Quebrando o preconceito contra o Pit Bull

A única forma de acabar com o preconceito contra Pit Bulls é a conscientização e educação.

por Samantha Kelly — publicado 2 ago 2015 - 13:26

O preconceito e a propagação de conceitos equivocados tem o real poder de decidir sobre a vida e morte de alguém. Poucos de fato levam com seriedade que a emissão da opinião dada sem respaldo e as implicações e consequências que tais palavras podem representar no destino do próximo são por vezes irrevogáveis.

Acusar os cães que pertecem ao grupo dos Pit Bulls de maneira leviana e analisar casos de ataques que envolvem Pits de forma simplista e sem conhecimento total da situação ou de comportamento canino, é condená-los à morte. Literalmente.

Dados preocupantes

Segundo o Examiner, estima-se que 1 milhão de Pit Bulls sejam eutanasiados por ano nos Estados Unidos. São 2.800 cães Pits eutanasiados por dia. Apenas 1 em 600 serão adotados. Cerca de 75% dos abrigos praticam a eutanasia em Pits assim que eles chegam, sem mesmo receberem a chance de serem adotados. A cidade de São Francisco tornou obrigatória a castração de Pit Bulls e Pits que são mestiços, já que eles representam 60% dos cães que são eutanasiados em abrigos locais. Mais AQUI.

O que é um Pit Bull?

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Primeiro, é importante entender o que o termo Pit Bull engloba. As raças que normalmente são categorizadas no grupo são o Staffordshire Bull Terrier, o American Pit Bull Terrier e o American Staffordshire Terrier. Com certa frequência, outras raças com características físicas similares também são apontadas como Pits, incluindo o Dogo Argentino, Buldogue Americano e cães Mastife.

Há duas teorias fortes quanto a origem do Pit Bull. Uma delas defende que o início dos Pits se deu na antiguidade com os Molossus, uma raça canina extinta na atualidade que foi utilizada pelos gregos como pastores e cães de guarda. Em tempos de guerra, eles marchavam para a batalha com seus humanos. Eventualmente, os Molossus chegaram na Grã-Bretanha, onde ficaram conhecidos como os Mastifes. No primeiro século d.C., os Romanos conheceram a raça após derrotar os britânicos, e a raça se espalhou no império. Pelos próximos 400 anos, eles foram usados como soldados de guerra e cruzados com diversas raças no continente europeu, surgindo assim os antepassados do Pit moderno.

A outra teoria coloca a origem dos Pit Bulls na Inglaterra na época da conquista normanda em 1066, quando açougueiros utilizaram cães do tipo Mastife como “mordedores de boi”. Treinados para agarrar o nariz dos bois e não soltar até que eles estivessem em estado de submissão, esses cães eram a única maneira que os humanos encontraram de readquirir controle quando um boi se tornava agitado. Essa prática errônea também deu origem ao esporte “Bull-baiting”que colocava cães em um ringue com um boi irritado intencionalmente pelos humanos presentes. Os espectadores apostavam em qual cachorro iria agarrar por mais tempo ou subjugar o boi. Essa seria a origem dos termos “Pit Bull” e “Buldogue”.

Ainda sem serem considerados uma raça específica, eles foram cruzados com Terriers, com o intuito de combinar a inteligência dos Terriers com a força dos Mastifes. Quando o Bullbaiting foi banido no século 19, rinhas caninas se tornaram populares em um ambiente alternativo e praticamente ilegal no Reino Unido.

Mais adiante, imigrantes britânicos levaram esses cães para o “Novo Mundo”. Enquanto a raça se espalhava nos Estados Unidos, os Pits começaram a ser utilizados novamente como cães de trabalho e pastoreio.

Proibição de cães do grupo Pit Bull

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

A pergunta que fica é: por que um cachorro que já esteve em pôsteres do exército norte-americano e lutou ao lado de seus companheiros humanos na Primeira Guerra Mundial; presente em diversos momentos marcantes da cultura popular, seja em filmes da década de 30 ou na icônica imagem de RCA Victor, de um cão e um gramofone, ganhou uma fama tão negativa?

Do início do século 20 até a década de 80, houve apenas 1 ataque canino apontado como Pit Bull noticiado em um jornal nacional nos Estados Unidos, e nesse caso, o homem foi considerado culpado de homicício por ter permitido e incentivado que os cães matassem a vítima.

Entretanto, a partir da década de 80, as rinhas de cães voltaram a ser populares nos Estados Unidos e os Pits foram adotados como os cães de guarda preferidos de muitas gangues e traficantes. A repercussão do caso de 1987, quando um Pit Bull protegendo uma plantação de maconha na Califórnia matou uma criança de 2 anos e meio, foi essencial para que a opinião pública se voltosse contra os cães.

De vítimas, eles se tornaram culpados e muitos estados aprovaram leis racistas que baniam por completo a presença de Pit Bulls em suas jurisdições, com a mais rígida de todas sendo passada em Albuquerque, onde os agentes de controle animal teriam poder para apreender e destruir os animais sem precisar dar compensação para o proprietário. Vale ressaltar que, nessa mesma época, os Doberman Pinschers também quase foram banidos. Tais decisões arbitrárias não tiveram necessariamente o apoio de profissionais do meio, e foram baseadas muito em histeria e achismos.

O tempo passou e após 30 anos, tais leis se mostraram infrutíferas. Em resposta a uma petição contra a proibição de determinadas raças, a administração Obama se posicionou inequivocamente contra a esse tipo de lei.

Nós não apoiamos legislações que proibam raças específicas – pesquisas mostraram que tais proibições a certos tipos de cães são amplamente ineficazes e um desperdício de recursos públicos.

Em 2000, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças analisaram vinte anos de dados sobre mordidas caninas e fatalidades humanas nos Estados Unidos. Eles descobriram que os ataques fatais representam uma proporção muito pequena de lesões em humanos, sendo que é praticamente impossível calcular taxas de mordidas por raças específicas.

Leis como essas, sem o trabalho de conscientização necessário, só aumentam o estigma que determinadas raças sofrem. É simplificar e tentar fazer com que o público acredite que apenas cães com características físicas x podem atacar, o que não é verdade.

Confusão a respeito da identificação de raças caninas

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Para agravar ainda mais a situação, a avaliação visual de identificação de raças se mostou um método não confiável. Segundo o estudo desenvolvido pela Dr. Victoria Voith, (“Comparação entre a Identificação de Raças por Agências de Adoção e a Idenficação de Raças através de DNA”, publicado no Journal of Applied Animal Welfare Science, em julho de 2009), 87,5% das vezes os testes de DNA não concordaram com a identificação da raça canina feita por trabalhadores do abrigo. Ou seja, como as leis contra raças específicas podem ser colocadas em prática se a análise visual é falha?

Os números e percepção que os ataques caninos de Pit Bulls são recorrentes também foram colocados em dúvida com o estudo divulgado em dezembro de 2013 pelo Journal of the American Veterinary Association (JAVMA).

Foram analisados os casos de 2000 a 2009, levando em consideração relatórios de investigações policiais e de agências de controle animal, assim como entrevistas com detetives especializados em homicídio.

Diferente do que tem sido perpetuado na mídia, em mais de 80% dos casos a raça não podia ser identificada. Por diversas vezes, a raça noticiada como responsável pelo ataque não correspondia com as informações presentes nos relatórios da polícia. Em apenas 45 (18%) casos nesse estudo, os pesquisadores puderam determinar que a raça fazia parte de uma raça reconhecida. 20 raças diferentes, assim como dois mix, puderam ser identificadas e conectadas com os 45 incidentes.

Em 90% dos casos, os cães descritos nos ataques eram categorizados em uma raça específica em  pelo menos uma reportagem. O que vai contra a estudos que apontam que nos Estados Unidos, 46% dos cães são mix.

Fatores recorrentes nos ataques caninos

Ainda segundo publicado pelo Journal of the American Veterinary Association (JAVMA), os pesquisadores identificaram 7 fatores recorrentes no casos de mordidas caninas:

1)      Ninguém com o poder corporal suficiente para intervir (87,1%);

2)      A vítima não possuía nenhuma relação anterior com o cachorro (85,2%);

3)      O cachorro não é castrado (84,4%);

4)       A vítima não conseguia administrar as interações com o cão, seja devido a idade ou a condição física  (77,4%);

5)      O cão não é mantido como pet, esse seria o clássico “cachorro de jardim” (76,2%);

6)      O tutor não cuidava do cão corretamente (37,5%);

7)      Abuso e negligência (21,1%).

Quatro ou mais fatores estavam presentes em 80,5% nos casos, e a raça não era um desses fatores.

Os resultados apontam que, na maioria dos casos, os problemas de relacionamento e a inabilidade do tutor de compreender o comportamento canino são os fatores que de fato estão presentes nos casos, não raças específicas que supostamente teriam uma predisposição à agressividade.

Raça não pode ser uma sentença

Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), nenhuma raça ou tipo de cachorro é mais perigoso do que o outro.

Qualquer cachorro pode morder, independente de sua raça, e mais frequentemente as pessoas são mordidas por cães que elas conhecem. Não é a raça do cachorro que determina o risco – é o seu comportamento, tamanho geral, número de cães envolvidos e a vulnerabilidade da pessoa que foi mordida que determinam se um cão irá causar uma lesão grave. Cães podem ser agressivos pelos mais variados motivos. Um cachorro que mordeu uma vez pode fazê-lo novamente, e um cachorro que nunca mordeu pode vir a morder um dia. Não dependa de estereótipos de raça para mantê-lo seguro de mordidas. A história individual de um cachorro e seu comportamento são muito mais importantes do que sua raça.

A American Bar Association (ABA) sugere que todos os estados, agências governamentais e legislações locais adotem uma visão neutra quanto a raça no tópico cães perigosos/tutores irresponsáveis, com leis que encorajem a posse responsável e foquem no comportamento tanto dos cães quanto de seus tutores, revogando qualquer lei que seja descriminatória e baseada unicamente na raça.

A ASPCA ainda defende que não há evidências que leis banindo determinadas raças tornem as comunidades mais seguras. Porém, há evidências que tais leis injustamente persigam guardiões responsáveis e seus cães bem-socializados. Leis que focam em raças específicas ignoram os fatores que afetam a tendências de um cão à agressão, como experiências inicias, socialização, treinamento, etc.

Defensores dos Pit Bulls

Daddy e Junior. Foto: Reprodução

Daddy e Junior. Foto: Reprodução

Muitos apaixonados por Pit Bulls lutam para que os cães sejam respeitados e tenham seu espaço na sociedade.

Os programas de televisão Pit Bulls e Condenados e Pit Boss, do gênero reality show e que passam no canal Animal Planet, são vitais para a compreensão do público. Primeiro pelo seu alcance de espectadores e segundo por mostrar o lado verdadeiro dos cães, não o que é sempre disseminado na grande mídia, mas o seu lado dócil e leal.

Há um elemento importante em comum entre os dois programas: Possuem ex-presidiários e pessoas que um dia foram ligadas ao crime, mas hoje buscam aceitação, desejam fazer parte e dar a volta por cima.

Celebridades e tutores famosos de Pit Bulls emprestam suas vozes para defendê-los: Cesar Millan, Jessica Alba, Jennifer Aniston, Justin Theroux Jessica Biel, Josh Hutcherson, Kaley Cuoco, Jon Stewart, Gisele Bündchen, Fiona Apple, etc.

Em alguns lugares do mundo, outubro se tornou o mês oficial de conscientização sobre os Pit Bulls, com diversas ações especiais que visam quebrar o preconceito.

Lidando corretamente com ataques caninos

Em casos de ataques caninos, principalmente quando há fatalidades, é preciso lidar com seriedade e respeito pela vítima, família e pessoas envolvidas. Analisar tais eventos e entender o que aconteceu nos ajuda a prevenir e evitar que acidentes dessa natureza aconteçam no futuro.

Por isso o debate incentivado pelo especialista em comportamento animal Alexandre Rossi no caso do Pit Bull Guga, que atacou e matou uma criança de 2 anos em Santos, é tão importante.

O cão está sob a tutela do órgão Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Codevida) e não será eutanasiado.

O restante do especial: Parte 2 e Parte 3.

Um futuro mais consciente

Basta um olhar na história para perceber que os Pit Bulls não são os culpados, mas sim os humanos que não souberam tratá-los de maneira correta.

Para atingir um futuro consciente, é preciso que os tutores se responsabilizem por seus cachorros, aprendendo melhores formas de conviver com o animal, se educando e compreendendo melhor sobre comunicação e comportamento canino, para então proteger a si mesmo, a sociedade e o pet.

A prevenção é a melhor maneira de lutar contra os casos de mordidas e ataques caninos, e o único caminho é a conscientização da posse responsável por parte da comunidade.

As 12 Melhores Raças de Cachorro Pequenos

por Handreza Hayran — publicado 16 jul 2019 - 9:45

raças de cachorro pequenos

Você está se perguntando quais as melhores raças de cachorro pequenos para um apartamento? A adaptabilidade de um cão a um espaço pequeno, como um apartamento ou condomínio, depende principalmente do nível de energia e da rotina de exercícios.

Cachorros de alta energia podem ser felizes vivendo em um apartamento, desde que o proprietário satisfaça suas necessidades de aptidão mental e física. No entanto, quanto maior o nível de energia, mais tempo você precisará para fazer atividades com seu cão,

 » Read more about: As 12 Melhores Raças de Cachorro Pequenos  »

Seja líder do seu cão – Uma atitude muito saudável

por Camila Da Silva — publicado 16 jul 2019 - 9:45

seja líder do seu cão

Se tem um conselho que podemos dar para tutores de cães é: seja líder do seu cão. Esta é uma estratégia que funciona muito bem para quem busca um cachorro mais equilibrado, respeitoso e, acima de tudo, feliz. Saiba que controlar as atitudes de um cão pode se tornar algo extremamente difícil quando não é feito da forma certa e no momento certo. Por isso, dedique tempo neste aspecto e garanta que os dias do seu animal sejam mais leves.

 » Read more about: Seja líder do seu cão – Uma atitude muito saudável  »

Cane Corso: Cão de guarda, cão de guerra e caçador hábil

por Handreza Hayran — publicado 15 jul 2019 - 9:45

O Cane Corso, cujo nome, traduzido da palavra latina “cohors”, significa “guardião” ou “protetor”, é um ancestral do antigo cão Molossus, que também é o ancestral da raça mastim.

Cane Corso são cães poderosos que podem parecer intimidantes para alguns. Esses cães destemidos e vigilantes não são adequados para todos. No entanto, eles são muitas vezes incompreendidos e podem realmente ser excelentes companheiros. Para quem gosta da ideia de um cão muito grande que é protetor e atlético,

 » Read more about: Cane Corso: Cão de guarda, cão de guerra e caçador hábil  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

As 12 Melhores Raças de Cachorro Pequenos

por Handreza Hayran — publicado 16 jul 2019 - 9:45

raças de cachorro pequenos

Você está se perguntando quais as melhores raças de cachorro pequenos para um apartamento? A adaptabilidade de um cão a um espaço pequeno, como um apartamento ou condomínio, depende principalmente do nível de energia e da rotina de exercícios.

Cachorros de alta energia podem ser felizes vivendo em um apartamento, desde que o proprietário satisfaça suas necessidades de aptidão mental e física. No entanto, quanto maior o nível de energia, mais tempo você precisará para fazer atividades com seu cão, como caminhar ou correr.

Enquanto cães com níveis mais baixos de energia podem requerer menos atividade, eles ainda precisam de exercícios ou podem se tornar acima do peso, destrutivos e deprimidos.

Como os cães pequenos ocupam menos espaço, muitos moradores de apartamentos preferem as raças de cachorros pequenos.

Aqui estão 12 raças de cachorro pequenos que são grandes companheiros para aqueles que vivem em apartamentos ou condomínios.

1. Chihuahua

Chihuahua

O Chihuahua vem da América Central ou do Sul e é descendente de um cão conhecido como Techichi. Eles geralmente pesam não mais de 6 quilos e ficam cerca de 6 centímetros de altura. Essa é uma das raças de cachorro pequenos que domina o espaço em que se encontra, mas, apesar de sua estatura, ainda precisam de treinamento suficiente como qualquer outro cão. As características da raça incluem olhos grandes e uma cabeça redonda ou em forma de maçã. Eles vêm em uma variedade de cores.

Os chihuahuas precisam de proteção contra o frio, mas são animais de estimação adaptáveis ​​e bem-humorados.

2. Griffon de Bruxelas

griffon

Os Griffons, como são conhecidos, serviram tanto como cães de trabalho quanto como nobres companheiros em sua Bélgica natal, e são os homenzinhos do mundo dos cães com seus expressivos rostos barbudos e grandes olhos.

Eles vêm em quatro cores: vermelho, preto e marrom avermelhado, preto e castanho e preto. Eles são encorpados, confiantes e fáceis de treinar. Além disso, eles podem ficar sozinhos, eles se saem melhor em grupos com outros cães ou em uma casa com alguém que esteja sempre presente.

3. Lulu da pomerânia

lulu da pomerânia

O majestoso, mas minúsculo Lulu da Pomerânia tem a aparência de um leão. Essa raça de cachorros pequenos, é o menor membro da família de caninos Spitz, que também inclui o Samoieda, o malamute do Alasca e o elkhound norueguês. Adorável, alerta e mal-humorado, o Lulu da Pomerânia é uma cão inteligente e leal. Eles são excelentes cães de guarda e se dão bem com as crianças. Mas, como alguns outras raças de cachorro pequenos da nossa lista, as brincadeiras brutas devem ser reduzidas ao mínimo por causa de seu tamanho.

4. Affenpinscher

Affenpinscher

Affenpinschers têm ganhado alguns apelidos ao longo dos anos: cachorros-macacos e terrier-macaco. Suas expressões sérias fazem com que pareçam menos cães e sim primatas.

Affenpinscher é originado na Alemanha e foi criado para ser assassino de rato e outros animais nocivos. Hoje, ele é uma adição maravilhosa para qualquer família que adora rir, pois o affenpinscher é consistentemente divertido, travesso e brincalhão. Essa é uma das raças de cachorro pequeno que adora latir, então certifique-se de que eles recebam treinamento adequado.

5. Yorkshire Terrier

yorkshire-terrier

Este pequeno cachorro pode parecer nobre, mas não deixe que o pelo sedoso de Yorkshire terrier te engane. Eles são pequenos, chegam a cerca de 7 quilos, são mal-humorados e corajosos, com muita atitude de cachorro grande. O Yorkie oferece anos de carinho e diversão para toda a família, mas deve ser supervisionado em uma casa com crianças pequenas.

6. Toy Fox Terrier

fox-terrier

O Toy Fox Terrier é brincalhão, inteligente e divertido. Está ansioso para agradar e aprender a cada passo. Eles também têm um histórico de trabalho como caçadores de pequenos animais. Essa linhagem tem energia ilimitada e são propensos a perseguir pequenos animais hoje em dia, por isso, precisam de muita supervisão humana.

Eles são criaturas altamente inteligentes, fáceis de treinar e que se saem bem em competições de obediência e agilidade. Chegando a 7 quilos e 10 centímetros de altura, esses filhotes divertidos vêm em uma variedade de cores e são uma fonte inesgotável de diversão para todos na família.

7. Spaniel japonês

Este cão nobre também possui uma linhagem real. O spaniel japonês tem um focinho curto e olhos grandes e redondos que são difíceis de resistir. Um companheiro encantador, o cão é exótico, gracioso e relativamente calmo, razão pela qual algumas pessoas chamam de “felino” de cães. O spaniel japonês é sensível às emoções de seus donos. Assim, se morarem em um lar tranquilo, eles terão uma natureza calma. Eles também são mais felizes em uma residência em que alguém geralmente está presente a maior parte do dia.

8. Shih Tzu

Esta é uma das raças de cachorro pequeno que ama quase todos e é um companheiro charmoso e divertido que recebe tanto prazer no seu colo como em momentos mais lúdicos. O shih tzu geralmente precisa de treinamento, já que eles são notoriamente difíceis de abrigar, e eles não são especialmente bons com crianças muito pequenas.

9. Cavalier King Charles Spaniel

cavalier-king-charles

O mimado Cavalier King Charles Spaniel é refinado e gracioso com uma linhagem real, mas também um companheiro real para qualquer membro da família. Como muitas raças nobres, os spaniels assumiram as personalidades de seus proprietários aristocráticos ao longo dos anos. Eles podem ser orgulhosos e teimosos, e eles não são bons para todos, mas são incrivelmente afetuosos e felizes quando se trata de passar tempo com seus donos.

10. Buldogue Francês

buldog francês

O buldogue francês assemelha-se a um bulldog inglês, mas com “orelhas de morcego” grandes e eretas, que são uma marca registrada da raça. A pelagem curta do cãozinho é de várias cores e seu corpo é compacto e musculoso.

O Buldogue é uma das raças de cachorro pequeno que é charmosa e inteligente. Apesar de sua natureza tranquila, é um excelente cão de guarda. Esse cachorro pode se adaptar a qualquer situação de vida e fazer amizade com outros animais e crianças pequenas com facilidade. Ele não se sai bem em calor extremo e não precisam de muito exercício, pois seus narizes curtos podem dificultar a respiração.

11. Boston Terrier

boston terrier

Pequeno mas robusto, o Boston terrier é um dos poucos cães desta lista que se originou nos EUA. A raça começou como um cão de briga, mas hoje é uma companhia afetuosa para todos os membros da família.

Os Bostons são espertos, mas como seu instinto de lutador ainda faz parte de quem eles são, eles podem ser extremamente teimosos, então certifique-se de que o seu treinamento seja adequado.

12. Pequinês

pequinês

Esta é uma das raças de cachorro pequeno já foi o cão da realeza chinesa e ainda carrega alguns traços de personalidade daquela vida anterior. Eles podem ser carinhosos ou independentes e farão o que for melhor para eles no momento. Dito isto, eles ainda são companheiros amorosos, adequados a quase todos os cenários, principalmente o apartamento em que vivem.

O pequinês é um excelente cão de guarda devido à sua vigilância, e é por isso que eles podem levar algum tempo para se aproximarem de estranhos. O pequinês é braquicefálico, certifique-se de mantê-lo fora do calor extremo. Além disso, o pequinês não deve estar em uma casa com crianças muito pequenas.

Raças de cachorro pequenos: Adotando e cuidando

Qual destas raças de cachorro pequenos é a sua favorita? Você tem um cachorro pequeno que não está listado aqui e que é um bom cão de apartamento? Então conte-nos sobre eles nos comentários abaixo!

Seja líder do seu cão – Uma atitude muito saudável

por Camila Da Silva — publicado 16 jul 2019 - 9:45

seja líder do seu cão

Se tem um conselho que podemos dar para tutores de cães é: seja líder do seu cão. Esta é uma estratégia que funciona muito bem para quem busca um cachorro mais equilibrado, respeitoso e, acima de tudo, feliz. Saiba que controlar as atitudes de um cão pode se tornar algo extremamente difícil quando não é feito da forma certa e no momento certo. Por isso, dedique tempo neste aspecto e garanta que os dias do seu animal sejam mais leves. Acompanhe o texto para entender mais sobre o assunto.

Seja líder do seu cão

Como citado anteriormente, seja líder do seu cão. Não chefe. Mas sim, líder. Esta é uma das premissas mais básicas que um filhote busca encontrar quando chega a um lar novo. Caso ele não consiga perceber controle e administração, ele mesmo se sentirá no poder de fazer o que quiser. E isto pode ser desastroso, principalmente se você espera que o cão seja obediente.

Não é uma tarefa fácil e requer muita paciência dos tutores. Principalmente os de primeira viagem. Ou seja, você precisa entender que, por mais que há sim como tornar-se líder do seu cão, algum tempo precisará ser investido nisso, até que ele perceba quem é responsável por quem. E isto exige confiança, treino e, acima de tudo, muito amor. Continue lendo para entender como o cão se comporta em seu instinto natural.

seja líder do seu cão

Como um cão se comporta?

Um cachorro se comporta nada mais nada menos do que como um animal. E todos nós sabemos que animais tem instinto que os fazem ir para um caminho ou para o outro. E um dos instintos mais presentes em qualquer cachorro é justamente a sensação de liderança. O cão quando chega em um novo lar, logo associa as pessoas próximas dele como sendo membros da nova matilha. E, desta forma, espera que alguém assuma o controle da situação.

Assumir o controle da situação é impor limites, mostrar o que pode, o que não pode, estipular horários e locais para comer, etc. Quando não há esta sensação, ou seja, quando o cão percebe que esta figura não existe como deveria existir caso vivesse no mato, ele mesmo tomará as rédeas da situação, de forma instintiva.

E isto significa, entre outras coisas, ser agressivo, possessivo, mal educado e desrespeitoso com os membros da família. Por mais que ele não faça “por mal”, o instinto dele será liderar, caso ninguém o lidere. E é justamente neste ponto que a sua figura como tutor deve entrar em ação. Ele precisa saber que você é o dono dele e, desta forma, guiar as rédeas.

seja líder do seu cão

O que é um líder?

Muitas pessoas se confundem entre líder e chefe. O líder é quem vai guiar os passos dos liderados, e o chefe vai mandar. De forma bem resumida, conseguimos facilmente associar estas situações ao comportamento canino. Nós não podemos nos apegar ao simples fato de sermos os donos deles e, desta forma, mandar e desmandar uma série de situações que eles sequer entendem.

O processo de liderança é simples, mas não é fácil. E ele precisa ser feito da forma certa para que o cão não associe a sua figura a algo que ele tenha medo ou pavor. Mas sim, respeito. Um exemplo prático disso é, ao invés de brigar quando ele faz algo errado, elogiar quando ele faz algo certo. Os cães são condicionados as situações. E é nossa responsabilidade condicioná-los para as situações positivas. E assim eles podem fazer a associação no futuro. Seja líder do seu cão e seja efetivo nesta etapa!

Adestramento é a chave para o bom comportamento

Você já deve ter ouvido falar do adestramento de cachorro, não é mesmo? Pois bem, este é um método que muitas pessoas simplesmente consideram inacessível ou banal. Entretanto, é de extrema importância para conseguir liderar o seu cachorro. Através de processos estratégicos e pensados, podemos elaborar situações para que o cão aprenda, seja educado e respeitoso, de acordo com as nossas realidades.

Assim sendo, um exemplo prático desta situação é ensinar o seu cão a se controlar em situações que você não está presente. Quando você chegar em casa, a recomendação de diversos adestradores é de que você não deve interagir com o cão. Deixe-o fazer pirraça e somente depois de alguns minutos dê atenção.

Esta é uma forma de demonstrar que você está na liderança e só dará atenção quando ele se comportar. Com o tempo, ele se condicionará a isso e será um cão muito menos ansioso. Seja líder do seu cão e veja este processo acontecer aos poucos.

seja líder do seu cão

Impor limites é fundamental

Um líder impõe limites de forma inteligente. Ele não briga, não se altera e muito menos ordena. No entanto, ele cria artifícios para que o cão perceba o que é certo e o que é errado. Por exemplo, se o cão fazer as necessidades em um local errado, você não deve brigar com ele e muito menos fazê-lo cheirar as necessidades, esfregando o focinho no local (sim, tem gente que faz isso!).

O que você precisa fazer é, de alguma forma, condicioná-lo a fazer certo. Por exemplo, toda vez que ele acertar o local do xixi, elogie-o e ofereça um prêmio. Assim ele entenderá que quando ele faz determinada ação, algo positivo acontece.

Cuidado com o tom de voz

O tom de voz é algo que os cães levam muito em consideração. Brigar não é saudável. Enquanto palavras de ordem, fortes e curtas sim, podem surtir efeito no longo prazo. Um “não!” bem expressado, de forma rápida e curta pode ser um comando muito bem absorvido com o tempo. Entretanto, xingamentos exagerados e sermões dificilmente serão captados. E você só fará o cão ficar ainda mais ansioso. Portanto, dê atenção a esta situação.

seja líder do seu cão

Motivos para liderar o seu cão

Para finalizar, separamos uma série de motivos para liderar o seu cão e não ser o chefe dele. Mostre quem está no comando, mas não abuse do poder, da força ou da sua inteligência. Dê tempo ao cão, faça o sentir-se amado e nunca use a força ou a violência. O restante irá acontecer com o tempo e você notará as diferenças.

Entretanto, é importante sempre levar em consideração que o cão continua sendo um cão e não uma máquina. Portanto, ele merece um tempo para assimilar tudo que está acontecendo e, desta forma, respeitar você. Veja uma lista de situações positivas que a liderança planejada pode oferecer e assim, seja líder do seu cão.

  • Elevação da imunidade por ele sentir-se mais feliz;
  • Muito mais serenidade com outras pessoas (carteiros, por exemplo);
  • Falta de motivação para ferir familiares;
  • Muito mais respeito é adquirido durante os passeios (não puxa a coleira, por exemplo);
  • Ele brincará muito mais com os próprios brinquedos do que com objetos indevidos;
  • Controle da ansiedade e irritação por conseguir se situar em casa;