Se a sua filha tem medo de cachorro, este artigo vai te ajudar a entender um pouco mais sobre o assunto. Afinal, não são raras as crianças que desenvolvem algum tipo de medo ou fobia simplesmente por estar perto de um cachorro.

Muitas vezes esse medo é irracional e inexplicável. Mas algumas vezes, pode ser que o medo tenha um motivo aparente, como um trauma, uma mordida ou uma perseguição na rua. Tudo isso pode ser construído de maneira ruim na mente da criança e, portanto, ela poderá ficar com medo.

Porém, um cachorro pode ser muito saudável para uma criança do ponto de vista mental. As crianças podem ter um convívio bacana e elas podem gastar muita energia com um melhor amigo canino em casa.

Só que se a criança tem medo, forçar a barra e projetar uma situação de convívio não é a melhor saída. O que fazer? Continue lendo e saiba mais sobre o assunto.

minha filha tem medo de cachorro

Criança e cachorro – Foto: Freepik

Minha filha tem medo de cachorro – O que fazer?

Nem sempre é fácil saber o que fazer se a sua filha tem medo de cachorro. Afinal, para resolver um problema de medo não é assim tão simples. Não basta testar uma “receita” para perder o medo. Afinal, medos são construídos de maneiras diferentes e, muitas vezes, inexplicáveis.

Ou seja: não existem medos “iguais”. Cada medo pode ser resultado de uma vivência do passado ou mesmo de alguma projeção inconsciente da mente.

Por isso, simplesmente testar receitas prontas ou métodos “infalíveis” para perder o medo de cachorro, pode mais atrapalhar do que ajudar.

Se a sua filha tem medo de cachorro, é preciso entender a situação, refletir a respeito e buscar ajuda profissional. Psicoterapia é uma caminho importante para encontrar as melhores alternativas para a situação.

Veja algumas dicas:

  • Não subestime o medo da sua filha.
  • Não force a proximidade entre cão e criança.
  • Tente entender os motivos desse medo – É algo do passado?

A seguir, entenda mais sobre cada um desses itens acima. Depois, leia também: Meu cão tem medo de mim. E agora?

Filha tem medo de cachorro – Não subestime o medo da sua filha

Antes de mais nada, é preciso considerar o seguinte: nunca subestime o medo da sua filha.

Ou seja, se a sua filha tem medo de cachorro, é por um motivo. Não é “de graça” e, portanto, você não pode simplesmente passar por cima desse fato achando que o medo simplesmente vai embora.

Por exemplo, se a sua filha tem medo de cachorro, é muito importante que esse medo seja considerado e aceito. Enquanto o problema não for aceito, ele não poderá ser resolvido de maneira saudável e madura.

Afinal, como alguém pode resolver um problema sem reconhecê-lo, não é mesmo?

Ou seja, você não precisa ficar “reforçando” na sua filha que ela tem medo de cachorro. No entanto, é preciso aceitar a situação e conversar de maneira racional.

Explique pra ela que o que ela sente é medo e que está tudo bem se sentir assim. Inclusive, diga que você também sente medo de algumas situações e que isso é normal.

Além disso, é preciso explicar também como é o dia a dia do cãozinho para que sua filha entenda os comportamentos dele.

O medo é o “modo de segurança” do cérebro. É uma forma de se proteger. Portanto, explicar as reações do cãozinho poderá ajudar sua filha a perder o medo do animal, visto que as reações não sejam “inesperadas”.

minha filha tem medo de cachorro

Criança e filhote – Foto: Freepik

Filha tem medo de cachorro – Não force a proximidade entre cão e criança

O segundo passo para conseguir “reverter” o medo que sua filha tem de cachorro, é não forçar a barra. Ou seja, não adianta você colocar sua filha perto do cachorro e dizer que ele não morde e que ele é dócil.

Além de criar desespero na criança, o cãozinho também poderá se assustar e reagir de uma maneira inesperada. Resultado: a sua filha criará ainda mais resistência para se aproximar de um doguinho.

Portanto, não force situações que coloquem o cãozinho e sua filha em proximidade. Se você notar que ela tem medo de cachorro, é fundamental aceitar o problema para poder resolvê-lo.

Muitas vezes, apenas conversando e explicando que o medo é normal, já é um passo fantástico para que a criança perca um pouquinho do medo.

Acreditar que para perder o medo é preciso enfrentá-lo a qualquer custo, não é um caminho interessante. Afinal, isso poderá gerar ainda mais estresse na pequena e também no cãozinho.

Inclusive, novas sensações de medo podem ser descobertas por uma atitude forçada e, então, as coisas podem sair do controle.

Tente entender os motivos desse medo – É algo do passado?

Além de aceitar que a sua filha tem medo de cachorro, é muito importante ponderar os motivos para que isso esteja acontecendo.

Afinal, para resolver um problema, você precisa tentar entender o que está causando esse problema. Caso contrário, as ações serão aleatórias e podem não gerar resultados positivos.

Se a sua filha foi mordida por um cachorro no passado ou teve algum enfrentamento traumático, o medo pode ser justamente por isso. Ou seja, é um trauma.

Nesse caso, conversas e aproximações sutis e aos poucos, podem ajudar amenizar o medo. O longo prazo é fundamental para que sua filha volte a se sentir confortável.

Para que isso seja validado, é importante considerar a dica anterior: nunca force a barra. Ou seja, se a sua filha tem medo porque foi mordida em algum momento, soltar o cachorro perto dela e dizer que “está tudo bem” não vai resolver. Só vai piorar.

Preferencialmente, explique para a criança os motivos que levaram aquela mordida/ataque do cachorro. Possivelmente, o cãozinho foi desafiado, apertado, encurralado ou alguma situação que mexeu com seu instinto.

Deixe a criança saber como realmente funciona a vida de um cãozinho. Assim, ela saberá que, se ele atacou, foi por um motivo.

Lembre-se: até mesmo o mais dócil cãozinho pode atacar. Afinal, eles são animais, têm instintos e precisam ser respeitados.

criança e cachorro

Menina abraçando cachorro – Foto: Freepik

E se o medo for inexplicável, o que fazer?

Os traumas surgem a partir de uma situação de desconforto e medo. O cérebro cria uma proteção/bloqueio para aquela situação e, por isso, é tão difícil superar um medo que veio de uma situação do passado.

Porém, além disso, há o medo irracional e inconsciente. Ou seja, aquele medo que vem “do nada”. Sua filha não foi mordida, atacada ou perseguida por um cachorro. Mas mesmo assim, ela tem pavor de chegar perto de um doguinho.

Nesse caso, o medo é mais difícil de ser quebrado. Afinal, pode ser que o medo foi deslocado de alguma outra situação para o cachorro. O cachorro apenas “ativa” o medo, mas não é o motivo dele.

Considerar psicoterapia, nesse caso, é fundamental. Afinal, é preciso que haja diálogo para que os potenciais causadores do medo apareçam.

Além disso, teste isso aqui:

  • Crie um ambiente saudável de convívio.
  • Simule situações de cuidados com o cão (banho, comida e carinho).

Entenda a seguir.

Crie um ambiente saudável de convívio

O ambiente de convívio entre cachorro e criança precisa ser adequado. Esse é um passo fundamental para que o medo não seja piorado. Ou seja, se você tem um cãozinho em casa, o ideal é que ele não interaja de maneiras inesperadas com sua filha.

Deixá-lo solto no ambiente pode gerar um desconforto muito grande para a criança. Preferencialmente, mantenha o dog em outro ambiente enquanto você não estiver por perto.

Afinal, o medo é uma defesa do cérebro e ele é ativado de maneira automática. Principalmente em crianças, o autocontrole não é simples.

Simule situações de cuidados com o cão (banho, comida e carinho)

Algo interessante que você pode colocar em prática para lidar com o medo da sua filha, é simular situações com um ursinho de pelúcia. Esse tipo de trabalho ajuda para que o cérebro associe o ursinho de pelúcia ao cãozinho.

Dê banho, comida e carinho usando o ursinho de pelúcia como objeto. A ideia não é fazer sua filha comparar o ursinho com um cachorro. Mas sim, se sentir mais confortável para situações que ela poderá ter com o doguinho em algum momento.

criança e cachorro

Menino e o cachorro – Foto: Freepik

Cinofobia em crianças – Sintomas comuns

A cinofobia em crianças pode ser bastante ruim tanto para a criança, quanto para os pais. Afinal, o medo de cachorro (cinofobia) é algo incontrolável e que pode acontecer por algo inconsciente ou por um trauma do passado.

Em alguns casos, os sintomas podem ser esses aqui:

  • Crise de choro;
  • Muita agitação e falta de ar;
  • Desconfortos e suar excessivo;
  • Paralisação do corpo e desmaios;

Ou seja, o medo de cachorro é algo sério. Não deve ser considerado como uma “coisa boba” e muito menos subestimado.

Portanto, considere as nossas dicas acima para cuidar da sua filha que tem medo de cachorro. Não force situações para tirar o medo “a força” e muito menos brigue com sua filha por conta disso. Afinal, você também teve e tem medos, não é mesmo?

Boa sorte no processo!