A cadela Laika foi o primeiro ser vivo terrestre a orbitar o planeta Terra

por Samantha Kelly — publicado 27 set 2012 - 15:58

Laika.

 

Laika

Laika era uma cadela que vivia solta nas ruas de Moscou, pesava aproximadamente seis quilos e tinha três anos de idade quando foi capturada para o programa espacial soviético. Originalmente a chamaram Kudryavka (crespinha), depois Zhuchka (bichinho), e logo Limonchik (limãozinho), para finalmente chamá-la de Laika. Os cães capturados eram mantidos num centro de investigação nesta cidade, e três deles foram avaliados e treinados para as demandas da missão: Laika, Albina e Mushka.

 

Treinamento

Antes do lançamento do Sputnik II, tanto a União Soviética como os Estados Unidos já haviam lançado animais vivos em voos suborbitais. Esta missão exigia uma atenção especial ao treinamento dos cães, já que a duração do voo exigia dos animais uma adaptação em permanecer em espaços confinados por um período maior.

Albina foi lançada duas vezes em um foguete para provar sua resistência nas grandes alturas, e Mushka foi utilizada para o teste da instrumentação e dos equipamentos de suporte vital. Laika foi selecionada para participar da missão orbital, e Albina como a principal substituta.

Seu treinamento estava a cargo do cientista Oleg Gazenko. O treinamento consistia em acostumar os cães ao ambiente que encontrariam na viagem, como o espaço reduzido da cápsula, os ruídos, vibrações e acelerações. Como parte do treinamento, a aceleração das decolagens era simulada através da força centrífuga imposta na cápsula onde os animais se introduziam. Durante estas atividades, seu pulso chegava a duplicar e sua pressão sanguínea aumentava em 30–65 torr. O mesmo processo geral seria utilizado mais tarde no treinamento dos cosmonautas soviéticos.

A adaptação dos animais ao confinado espaço do Sputnik II exigiu que permanecessem em compartimentos cada vez menores por até vinte dias. O confinamento forçado provocou distúrbios nas funções excretoras dos animais, incrementando sua agitação e deteriorando sua condição física geral.

 

 

Missão

Em 31 de outubro de 1957, três dias antes do lançamento, Laika foi colocada no Sputnik II, no cosmódromo de Baikonur, no atual Cazaquistão. Dado que as temperaturas no local de lançamento eram extremamente baixas, a cápsula requereu conservação térmica, através de um aquecedor externo e de uma mangueira. Dois assistentes estavam encarregados de vigiar Laika constantemente antes do começo da missão. Bem antes do lançamento, em 3 de novembro de 1957, a pelagem da Laika foi limpa com uma solução de etanol, e pintaram-na com iodo nas áreas onde ela levaria sensores para vigiar suas funções corporais.

O Sputnik II foi lançado em 3 de novembro de 1957. Os sinais vitais da Laika eram seguidos telemetricamente por controle em terra. Ao alcançar a máxima aceleração depois da decolagem, o ritmo respiratório do animal aumentou de três a quatro vezes em relação ao normal, e sua freqüência cardíaca passou de 103 a 240 batimentos por minuto. Ao alcançar a órbita, a ponta cônica do Sputnik II desprendeu-se com sucesso. A outra seção da nave que deveria desprender-se (o “Blok A”) não o fez, impedindo que o sistema do controle térmico funcionasse corretamente. Parte do isolamento térmico desprendeu-se, permitindo que a cápsula alcançasse uma temperatura interior de 40 °C. Após três horas de micro-gravidade, o pulso de Laika havia descido a 102 batimentos por minuto; esta descida na freqüência cardíaca havia tomado três vezes mais tempo que o experimentado durante o treinamento, o que indicava o alto estresse em que estava a cadela. Os dados telemétricos iniciais mostravam que, ainda que Laika estivesse agitada, estava comendo. A recepção de dados vitais parou entre cinco e sete horas depois da decolagem.

No entanto, a informação que Moscou deu a conhecer dizia que o animal se comportava em calma em seu voo espacial, e que em poucos dias Laika desceria à Terra, primeiro em sua cápsula espacial, e logo em pára-quedas. Todo mundo acreditava que o animal levava alimento suficiente e sua condição era estável, pelo que muitas pessoas estiveram esperando o regresso de Laika. Algumas pessoas aproveitaram para fazer brincadeiras: durante várias horas, a população de Santiago do Chile esteve convencida de que Laika havia caído na cidade. Os habitantes da zona suburbana viram descer um cão de pára-quedas, e eles se convenceram naquele momento de que se tratava de Laika. Quando o animal chegou em terra, se comprovou que na realidade se tratava de um cão macho, e a montagem não era mais que uma brincadeira para aproveitar-se da neurose coletiva das “cadelas voadoras”.

O Sputnik II não estava preparado para regressar à Terra de forma segura, pelo que já se sabia que Laika não sobreviveria à viagem. Os cientistas soviéticos planejaram dar-lhe comida envenenada, que Laika consumiria depois de dez dias. No entanto, isso não ocorreu como planejado. Durante anos, a União Soviética deu explicações contraditórias sobre a morte de Laika, dizendo às vezes que a cadela havia morrido por asfixia quando as baterias falharam, ou que haviam feito eutanásia conforme os planos originais. Em 1999 fontes russas asseguraram que Laika sobreviveu pelo menos quatro dias, e depois pereceu por causa do superaquecimento da nave. Em outubro de 2002, o cientista Dimitri Malashenkov, que participou no lançamento do Sputnik II, revelou que Laika havia morrido entre cinco e sete horas depois da decolagem, devido ao estresse e superaquecimento. Ele declarou, num artigo que apresentou no Congresso Mundial do Espaço em Houston: “Foi praticamente impossível criar um controle de temperatura confiável em tão pouco tempo”. O Sputnik II finalmente explodiu (junto com os restos de Laika) ao entar em contato com a atmosfera, em 14 de abril de 1958, após 163 dias e 2.570 órbitas em volta da Terra.

 

Controvérsia

Depois de Laika, nenhuma outra missão tripulada por cães foi lançada sem que existisse um sistema para o retorno seguro do animal. No que diz respeito a temas de exploração espacial, o tema da corrida espacial entre os Estados Unidos e a União Soviética dominou a opinião pública durante muitos anos; temas como a exploração de animais não foram debatidos intensamente em seu momento. A imprensa de 1957 estava mais preocupada em informar o impacto do ponto de vista político, e a saúde e recuperação (ou a perda) de Laika eram temas muito pouco mencionados. Não foi senão muito mais tarde quando se originaram discussões sobre o destino final do animal.

A deliberada morte de Laika desencadeou um debate mundial sobre o maltrato aos animais e os avanços científicos à custa de testes com animais. Embora vários animais já houvessem morrido em missões dos Estados Unidos nos nove anos anteriores ao Sputnik II, Laika foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado. No Reino Unido, a Liga Nacional de Defesa Canina (NCDL, atualmente Fundação para os Cães) pediu para os donos de cães guardarem um minuto de silêncio em honra a Laika. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas. No entanto, alguns cientistas estadunidenses ofereceram apoio a seus colegas soviéticos, pelo menos antes da morte de Laika. Igor Ushakov, chefe da administração médico-militar do Ministério da Defesa russo, afirmou que “O voo de Laika permitiu mostrar a possibilidade de que um animal altamente organizado pode sobreviver em condições de falta de gravidade, e obter informação sobre o estado de seu organismo durante o voo orbital”. Dentro da União Soviética houve menos controvérsia sobre o acidente, que não foi abertamente questionado nos meios de comunicação. Somente em 1988, após o colapso do regime soviético, que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: “Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso…. nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal”.

 

Selo postal da Romênia mostrando Laika.

Na cultura popular

A viagem da Laika transformou-a em um dos cães mais famosos do mundo. Em 1997, na Cidade das Estrelas, foi inaugurada uma placa em homenagem aos cosmonautas mortos. Laika está representada em um canto da placa, espiando por entre as pernas de um dos cosmonautas. Seu baixo-relevo está no Monumento aos Conquistadores do Espaço (1964), em Moscou, onde Laika e Lenin são os únicos personagens que se pode reconhecer por seu nome, entre todos os personagens que aparecem esculpidos no monumento, embora se pense que Yuri Gagarin e Sergei Korolev possam ser identificados, não por suas efígies, mas sim pelo contexto do relevo. Em vários países criaram-se selos de correio com a imagem da cadela Laika, comemorando seu voo. Marcas de chocolates e cigarros foram nomeadas em sua memória, e uma grande coleção de souvenirs de Laika ainda aparece em leilões atualmente.

Em 9 de março de 2005, um pedaço de terreno no planeta Marte foi chamado Laika, embora não oficialmente, pelos controladores da missão da Mars Exploration Rover. O lugar se localiza próximo da cratera Vostok em Meridiani Planum.

Laika tem aparecido em numerosas obras literárias, mormente de ficção científica ou também de fantasia, que freqüentemente narram histórias sobre seu resgate ou sobrevivência. A novela Intervention (Intervenção), de Julian May, relata que Laika foi resgatada por extraterrestres. Na novela Weight: The Myth of Atlas and Hercules (Peso: O Mito de Atlas e Hércules), de Jeanette Winterson, o titã grego Atlas encontra a cápsula em órbita, e adota o animal. No romance “Alien Bodies” da série Doctor Who se narrou uma história sobre seu funeral e na antológica Flight sobre sua viagem a um outro planeta. Em um capítulo da revista Flash Gordon aparece Laika resgatada por uma raça de alienígenas lunares com aspecto de cão.

Os nomes de vários grupos musicais estão inspirados em Laika, entre eles Laika Dog, Laika & the Cosmonauts e Laika, cujos três primeiros álbuns possuem uma cosmonauta canina na capa. O grupo espanhol Mecano, a banda canadense Arcade Fire, Moxy Früvous e a banda sueca The Cardigans têm uma canção chamada “Laika”. Em 1986, a banda alemã C.C.C.P. lançou um álbum chamado Cosmos que tinha a música “Laika Laika”, com tema girando em torno do programa espacial soviético, e sendo completada com um coro militar russo. Laika apareceu em canções de (entre outros) Massacre Palestina (“Laika se Va”); Akino Arai (“Sputnik”); Åge Aleksandersen (“Laika”); The Divine Comedy (“Absent Friends” e “Laika’s Theme”); Havalina (“Leica”); The Motorhomes (“Into the Night”); “Neighborhood #2 (Laïka)”, pelo Arcade Fire; Mighty Sparrow (“Russian Satellite”); Pond (“My Dog is an Astronaut, Though”); Kyler England (“Laika”) e The Circle Jerks (“Dog”). Em 2002, o grupo Spacemonkeyz fez um remix do álbum homônimo do Gorillaz, intitulado Laika Come Home. A fita de composição de György Kurtág, Memoire de Laika (1990) incorpora texto falado sobre a cadela. Mais recentemente, a banda de rock japonesa Asian Kung-Fu Generation incluiu uma canção intitulada “Laika” em seu álbum World World World (2008).

O vídeo de 2007 para a música do Trentemøller, “Moan”, era sobre Laika. No filme sueco de 1985 My Life as a Dog (Mitt liv som hund), o protagonista—um garoto que se sente impotente contra seu destino—compara a si mesmo com Laika.

No episódio “Brincadeira no Pântano”, do desenho animado Pica-Pau se faz uma referência à Laika, onde é mostrado um cachorro voando no “espaço”. Essa mesma cena (de uma forma engraçada), poderia também demonstrar a rivalidade entre Russos e Americanos na chamada Corrida Espacial.

 

Objetivo em Marte chamado Laika pela NASA, durante a missão da Mars Exploration Rover.

 

Homenagem

Em 11 de abril de 2008 foi inaugurado um monumento em honra à cadela Laika no centro de Moscou. O monumento foi colocado em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos com a participação da célebre cadela. A figura de bronze, de dois metros de altura, representa um dos segmentos de um foguete espacial, que se transforma em uma mão humana, sobre a qual está o corpo de Laika.

 

Fonte Wikipedia.

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Como fazer o cachorro parar de morder

Como fazer o cachorro parar de morder?

Antes de mais nada, podemos adiantar: o ato do cachorro morder, é normal. Muitas vezes a mordida é uma diversão garantida para ele. Porém, não para o dono. Inclusive, pode se tornar insuportável com o tempo, pois caso seu cão acostume-se a morder você por qualquer motivo, pode ter certeza: ele vai adorar.

Isso geralmente acontece mais com cães filhotes, pois o que mais eles querem fazer, é brincar com você. E as mordidas são um jeito não muito carinhoso de eles fazerem isso. Há quem diga também, que eles gostam de morder pois os dentes estão em fase de crescimento, o que torna ainda mais prazerosa a brincadeira.

5 atitudes para você tomar que evitarão as mordidas

Agora que você já entendeu um pouco da motivação por parte dos cachorros em morder, podemos testar algumas técnicas e métodos que poderão ajudar a fazê-los parar de morder. Afinal, aprender como fazer o cachorro parar de morder pode ser demorado. Assim sendo, não espere resultados imediatos. Dar tempo ao tempo é fundamental.

  1. Mostre que você sente dores com as mordidas

Isso mesmo. Este é um dos pontos mais importantes para acostumar o seu cão de que determinadas ações machucam você. E acredite, eles não vão gostar de saber que você está se machucando. Cachorros são muito apegados aos seus donos e demonstram interesse pelos seus sentimentos. Logo, mostrar que as mordidas estão doendo ajudará no processo de fazê-lo parar com o tempo.

  1. Pare de brincar quando seu cachorro morder

Quando o seu cachorro estiver em estado de êxtase pura, ou seja, brincando, é o momento que ele mais se sentirá feliz. E isso poderá ser cortado pela raiz quando ele morder você. Experimente parar de brincar assim que ele morder. Com o tempo, ele assimilará que a diversão acaba quando ele pratica determinados atos. E isso poderá ajudar.

Como fazer o cachorro parar de morder

  1. Brigue com ele de maneira firme, mas não xingue

Assim como os cães ficam felizes quando seus donos brincam, eles também assimilam quando eles brigam. Ou seja, um método muito educativo, é falar com a voz firme para o cachorro parar de morder. Nunca xingue, apenas diga para ele parar de maneira dura. Estas ativações farão com que ele evite de morder você em longo prazo.

  1. Elogie e parabenize tudo aquilo que não envolve mordida

Assim como é importante você ser firme com ele quando precisar, também é importante elogiar e falar com uma voz em tom mais ameno quando ele fizer o correto. Da mesma forma que ele assimilará uma briga, ele assimilará algo positivo. E assim, seu comportamento é construído de maneira educada.

  1. Saia do ambiente em que o cão está quando ele morder

Quando você estiver brincando com o seu cão e ele estiver lhe mordendo, experimente deixá-lo sozinho brincando por um tempo. Apenas afaste-se e não demonstre mais vontade de brincar com ele. Se você fizer isso imediatamente após as mordidas, o cachorro entenderá que sempre que ele morder, você sairá. E acredite, tudo que eles mais gostam é da sua presença. E não a tendo, fará com que eles assimilem o que você quer.

Como fazer o cachorro parar de morder

Seu cachorro não é uma marionete

Estas sugestões podem funcionar muito bem no longo prazo. Entretanto, é muito importante que você entenda que seu cachorro não é uma marionete. Entender como fazer o cachorro parar de morder é muito mais complexo do que simplesmente uma receita pronta.

Envolve educação, muito treinamento e disciplina. E, claro, você terá de ter paciência com ele. Ainda mais se ele for filhote. Nunca exija muito em pouco tempo. Afinal, eles continuam sendo cães e tudo que eles mais querem, é aproveitar os momentos perto do dono, brincar até cansar e fazer companhia.

No entanto, o jeito deles representarem isso tudo, muitas vezes pode ser de um jeito que você não gostaria. O que é absolutamente normal. Entretanto, é importante respeitar o tempo do seu cão e educá-lo aos poucos.

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Como Acostumar Dois Cachorros a Conviverem Juntos

Como acostumar dois cachorros a conviverem juntos?

A primeira coisa para entender como acostumar dois cachorros a conviverem juntos, é o motivo dos cães brigarem ou se desentenderem em ambientes já dominados. Isto ocorre pelo fato da conquista de território. Quando um cachorro sente-se dono de um lugar, ele fará de tudo para proteger o mesmo.

Assim sendo, podemos constatar também que os cachorros sentem ciúmes de seus donos. Ou seja, se já tiver um cachorro no ambiente previamente dominado e ainda este cão estiver próximo do seu dono, o cão que já habita o lar vai estranhar, podendo avançar ou morder.

Existem casos em que este convívio pode acontecer de maneira absolutamente comum e normal, como se sempre houvessem dois cães naquele ambiente. Algumas raças são mais abertas a socializar e acabam facilitando o processo. Entretanto, para as que não são assim, acompanhe o que você poderá experimentar e testar para aprender como acostumar dois cachorros a conviverem juntos.

Apresente os cães em um ambiente longe de casa

Como falamos, cães são territoriais. Ou seja, eles consideram determinados territórios como sendo somente deles. E isto faz com que possa ser difícil introduzir outro cão ao lar. Portanto, para facilitar o processo, recomendamos que você experimente apresentar os cães longe da sua casa.

Como fazer isso? É muito simples, basta levar o seu cão atual para conhecer o novo integrante da família, em um parque ou simplesmente em um passeio. Isto fará com que eles possam se cheirar e se ver longe da habitação que eles teoricamente teriam de defender.

Quando os cachorros se conhecem previamente em outro ambiente, a adaptação em casa posteriormente se torna muito mais simples, pois não haverá aquela desconfiança grande nem a sensação de invasão por parte do cão que já mora com você.

Como Acostumar Dois Cachorros a Conviverem Juntos

Canse bastante os cachorros para que eles se conheçam

Outra boa prática para acostumar os cães juntos, é cansá-los antes mesmo de fazê-los se conhecer. Para isso, basta você levá-los previamente para passear, correr ou brincar. Após algum tempo praticando atividades e gastando a energia deles, experimente fazer a apresentação entre um e outro.

Neste caso, também é importante que a apresentação seja feita longe do lar. Ou seja, depois de cansar seu cão, leve-o para conhecer o novo irmão longe do território que ele domina. Fazendo isso, as chances de eles brigarem ou se estranharem são remotas, pois ninguém estará disposto a defender nada e a passividade para se conhecer será benéfica para ambos.

Como Acostumar Dois Cachorros a Conviverem Juntos

Prepare sua casa para recebê-los

Agora que você já conseguiu apresentá-los de uma maneira menos invasiva, é hora de ir para casa com ambos. Antes mesmo de sair com eles, deixe sua casa pronta para quando você voltar. E isto envolve potes de ração separados e brinquedos para ambos.

Lembre-se que seus cães estarão cansados, e tudo que eles querem é um carinho para descansar. Neste momento, é importante que você dê isso a eles dentro de casa. Pois é lá que eles passarão a maior parte do tempo e precisam se acostumar um com o outro.

Entretanto, é importante levar em consideração que eles também são muito sentimentais e ciumentos com seus donos. Ou seja, não é apenas a introdução que você deverá zelar: é também a atenção que dará para eles.

Jamais divida a atenção e foque somente em um cachorro. Isto fará com que um dos dois sinta-se abandonado, podendo causar desequilíbrios no comportamento e, até mesmo, gerar aquela desconfiança entre ambos.

Não provoque ciúme nem em um, nem em outro. Trate-os iguais, principalmente no início da fase da adaptação. Pois acredite, eles farão de tudo para chamar a sua atenção. E isto poderá gerar problemas desnecessários para você.

Assim sendo, vá com cautela, com calma e dê tempo ao tempo. Certamente a fase de adaptação será difícil, mas, depois eles irão se entender e tudo ficará bem. E você terá um lar repleto de carinho com seus cachorros.