Muito se tem escutado sobre o Ebola, vírus que teve sua primeira aparição em 1976 no Zaire, e que agora, após seu último surto, já foi responsável pela morte de milhares de pessoas em países africanos e mais recentemente passou as fronteiras do continente.

Na Espanha, a enfermeira Teresa Romero Ramos contraiu o vírus após cuidar de dois padres infectados. Quando foi confirmado seu diagnóstico, o cachorro de Teresa, Excalibur, teve que ser eutanasiado por ordens das autoridades espanholas (Leia a matéria completa AQUI).

Esse caso levanta o possível papel do animal de companhia na transmissão de doenças como o Ebola e como nós estamos completamente despreparados para lidar com a situação. O problema é que pouco, ou quase nada, se sabe sobre o Ebola em cachorros.

 

Ebola em cachorros. Excalibur foi eutanasiado após sua tutora ter contraído o vírus. Foto: Reprodução

Ebola em cachorros. Excalibur foi eutanasiado após sua tutora ter contraído o vírus. Foto: Reprodução

 

As informações do vírus e seus efeitos foram mais estudadas em morcegos, antílopes, primatas e seres humanos. O motivo da falta de informação se dá devido a prioridades e probabilidades, já que os cães não foram vistos como alvos de infecção e haviam outros casos, mais urgentes, a serem analisados.

As únicas informações sobre o tema são provenientes de um estudo francês de 2005, depois do surto de Ebola nos anos de 2001 e 2002 no Gabão. O interesse em cães particularmente se deu depois de presenciarem cães ferozes comendo animais mortos e até carcaças humanas, algumas sem dúvida infectadas com o Ebola.

Os pesquisadores indicaram que cães poderiam ser infectados sem desenvolver sintomas. Entretanto, a conclusão é que eles não poderiam afirmar se cães transmitem ou não ebola para humanos sem pesquisas mais profundas.

Não há nenhum teste específico para Ebola em cães, apenas níveis de anticorpos após a infecção acabar; não se sabe os sintomas, se os cães apresentam febre, dores, desconforto gastrointestinal ou hemorragia; o período de incubação; ou como o vírus estaria presente nos cães (na saliva, urina ou fezes).

 

Fonte de pesquisa: Dr. Ernie Ward, Jr