As 6 doenças mais comuns em cães

por Samantha Kelly — publicado 15 jul 2012 - 2:51

 

Assim como nós, os cães e os gatos sofrem com algumas doenças que nos são familiares, entre elas: doenças infectocontagiosas, alérgicas e do metabolismo. Você se preocupa com a saúde do seu bichinho? Então, confira as 6 doenças mais comuns que atingem cães e gatos:

1. Alergia alimentar

O que é: uma resposta imunológica exagerada do organismo a determinada substância presente em alimentos.

O que acontece: de ferimentos na pele provocados pela unha do próprio animal enquanto se coça sem parar até quadros gastrointestinais, como diarreia e vômito, com risco até de óbito, se ele não for tratado.

Causas: aditivos, conservantes e outras substâncias químicas usadas em rações industrializadas são os vilões mais freqüentes. Para alguns bichos, porém, as proteínas da carne bovina podem disparar as mesmas reações alérgicas.

Sintomas: os sinais clínicos mais comuns do problema são: coceira, vermelhidão e descamação na pele, com lesões provocadas pelas unhas do animal.

Prevenção: em primeiro lugar, evite comprar ração de qualidade duvidosa. Elas têm corante, que, além de provocar alergia, prejudica a absorção dos nutrientes pelo organismo. Outra medida é não dar banhos em excesso, que retiram a oleosidade natural que protege a pele dos animais. Outra forma de prevenção é trocar o comedouro de plástico, o qual também pode desencadear uma bela alergia. Prefira o de alumínio, que não traz esse risco.

Tratamento: substitua a ração de sempre por fórmulas especiais. Se o animal é muito alérgico, opte por refeições caseiras, mas aí sempre bem orientadas pelo veterinário, tomando o cuidado de suprir todas as necessidades nutricionais do bicho.

 

2. Depressão

O que é: ainda faltam trabalhos que expliquem exatamente o que acontece no cérebro dos animais melancólicos, mas alguns apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos. Embora os gatos pareçam menos sentimentais, eles também sofrem com problemas desse tipo.

O que acontece: o bicho passa a recusar comida e brincadeiras, muda drasticamente de comportamento e fica arredio.

Causa: grandes mudanças, separações e solidão são os principais fatores por trás do quadro depressivo.

Sintomas: a angústia em cães geralmente é sinalizada pela mania de se lamberem freneticamente. Alguns, de tanto fazer isso, até ficam com feridas graves nas patas. Entre os felinos, é o dorso que acaba machucado por essa compulsão.

Prevenção: todos os veterinários são unânimes em dizer que o melhor remédio contra a depressão é levar seu amigo para passear. Além do benefício da atividade física – como a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar no cérebro -, as caminhadas estreitam o contato com o dono. E talvez seja sua ausência que tenha provocado o baixo-astral do seu querido bicho de estimação. Então, se ele é mesmo de sua estima, cuide bem dele nesse momento.

 

3. Erlichiose (doença do carrapato)

O que é: uma infecção gravíssima transmitida por carrapatos portadores de bactérias do gênero erlichia.

Contágio: o carrapato contamina-se ao ingerir o sangue de animais doentes e transmite a bactéria ao parasitar cães saudáveis e, mais raramente, gatos.

O que acontece: entre os problemas desencadeados estão anemia, hemorragia, insuficiência renal, inflamações oculares e alterações neurológicas e de comportamento. Como a bactéria promove uma anemia grave, pode levar o animal à morte.

Prevenção: ela ocorre com a aplicação mensal de remédios para ectoparasitas, que evitam a infestação por carrapatos.

Sintomas: vários sinais indicam erliquiose. Os principais são febre, tosse, vômito, diarreia, depressão, hematomas, perda de apetite, anemia e dificuldade de respirar.

Diagnóstico: a constatação do problema se dá por meio de exames sorológicos ou de DNA.

Tratamento: é feito com remédios, de acordo com o estágio em que se descobriu a doença.

 

4. Insuficiência renal

O que é: alteração na capacidade de filtragem dos rins, o que acarreta a retenção de ureia e creatinina – dois compostos tóxicos – no sangue e, em compensação, e na eliminação de água, vitaminas e proteínas importantes pela urina.

Causa: a causa mais comum da insuficiência renal crônica é o envelhecimento do bicho com certa predisposição familiar. Já a insuficiência renal aguda costuma estar ligada a fatores isquêmicos, infecciosos ou tóxicos.

O que acontece: o agravamento da doença pode provocar infecções do trato urinário, úlceras na boca e no estômago e pressão alta que leva à cegueira.

Prevenção: algumas raças apresentam maior predisposição a problemas nos rins e devem ser monitoradas regularmente por meio de exames. São elas: lhasa, doberman, beagle e sharpei.

Sintomas: o animal perde o apetite, emagrece rapidamente, passa a beber muita água e faz um xixi bem clarinho a todo momento. Vômitos e diarreia também são sinais da doença. Alguns, ainda, desenvolvem anemia.

Diagnóstico: o diagnóstico se dá por meio de exames laboratoriais de sangue e urina, ultrassom e, em alguns casos, até de radiografias especiais.

Tratamento: o objetivo é restabelecer o equilíbrio orgânico com uma dieta apropriada, isto é, pouco proteica, suplementos vitamínicos e terapia com fluidos e eletrólitos. Quando parte significativa dos rins foi comprometida, a recuperação do órgão se torna inviável, restando apenas a possibilidade de controlar o quadro. A hemodiálise pode ser indicada em situações muito específicas de insuficiência renal aguda, nos casos em que a terapia convencional com fluidoterapia não surte efeito.

 

5. Obesidade

O que é: acúmulo excessivo de gordura decorrente da alteração no balanço energético do animal.

Causa: dieta inadequada e sedentarismo são os maiores fatores para o aparecimento da enfermidade. Algumas raças de cães e gatos são mais propensas ao problema do que outras.

Riscos: cães e gatos gorduchos podem desenvolver diabete, problemas nas articulações, doenças cardiovasculares e até alterações neurológicas.

O que acontece: animais gorduchos são sérios candidatos a ter níveis elevados de colesterol e triglicérides. Essas substâncias estão por trás de problemas como convulsão, paralisia, danos nos olhos e alterações neurológicas. Bichos excessivamente gordos estão mais propensos a desenvolver diabete e doenças articulares.

Prevenção: compre ração de boa qualidade, de acordo com a idade e grau de atividade para o seu amigo, não ofereça comida inadequada, controle os petiscos de petshop, estimule a prática de atividades físicas com passeios (no caso dos cães) ou brincadeiras (no caso dos gatos). Respeite a quantidade de ração diária a ser ingerida marcada na embalagem.

Sintomas: para identificar um bicho obeso, basta olhar para ele. Além do corpo rechonchudo, ele pode apresentar sede excessiva (em caso de diabete), falta de fôlego na hora de passeios, e sinais de hipertensão arterial.

Prevenção: compre ração de boa qualidade, de acordo com a idade e grau de atividade para o seu amigo, não ofereça comida inadequada, controle os petiscos de petshop, estimule a prática de atividades físicas com passeios (no caso dos cães) ou brincadeiras (no caso dos gatos). Respeite a quantidade de ração diária a ser ingerida marcada na embalagem

Diagnóstico: o método de diagnóstico mais utilizado é a inspeção e palpação do animal. Ele deve ter as costelas facilmente tocáveis e, quando visto de cima, apresentar forma de ampulheta. Se as costelas do animal não são visíveis, pode indicar que ele esteja acima do seu peso. Mas o veterinário dará o veredito fi nal ao comparar o peso do seu animal como estimado para aquela raça.

Tratamento: um programa bem-sucedido de emagrecimento exige plano nutricional, exercícios físicos diários, monitoramento metabólico e hormonal e acompanhamento veterinário.

 

6. Otite

O que é: é a popular inflamação de ouvido.

Causas: a doença costuma ter origem infecciosa, parasitária, fúngica ou seborreica.

O que acontece: se não for bem tratada, a otite pode se agravar e provocar uma meningite e ou até infecção generalizada, dois males capazes de matar.

Prevenção: proteja as orelhas do seu bicho durante o banho, tome cuidado com a limpeza do canal auditivo externo e, no caso de cães, não deixe que passeiem com o tronco para fora do carro para que o vento não penetre no canal auditivo.

Sintomas: quando há uma otite, o que fica mais evidente é o coça-coça das orelhas e o balançar frequente da cabeça. Secreção amarelada ou enegrecida e fedida também pode indicar que a infecção está instalada e latente.

Diagnóstico: o veterinário, durante o exame clínico, faz uma otoscopia, ou seja, usa aquele aparelhinho para enxergar o canal auditivo. E, em alguns casos, pode pedir uma coleta de secreção para análise.

Tratamento: o tratamento é feito com antibiótico no caso das otites bacterianas, antifúngicos para a otite fúngica, antiparasitários para a otite parasitária e ceruminolíticos, quando se trata de uma otite ceruminosa ou seborreica.

 

Fonte

Como escolher um cão de guarda – Dicas e raças

por Camila Da Silva — publicado 20 jun 2019 - 9:45

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Como escolher um cão de guarda? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de várias formas. No entanto, não existe resposta certo. O certo é: escolher o cachorro certo para o seu objetivo. Um cão de guarda é muito mais do que uma “ferramenta” de segurança. Ele é um ser vivo que, a partir do momento que é adotado, passa a fazer parte da família. Por isso, alguns critérios devem ser levados em consideração.

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Como escolher um cão de guarda – Dicas e raças

por Camila Da Silva — publicado 20 jun 2019 - 9:45

Como escolher um cão de guarda

Como escolher um cão de guarda? Esta é uma pergunta que pode ser respondida de várias formas. No entanto, não existe resposta certo. O certo é: escolher o cachorro certo para o seu objetivo. Um cão de guarda é muito mais do que uma “ferramenta” de segurança. Ele é um ser vivo que, a partir do momento que é adotado, passa a fazer parte da família. Por isso, alguns critérios devem ser levados em consideração. Acompanhe para entender.

O que entender antes de ter um cão de guarda

Um dos fatores mais comuns de quem está buscando entender como escolher um cão de guarda, é o fator efetividade. Qual o cão mais efeito para o serviço? Entretanto, antes de entender este critério, é importante ter outros pontos de vista sobre o assunto. Afinal, como falamos, um cão de guarda é muito mais do que um servidor. Ele é um membro da família que merece ser amado e bem cuidado.

Como escolher um cão de guarda

Assim sendo, separamos uma lista de conceitos para você abordar durante suas análises e processo seletivo. O melhor cão de guarda é aquele mais mais se adaptará a sua propriedade. Por isso, ele precisa ser treinado e preparado para tal. Simplesmente adotar um animal e soltá-lo no quintal, não irá resolver o problema e o cachorro ainda poderá ser infeliz. Acompanhe para entender.

Tenha um objetivo claro

Quando você estiver escolhendo seu cão de guarda, é importante entender qual o objetivo do animal para a função. Parece óbvio: proteger sua propriedade. Entretanto, é muito mais do que isso. Você precisa saber exatamente quais funções o cachorro deverá desempenhar, para saber que raça escolher e como treiná-lo da melhor maneira possível.

Como falamos anteriormente, simplesmente soltar o cão no pátio da sua propriedade, não irá resolver o problema. E isto é o que a maioria das pessoas acaba fazendo, achando ser a melhor solução. Entretanto, saber se o cão será usado somente de dia, somente de noite ou dia inteiro, por exemplo, é um dos fatores determinantes para uma conduta eficiente.

Encontre profissionais que possam lhe auxiliar

Depois que você tiver o seu objetivo bem estabelecido, deverá partir para a próxima etapa, que é encontrar os profissionais ideias para treinar o seu cachorro. Este é um dos passos mais importantes do processo, visto que será determinante para o sucesso ou não do projeto. Por mais que cães tenham instintos de defesa de território, um adestramento será extremamente importante.

Assim sendo, encontre o profissional certo para o trabalho. Deve ser alguém experiente, que entenda do assunto e que compreenda o seu objetivo de forma integral. Desta forma, é possível que você obtenha os resultados desejados e proporcione qualidade de vida para o cachorro. Afinal, ele precisa entender a função dele de forma exata, caso contrário ele sofrerá de ansiedade e outros fatores que tornam um cão depressivo. Este é um dos primeiros passos de como escolher um cão de guarda.

Como escolher um cão de guarda

Todos os cachorros podem ser cães de guarda?

Não. O ideal é que você encontra uma raça que tenha intimidade com a proteção de propriedade. Por mais que todo cão tenha instintos de defesa territorial, como falamos anteriormente, é importante entender que nem todos possuem porte físico e mental para esta atividade. Um pinscher, por exemplo, é um cão que pode altamente agressivo e defensivo quando mal educado. Mas o porte dele é inviável para o trabalho e, ao mesmo tempo, proteção não é sinônimo de agressividade.

Ou seja, você precisa de inteligência treinada para proporcionar segurança ao seu estabelecimento ou propriedade. E isto somente será possível com algumas raças que tenham os pré-requisitos necessários. Assim sendo, separamos uma lista com as raças de cães de guarda que poderão ajudar você. Acompanhe para entender.

Raças de cães de guarda

Entender como escolher um cão de guarda, também passa pelo fator da raça: qual a melhor raça para um cão de guarda? Não existe a melhor raça, mas sim, a raça certa e ideal para o seu objetivo de proteção. Um cão de guarda pode ser visualmente agressivo e imponente, ou pode parecer dócil e carinhoso. Isto não é relevante, visto que é o treinamento que irá guiar o comportamento. Assim sendo, veja algumas raças que você pode investir.

Como escolher um cão de guarda

Pastor alemão

O pastor alemão é um dos cachorros mais populares do mundo em diversos critérios, principalmente nos critérios de defesa e proteção. Eles forma usados por muitos anos para monitorar e pastorear ovelhas e vacas em campos rurais pelo mundo. O que os faz, de forma automática, a entrar para a lista de cachorros mais conhecidos e recomendados para guarda e proteção.

Além disso, o pastor alemão é um dos cachorros mais utilizados pelas polícias de todo o mundo. Eles podem auxiliar em perseguições e rastreio de drogas e outras mercadorias que forem treinados para encontrar. São cachorros inteligentes, dóceis e facilmente treináveis para controles de vigilância. Ele estará sempre alerta para qualquer tipo de evento que esteja fora do radar de naturalidade dele.

A dica é encontrar um canil que tenha experiência na criação destes animais. Esta é uma forma de garantir a saúde e idoneidade do animal.

Bullmastiff

Como escolher um cão de guarda não é tarefa difícil. O difícil, é entender a real função dele dentro do seu objetivo. O Bullmastiff, por exemplo, é extremamente competente para ações silenciosas e noturnas devido a uma série de fatores. O motivo mais sólido deste comportamento, provém do cruzamento entre mastiffs e buldogues ingleses.

A ideia era ter um cachorro silencioso para proteção de fazendas inglesas, que sofriam muito com o roubo de madeira e demais produtos produzidos no campo. E assim, o Bullmastiff acaba entrando para a nossa lista. Se você procura um cachorro inteligente e que reconheça estranhezas durante a noite, este é ideal. Além de que ele sempre procurará agir em silêncio, outro ponto muito positivo.

Rottweiler

O Rotweiller é um cão extremamente dócil e inteligente. O que é ótimo para o adestramento de guarda. Ele é um cachorro alemão, assim como o pastor alemão. O objetivo principal desta raça também era proteger ovelhas e vacas em campos e fazendas. Por isso, ele entra para a nossa lista de animais a serem adotados.

Entretanto, ele é um cachorro que pode ser agressivo, caso não tenha acompanhamento profissional para adestrá-lo a tarefa de proteção. E, como você sabe, um cão que é agressivo não é adequado para o trabalho de proteção. No entanto, ao mesmo tempo que ele pode ser agressivo, é extremamente amoroso e muito apegado aos seus donos. Mas a educação deve ser constante e feita da forma correta para não ocorrer acidentes.

Fila brasileiro

O Brasil também está presente na nossa lista. Com cães de todo o mundo podendo fazer o serviço de guarda, o Fila Brasileiro é extremamente recomendado para esta atividade. Ele foi criado para este fim e sua história está muito relacionada a colonização dos Europeus, pois a raça é cruzada com espécies daquela época. Ou seja, os instintos ainda são de vigilância.

Ele já recebeu diversos reconhecimentos mundiais devido a sua alta capacidade de aprendizado para guardar uma propriedade. Esta raça é forte, ágil, possui estrutura ósseo muito densa e é recomendada para quem deseja ter um cão de guarda. Entretanto, se você está buscando seu primeiro animal, recomendamos atenção, pois precisa-se de muita disciplina para os treinamentos.

Dogue alemão

Se você estiver buscando um cachorro que seja enorme, o Dogue Alemão é o certo para sua busca. Ele pode ser ideal para vigilâncias externas e certamente fornecerá muita desconfiança para quem deseja invadir sua propriedade. A raça é Alemão, assim como vários de nossa lista.

Por mais que ele seja enorme, ele é extremamente dócil, carinhoso e amoroso. Não é nada agressivo e é muito compreensivo a treinamentos. Ou seja, quando for para defender, ele defenderá.

Como escolher um cão de guarda

Como escolher um cão de guarda da forma certa

O processo de como escolher um cão de guarda deve ser analisado e, se possível, acompanhado de perto por um especialista. Procure sempre canis e profissionais especializados para ter a certeza de um investimento coerente e correto. E, claro, nunca esqueça da qualidade de vida do cachorro. Afinal, para que ele desempenhe bem a função a qual foi designado, ele precisa ter estrutura e condições de trabalho favoráveis.

Nunca adote um cão somente pela sua força ou estatura. Como falamos, por mais que ele precise intimidar o invasor, acima de tudo, ele precisa ser inteligente para trabalhar da forma certa. E, ao mesmo tempo, ter condições mentais de ser treinado e respeitar o dono. Boa sorte!

Agressividade Canina – Como Controlar e Eliminar?

por Camila Da Silva — publicado 20 jun 2019 - 9:45

Como escolher um cão de guarda

A agressividade canina é um dos fatores mais complicados de resolver em um cão doméstico. Este sentimento pode ser despertado de várias formas diferentes e de vários aspectos. No entanto, é preciso entender que, acima de tudo, o instinto do animal falará mais alto em alguns momentos e você deve respeitar isso. Entretanto, controlar e até eliminar a agressividade é possível. Acompanhe para entender.

Agressividade canina

Os cães são os seres maias dóceis e, ao mesmo tempo, mais agressivos que convivem próximo do ser humano. Provavelmente você já ouviu fatos e histórias de acidentes causados por um cachorro que parecia dócil e acabou provando o contrário. Entretanto, nem sempre estas histórias revelam o fato inteiro. É claro que um cachorro pode se tornar agressivo, pois seu instinto muitas vezes faz com que isto aconteça.

Agressividade Canina

No entanto, é possível que você, como dono e tutor, consiga controlar ou eliminar este sentimento. Entretanto, entender os reais motivos destas ocorrências é muito importante. Pois é desta forma que você poderá trabalhar para, no futuro, conseguir ter um cachorro mais dócil e muito mais equilibrado. Acompanhe.

O medo pode ser uma das causas

O primeiro aspecto que pode e deve ser analisado, é o fator medo. Cães são seres que podem demonstrar sentimentos felizes, tristes ou de raiva através de diversas situações. E uma das principais, é justamente o medo. É através do medo que um cachorro manifesta o instinto de sobrevivência que muitas vezes está atrelado a agressividade.

Assim sendo, se o seu cachorro tiver comportamentos extremos neste sentido, é importante avaliar as condições que ele acabou de ser submetido. Muitas vezes enxergar um cachorro maior que ele ou ouvir barulho de fogos de artifícios, pode fazer com que o cão sinta-se amedrontado. E é justamente nestes momentos que o instinto fala mais alto. Afinal, ele precisa sobreviver. E para isso, ele não irá medir forças.

A genética influencia?

Há pessoas que entendem que um cão pode ter comportamentos agressivos devido a genética. Isto acontece devido a formação das células e conduções energéticas pelo corpo. Entretanto, não é uma regra. Pois com certeza você já viu um Pitbull inofensivo e um Pinscher altamente agressivo, não é mesmo? Isto acontece devido a uma série de fatores ligados ao DNA. Mas também, a educação, que vamos entender mais adiante.

A genética é o que constrói todo o corpo do animal. Entretanto, os instintos e comportamento são moldados conforme o crescimento dele. E, obviamente, algumas raças serão mais propícias a um tipo específico de comportamento. Enquanto outras serão mais propícias a outros. Por isso, o que você precisa fazer é entender a raça do seu cachorro e conversar com um especialista, para entender se há algo que você possa fazer ou se a genética deixará o animal agressivo para sempre.

agressividade canina

Necessidade de dominar o território

Outro fator extremamente relevante para justificar a agressividade canina, é a necessidade do animal de dominar o território em que ele vive. Se você vive em um casa com quintal, por exemplo, o cachorro fará de tudo para entender a vizinhança canina e mantê-los afastados. Isto acontece devido a necessidade instintiva de não deixar outros animais chegarem perto do habitat natural do cachorro.

Desde raças pequenas até raças grandes podem exigir cuidado neste aspecto. Se você identificar o seu cão no portão ou varanda latindo e fazendo barulho para outro cão na rua, deixe-o terminar. Pois a chance de você levar uma mordida é grande. Pois este é o momento em que a raiva é toda colocada a prova da sobrevivência.

Educação será o diferencial

Alguns dos aspectos mais básicos da agressividade canina foram descritos neste artigo. E a partir de agora, é importante entender o que você, como tutor, poderá fazer para tentar equilibrar, controlar ou até eliminar de vez este problema. Para isso, a educação do animal se faz altamente necessária. Como já explicamos, cães são movidos a sentimentos. E educá-los a terem comportamentos mais sociáveis é altamente possível.

Entretanto, você precisará de um auxílio profissional que possa indicar os melhores exercícios e atividades para o seu cachorro. Cada animal é único e você precisa adequar as situações de acordo com cada raça. Estimular o cachorro a comportamentos mais saudáveis é importante e pode ser feito ao longo do tempo, presenteando-o e elogiando-o a cada acerto.

agressividade canina

A castração pode ajudar

A importância de castrar um cachorro é extremamente grande. Afinal, estes cães podem se tornar muito mais saudáveis e educados que um cachorro não castrado. Esta atitude pode fazer com que o animal seja muito mais contido para uma série de fatores, inclusive da agressividade. Pois assim como a defesa de território, um cachorro pode ficar agressivo quando sente necessidade de acasalamento.

Parece crueldade, mas não é. Quando feito por um profissional extremamente competente, a castração só traz benefícios para o cão e para o tutor. As práticas de convívio se tornam muito mais comportadas e o adestramento em formato de educação também. Afinal, ensinar o cachorro da forma correta, fará com que a agressividade dele diminua por completo.

Dê tempo ao tempo

Agora que você já entendeu como conter e entender a agressividade canina, é importante entender também que o tempo é importante. Ou seja, eles são animais e precisam de um tempo para assimilar todos os processo de educação e adestramento. Não force situações desagradáveis nem faça o cachorro sofrer, pois isto poderá deixar a situação ainda mais complexa. O que você precisa fazer, é entender que cada raça é única e irá reagir de uma forma.

agressividade canina

Dar tempo ao tempo é fundamental para ter resultado em qualquer objetivo. E no caso de um adestramento e treinamento de cães, é ainda mais importante. Sempre que o cachorro demonstrar acerto, presenteie-o e mantenha elogios constantes. E, quando o cachorro errar ou não fizer o que você está pedindo, não xingue e não use tons chulos com ele. Seja paciente, educado e demonstre muito amor neste processo. Afinal, conter a agressividade somente será possível se você demonstrar passividade. Boa sorte!