Vacinar: com quais? e quando?

por Rodrigo Amar — publicado 18 set 2012 - 10:26

VACINAR: COM QUAIS E QUANDO?
Profa. Dra. Mary Marcondes Feitosa.

Cães neonatos possuem capacidade de responder imunologicamente a numerosos antígenos, mas essa resposta é muito mais lenta e inferior do que aquela de animais mais velhos. Os anticorpos maternos recebidos da mãe bloqueiam uma imunização adequada em filhotes por um período de tempo após o nascimento e o desmame. Quanto maior o título de anticorpos maternos maior será o dos filhotes, e a duração da imunidade passiva encontra-se na dependência tanto do título quanto da meia vida das imunoglobulinas específicas.

A quantidade de anticorpos maternos no filhote capaz de bloquear um vírus vacinal é menor que a necessária para prevenir uma infecção. Isso leva a crer que, em uma determinada fase da vida, a quantidade de anticorpos maternos circulantes é capaz de bloquear uma vacina, mas não é capaz de bloquear um vírus de campo, ou seja, o animal é sensível a uma infecção e insensível a uma vacinação. Esse período é denominado de janela de suscetibilidade e é variável de acordo com o agente infeccioso e o tipo de vacina. Cepas vacinais mais imunogênicas ou menos atenuadas são capazes de sobrepujar mais precocemente a imunidade residual transferida pela mãe.

Em alguns filhotes a imunidade materna ainda está presente por volta de 14 semanas de idade. Por isso os veterinários utilizam múltiplas vacinas, dadas em intervalos de duas a quatro semanas, fazendo-se a primovacinação entre seis e oito semanas de vida e continuando até 14 ou 16 semanas, numa tentativa de sobrepujar a imunidade materna antes da exposição a cepas virulentas.

Durante muitos anos veterinários têm recomendado a proprietários de cães e gatos que façam reforços anuais de vacinas contra raiva, cinomose, parvovirose, panleucopenia e assim por diante. Esses reforços anuais certamente exerceram um papel importante na prevenção de doenças em cães e gatos. Entretanto, surge a seguinte questão: Essas vacinas necessitam realmente de reforços anuais? E uma segunda e também importante questão é: Estamos vacinando cães e gatos em demasia? Podemos causar danos por vacinar os animais em excesso?

A duração da imunidade é importante para a determinação do momento em que se deve repetir o estímulo antigênico ou a vacinação de reforço. Após uma única vacinação, os filhotes nem sempre desenvolvem imunidade. Por esta razão, mesmo que não haja interferência de anticorpos maternos, devem-se realizar ao menos duas vacinações em neonatos que não mamaram colostro, ou em cães com mais de quatro meses de idade.

De um modo geral o protocolo vacinal para filhotes de cães prevê uma série de três doses de vacinas. Posteriormente é feita a revacinação anual. A duração da imunidade é variável para cada um dos componentes vacinais, sendo de longa duração, de anos, para cinomose, parvovirose, adenovirose e panleucopenia, e de curta duração, de apenas alguns meses, para a leptospirose. Assim o grau de proteção não é o mesmo para todas as doenças.

Esquemas alternativos de protocolos vacinais podem ser estabelecidos pelo veterinário levando-se em consideração o estilo de vida e os hábitos dos cães e gatos. Desta forma, o veterinário poderia montar o esquema de vacinação para o animal baseado em seu estado de saúde, em seu estado imune, sua idade, no risco de exposição à doença em questão e nas probabilidades de ocorrência de reações de hipersensibilidade. É desaconselhável recomendar um programa padrão de vacinação para todos os indivíduos.

Vacinar um mesmo animal menos vezes reduz o risco de reações adversas. Alguns estudos demonstraram que não existiu benefício em revacinar anualmente animais contra parvovirose, cinomose e adenovirose em um período de sete anos quando comparado com animais que foram vacinados quando filhotes e depois desafiados aos sete anos de vida. Ambos os grupos estavam protegidos contra o desafio. Desta forma, as revacinações devem ser feitas apenas para as doenças que realmente necessitam de reforços e nunca com vacinas contendo múltiplos componentes. Por outro lado, a vacinação anual ou periódica possibilita a avaliação clínica do animal e a detecção e a prevenção de doenças incipientes.

As vacinas podem ser constituídas pelo microorganismo inteiro, vivo e atenuado; pelo microorganismo inativado ou sua fração; ou podem ser recombinantes, produzidas através de engenharia genética.

As vacinas inativadas podem ser compostas do agente em sua totalidade ou somente de frações antigênicas dele. O mais importante nas vacinas inativadas é a manutenção da similaridade antigênica da amostra vacinal ao agente patogênico natural. Dentre as vantagens de uma vacina inativada temos o fato dela ser estável ao armazenamento, de não apresentar virulência residual, de não apresentar agentes contaminantes e de ser segura em fêmeas prenhes. Entretanto, como não mimetiza a infecção natural, pode não induzir suficiente imunidade celular ou de mucosa. Produtos inativados geralmente contêm adjuvantes que podem causar reações alérgicas.

Nas vacinas atenuadas o agente infecta as células do hospedeiro e replica-se, induzindo imunidade humoral, mediada por células e de mucosas. Essas vacinas tendem a quebrar a imunidade materna em um período mais precoce e induzem imunidade mais rapidamente do que os produtos inativados uma vez que, se não houver mais imunidade materna, induzem imunidade com uma única dose. As principais vantagens de uma vacina atenuada são: a necessidade de um menor número de aplicações, o fato de não necessitarem de adjuvantes, o menor risco de desenvolvimento de hipersensibilidade, a indução do interferon, a baixa massa antigênica e o baixo custo. Entre as desvantagens de uma vacina atenuada está o fato de que se a atenuação for feita de forma incorreta podem causar a doença (reversão à virulência). Outro problema é que, por se tratarem de organismos vivos, podem sofrer inativação se forem estocadas ou administradas de forma incorreta, necessitando de condições especiais de armazenamento. Vacinas atenuadas podem causar danos fetais, desta forma, não podem ser administradas em fêmeas prenhes. Dentre as desvantagens de uma vacina atenuada está ainda a possibilidade de perpetuação do organismo no meio ambiente.

Tanto a resposta celular quanto a humoral são importantes para a proteção contra a infecção. As vacinas possuem um importante papel em estimular os dois mecanismos. Entretanto, por questões práticas e diante da dificuldade de se realizar o desafio dos animais vacinados, tem-se em geral avaliado apenas a resposta humoral, considerando-a sinônimo de proteção contra a infecção. A correlação entre os títulos de anticorpos e a proteção contra doenças pode ser boa quando se trata de infecções sistêmicas como cinomose, parvovirose e panleucopenia. Em contraste, a proteção contra as infecções respiratórias e das superfícies mucosas gastrentéricas é baseada na resposta secretória mais que na resposta imune humoral, que na maioria das vezes não é avaliada.

Apesar de existir possibilidade de se determinar o título específico de anticorpos para determinadas doenças, existem vários fatores que devem ser considerados. Em primeiro lugar está o fato de que o título de anticorpos não se correlaciona necessariamente com a proteção contra determinada enfermidade. Outro fato é de que nem sempre é viável ao proprietário realizar tal determinação. Finalmente, os métodos para determinação sérica de anticorpos ainda não estão totalmente padronizados e podem ocorrer diferentes títulos da mesma amostra enviada para diferentes laboratórios. Um título negativo não significa necessariamente que o animal seja suscetível à infecção. Da mesma forma a presença de anticorpos em altos níveis não garantem imunidade subseqüente a uma exposição.

Nos anos de 1998 e 2003, respectivamente, a American Association of Feline Practitioners e a American Animal Hospital Association apresentaram algumas recomendações para protocolos de vacinações em cães e gatos. As indicações para filhotes continuam as mesmas, entretanto para adultos foram considerados três grupos de vacinas: o das essenciais, o das opcionais e o das não recomendadas.

Vacinas essenciais são aquelas recomendadas a todos os filhotes com história desconhecida de vacinação. As doenças envolvidas possuem uma significante morbidade e mortalidade e são distribuídas amplamente e, de modo geral, a vacinação resulta em uma proteção relativamente boa. As vacinas consideradas essenciais para cães são: raiva, cinomose, parvovirose e adenovírus 2.

Vacinas opcionais devem ser consideradas de acordo com o risco de exposição do animal baseando-se na distribuição geográfica da doença e no estilo de vida do animal. Entre elas estão: bordetella, parainfluenza, leptospirose (quatro tipos) e vacina combinada de cinomose e sarampo.

A vacina contra leptospirose é a mais importante vacina opcional para cães, uma vez que a infecção pode causar doença branda a severa e trata-se de uma zoonose. A pergunta é, por que então a vacina não é incluída nas vacinas obrigatórias? A principal razão diz respeito à eficácia da vacina: uma grande porcentagem de cães vacinados não desenvolve imunidade ou desenvolvem apenas por um curto período de tempo. Além disso, as bacterinas estão entre os componentes mais reactogênicos das vacinas. Elas não previnem a infecção ou a eliminação do microrganismo pela urina, mesmo quando reduzem ou eliminam os sintomas da doença. Finalmente a vacina contra leptospirose não é considerada obrigatória porque a leptospirose é rara em muitas regiões geográficas.

Vacinas não recomendadas rotineiramente são aquelas contra doenças que não possuem significado clínico importante ou que respondem prontamente a tratamento, quando existe uma mínima evidência da eficácia da vacina ou quando os riscos de efeitos colaterais são maiores que os benefícios. Entre elas destacamos a vacina contra coronavirose, giárdia e adenovírus-1.

A natureza e a severidade da infecção pelo vírus da panleucopenia, da rinotraqueíte viral, da calicivirose e da raiva justificam a vacinação de todos os gatos contra essas doenças. Vacinas contra clamidiose, leucemia felina e peritonite infecciosa felina são consideradas opcionais. O uso dessas vacinas deve ser restrito a gatos com real risco de exposição a esses agentes patogênicos. Já as vacinas contra giardíase e dermatofitose (Microsporum canis) são vacinas não recomendadas para uso de rotina em felinos.

O aspecto mais importante de um programa de vacinação é ter a certeza de que a última dose de vacina da série seja administrada quando não houver mais a presença de anticorpos maternos na circulação.

O objetivo de um programa de vacinação deve ser vacinar o maior número possível de animais na população de risco, não vacinar nenhum indivíduo mais do que o necessário e vaciná-lo apenas contra os agentes infecciosos a que ele realmente tem risco de se expor com subseqüente desenvolvimento da doença.

CINOMOSE CANINA:

A vacinação contra cinomose pode ser iniciada entre seis e oito semanas de idade. A maioria das vacinas é capaz de sobrepujar a imunidade materna ao redor de 12 semanas. Em filhotes com menos de 16 semanas a recomendação é a administração de três doses. No caso de animais com mais de 16 semanas o ideal é que se apliquem duas doses na primovacinação. Embora a imunidade desenvolvida após a vacinação seja bastante eficaz, com título de anticorpos após 24 meses praticamente idêntico ao título mensurado logo após a imunização, a imunidade pode diminuir ao longo do tempo, principalmente quando se empregam vacinas menos potentes e naqueles animais que não entram em contato com o agente infeccioso. Recomendam-se, em geral, doses de reforço da vacina contra cinomose em anos alternados ou em intervalos de três anos, durante toda a vida do animal. Em casos de cinomose deve-se tomar cuidado com revacinação a intervalos maiores que três anos, porque lapsos no esquema de vacinação vão inevitavelmente resultar em um declínio da imunidade populacional e em surtos da doença.

Uma vacina recombinante encontra-se atualmente no mercado. Esta vacina é segura para filhotes imunocomprometidos e carnívoros silvestres. Por ser incerta a imunidade mais prolongada com esta vacina recomenda-se a revacinação anual. Ela não produz imunidade estéril e pode demorar mais para proteger os animais, por este motivo não é recomendada para animais que ficam em locais de grande exposição, tais como canis ou abrigos. Uma opção para seu uso é fazer a primovacinação com vacinas contendo vírus vivos modificados e os reforços com a recombinante.

HEPATITE INFECCIOSA CANINA:

A vacinação é feita em combinação com a de cinomose e outras doenças, iniciando-se entre seis e oito semanas de vida. As vacinas, em geral, contêm vírus vivo modificado homólogo (CAV-1) ou CAV-2, vírus respiratório que possui estreita relação antigênica com o primeiro. A maioria das vacinas contém o segundo tipo de vírus. A imunidade desenvolvida é de longa duração.

Um efeito colateral indesejável do CAV-1 é o desenvolvimento de uveíte em pequena porcentagem de cães. A utilização de vacinas contendo CAV-2 resulta em menor número de efeitos colaterais. Também têm sido utilizadas vacinas com vírus inativado, entretanto a imunidade resultante é baixa e de menor duração. Nessas condições recomenda-se revacinação anual. Não há eliminação viral com esse tipo de vacina.

TRAQUEOBRONQUITE INFECCIOSA CANINA:

Vários são os agentes infecciosos envolvidos no desenvolvimento da doença. Entre eles os mais importantes são o vírus da parainfluenza canina, o adenovírus respiratório (CAV-2) e a Bordetella bronchiseptica. Recomendam-se três doses da vacina para filhotes com menos de 16 semanas, iniciando-se entre seis e oito semanas de idade. Para animais com mais de 16 semanas uma dose pode ser suficiente (vacina viva), mas normalmente recomenda-se a aplicação de duas doses. O primeiro reforço é feito um ano após a última dose da primovacinação e os outros podem ser feitos a cada três anos. Existem dois tipos de vacinas para a proteção de cães contra as doenças respiratórias. A vacina de aplicação parenteral e a de aplicação intranasal.

A duração da imunidade produzida pelas vacinas respiratórias contra os principais patógenos primários não foi ainda bem estabelecida. Sabe-se que o título de anticorpos séricos permanece alto por um longo período de tempo (mais que 48 meses), porém essa imunidade tem um papel apenas relativo na proteção contra os agentes infecciosos da mucosa respiratória ou de outras mucosas. Anticorpos secretórios e outros mecanismos locais de defesa têm um papel muito mais importante. Apesar das pesquisas indicarem que a duração dos anticorpos é maior que três anos, a revacinação com intervalos maiores do que esses não deve ser recomendada, pois se trata de um risco desnecessário. As vacinas intranasais foram desenvolvidas com o objetivo de proteger contra a doença e reduzir a eliminação de microorganismos após a exposição ao agente infeccioso virulento. A proteção pode ocorrer 72 horas após a aplicação da vacina, sendo útil na prevenção da doença em casos de surtos em canis ou na proteção dos cães antes de serem hospitalizados ou de serem abrigados em pensões ou hotéis. Os cães suscetíveis devem receber pelo menos duas doses da vacina parenteral antes da possível exposição. A vacina intranasal pode ser utilizada como alternativa prática imediatamente antes da exposição. A revacinação anual é recomendada apenas para aqueles animais altamente expostos ao risco de infecção em locais onde a prevalência é grande.

PARVOVIROSE:

O parvovírus é tão contagioso quanto o vírus da cinomose, com o agravante de que é muito mais estável no meio ambiente. Isto significa que 90 a 95% da população canina necessitam estar imunizados para que possa ser quebrada a cadeia ou interrompida a disseminação. As vacinas contêm o parvovírus isolado de cães, atenuado ou morto. Como em outras doenças, as vacinas atenuadas induzem imunidade mais prolongada. Em condições naturais, animais vacinados com vírus inativado são parcialmente protegidos e quando subseqüentemente expostos ao vírus virulento adquirem a infecção que serve de reforço à imunidade desenvolvida. A primovacinação com vacina viva pode ser iniciada com seis a oito semanas de idade. Em cães com menos de cinco semanas deve-se aplicar preferencialmente vacinas inativadas. Pode-se utilizar vacina viva com quatro semanas de idade desde que se utilize produto monovalente. Quanto mais atenuada e menos potente a vacina, maior é a janela de suscetibilidade. As vacinas foram melhoradas, havendo na atualidade vacinas mais potencializadas, em que foram usadas linhagens mais imunogênicas, com aumento do título de vírus por dose de vacina (maior massa antigênica) e diminuição da passagem em cultura celular (menor atenuação). Vacinas com parvovírus morto são mais suscetíveis à interferência de anticorpos maternos em filhotes com até 16 ou 18 semanas de vida. Apesar da alta eficiência desses produtos, recomenda-se completar a vacinação de filhotes a cada três ou quatro semanas até as 16 semanas de vida. Geralmente três doses. Em cães com mais de 16 semanas pode-se utilizar apenas duas doses. Algumas raças são mais suscetíveis à infecção por parvovírus canino. Entre elas citamos o Doberman, Rotweiller e Pastor Alemão. Os reforços devem ser feitos um ano após a última dose da primovacinação e depois a cada três anos.

CORONAVIROSE:

A infecção pelo coronavírus sozinha tem sido associada a uma doença discreta e somente em cães com menos de seis semanas de idade. A coronavirose ocorre de duas formas: uma como enterite clinicamente aparente e outra como externamente assintomática que se expressa através de lesões no intestino delgado. Embora tais lesões causadas pela forma assintomática possam ter cura espontânea, outros patógenos entéricos que possuem forte afinidade pelas células altamente mitóticas podem aparecer como infecções sinérgicas geralmente graves e às vezes até fatais. A infecção assintomática por coronavírus pode afetar cães de qualquer idade. Os anticorpos séricos não se correlacionam com a resistência à infecção e a duração da imunidade é desconhecida.

Existe algum significado na vacinação de cães contra a coronavirose no sentido de prevenir os cães contra uma infecção mais grave pelo parvovírus. O protocolo recomendado é de aplicação de uma dose a cada duas ou quatro semanas até que o animal tenha 12 semanas de idade. Se o cão tiver mais de 16 semanas pode-se aplicar uma única dose de vacina viva ou duas doses de vacina com vírus morto. A proteção dada pela vacina inativada não é completa, havendo apenas redução do grau de replicação viral e da eliminação fecal do coronavírus, quando ocorre a infecção natural, o que resultará na proteção do animal. Em contraste, quando se usa a vacina viva atenuada ocorre proteção contra infecção, não havendo desenvolvimento de sintomas clínicos e diminuindo a eliminação fecal. As vacinas inativadas em geral produzem pouco ou nenhum anticorpo secretório ao contrário daquelas com vírus vivo modificado que parecem estimular sua produção e promover a imunidade mediada por células. No meio acadêmico questiona-se a aplicação destas vacinas já que não representam uma forma confiável de impedir a infecção, nem a replicação ou excreção de vírus patogênicos.

Muitos autores recomendam o uso dessa vacina somente em situações em que os cães apresentam grande risco de infecção, por exemplo, aqueles mantidos em canis. Normalmente não se recomenda a vacinação de cães adultos, pois nenhum estudo demonstrou benefícios com essa prática. Os reforços são recomendados apenas devido ao uso de vacinas polivalentes. Essas vacinas encontram-se entre as não recomendadas porque a prevalência de casos clínicos não justifica seu uso.

LEPTOSPIROSE:

Muitos sorovares de leptospira podem causar doença em cães e há uma mínima proteção cruzada induzida por cada sorovar. As vacinas contra leptospirose contem bacterinas inativadas. A vacinação não é recomendada em animais com menos de 12 semanas de idade por causa da natureza alergênica dessas vacinas e pela supressão da resposta humoral a outros antígenos nos cães vacinados com até seis semanas de idade. Para animais com menos de 16 semanas de idade recomenda-se a administração de uma dose com 12 semanas e outra com 16. Para animais com mais de 16 semanas também são aplicadas duas doses.

As bacterinas de leptospira não produzem imunidade de longa duração. A revacinação a cada seis meses deve ser feita apenas para animais com elevado risco de adquirir a doença. A administração arbitrária não deve ser feita. A prevalência da doença varia para cada sorovar. Desta forma a recomendação da vacinação é difícil de fazer devido à falta de informações sobre qual sorovar é mais prevalente em determinado local. Como a vacina de leptospirose é a associada às mais severas reações pós-vacinais (anafiláticas), a vacinação em cães que vivem em áreas urbanas com uma mínima exposição a animais selvagens ou de fazendas não é recomendada. A combinação da vacina com outras não infecciosas adicionadas a adjuvantes aumenta o risco de anafilaxia.

A bacterina de leptospira é comercializada sob a forma líquida, sendo normalmente utilizada para reconstituir os componentes liofilizados nas vacinas combinadas. Pode ser substituída por diluente estéril quando não houver razão para seu uso. A maioria dos cães vacinados não adquire a infecção simplesmente pelo fato de não serem expostos ao contato com as leptospiras patogênicas em seu meio ambiente.

Nenhuma das vacinas existentes protege o estado de portador, que pode se instalar após a exposição ao agente infeccioso. Contribuem apenas para diminuir o desenvolvimento da doença clínica. Em algumas áreas onde a leptospirose tornou-se uma doença rara, discute-se a real necessidade do uso da vacina contra leptospirose, levando-se em conta a curta duração da imunidade e o risco de reações de hipersensibilidade pós-vacinal.

RAIVA:

Em geral recomenda-se a vacinação anti-rábica concomitantemente à última dose de séries de vacinas do protocolo. Deve-se repetir a vacinação após um ano.

Embora a imunidade seja de longa duração, possibilitando a revacinação trienal, deve-se seguir a recomendação da legislação sanitária local que é a de revacinação anual.

GIARDÍASE:

A vacina contra giardíase encontra-se no grupo das não recomendadas. Apesar de a giardíase ser o parasita intestinal mais comum em humanos nos EUA, a maior fonte de infecção em humanos é a água contaminada. O potencial zoonótico da giardíase permanece incerto. Outro fator a ser considerado é que cerca de 90% dos cães respondem ao tratamento para giardíase e a maioria dos cães infectados é assintomática.

Esta vacina também não é recomendada rotineiramente nos EUA porque não previne a infecção apesar de poder prevenir a eliminação de oocistos e reduzir os sintomas. A vacina tem sido utilizada como imunoterapia no tratamento de giardíase em cães. A vacina parece ser efetiva em cães com sintomatologia crônica e que não responderam ao tratamento. Normalmente recomenda-se uma dose inicial com oito semanas de idade e uma segunda dose duas a três semanas depois. Se o animal tiver mais que 16 semanas também se recomenda a aplicação de duas doses.

Artigo: VACINAR: COM QUAIS E QUANDO?
Fonte: Sociedade Paulista de Medicina Veterinária – clique aqui.
Autora: Profa. Dra. Mary Marcondes Feitosa, médica veterinária – UNESP, Campus de Araçatuba.
Currículo da autora: clique aqui.

Necessidades Básicas de Cães: Quais São?

por Camila Da Silva — publicado 18 jun 2019 - 9:45

Se você está buscando entender mais sobre as necessidades básicas de cães, está no lugar certo. Iremos listar para você entender as melhores práticas que você pode adotar para manter seu cão saudável e com qualidade de vida por muito tempo. Desta forma, acompanhe o texto para tirar suas dúvidas.
Necessidades básicas de cães – Quais são?

Quando falamos da saúde e bem estar do nosso cão, precisamos entender que ele possui algumas necessidades básicas que precisam ser supridas.

 » Read more about: Necessidades Básicas de Cães: Quais São?  »

Cachorro em Apartamento – Como Criar Um?

por Camila Da Silva — publicado 18 jun 2019 - 9:45

Se você está querendo criar um cachorro em apartamento, este texto é para você. Vamos mostrar tudo que você precisa levar em consideração para conseguir ter um cão morando com você de uma maneira que ele não sofra e que garanta qualidade de vida. Lembre-se que para ter um cão, algumas necessidades básicas são essenciais. Acompanhe para entender.
Cachorro em apartamento – Como criar uma?

Para criar um cachorro em apartamento, alguns cuidados básicos são extremamente importantes para manter a boa forma e qualidade de vida do animal.

 » Read more about: Cachorro em Apartamento – Como Criar Um?  »

Cachorro está vomitando amarelo: O que pode ser?

por Camila Da Silva — publicado 17 jun 2019 - 9:45

Cachorro está vomitando amarelo: o que será que pode ser? Sempre ficamos com uma desconfiança com relação a saúde do nosso cachorro quando ele começa apresentar sinais estranhos em casa. E um destes sinais, pode ser um mal estar que provoque vômitos. Ou, até mesmo e infelizmente, uma doença mais grave. Se você quiser descobrir mais informações sobre este assunto, acompanhe.
Cachorro está vomitando amarelo – O que pode ser?

Cachorro está vomitando amarelo nos leva a pensar que ele possa estar doente.

 » Read more about: Cachorro está vomitando amarelo: O que pode ser?  »

deixe seu comentário:
Siga o Portal do Dog
Últimas notícias

Necessidades Básicas de Cães: Quais São?

por Camila Da Silva — publicado 18 jun 2019 - 9:45

Se você está buscando entender mais sobre as necessidades básicas de cães, está no lugar certo. Iremos listar para você entender as melhores práticas que você pode adotar para manter seu cão saudável e com qualidade de vida por muito tempo. Desta forma, acompanhe o texto para tirar suas dúvidas.

Necessidades básicas de cães – Quais são?

Quando falamos da saúde e bem estar do nosso cão, precisamos entender que ele possui algumas necessidades básicas que precisam ser supridas. Desta forma, tudo precisa estar devidamente preparado e pensado, antes mesmo do cachorro chegar na sua casa.

Muita gente acaba equivocando-se neste sentido, pois imagina que para ter um cachorro, basta adotá-lo, comprar ração e deixá-lo viver. No entanto, não é bem assim. Assim sendo, as necessidades básicas de cães vão muito além de ter um dono que dê ração. Acompanhe para entender melhor.

O que pensar quando adotar um cão?

Necessidades Básicas de Cães

A primeira coisa que você precisa pensar quando adotar um cão, é que ele precisará de determinadas coisas para sentir-se bem. E isto envolve desde carinho, até comidas específicas para o fortalecimento e manutenção da saúde do bicho. Desta forma, é importante você entender que as necessidades básicas de cães são parte fundamental para eles viverem mais e, especialmente com saúde.

Assim sendo, não adianta você simplesmente querer ter um cachorro pois dará a ele um lar e um carinho de vez em quando. Isto não é suficiente. Muito pelo contrário, você terá que sair da sua própria zona de conforto para entregar ao cão qualidade de vida. Por isso, adotar um cão pode parecer simples, mas o dia a dia precisa ser levado a sério.

Um cão que não tiver suas necessidades básicas atendidas da forma correta, pode ser um cão infeliz e desenvolver diversos problemas de relacionamento e comportamento. Algumas das premissas básicas quando for adotar um cão, são:

  • Manter o bicho higienizado;
  • Praticar atividades físicas com ele;
  • Estimular a atividade mental dele;
  • Estimular comportamentos sociais;
  • Adestramento é fundamental;
  • Evitar situações de estresse opressão;
  • Manter uma alimentação saudável;

Para entender um pouco mais, vamos explanar um pouco sobre cada critério que você precisa adotar para ter um cão saudável e de comportamento adequado, mas sem prejuízos para saúde ele. Acompanhe.

Higienização é importante

Uma das coisas mais básicas para manter um cão saudável, é a higienização dele. Sem isso, o cachorro pode muito facilmente passar a ter problemas de bicheiras ou moscas. Infelizmente, os cães precisam destes cuidados mais específicos, pois não possuem capacidade de se manter limpos como os gatos, por exemplo. Faz parte do instinto.

No entanto, isto pode ser facilmente controlado e equilibrado com pensamento de longo prazo e organização. Por exemplo, se você deixar acumular a sujeira do cachorro, insetos podem ser atraídos, proliferando bactérias. Além do cheiro, que poderá ficar desagradável e causar desconforto ao longo do dia.

Estas são realidades que precisam ser aceitas e controladas para que isto não se torne um problema. Assim sendo, quando a higienização é feita da forma correta e com frequência, além de você sentir-se melhor, seu cão agradecerá pelo espaço limpo.

Além da higienização do banheiro do seu cão, você também precisa higienizar o bicho. Isto pode ser feito de diversas formas e, a mais comum, é levá-lo ao petshop para um banho e demais procedimentos. Como falamos, cachorros precisam destes cuidados. Por exemplo, se ele for peludo, aparar os pêlos dele é fundamental. Mas cuidado, não confunda a tosa higiênica com tosa estética. Os cachorros precisam dos pelos e nem sempre tosar apenas pela estética é bom para ele.

Já a tosa higiênica sim é importante. Ela é fundamental para manter as regiões íntimas do cão devidamente limpas. Pois com o tempo, as necessidades podem ficar grudadas e isto acarretará em problemas de saúde futuros. Além da tosa higiênica, aparar as unhas e demais procedimentos no petshop garantirão um bem estar maior ao bicho.

Necessidades Básicas de Cães

Pratique atividades físicas regulares com o cão

Uma das principais necessidades básicas de cães, está diretamente relacionado com a prática de atividades físicas. Assim como em humanos, a prática de exercícios para promover e garantir mais saúde corpórea dos cães é fundamental.

Como falamos, ter um cão irá tirá-lo da sua zona de conforto. E isto é muito comum, visto que eles demandam tempo e recursos para que fiquem bem. Se você não tem o hábito da prática de exercícios, saiba que precisará adotar. Isto será ótimo para você e para o cão, visto que ele precisará se exercitar para não ficar obeso.

Hoje em dia, muita gente acha que manter um cão obeso é bom para o cachorro. No entanto, não é. É apenas bom para o nosso ego, que acha o cachorro fofinho por ser gordinho. Assim sendo, saiba que um cão obeso terá pré-disposição para uma série de doenças sérias, como diabetes. Por isso, a prática de exercícios, aliado com uma alimentação saudável será fundamental.

Recomendamos que você saia para passear com o seu cão pelo menos uma vez por dia. Principalmente se ele morar em apartamento, onde não tem muito espaço para brincar e correr. Estes passeios gastarão a energia dele e farão com que a vida dele seja muito mais leve.

Estimule a atividade mental do cachorro

Outro fator muito importante para a saúde do cachorro, é estimular a saúde mental dele. Este fator será fundamental para obter um cachorro com saúde e mais longevidade.

Uma das necessidades básicas de cães, é manter-se ativo com alguma coisa. Eles precisam gastar a energia física e estimular a mente para fazer isso pode ajudar. Estes estímulos podem ser a partir de brincadeiras durante as atividades físicas ou até mesmo em casa.

Por exemplo, esconder uma bolinha para o cachorro achar pode ser uma ótima alternativa para estímulo de atividade mental. Outra alternativa, é brincar de esconde-esconde ou outras atividades que façam o cão pensar. Ao final, sempre recompense o animal com um biscoito canino para ele entender que fazer isso é benéfico para ele.

Necessidades Básicas de Cães

Estimule comportamentos sociais

Estimular os comportamentos sociais do cachorro será fundamental para ter um cachorro equilibrado. Muita gente imagina que quanto mais deixar o cão preso, mais ele se adequará ao ambiente. O que na verdade não é bem assim.

Um cachorro precisa sim socializar e fazer amizades caninas. E estas amizades podem ser encontradas em parques ou locais abertos durante as atividades físicas. No entanto, é importante entender que não é somente chegar com o cachorro e deixá-lo fazer o que quiser. Lembre-se que cada raça é específica e cada cão pode reagir de uma maneira diferente com a presença de outros cães.

O ideal, é você treinar e adestrar seu cão desde filhote, para que ele entenda que conviver em sociedade é importante e requer algumas regras. Assim sendo, faça as medições de comportamento necessárias para entender se o seu cão será ou não receptivo a amigos caninos.

Solte-o aos poucos, preste muita atenção nas reações dele a dos amigos e você conseguirá sentir se é o momento ou não de deixar as aproximações acontecer. Como falamos, um cão precisa destes estímulos sociais, pois desta forma, ele entenderá que não está sozinho no mundo e isto fará bem, inclusive, para a saúde mental dele. Ter amigos é importante!

Adestramento é fundamental

Todos estes fatores acima são de fundamental importância para o cachorro. E você terá ainda mais êxito no bem estar do cão, quando ele for devidamente adestrado. Um cão adestrado é muito mais educado e respeitoso, além de ser muito mais equilibrado fisicamente e emocionalmente, o que é fundamental.

Por isso, você conseguirá atingir ainda melhor as necessidades básicas do cão, quando ele for devidamente adestrado desde filhote. Assim, ele aprenderá procedimentos que beneficiarão o futuro dele.

Necessidades Básicas de Cães

Evite situações de estresse

Assim como em um ser humano, situações de estresse podem ser altamente prejudiciais para o cão. O cão poderá ficar ansioso, angustiado e acabar desenvolvendo uma série de problemas relacionados a isso. Por isso, seguindo os passos descritos acima, já será de grande valia para não deixar o cão estressado.

Um fator muito comum que deixa um cão estressado, por exemplo, é o acúmulo de energia. Este fato deixa o cachorro altamente dependente situações que ele não necessariamente precisa, como ficar comendo o dia inteiro, chorar quando você não estiver em casa ou quando não tiver tempo para ele, etc.

Evitando situações de estresse, com certeza a vida do cão será muito mais equilibrada e saudável no longo prazo.

Mantenha uma alimentação saudável

E agora por último, porém não menos importante, mantenha uma alimentação saudável na vida do cachorro. Procure sempre rações especializadas em determinadas idades e raças, buscando sempre por produtos super premiums. Estas rações garantirão os nutrientes, vitaminas e minerais que a dieta canina precisa. Além de não conter produtos tóxicos para o cachorro.

Além da alimentação balanceada através de ração, você também poderá adotar uma dieta caseira. Ou seja, cozinhar para o seu cachorro. Isto é de grande utilidade, quando feito com acompanhamento profissional e competente. Pois de nada adianta cozinhar para o cachorro alimentos que fazem mal a ele, não é mesmo?

Busque sempre ajudar profissional e tenha certeza de que tudo sairá conforme o planejado.

As necessidades básicas de cães – Tudo que você precisa saber

Agora que você já entendeu um pouco das necessidades básicas de cães, está na hora de colocar em prática. Aproveite as nossas dicas e comece hoje mesmo a planejar a chegada do novo integrante pet da família. Ou, se ele já chegou, considere estas situações para que ele tenha uma vida plena, de bem estar e felicidade. Boa sorte na jornada!

Cachorro em Apartamento – Como Criar Um?

por Camila Da Silva — publicado 18 jun 2019 - 9:45

Se você está querendo criar um cachorro em apartamento, este texto é para você. Vamos mostrar tudo que você precisa levar em consideração para conseguir ter um cão morando com você de uma maneira que ele não sofra e que garanta qualidade de vida. Lembre-se que para ter um cão, algumas necessidades básicas são essenciais. Acompanhe para entender.

Cachorro em apartamento – Como criar uma?

Para criar um cachorro em apartamento, alguns cuidados básicos são extremamente importantes para manter a boa forma e qualidade de vida do animal. É importante lembrar que um cachorro requer uma série de cuidados, ainda mais se o apartamento for pequeno.

Afinal, eles possuem energia para gastar, precisam de situações para se entreter e de coisas para manter a mente funcionando. Para isso, é você, dono do cão, que deverá assumir a responsabilidade, sair da zona de conforto e prover todas estas necessidades.

Para ajudar, criamos este artigo com algumas dicas práticas que você poderá executar ao longo do processo e, assim, garantir que seu cachorro seja saudável e permitir que ele seja feliz dentro do apartamento. Acompanhe.

Cachorro em Apartamento

A alimentação é o primeiro passo

O primeiro passo que você poderá dar para ter um cachorro saudável em apartamento, é a questão da alimentação. Assim como os seres humanos, um cão também precisa ter uma alimentação saudável, regrada e equilibrada. Eles precisam estar com todos os minerais, nutrientes e vitaminas em dia para conseguir ter uma vida saudável.

Desta forma, recomendamos que você procure um especialista no assunto, para conseguir construir um cardápio adequado para o cão. Nem que seja apenas para saber qual a melhor ração e a mais indicada para cada estágio da vida do animal.

Afinal, como você deve saber, cada ração é específica para uma faixa etária ou estágio de vida do cachorro. Existem aquelas específicas para filhotes, outras específicas para castrados, outra específica para aqueles que precisam fazer uma dieta. Enfim, são muitas alternativas. Fato é que você precisará entender qual a melhor para o seu pet.

Uma dica extra, é sempre buscar por rações supre premium. Estas possuem um preparo mais concentrado de alimentos e nutrientes. E assim, pode ser uma ótima opção para o cachorro.

Faça o cão praticar atividade física

Um cão precisa se exercitar. E para isso, é necessário que você permita que ele faça isso. E isto não serve apenas para quem quer ter cachorro em apartamento. Se a sua casa for pequena ou tiver pouco espaço, saiba que estas dicas também são importantes.

Bem como a questão da alimentação balanceada, um cachorro precisa necessariamente praticar exercícios para ter uma vida mais saudável. E isto muitas vezes não é possível, devido ao fato de viverem confinados em ambientes pequenos, como em apartamentos.

Cachorro em Apartamento

No entanto, como falamos no início deste texto, é de sua responsabilidade sair da zona de conforto para prover diversas condições básicas ao cão. E esta é uma delas. Sim, se você não tiver o hábito de sair e para caminhar ou ir ao parque, com um cão, terá que fazer. Agora, se você já é adepto ou adepta a este tipo de situação, não será nada muito diferente do que você já faz.

Levar o cão para passear é importante. E se conseguir permitir que ele corra em locais abertos, melhor ainda. Entretanto, é sempre importante certificar-se que ele respeita você o suficiente para não ocorrer problemas ou acidentes. Seja com outras pessoas ou com outros cachorros que estiverem próximos.

Você poderá brincar com o cachorro, fazendo-o correr atrás de brinquedos, atrás de você ou ainda, se você já tiver o hábito de praticar exercícios como corridas, amarre-o ao seu lado e leve-o com você. Mas cuidado, é importante que você conheça as condições físicas do cachorro. Jamais force uma atividade ou situação com ele.

Desenvolva a atividade mental do animal

Um fator extremamente importante de cachorros em apartamento, é que eles podem facilmente ficar entediados e, posteriormente, não ter forças o suficiente para desenvolver uma atividade mental saudável.

Você pode perceber que muitas situações são muito semelhantes às necessidades humanas. Fato é que sim, são mesmo. E desenvolver a atividade mental do cachorro é tão importante quanto. Pois é isto que manterá ele ocupado, longe da ansiedade e estresse de ficar trancado o dia todo.

Para colocar isto em prática, você poderá facilmente acostumar seu cachorro com jogos e brincadeiras dentro do seu apartamento. Por exemplo, você poderá brincar com ele de esconder um brinquedo e fazê-lo procurar. E claro, com recompensas ao final. Além disso, existem brinquedos próprios com comida que, quando encontrados, liberam o “prêmio” ao cachorro. Isto estimula muito a mente do animal, o que é altamente benéfico.

Cachorro em Apartamento

Faça o cão participar da sociedade

Como citamos anteriormente, levar o cachorro ao parque para brincar é essencial para diversas situações. Seja para praticar exercícios ou sair do ócio. E além disso, estas saídas podem promover outro ponto extremamente importante, que é socialização.

A socialização de um cachorro está altamente ligada ao que o seu dono permite a ele. Por exemplo, cachorro que fica trancado muito tempo em apartamento, quase não sabe como é o ambiente externo. O que é extremamente ruim, pois quando ele sair a primeira vez, terá um choque de realidade e não se comportará bem.

Por isso, desde filhote, o ideal é acostumar seu cão com a socialização externa. Leve-o para conhecer os vizinhos moradores do prédio, os cachorros da vizinhança e, por fim, faça o seu cão se socializar com outros cachorros no parque. Mas é importante você entender que não a barra não pode ser forçada. Jamais obrigue seu cão a ficar próximo de outros.

Muitas vezes, a situação forçada poderá criar uma situação ainda pior, que é exatamente a de estresse e ansiedade. E isto é altamente maléfico para o bicho. Portanto, cautela é importante.

Torne o ambiente interno ainda mais propício para a diversão dele

Como sabemos, muitas vezes cachorro em apartamento pode ser sinônimo de confinamento. Todas as dicas anteriores estão relacionadas ao convívio externo do cachorro, para ele sair do apartamento e ter uma vida mais ampla.

No entanto, a vida interna do cão no apartamento também precisa ser levada em consideração. Ou seja, o ambiente também precisa ser altamente receptivo e que dê ao cão motivos para ficar feliz e entretido. Assim sendo, você pode espalhar brinquedos pela casa para que ele não enjoe de um só. Isto ajudará não só na diversão ao longo do dia, mas também, evitará o tédio de ter sempre o mesmo brinquedo.

Cachorro em Apartamento

Considerações finais

Ter um cachorro em apartamento não precisa ser difícil. Basta  fazer do jeito certo, seguindo alguns princípios básicos e tudo ficará bem. Além das dicas que já citamos, uma dica extra é entender a importância do adestramento desde filhote. Isto fará com que o cachorro seja muito mais respeitoso e comportado.

Parece uma carinho no nosso ego ter um cachorro regrado e comportado, mas não é. Um adestramento de qualidade fará com que o cachorro seja muito mais saudável. Pois criar um cachorro em apartamento que seja ansioso, estressado e agoniado, não será bom pra você e nem para o animal. Por isso, aproveite as nossas dicas e boa sorte no processo!