras literárias, mormente de ficção científica ou também de fantasia, que freqüentemente narram histórias sobre seu resgate ou sobrevivência. A novela Intervention (Intervenção), de Julian May, relata que Laika foi resgatada por extraterrestres. Na novela Weight: The Myth of Atlas and Hercules (Peso: O Mito de Atlas e Hércules), de Jeanette Winterson, o titã grego Atlas encontra a cápsula em órbita, e adota o animal. No romance “Alien Bodies” da série Doctor Who se narrou uma história sobre seu funeral e na antológica Flight sobre sua viagem a um outro planeta. Em um capítulo da revista Flash Gordon aparece Laika resgatada por uma raça de alienígenas lunares com aspecto de cão.

Os nomes de vários grupos musicais estão inspirados em Laika, entre eles Laika Dog, Laika & the Cosmonauts e Laika, cujos três primeiros álbuns possuem uma cosmonauta canina na capa. O grupo espanhol Mecano, a banda canadense Arcade Fire, Moxy Früvous e a banda sueca The Cardigans têm uma canção chamada “Laika”. Em 1986, a banda alemã C.C.C.P. lançou um álbum chamado Cosmos que tinha a música “Laika Laika”, com tema girando em torno do programa espacial soviético, e sendo completada com um coro militar russo. Laika apareceu em canções de (entre outros) Massacre Palestina (“Laika se Va”); Akino Arai (“Sputnik”); Åge Aleksandersen (“Laika”); The Divine Comedy (“Absent Friends” e “Laika’s Theme”); Havalina (“Leica”); The Motorhomes (“Into the Night”); “Neighborhood #2 (Laïka)”, pelo Arcade Fire; Mighty Sparrow (“Russian Satellite”); Pond (“My Dog is an Astronaut, Though”); Kyler England (“Laika”) e The Circle Jerks (“Dog”). Em 2002, o grupo Spacemonkeyz fez um remix do álbum homônimo do Gorillaz, intitulado Laika Come Home. A fita de composição de György Kurtág, Memoire de Laika (1990) incorpora texto falado sobre a cadela. Mais recentemente, a banda de rock japonesa Asian Kung-Fu Generation incluiu uma canção intitulada “Laika” em seu álbum World World World (2008).

O vídeo de 2007 para a música do Trentemøller, “Moan”, era sobre Laika. No filme sueco de 1985 My Life as a Dog (Mitt liv som hund), o protagonista—um garoto que se sente impotente contra seu destino—compara a si mesmo com Laika.

No episódio “Brincadeira no Pântano”, do desenho animado Pica-Pau se faz uma referência à Laika, onde é mostrado um cachorro voando no “espaço”. Essa mesma cena (de uma forma engraçada), poderia também demonstrar a rivalidade entre Russos e Americanos na chamada Corrida Espacial.

 

Objetivo em Marte chamado Laika pela NASA, durante a missão da Mars Exploration Rover.

 

Homenagem

Em 11 de abril de 2008 foi inaugurado um monumento em honra à cadela Laika no centro de Moscou. O monumento foi colocado em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos com a participação da célebre cadela. A figura de bronze, de dois metros de altura, representa um dos segmentos de um foguete espacial, que se transforma em uma mão humana, sobre a qual está o corpo de Laika.

 

Fonte Wikipedia.

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Enquanto cães com níveis mais baixos de energia podem requerer menos atividade, eles ainda precisam de exercícios ou podem se tornar acima do peso, destrutivos e deprimidos.

Como os cães pequenos ocupam menos espaço, muitos moradores de apartamentos preferem as raças de cachorros pequenos.

Aqui estão 12 raças de cachorro pequenos que são grandes companheiros para aqueles que vivem em apartamentos ou condomínios.

1. Chihuahua

Chihuahua

O Chihuahua vem da América Central ou do Sul e é descendente de um cão conhecido como Techichi. Eles geralmente pesam não mais de 6 quilos e ficam cerca de 6 centímetros de altura. Essa é uma das raças de cachorro pequenos que domina o espaço em que se encontra, mas, apesar de sua estatura, ainda precisam de treinamento suficiente como qualquer outro cão. As características da raça incluem olhos grandes e uma cabeça redonda ou em forma de maçã. Eles vêm em uma variedade de cores.

Os chihuahuas precisam de proteção contra o frio, mas são animais de estimação adaptáveis ​​e bem-humorados.

2. Griffon de Bruxelas

griffon

Os Griffons, como são conhecidos, serviram tanto como cães de trabalho quanto como nobres companheiros em sua Bélgica natal, e são os homenzinhos do mundo dos cães com seus expressivos rostos barbudos e grandes olhos.

Eles vêm em quatro cores: vermelho, preto e marrom avermelhado, preto e castanho e preto. Eles são encorpados, confiantes e fáceis de treinar. Além disso, eles podem ficar sozinhos, eles se saem melhor em grupos com outros cães ou em uma casa com alguém que esteja sempre presente.

3. Lulu da pomerânia

lulu da pomerânia

O majestoso, mas minúsculo Lulu da Pomerânia tem a aparência de um leão. Essa raça de cachorros pequenos, é o menor membro da família de caninos Spitz, que também inclui o Samoieda, o malamute do Alasca e o elkhound norueguês. Adorável, alerta e mal-humorado, o Lulu da Pomerânia é uma cão inteligente e leal. Eles são excelentes cães de guarda e se dão bem com as crianças. Mas, como alguns outras raças de cachorro pequenos da nossa lista, as brincadeiras brutas devem ser reduzidas ao mínimo por causa de seu tamanho.

4. Affenpinscher

Affenpinscher

Affenpinschers têm ganhado alguns apelidos ao longo dos anos: cachorros-macacos e terrier-macaco. Suas expressões sérias fazem com que pareçam menos cães e sim primatas.

Affenpinscher é originado na Alemanha e foi criado para ser assassino de rato e outros animais nocivos. Hoje, ele é uma adição maravilhosa para qualquer família que adora rir, pois o affenpinscher é consistentemente divertido, travesso e brincalhão. Essa é uma das raças de cachorro pequeno que adora latir, então certifique-se de que eles recebam treinamento adequado.

5. Yorkshire Terrier

yorkshire-terrier

Este pequeno cachorro pode parecer nobre, mas não deixe que o pelo sedoso de Yorkshire terrier te engane. Eles são pequenos, chegam a cerca de 7 quilos, são mal-humorados e corajosos, com muita atitude de cachorro grande. O Yorkie oferece anos de carinho e diversão para toda a família, mas deve ser supervisionado em uma casa com crianças pequenas.

6. Toy Fox Terrier

fox-terrier

O Toy Fox Terrier é brincalhão, inteligente e divertido. Está ansioso para agradar e aprender a cada passo. Eles também têm um histórico de trabalho como caçadores de pequenos animais. Essa linhagem tem energia ilimitada e são propensos a perseguir pequenos animais hoje em dia, por isso, precisam de muita supervisão humana.

Eles são criaturas altamente inteligentes, fáceis de treinar e que se saem bem em competições de obediência e agilidade. Chegando a 7 quilos e 10 centímetros de altura, esses filhotes divertidos vêm em uma variedade de cores e são uma fonte inesgotável de diversão para todos na família.

7. Spaniel japonês

Este cão nobre também possui uma linhagem real. O spaniel japonês tem um focinho curto e olhos grandes e redondos que são difíceis de resistir. Um companheiro encantador, o cão é exótico, gracioso e relativamente calmo, razão pela qual algumas pessoas chamam de “felino” de cães. O spaniel japonês é sensível às emoções de seus donos. Assim, se morarem em um lar tranquilo, eles terão uma natureza calma. Eles também são mais felizes em uma residência em que alguém geralmente está presente a maior parte do dia.

8. Shih Tzu

Esta é uma das raças de cachorro pequeno que ama quase todos e é um companheiro charmoso e divertido que recebe tanto prazer no seu colo como em momentos mais lúdicos. O shih tzu geralmente precisa de treinamento, já que eles são notoriamente difíceis de abrigar, e eles não são especialmente bons com crianças muito pequenas.

9. Cavalier King Charles Spaniel

cavalier-king-charles

O mimado Cavalier King Charles Spaniel é refinado e gracioso com uma linhagem real, mas também um companheiro real para qualquer membro da família. Como muitas raças nobres, os spaniels assumiram as personalidades de seus proprietários aristocráticos ao longo dos anos. Eles podem ser orgulhosos e teimosos, e eles não são bons para todos, mas são incrivelmente afetuosos e felizes quando se trata de passar tempo com seus donos.

10. Buldogue Francês

buldog francês

O buldogue francês assemelha-se a um bulldog inglês, mas com “orelhas de morcego” grandes e eretas, que são uma marca registrada da raça. A pelagem curta do cãozinho é de várias cores e seu corpo é compacto e musculoso.

O Buldogue é uma das raças de cachorro pequeno que é charmosa e inteligente. Apesar de sua natureza tranquila, é um excelente cão de guarda. Esse cachorro pode se adaptar a qualquer situação de vida e fazer amizade com outros animais e crianças pequenas com facilidade. Ele não se sai bem em calor extremo e não precisam de muito exercício, pois seus narizes curtos podem dificultar a respiração.

11. Boston Terrier

boston terrier

Pequeno mas robusto, o Boston terrier é um dos poucos cães desta lista que se originou nos EUA. A raça começou como um cão de briga, mas hoje é uma companhia afetuosa para todos os membros da família.

Os Bostons são espertos, mas como seu instinto de lutador ainda faz parte de quem eles são, eles podem ser extremamente teimosos, então certifique-se de que o seu treinamento seja adequado.

12. Pequinês

pequinês

Esta é uma das raças de cachorro pequeno já foi o cão da realeza chinesa e ainda carrega alguns traços de personalidade daquela vida anterior. Eles podem ser carinhosos ou independentes e farão o que for melhor para eles no momento. Dito isto, eles ainda são companheiros amorosos, adequados a quase todos os cenários, principalmente o apartamento em que vivem.

O pequinês é um excelente cão de guarda devido à sua vigilância, e é por isso que eles podem levar algum tempo para se aproximarem de estranhos. O pequinês é braquicefálico, certifique-se de mantê-lo fora do calor extremo. Além disso, o pequinês não deve estar em uma casa com crianças muito pequenas.

Raças de cachorro pequenos: Adotando e cuidando

Qual destas raças de cachorro pequenos é a sua favorita? Você tem um cachorro pequeno que não está listado aqui e que é um bom cão de apartamento? Então conte-nos sobre eles nos comentários abaixo!

Seja líder do seu cão – Uma atitude muito saudável

por Camila Da Silva — publicado 16 jul 2019 - 9:45

seja líder do seu cão

Se tem um conselho que podemos dar para tutores de cães é: seja líder do seu cão. Esta é uma estratégia que funciona muito bem para quem busca um cachorro mais equilibrado, respeitoso e, acima de tudo, feliz. Saiba que controlar as atitudes de um cão pode se tornar algo extremamente difícil quando não é feito da forma certa e no momento certo. Por isso, dedique tempo neste aspecto e garanta que os dias do seu animal sejam mais leves. Acompanhe o texto para entender mais sobre o assunto.

Seja líder do seu cão

Como citado anteriormente, seja líder do seu cão. Não chefe. Mas sim, líder. Esta é uma das premissas mais básicas que um filhote busca encontrar quando chega a um lar novo. Caso ele não consiga perceber controle e administração, ele mesmo se sentirá no poder de fazer o que quiser. E isto pode ser desastroso, principalmente se você espera que o cão seja obediente.

Não é uma tarefa fácil e requer muita paciência dos tutores. Principalmente os de primeira viagem. Ou seja, você precisa entender que, por mais que há sim como tornar-se líder do seu cão, algum tempo precisará ser investido nisso, até que ele perceba quem é responsável por quem. E isto exige confiança, treino e, acima de tudo, muito amor. Continue lendo para entender como o cão se comporta em seu instinto natural.

seja líder do seu cão

Como um cão se comporta?

Um cachorro se comporta nada mais nada menos do que como um animal. E todos nós sabemos que animais tem instinto que os fazem ir para um caminho ou para o outro. E um dos instintos mais presentes em qualquer cachorro é justamente a sensação de liderança. O cão quando chega em um novo lar, logo associa as pessoas próximas dele como sendo membros da nova matilha. E, desta forma, espera que alguém assuma o controle da situação.

Assumir o controle da situação é impor limites, mostrar o que pode, o que não pode, estipular horários e locais para comer, etc. Quando não há esta sensação, ou seja, quando o cão percebe que esta figura não existe como deveria existir caso vivesse no mato, ele mesmo tomará as rédeas da situação, de forma instintiva.

E isto significa, entre outras coisas, ser agressivo, possessivo, mal educado e desrespeitoso com os membros da família. Por mais que ele não faça “por mal”, o instinto dele será liderar, caso ninguém o lidere. E é justamente neste ponto que a sua figura como tutor deve entrar em ação. Ele precisa saber que você é o dono dele e, desta forma, guiar as rédeas.

seja líder do seu cão

O que é um líder?

Muitas pessoas se confundem entre líder e chefe. O líder é quem vai guiar os passos dos liderados, e o chefe vai mandar. De forma bem resumida, conseguimos facilmente associar estas situações ao comportamento canino. Nós não podemos nos apegar ao simples fato de sermos os donos deles e, desta forma, mandar e desmandar uma série de situações que eles sequer entendem.

O processo de liderança é simples, mas não é fácil. E ele precisa ser feito da forma certa para que o cão não associe a sua figura a algo que ele tenha medo ou pavor. Mas sim, respeito. Um exemplo prático disso é, ao invés de brigar quando ele faz algo errado, elogiar quando ele faz algo certo. Os cães são condicionados as situações. E é nossa responsabilidade condicioná-los para as situações positivas. E assim eles podem fazer a associação no futuro. Seja líder do seu cão e seja efetivo nesta etapa!

Adestramento é a chave para o bom comportamento

Você já deve ter ouvido falar do adestramento de cachorro, não é mesmo? Pois bem, este é um método que muitas pessoas simplesmente consideram inacessível ou banal. Entretanto, é de extrema importância para conseguir liderar o seu cachorro. Através de processos estratégicos e pensados, podemos elaborar situações para que o cão aprenda, seja educado e respeitoso, de acordo com as nossas realidades.

Assim sendo, um exemplo prático desta situação é ensinar o seu cão a se controlar em situações que você não está presente. Quando você chegar em casa, a recomendação de diversos adestradores é de que você não deve interagir com o cão. Deixe-o fazer pirraça e somente depois de alguns minutos dê atenção.

Esta é uma forma de demonstrar que você está na liderança e só dará atenção quando ele se comportar. Com o tempo, ele se condicionará a isso e será um cão muito menos ansioso. Seja líder do seu cão e veja este processo acontecer aos poucos.

seja líder do seu cão

Impor limites é fundamental

Um líder impõe limites de forma inteligente. Ele não briga, não se altera e muito menos ordena. No entanto, ele cria artifícios para que o cão perceba o que é certo e o que é errado. Por exemplo, se o cão fazer as necessidades em um local errado, você não deve brigar com ele e muito menos fazê-lo cheirar as necessidades, esfregando o focinho no local (sim, tem gente que faz isso!).

O que você precisa fazer é, de alguma forma, condicioná-lo a fazer certo. Por exemplo, toda vez que ele acertar o local do xixi, elogie-o e ofereça um prêmio. Assim ele entenderá que quando ele faz determinada ação, algo positivo acontece.

Cuidado com o tom de voz

O tom de voz é algo que os cães levam muito em consideração. Brigar não é saudável. Enquanto palavras de ordem, fortes e curtas sim, podem surtir efeito no longo prazo. Um “não!” bem expressado, de forma rápida e curta pode ser um comando muito bem absorvido com o tempo. Entretanto, xingamentos exagerados e sermões dificilmente serão captados. E você só fará o cão ficar ainda mais ansioso. Portanto, dê atenção a esta situação.

seja líder do seu cão

Motivos para liderar o seu cão

Para finalizar, separamos uma série de motivos para liderar o seu cão e não ser o chefe dele. Mostre quem está no comando, mas não abuse do poder, da força ou da sua inteligência. Dê tempo ao cão, faça o sentir-se amado e nunca use a força ou a violência. O restante irá acontecer com o tempo e você notará as diferenças.

Entretanto, é importante sempre levar em consideração que o cão continua sendo um cão e não uma máquina. Portanto, ele merece um tempo para assimilar tudo que está acontecendo e, desta forma, respeitar você. Veja uma lista de situações positivas que a liderança planejada pode oferecer e assim, seja líder do seu cão.

  • Elevação da imunidade por ele sentir-se mais feliz;
  • Muito mais serenidade com outras pessoas (carteiros, por exemplo);
  • Falta de motivação para ferir familiares;
  • Muito mais respeito é adquirido durante os passeios (não puxa a coleira, por exemplo);
  • Ele brincará muito mais com os próprios brinquedos do que com objetos indevidos;
  • Controle da ansiedade e irritação por conseguir se situar em casa;