Um dos maiores questionamentos que os tutores fazem é se a raça do cachorro influencia na sua personalidade.

Existem tantas raças hoje em dia, com tantas descrições diferentes que é difícil identificar as características que são realmente devidas à genética.

Além disso, hoje em dia em alguns casos se tem uma miscigenação muito grande e, por isso as características típicas da raça acabam se perdendo.

Por mais que seja difícil definir isso e afirmar plenamente, existem alguns fatos bem interessantes sobre isso.

Sendo assim, continue lendo esse texto para saber mais se a raça do cachorro influencia mesmo na sua personalidade.

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Cachorro na areia da praia. Foto Freepik

A raça do cachorro influencia na personalidade por causa da genética

Saber se a raça do cachorro influencia na sua personalidade não é tão simples. Mas com certeza pode-se dizer que a questão genética influencia bastante em relação a isso.

Os animais que existem hoje passaram por processo intensos de seleção de características desejadas.

Isso inclui tanto as características físicas quanto aquelas ligadas à personalidade do animal. Dessa forma, sabe-se que um Border Collie não para nunca de “trabalhar”, enquanto que um Pastor Alemão é um caçador nato.

Da mesma forma, o Labrador Retriever e o Beagle são meigos e brincalhões. E esse traço de personalidade se devem a essesgenes que vão sendo selecionados a cada cruzamento.

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Cão na areia da praia de oculos escuro. Foto Freepik

Uma pesquisa liderada pelo psicólogo Evan MacLean, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, observou 14 mil cães de 101 raças diferentes.

Todos os cães passaram por um teste de personalidade elaborado especificamente para animais de estimação.

Esse questionário aborda a forma como o cão reage em determinadas situações, como quando uma pessoa chega à porta, por exemplo.

Os tutores devem então assinalar 14 pontos em relação aos seus cães. Também devem relatar a tendencia a terem reações agressivas e o quanto são adeptos ao adestramento.

O questionário bastante completo contemplava também questões sobre a forma de tratamento do animal por parte do tutor e a convivência entre eles.

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Cachorro na praia de oculos e blusa florida. Foto Freepik

Segundo os resultados obtidos a partir desses testes, em torno de metade da personalidade do cão realmente se deve à sua genética e seleção artificial de características.

Mas a outra metade está diretamente relacionada com a convivência entre o animal e o seu tutor ao longo da sua vida.

A escolha da raça ideal

Diante dos resultados do estudo, pode-se entender que a relação entre genética e personalidade é muito intensa.

Sendo assim, é fundamental ter o máximo de cuidado ao selecionar um animal de raça para levar para casa.

É extremamente importante selecionar um animal que tenha características compatíveis com o seu perfil e com a personalidade das pessoas que vão conviver com o animal.

Características dos Basenji

Cão deitado na cama – Foto: Freepik

Pense em qual raça de cachorro poderá atender melhor as suas expectativas. Cães pequenos, por exemplo se adequam bem a apartamentos, enquanto que os maiores e mais ativos precisam de espaço, por exemplo.

Mas lembre-se de que o animal não se desenvolve sozinho e, a forma como você o tratar terá um papel muito importante no desenvolvimento emocional dele.

Ainda falando sobre essa seleção de características emocionais nos cães, isso é um pouco complicado atualmente.

Existem muitas pessoas que fazem a reprodução irresponsável desses exemplares e, por isso acabam perdendo o controle sobre a personalidade dos indivíduos.

Com isso, é bem comum nascerem animais com desvios comportamentais atípicos da raça. Esse é o caso de cães Golden Retriever que apresentam agressividade.

Sendo assim, se você preferir ter um animal de raça, procure conhecer a linhagem e a procedência do cão para evitar esse tipo de problema.

É possível moldar a personalidade do cachorro?

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Dalmata com urso de pelucia na boca. Foto Freepik

Como já foi dito, apenas metade da personalidade do cão se deve realmente à genética, ou seja, à raça do animal.

A outra metade disso se deve ao meio em que ele vive e à forma como ele é tratado pelas pessoas que convivem com ele.

Sendo assim, a boa noticia é que boa parte da personalidade do animal pode sim se moldar com um pouco de paciência e dedicação.

O melhor é fazer isso quando o animal ainda é filhote, uma vez que nesse período a personalidade dele ainda não está completamente formada.

Socialização e adestramento podem ajudar a moldar um pouco o comportamento do cão e, assim deixa-lo mais bem adaptado à sua rotina e aos hábitos da sua família.

O adestramento é muito bem vindo já nas primeiras semanas de vida do cão e, ele deve ser feito por uma pessoa especialista, que tenha a experiência necessária para lidar com o animal.

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Filhotes em cima do muro. Foto Freepik

Por mais que seja mais simples de adestrar um cão filhote, é possível fazer o adestramento de um animal adulto também.

Mas nesse caso será preciso ter ainda mais conhecimento, prática e um pouco mais de paciência para conseguir fazer com que o animal reaja da maneira como você deseja.

Além disso, uma opção é deixar o animal junto com outros cães da casa que já são treinados e, isso faz com que ele adquira os mesmos hábitos e a mesma personalidade dos demais.

O tutor tem papel fundamental no processo

O papel do tutor também é fundamental no treinamento dos animais. É muito importante que o treinador vá mostrando ao animal quais são as atitudes positivas e negativas.

Dessa maneira o cão passa a compreender bem o que está acontecendo e, assim passa a entender os comportamentos permitidos e os não permitidos, adequando inclusive isso ao tipo de ambiente onde se encontra.

Mesmo que você não tenha muito tempo para se dedicar ao treinamento do animal ou, caso não esteja conseguindo obter bons resultados, pode contratar um adestrador profissional e experiente.

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Cachorro na arvore. Foto Freepik

É importante que o adestrador trate o cão com respeito e carinho, pois o treinamento deve ser sempre muito tranquilo.

Lembre-se de que isso serve para moldar as atitudes do cão às necessidades da família, mas jamais pode ser um processo traumático de nenhuma maneira.

Os cães e a personalidade do tutor

Você já deve ter ouvido dizer que os animais são muito parecidos com o dono. E essa afirmação faz todo o sentido.

Essa crença de que o cachorro tem a personalidade do dono foi confirmada em uma pesquisa muito importante.

Sendo assim, fique sabendo que a personalidade do seu cão tem relação direta com quem você é o jeito como reage às diferentes situações.

Brincalhão, calmo, nervoso, agitado e, até mesmo ansioso. Tudo pode ser na verdade um reflexo daquilo que você é e da maneira como reage.

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Mulher com 2 cachorros na mão. Foto Freepik

De acordo com estudos, os cães adquirem características dos seus tutores.

Assim, um animal que tem um tutor neurótico, por exemplo, não consegue lidar de maneira adequada com situações estressantes.

Por outro lado, os animais que moram em casas mais tranquilas, também têm maior tendência a ser bonzinhos e mais amigáveis.

Sendo assim, se você tem um cachorro, é bem provável que já tenha percebido que em vários momentos ele tem reações parecidas com a sua.

Inclusive o humor do animal facilmente pode variar de acordo com a forma como o tutor se sente no momento ou dia, por exemplo.

No entanto, obviamente, no caso de vários animais morarem juntos, cada um terá a sua própria personalidade.

Essa será moldada pela união entre as próprias características, de origem genética, com aquelas adquiridas com a convivência em um determinado espaço e com certas pessoas.

Cães de personalidade forte

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Mulher tirando foto com o seu cão na mão. Foto Freepik

Como você já viu nos tópicos anteriores, a personalidade do tutor, forma de tratamento e o ambiente no qual o animal vive são fatores que influenciam diretamente na personalidade do animal.

Isso faz com que a personalidade de cada animal seja realmente única, assim como também acontece com os seres humanos.

Mas a carga genética também contribui para isso, uma vez que os cães de raça tiveram características selecionadas de acordo com a finalidade das pessoas que os criavam.

Dessa maneira, as atividades de trabalho podiam ser mais bem desenvolvidas. Com isso, se moldava a personalidade do animal.

E existem algumas raças em particular que realmente têm uma personalidade muito forte, que o tutor precisa conhecer antes de adquirir um filhote. Veja a seguir algumas delas

Lhasa Apso é uma raça de cachorro de personalidade forte

Lhasa Apso

Cadela em cima da pedra. Foto: Freepik

Hoje em dia o Shih-Tzu é um cão muito procurado para companhia, principalmente de crianças. No entanto, é fundamental compreender as diferenças entre ele e o Lhasa Apso.

Por mais que os dois se assemelhem em muito na aparência, a personalidade das duas raças é bem diferente.

O Lhasa é bem mais territorial e possessivo, podendo inclusive se mostrar agressivo em diferentes situações.

O hábito de latir também costuma ser mais intenso nos cães Lhasa. E isso se deve a origem desses animais, que foram inicialmente criados em templos tibetanos.

Os animais faziam a guarda desses templos e, por isso, precisavam se mostrar atentos e sempre prontos para indicar situações de perigo ao tutor.

Ao menor sinal de que algo estava errado, o animal deveria latir para avisar. E esse comportamento permanece vivo até hoje nesses cães.

Hoje em dia o Lhasa Apso já não é mais usado como cão sentinela, uma vez que o seu tamanho e carisma fazem dele um excelente animal de companhia.

Realmente ele consegue lidar muito bem com os seus tutores, inclusive crianças. Mas é preciso socializar e treinar o animal desde cedo, evitando que comportamentos indesejados se manifestem.

Cães Beagle possuem personalidade forte

cachorro mordendo orelha

Cachorro mordendo orelha. Fonte: Freepik

É praticamente impossível resistir ao charme de um Beagle, não é mesmo? As orelhas caídas e o rostinho meigo conquistam qualquer um.

Isso fez com que o Beagle se popularizasse como cão de companhia, mas ele é ao mesmo tempo muito curioso, independente e, está sempre pronto para uma aventura.

O tutor deve saber lidar com esses traços de personalidade adequadamente, de modo a estimular o animal da maneira correta.

Dessa maneira é possível ter ótimos momentos ao lado desse cãozinho fofo. Em contrapartida, o tutor deve ter muita disposição e pulso firme para lidar com a teimosia.

Pode ser bem difícil conseguir atrair a atenção do animal e conseguir passar os comandos de adestramento.

Por mais desafiador que isso pareça, é também fundamental para a boa convivência. Se o treinamento não for adequado, o cão pode se tornar destrutivo ou adquirir o hábito de latir excessivamente.

Akita é um belíssimo cão de personalidade forte

Akita Inu

Akita Inu. Fonte: Freepik

Quem já viu um Akita provavelmente ficou impressionado com a beleza desse cão incrível. O porte físico e postura são extremamente imponentes.

Mas não é só isso. Os animais dessa raça também são muito leais ao tutor, companheiros e carinhosos.

Por isso, ele pode sim ser um excelente animal de companhia para pessoas de qualquer idade. No entanto, é preciso driblar alguns traços da personalidade do cão para que isso se torne verdade.

O temperamento forte do Akita faz com que ele seja um cão um tanto quanto teimoso, o que torna difícil fazer os treinamentos.

O tutor deve ser firme com os comandos e, ao mesmo tempo saber como atrair a atenção e conquistar a confiança do animal.

Caso o adestramento não seja realizado, o Akita pode até mesmo se tornar agressivo em algumas situações.

Isso se deve à seleção genética da raça, em uma época na qual os animais eram usados na caça. Sendo assim, a socialização é essencial.

Chow chow é uma raça de cachorro de personalidade forte

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Cachorro babando. Foto Freepik

O Chow Chow é um cão que chama a atenção pela sua pelagem densa e a língua azul. Mas a personalidade forte desse cão nunca pode ser esquecida.

Ao longo da sua história, os animais dessa raça foram usados como cão de guarda e, também como cães de briga.

Muito inteligente e obediente, o Chow Chow precisa de um tutor firme e habilidoso ou ele pode acabar tentando dominar o ambiente e a situação. Nesse caso vai demonstrar agressividade e desobediência.

De qualquer maneira, os cães dessa raça tendem a ser desconfiados com pessoas desconhecidas e, também não são tão pacientes com as brincadeiras e agitação das crianças.

A raça do cachorro influencia sim na sua personalidade, mas existem outras questões importantes, como o ambiente, forma de tratamento e a personalidade do próprio tutor.