Entrevista com Roberto Feuerwerker da Flying Pet

Nessa entrevista será possível conhecer mais sobre a Flying Pet, empresa que presta assessoria na preparação e na documentação de cães e gatos que estão viajando para o exterior.

por Samantha Kelly — publicado 16 abr 2015 - 11:26

Com muita satisfação que trazemos aos leitores do Portal do Dog um papo super bacana que tivemos com Roberto Feuerwerker, proprietário da Flying Pet, empresa que presta assessoria na preparação e na documentação de cães e gatos que estão viajando para o exterior.

Tekila, em Dublin. Foto: Reprodução/Facebook

Tekila, em Dublin. Foto: Reprodução/Facebook

Fizemos questão de apresentar a Flying Pet, primeiro porque é sempre bom passar para frente e avisar ao público quando se sabe de uma empresa que se destaca e faz a diferença no mercado, segundo pois foram eles que fizeram um trabalho impecável na preparação dos meus dois cães na viagem Brasil – Inglaterra.

Se engana quem pensa que a assessoria fica apenas no âmbito da documentação e dos exames (que sozinhos já são grande parte do processo). Há um lado inesperado nessa equação que também precisa de muitos cuidados: O emocional do tutor. Depois que os pets chegam e quando podemos parar e pensar, é possível ver que o serviço vai muito além, afinal, são os nossos filhos caninos e felinos que estão viajando.

Como contei em outras matérias, já contratei uma assessoria que não foi positiva e só me trouxe dor de cabeça e problemas, então faço questão de contar sobre a Flying Pet e o trabalho 5 estrelas que eles nos proporcionaram.

O Roberto Feuerwerker foi peça essencial na preparação da viagem dos meus cachorros e é muito bom poder compartilhar com vocês um pouco sobre a nossa conversa exclusiva para o Portal.

Abaixo você vai poder tirar as dúvidas sobre como funciona uma assessoria para viagens internacionais, os mitos que amedrontam os tutores na hora de embarcar e os destinos mais procurados atualmente por famílias saindo do Brasil.

Para quem deseja conhecer mais sobre a Flying Pet, não deixe de conferir o site oficial da empresa AQUI. As fotos dos peludos em seus destinos e muitas outras você encontra no facebook AQUI.

 

PdD) Como surgiu a ideia de trabalhar com assessoria de transporte de animais e como essa ideia se transformou na Flying Pet?

A ideia surgiu através da observação de situações que vinham acontecendo na área de clínica veterinária, porque as pessoas pediam informações e a gente não tinha como passá-las de maneira adequada. Normalmente, os veterinários clínicos são mais focados no dia a dia da profissão, como atendimento clínico e cirurgia, então essa parte sanitária, exigências de cada país de destino, como preparar, os protocolos de preparo, de que maneira fazer isso adequadamente, era uma lacuna. Mesmo que já houvessem outras empresas trabalhando com isso, essa preocupação de inovar e realmente oferecer algo de qualidade surgiu da minha esposa, Tatiana Feuerwerker, que há mais 25 anos se dedica ao atendimento e bem estar dos peludos e nos últimos 5 anos já preparou protocolos de centenas de animais para os 5 continentes.

Sou veterinário, porém toda a assessoria técnica é responsabilidade dela, meu braço direito, e grande estimuladora do projeto “Flying Pet – Assessoria de Viagem Pet Internacional”.

 

Madonna, passeando no País de Gales. Mora na Inglaterra. Foto: Reprodução/Facebook

Madonna, passeando no País de Gales. Mora na Inglaterra. Foto: Reprodução/Facebook

PdD) Quais serviços são oferecidos pela Flying Pet?

Eu vou chamar o que eu considero um pacote de serviços, pois não oferecemos serviços individualmente. Nós partimos do princípio que cada caso é um caso, você quando nos procurou tinha uma necessidade, estava em um determinado local, você tinha um determinado número de pets, os animais que viajam não são iguais, mesmo tendo ou não uma raça específica, eles têm uma idade diferente, necessidades diferentes, alguns têm problemas crônicos de saúde que precisam ser levados em consideração, enfim, você nunca vai achar um caso idêntico e nunca dois casos devem ser tratados da mesma forma, é assim que é a nossa filosofia.

Primeiro existe um contato com o tutor, que eu chamo até de anamnese, igual a quando você leva o animal ao veterinário. Nesse estágio descobrimos a idade do pet, a raça, se tem algum problema prévio, se está com as vacinas em dia, quando tomou as últimas vacinas, se tem microchip, etc, e aí a gente já vai abrangendo para onde o pet será transportado e de que maneira o tutor deseja levar para poder então identificar todas as necessidades.

Com base nas observações que vamos anotando nesse primeiro momento nós criamos um pacote personalizado.

É  importante salientar que nós temos algo a mais que ainda não identifiquei em nenhum dos concorrentes, que é uma visão clínica do processo muito fundamentada, pois todos que trabalham aqui são veterinários.

 

Lui, Canadá. Foto: Reprodução/Facebook

Lui, Canadá. Foto: Reprodução/Facebook

PdD) Por que contratar uma assessoria para viagens de pet?

Primeiro, se o tutor não tem conhecimento do que vai precisar fazer e existem pessoas que acumulam conhecimento ao longo do tempo, o processo será sem dúvida bem mais fácil de ser resolvido com o auxílio dessas pessoas. O tutor pode até conseguir, mas ou a trancos e barrancos ou correndo o risco de dar algum problema e não conseguir finalizar o processo. Pode acontecer também de começar algo errado e perder tempo e dinheiro tendo que refazer o que fez.

Eu imagino que muitos dos meus clientes não têm o tempo para se dedicar a isso. Por exemplo, um tutor que trabalha o dia inteiro não vai poder parar o que está fazendo, ele está em um processo de mudança para um outro país, às vezes com famílias, filhos, e ele tem tanta coisa para administrar que eu acredito que da mesma maneira que se contrata uma transportadora internacional que vai fazer a logísitica de seus objetos, a pessoa pode pensar da mesma maneira em relação aos pets. Como pets não são móveis, são seres vivos e precisam de um cuidado extra, não é algo que você embala e despacha tranquilamente.

Há também o fato de que todo mundo que pensa em viajar e escreve no Google termos-chaves como “viagem+ pets + cão + gato”, recebe uma cachoeira de informação em uma quantidade absurda. Nesse conteúdo, você vai ter informação correta, incorreta, experiências boas e péssimas. No caso dos sites dos próprios países, as normas estão até claras, mas muitas vezes o usuário que as lê tem dificuldade de interpretá-las, por elas estarem mal explicadas para a pessoa que não está acostumada a lidar com isso.

 

PdD)Qual a maior dificuldade que tutores enfrentam na hora de planejar uma viagem com o pet, seja nacionalmente ou internacionalmente?

A maior dificuldade é se adaptar a uma exigência preestabelecida. Muitas pessoas passam um tempo considerável criticando ou tentando entender algo que vai ser difícil para o grau de conhecimento dela nessa área. Vou dar um exemplo, países como Reino Unido, Irlanda e Emirados Árabes exigem que o pet chegue como carga viva manifestada. Essas pessoas não aceitam e muitas vezes querem lutar contra isso.

Outra questão é que existe em um contato inicial o prazo para a pessoa criar uma confiança na gente. Como aconteceu conosco, na maioria dos casos eu nem chego a ter contato físico com o tutor, é muito por telefone e email. Os procedimentos em toda Grande São Paulo e cidades da região são executados, na maioria das vezes, pela Dra. Tatiana ou sob sua supervisão direta. Eu estou mais na parte gerencial e acompanhando cada caso de uma maneira mais ampla. A gente tem aquele período de latência que a pessoa fica com o pé atrás, e eu aceito isso, eu também ajo dessa maneira quando eu tenho que pagar um serviço e contratar sem conhecer pessoalmente. Por isso que contamos com um contrato para que a pessoa entenda que ela tem um instrumento de segurança.

 

Dylan Thomas, Londres.  Foto: Reprodução/Facebook

Dylan Thomas, Londres. Foto: Reprodução/Facebook

PdD) Quais são os mitos que mais atrapalham e amedrontam tutores que precisam transportar seus cães?

Mitos são vários e é muito difícil de conseguir alterar esse tipo de concepção.

O mito clássico: “Se o meu cão ou gato for em um compartimento de carga ele vai morrer”. Esse é muito forte e não adianta dizer que nós temos centenas de transportes em compartimento de carga, todos com êxito.

Dentro desse mito, existem pessoas que questionam se o animal não vai congelar, se o animal consegue ir em uma compartimento de carga despressurizado junto com as malas, se as malas não vão cair em cima da caixa, etc.

Detalhe, a responsabilidade não é nossa, a partir do momento que a gente entrega nas mãos de uma companhia aérea, eles cobram muito bem e têm toda a obrigação de saber zelar para que não ocorra nenhum acidente.

O que fortalece o mito é o péssimo serviço que as companhias aéreas dão nas rotas domésticas. Realmente o transporte de pets no Brasil como bagagem despachada via check in é péssimo e está cheio de problemas que todos acompanham na internet.

 

PdD) Quais dicas você daria para os leitores que precisam viajar com seus cães pela primeira vez de avião?

Contratar uma assistência profissional. Há pessoas que fazem o processo sozinhas e conseguem? Claro, essas pessoas têm um perfil mais independente e são mais seguras por acreditarem que podem fazer, apesar dos trancos e barrancos.

As perguntas que as pessoas devem se fazer antes de começar são: “Tenho as informações corretas?”, “Tenho tempo disponível para planejar a viagem do meu pet enquanto mudo de país?” e “Será que não seria melhor dispor de um valor, contratar alguém e poder mudar a página e cuidar de outras coisas e saber que o transporte do meu pet está em boas mãos?”.

Não é obrigatório contratar uma assistência, mas a pessoa tem que se fazer essas perguntas e se a resposta for sim para todas, então ela não precisará de nós.

 

Bailey, Dublin.  Foto: Reprodução/Facebook

Bailey, Dublin. Foto: Reprodução/Facebook

PdD) O que os tutores precisam saber no início do planejamento de uma viagem dentro do território nacional (Brasil)?

A viagem no Brasil ainda é uma lacuna nossa porque nós não nos dedicamos a isso. Nos casos de outros estados que vão embarcar como carga para então sair do país via Guarulhos, que é o único aeroporto que temos base de atuação, essas pessoas precisam ou trazer até nós o pet ou embarcá-lo como carga desacompanhada em uma empresa como a TAM Cargo para podermos pegá-los aqui em São Paulo.

Falando especificamente da TAM cargo, dentre as opções disponíveis é a que a gente indica para todo mundo e que funciona melhor, até hoje os pets que chegaram para a gente retirar chegaram bem. Problemas na parte doméstica não estão na contratação como carga viva, estão em embarcá-los pelo check-in pelo compartimento de carga, que é o que a gente chama de AVIH.

Os acidentes que estão acontecendo na parte doméstica não são quando alguém envia como carga viva no doméstico, é quando eles vão via check-in para o porão de cargas.

O que ocorre é o mal preparo dos funcionários para lidar com animais, já que quem cuida na carga é um e quem cuida na parte do doméstico e com passageiros é outro. Quem lida com passageiro está acostumado a pegar mala, jogar de um canto para o outro. Já no setor do terminal de cargas tem mais experiência e preparo.

Nós usamos até a própria TAM em vôos internacionais, como bagagem desacompanhada carga viva principalmente para os Estados Unidos.

 

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

PdD) Como os tutores podem se preparar para uma viagem internacional com seus cães e quais dicas você daria para que o processo seja o mais tranquilo possível?

O preparo tem que ser feito com prazo prévio suficiente para que tudo possa ser providenciado sem correria. Ele precisa se inteirar de quanto tempo leva o preparo completo. Essa é uma das primeiras coisas que a gente alerta a pessoa. Não adianta nada chegar uma semana antes com o cachorro ou gato sem nem ter uma caixa de transporte. É preciso dar tempo ao tempo para que os animais se acostumem a estar presos, e dá para acostumar. Fazer isso com bastante antecedência, não precisa se preocupar em não ter uma data exata de viagem porque o preparo de um pet não depende de ter esse dado, o que se deve ter é uma previsão da época do ano que se vai viajar. Destinos que exigem um preparo sanitário mais prolongado, Europa de modo geral, levam pelo menos 4 meses.

Viagens que precisam de um preparo mais curto, vamos pegar como exemplo Estados Unidos e Canadá, não adianta uma semana antes sair correndo e comprar uma caixa de transporte ou bolsa e querer que o pet viaje bem.

Se ele for na cabine e não estiver acostumado vai latir a viagem inteira e é capaz de antes de decolar mandarem tirá-lo; se for no compartimento de carga, vai acontecer a pior coisa que tem, ele vai se debater dentro para fugir e pode chegar com o dente quebrado de tanto tentar morder a porta ou com lesões no corpo de se jogar de um lado para o outro, desesperado para fugir.

Tem que ter noção que a viagem é um estresse, é uma coisa que por mais que prepare eles vão passar por algo totalmente inusitado. É obrigação que o tutor saiba que ele tem que diminuir esse estresse o máximo possível.

 

PdD) Quais são os países mais difíceis de transportar animais de estimação?

No topo da lista você tem Austrália que nem aceita pets preparados no Brasil, tem que fazer isso através de um terceiro país autorizado. Eu não vou fazer esse tipo de manobra enquanto eles baterem o pé dessa maneira, uma vez que a gente não tem como acompanhar o preparo devidamente.

A África do Sul pede uma quantidade absurda de exames, é uma complicação muito grande.

Japão a gente faz, apesar de ter problemas de exames que têm que ser feitos no exterior. Há um mês foram barrados os soros que mandamos, pois o Ministério da Agricultura resolveu pedir documentação extra, o que nos fez perder os soros. Enfim, são os bastidores que as pessoas não têm nem noção e do grau de dificuldade.

 

PdD) Qual o destino internacional mais comum para a Flying Pet?

Depende do que está acontecendo. Concorda que para um pet viajar é necessário que um tutor viaje? Não é o pet que escolhe o destino. Isso acompanha na grande maioria a mudança de brasileiros para o exterior e a onda migratória. O nosso trabalho é mudança e não turismo. Eu posso dizer o que está acontecendo de um ano para cá. Hoje você tem um grande volume de brasileiros, principalmente em faixa jovem, com formação universitária, se mudando para o Reino Unido, Irlanda, Estados Unidos e Canadá. Hoje a gente atende muito pessoas indo para esses destinos.

 

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

PdD)Por que as regras e o processo de levar cachorros para o exterior variam de cada país e são tão importantes para a população como um todo?

Para entender isso e aceitar é preciso ter uma base de epidemiologia. Tem que entender como que as zoonoses devem ser combatidas. A grande preocupação desses países não é com as doenças que afetam só os animais, mas com as zoonoses. Dentre as zoonoses, a que está no topo da lista é a raiva, que é transmitida do cão, do gato e de outros animais para o humano e é fatal. Então nada mais normal que países que têm a raiva erradicada há décadas não quererem nunca mais nem cogitar a possibilidade da doença entrar. Um cão ou um gato podem trazer essa possibilidade de volta para um país que é livre.

Um país que está livre de uma zoonose importante tem todo o interesse que ela nunca mais aconteça, e eles vão exigir cada vez mais para que essa possibilidade seja praticamente nula quando um cão ou gato chegar.

O grande problema é que esses cães e gatos que a gente cuida saem de regiões que ainda têm essas zoonoses de maneira bastante elevadas. Bastou dizer que o cão ou gato está saindo do Brasil para que essas exigências sejam mais duras.

 

Foto: Reprodução/Facebook

Foto: Reprodução/Facebook

PdD) Vocês trabalham não só com assessoria de viagens pet, mas com as emoções dos tutores (eu sei muito bem disso). Qual seria um momento que marcou a equipe, foi gratificante e ficou na memória?

O momento mais emocionante que existe é o agradecimento depois que o pet chega no destino. Isso para a gente vale o máximo, não tem nada que substitua. A pessoa chegar a conclusão que valeu a pena e que tudo correu como queria. Nós temos casos de clientes que nos deixam muitos emocionados. Há uma senhora, deve ter 85 anos de idade, que nós ajudamos a levar o seu cão para os Estados Unidos e todos os anos ela nos liga algumas vezes para perguntar como estamos, para dizer que o cachorro está ótimo, que nunca irá esquecer o que fizemos e que graças a nós ela pôde viajar tranquila e o pet chegou super bem na melhor opção de vôo.

Apesar de ser um serviço, como outro que é contratado e que implica em pagamento, o lado emocional em geral é forte para as pessoas como nós que lidam com esse setor e que não estão nisso só porque querem ganhar dinheiro, mas por gostarem mesmo de animais. Geralmente quem trabalha com isso teve um animal ao lado desde que nasceu e continua assim a vida inteira. Do mesmo jeito que você tem um carinho pelos seus, eu por exemplo tenho um álbum só de animais que eu tive desde que eu nasci.

Uma pessoa que tem esse tipo de visão, já está mais que meio caminho andado para ajudar os outros nessas situações.

 

Como levar cachorro no carro – Guia completo

por Camila Da Silva — publicado 19 mar 2019 - 3:27

como levar cachorro no carro

Saber como levar cachorro no carro é essencial para quem adora viajar e passear com os pets. Uma vez que, para além do que diz a lei, precisamos simplesmente pensar na segurança do cãozinho e de todos os passageiros que estão no veículo.

A seguir, no entanto, tiraremos todas as suas dúvidas acerca deste assunto. Acompanhe:
O que você precisa saber acerca da lei

Antes de qualquer coisa, vale salientarmos o que a lei defende sobre este tipo de transporte de animais de estimação.

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Como Acabar Com as Pulgas no Quintal de Terra

por Camila Da Silva — publicado 14 mar 2019 - 17:41

como acabar com as pulgas no quintal de terra

Saber como acabar com as pulgas no quintal de terra é essencial para manter o ambiente sempre limpo e saudável. Principalmente se os seus pets adoram transitar pelo local.

Porém, a infestação de pulgas é uma realidade em diversas casas brasileiras. Geram uma dor de cabeça e tanto, e muitas vezes os tutores encontram dificuldades para acabar com a infestação.

Em contrapartida, algumas medidas simples podem acabar com o problema facilmente.

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As Cadelas Mais Velhas Entram na Menopausa?

por Handreza Hayran — publicado 14 mar 2019 - 0:10

cadelas

A menopausa é definida como a cessação dos ciclos mensais. Ao contrário dos humanos, as cadelas não passam pela menopausa, pois os caninos não têm um ciclo mensal. Em vez disso, eles entram em ciclo estral a cada seis meses mais ou menos. A regularidade do seu ciclo reprodutivo depende da idade e raça.

À medida que o cão envelhece, os ciclos de estro podem se tornar irregulares, mas a cadela ainda é fértil.

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Como levar cachorro no carro – Guia completo

por Camila Da Silva — publicado 19 mar 2019 - 3:27

como levar cachorro no carro

Saber como levar cachorro no carro é essencial para quem adora viajar e passear com os pets. Uma vez que, para além do que diz a lei, precisamos simplesmente pensar na segurança do cãozinho e de todos os passageiros que estão no veículo.

A seguir, no entanto, tiraremos todas as suas dúvidas acerca deste assunto. Acompanhe:

como levar cachorro no carro

(Foto: Freepik)

O que você precisa saber acerca da lei

Antes de qualquer coisa, vale salientarmos o que a lei defende sobre este tipo de transporte de animais de estimação. Veja:

  • Artigo 235: Não se deve carregar animais nas partes externas do veículo (a menos em casos em que exista autorização), cuja infração pode resultar em multa média de R$ 195,23, além de 5 pontos na CNH e possibilidade de retenção do veículo para transbordo.
  • Artigo 252: Não se deve transportar animais à esquerda ou entre braços e pernas do motorista, sob pena de multa média de R$ 130, 16 e 4 pontos na CNH.
  • Artigo 169: O artigo que trata da proibição de que animais possam circulem livremente pela cabine do veículo.
como levar cachorro no carro

Vai viajar? Saiba como levar cachorro no carro! (Foto: Freepik).

Sendo assim, é muito importante que possamos estabelecer um lugar confortável e seguro para o nosso cachorro. Pois assim você mantém o mesmo a salvo, em casos de acidente, além de estar cumprindo com o que a lei estabelece como regra.

Como levar cachorro no carro?

Agora que você já conhece a legislação, vamos lhe apresentar as possibilidades de como levar cachorro no carro. Uma vez que não existe apenas uma única forma de transportá-lo com segurança e consideração da lei de trânsito. Veja, portanto, quais são as possibilidades disponíveis atualmente:

1- Utilizando o cinto de segurança canino

A primeira e mais prática opção que você pode utilizar é a do cinto de segurança canino. Sendo que o mesmo pode ser acoplado no carro no momento em que for transportar o seu pet. E assim, é possível transportar o equipamento em sua bolsa, sem a necessidade de sempre adquirir um novo para cada veículo.

A diferença deste cinto com relação ao cinto comum que utilizamos, está na altura que o mesmo se “encaixa” em nosso cão. E assim gera a seguridade perfeita para que o animal fique preso de forma eficiente e confortável.

O formato do cinto é parecido com as coleiras peitorais. E, por essa razão, promove uma maior liberdade para o cãozinho, que poderá deitar e sentar tranquilamente.

como levar cachorro no carro

(Foto: Freepik)

2- Utilizando a grade divisória para carro

A grade divisória tem como objetivo separar o banco de trás do da frente, a partir de uma “tela” de proteção. Esta tela impedirá que o animal tente distrair o tutor, dirigindo-se ao banco dianteiro.

Porém, esta divisão, por si só, não pode ser utilizada sem o acompanhamento do cinto canino. Uma vez que não é permitido por lei que o pet fique se locomovendo livremente no interior do veículo.

Mas, para além disso, incluir o cinto canino é garantir que o seu cão fique super seguro e confortável durante toda a viagem.

Este tipo de equipamento é, portanto, ideal para animais de porte maior, que poderiam atrapalhar o motorista mesmo enquanto utilizam o cinto canino. Uma vez que poderiam se “pendurar” para frente, tentando alcançar o motorista.

3- Utilizando a caixa de transporte

A caixa de transporte, por sua vez, é uma ótima opção para animais que sejam de médio e pequeno porte. Podendo ser levada no banco traseiro, desde que seja presa no cinto de segurança do próprio carro.

Porém, é importante observar o comportamento do cão, enquanto o mesmo estiver dentro da caixa. Pois como se trata de um compartimento muito pequeno, é bem possível que o cachorro fique muito ansioso e estressado.

Nestes casos é preciso promover uma adaptação prévia para o animal. Incluindo passeios com a caixa de transporte, pouco a pouco. Antes de simplesmente se aventurar com deslocamentos de longa distância.

como levar cachorro no carro

(Foto: Freepik)

Caso contrário você poderá afetar a saúde mental do seu cachorro. Mas, além disso, ele poderá refletir isso mordendo a caixa, tentando sair. Bem como poderá ficar “chorando” ou latindo durante todo o trajeto. E ainda: poderá urinar e defecar dentro da caixa, obrigando você a parar e limpar a situação.

Lembre-se que qualquer mudança muito brusca pode gerar muito desconforto e medo nos nossos cães. E, por essa razão, é muito importante que você tenha paciência e estimule-o aos poucos, para que se acostume com este tipo de passeio.

4- Utilizando a cadeirinha de cachorro

As cadeirinhas de cachorro são encontradas em diversos tamanhos, contemplando todos os portes caninos. Este tipo de cadeirinha é super confortável e gera mais liberdade para o pet.

Além de sempre considerar a segurança do mesmo, que ficará “preso” em uma espécie de “cestinha”.

Como levar o cachorro em táxi e uber?

As alternativas acima são interessantes e contemplam as mais diversas necessidades de deslocamento de cães. Porém, precisamos manter este mesmo cuidado quando vamos viajar de uber ou de táxi.

Primeiramente é essencial que você se certifique com o motorista sobre a possibilidade de transportar o pet. Assim é possível evitar contratempos como atrasos, por exemplo.

como levar cachorro no carro

(Foto: Freepik)

A partir disso é imprescindível que você mesmo proporcione os subsídios para o transporte do animal. Ou seja, você poderá levar consigo qualquer uma das opções que citamos, embora saibamos que o cinto e a caixa de transporte sejam as mais práticas e fáceis de carregar.

Portanto, tenha sempre consigo alguma destas opções para gerar conforto e segurança para o seu pet.

E, além disso, lembre-se de sempre levar consigo uma toalha velha para forrar o carro em questão. Assim você evita que o mesmo possa ficar com alguma sujidade no fim da viagem. Afinal, o veículo não é seu e requer este cuidado com ainda mais atenção.

A segurança do pet em primeiro lugar!

Saber como levar cachorro no carro é garantir que o mesmo tenha conforto e segurança durante todo o trajeto. Além de promover a segurança de todos os passageiros presentes no veículo. Aposte nestas possibilidades e gere ainda mais conforto para o seu melhor amigo. E tenham uma ótima viagem!

Como Acabar Com as Pulgas no Quintal de Terra

por Camila Da Silva — publicado 14 mar 2019 - 17:41

como acabar com as pulgas no quintal de terra

Saber como acabar com as pulgas no quintal de terra é essencial para manter o ambiente sempre limpo e saudável. Principalmente se os seus pets adoram transitar pelo local.

Porém, a infestação de pulgas é uma realidade em diversas casas brasileiras. Geram uma dor de cabeça e tanto, e muitas vezes os tutores encontram dificuldades para acabar com a infestação.

Em contrapartida, algumas medidas simples podem acabar com o problema facilmente. E para te ajudar, trouxemos algumas dicas que darão “um fim” para a infestação de pulgas no seu quintal. Acompanhe:

Dicas de como acabar com as pulgas no quintal de terra

Com algumas medidas simples e práticas você já saberá como acabar com as pulgas no quintal de terra. Lembrando que é necessário ter paciência e ser persistente, ok?

Afinal, este tipo de inseto tende a se proliferar e reproduzir de uma maneira muito acelerada, gerando ainda mais desconforto. Portanto, persista nos cuidados abaixo e diga adeus aos problemas relacionados às pulgas.

1- Mantenha o ambiente mais úmido ao longo do dia

Esta é a primeira dica que apresentaremos para você: procure manter o ambiente um pouco mais úmido. Isso porque as pulgas tendem a preferir ambientes mais quentes e sequinhos, e por isso se proliferam em quintais de terra. Afinal, ali há bastante pó para elas.

Portanto, ao longo do dia utilize um regador ou um balde para dar aquela “encharcada” no chão. Assim o ambiente se mantém mais úmido e por mais tempo. Inibindo que o mesmo fique “do jeitinho” que elas gostam.

como acabar com as pulgas no quintal de terra

2- Evite acumular entulhos que possam intensificar a manifestação

Como já mencionamos, as pulgas adoram ambientes mais sequinhos e quentes para se reproduzirem. E, por essa razão, é muito importante que você evite acumular entulhos em seu quintal.

Isso inclui papelão e madeira, por exemplo. Pois estes acúmulos podem se tornar na casa ideal para a proliferação das tão temidas pulgas.

Dessa maneira, faça regularmente aquela faxina no seu quintal. E se tiver que armazenar qualquer tipo de material, procure fazer isso de uma maneira organizada. Sempre mantendo limpo e bem embalado, se possível.

Assim você diminui as chances das pulgas impregnarem neste tipo de material. Além de deixar o seu quintal mais visualmente interessante.

3- Mantenha o ambiente sempre limpo

Já ficou claro que manter a higiene do local é essencial para inibir a proliferação das pulgas. Saber como acabar com as pulgas no quintal de terra está diretamente atrelado à organização.

Dessa forma, tente sempre manter o seu quintal arrumado e limpo. Mantenha os vasos de plantas, por exemplo, sempre bem cuidados e podados. Quanto menos “bagunça” tiver no seu quintal, menos cantinhos haverá para as pulgas.

Porém, lembre-se também que a organização não é a única aliada na luta contra as pulgas, ok? E tampouco a sua manifestação se dá apenas a partir de ambientes “sujos”.

Esta é apenas mais uma maneira de inibir a proliferação. Mas, ainda sim é possível que as pulgas se reproduzam. Uma vez que elas são super resistentes e conseguem se adaptar a diversos tipos de ambientes.

4- Livre o seu cão das pulgas!

Com os passos anteriores postos em prática, é hora de aguardar o resultado, certo? Errado!

Agora você precisa verificar se o seu cachorro não está apresentando a proliferação de pulgas. Para que assim, caso ele esteja, você possa encontrar o remédio adequado para o porte e raça.

Neste caso é essencial que você utilize shampoo específico, bem como converse com o seu veterinário de confiança para saber qual o melhor remédio para o seu cão. Evite, dessa forma, medicá-lo por conta própria, pois é possível que ele apresente reações adversas, ok?

como acabar com as pulgas no quintal de terra

5- Verifique os outros ambientes da casa

É essencial que você também faça uma vistoria “pesada” em todos os ambientes de sua casa. Pois se o seu cão apresenta a manifestação, é bem possível que haja a proliferação de pulgas até mesmo dentro de casa.

Dessa forma, você deverá higienizar e desinfetar toda a sua casa, utilizando a receita caseira que apresentaremos no fim deste artigo.

Troque as roupas de cama regularmente e, em caso de contaminação severa, sempre cuide muito bem das possíveis “picadas” que você pode levar. Lave-as com água e sabão antibacteriano, a fim de evitar maiores complicações.

O processo pode parecer um pouco difícil, e até mesmo demorado. Mas, como já mencionamos, o ideal é que você não desista. Pois é possível acabar com as pulgas!

6- Observe o ambiente para evitar a proliferação

Com todos os outros pontos postos em prática, você precisará acompanhar o desempenho de toda a limpeza que tem feito até então. E assim, poderá analisar se dentro de casa já está livre do problema, por exemplo.

Do mesmo modo é essencial que você acompanhe de perto a eliminação no seu quintal de terra, a fim de garantir que não haja um aumento repentino no número de pulgas.

Mantendo assim, um maior controle.

7- Aprenda a fazer um remédio caseiro

Por fim, aprenda a fazer um poderoso remédio caseiro e saiba de uma vez por todas como acabar com as pulgas no quintal de terra. Você vai precisar de pouquíssimos ingredientes. São eles:

  • 5 litros de vinagre branco;
  • 2,5 litros de água filtrada;
  • 600 ml de suco de limão;
  • 300 g de extrato de hamamélis.

Para preparar o seu remédio, basta você misturar bem todos os ingredientes, deixando descansar por 10 minutinhos. Depois, chacoalhe bem e coloque-os dentro de um grande pulverizador.

A partir disso, pulverize a mistura em todo o seu quintal – já previamente limpo e organizado – a fim de matar todas as pulgas. Repita este processo por, pelo menos, 7 dias.

como acabar com as pulgas no quintal de terra

Dica: Se perceber que a manifestação também está dentro da sua casa, utilize a mesma mistura para acabar com o problema. Para isso, faça uma faxina com o auxílio do aspirador de pó, e pulverize a mistura em todos os cantinhos e superfícies. Repita até eliminar o problema.

Cuidados simples que fazem a diferença

Viu só como acabar com as pulgas no quintal de terra é mais simples do que parece? Com alguns cuidados práticos você poderá fazer a diferença no seu quintal e na sua vida. Gerando mais qualidade de vida e conforto para você e para o seu cão. Depois é só nos contar os resultados que você obteve!