Finalmente um grave crime de maus-tratos a animais está tendo a atenção e sendo julgado com seriedade aqui no Brasil, da forma como os animais realmente merecem.

Marcelo José Beltrão Pamplona, ex-prefeito de Santa Cruz do Arari, município localizado na Ilha do Marajó, no Pará, foi condenado pelos crimes que cometeu contra animais quando ainda era prefeito, em 2013.

Cerca de 400 cachorros foram mortos após ordem de prefeito. (Foto: Reprodução / Aragonei Bandeira)

Na época, o então prefeito foi denunciado por oferecer recompensas em dinheiro para que moradores do município e funcionários da Prefeitura capturassem cães que viviam nas ruas do município. Estes animais eram colocados em duas embarcações (uma delas pertencente à Prefeitura), de onde eram jogados no rio para morrerem afogados ou eram abandonados em uma comunidade onde não tinham condições de sobreviver.

Ainda de acordo com as investigações do caso, que constataram a prática criminosa de maus-tratos, cerca de 400 cães foram mortos por ordem de Marcelo Pamplona.

Além de diversas fotos que mostravam os cachorros sendo arrastados pelas ruas, sofrendo fraturas, levados para porões de barcos, sendo agredidos com pedaços de paus e jogados na água, testemunhas também chegaram a relatar para a polícia que ouviram anúncios na rádio local dizendo que o município de Santa Cruz do Arari estava comprando cachorros.

Muitas pessoas participaram das caças aos cachorros em troca de dinheiro. (Foto: Reprodução / Mais Goiás)

A denúncia criminal foi apresentada à Justiça pelo Ministério Público do Estado Pará (MPPA) em 2013 e só no mês de abril de 2018 Marcelo Pamplona foi condenado, por crime ambiental, maus-tratos a animais, tentativa de obstruir as investigações, agressão e intimidação de testemunhas.

A Justiça condenou o ex-prefeito a 20 anos de prisão e ao pagamento de um milhão e setecentos mil reais em multa. Junto com Marcelo Pamplona, outras seis pessoas foram condenadas por envolvimento nos crimes: Luiz Carlos Beltrão Pamplona, Waldir dos Santos Sacramento, José Adriano dos Santos Trindade (vulgo Bidê), Josenildo dos Santos Trindade (vulgo Nicão), Odileno Barbosa de Souza e Alex Pereira Costa. Eles foram considerados culpados por crimes ambientais continuados, já os maus-tratos foram sucessivos, e todos devem perder a função pública que, eventualmente, estejam ocupando.

Os animais eram levados para embarcações para serem jogados na água. (Foto: Reprodução / Rede Liberal Pará)

A defesa do ex-prefeito disse apenas que a medida buscava reduzir a superpopulação de cachorros na zona urbana da cidade.

Fonte: G1