19 mar 2015 - 20:34

Felpudo

Tutor(a): Selma Lima

Olá, eu vi que vocês estão pedindo histórias dos nossos pets, quero contar a história do meu lindo Husky Siberiano que ganhei de aniversário há 12 anos atrás.

O Felpudo entrou na minha vida quando eu tinha 13 anos. Ele chegou numa situação muito delicada de problemas familiares na minha casa, meu irmão mais velho havia sido diagnosticado com uma doença mental grave, isso abalou completamente toda a minha família. Eu havia ficado deprimida com a situação, me trancava no quarto e passava o dia após dia ali.

Quando o Felpudo chegou eu ganhei um amigo, era ele que escutava meus segredos, que brincava comigo, quem eu abraçava enquanto meus pais brigavam, ele me dava motivos para sair de casa – pois exigia passear duas vezes por dia rsrs – e como ele era (e é) muito bonito, as pessoas me paravam para vê-lo e passar a mão. Isso fez com que eu começasse a conversar com as pessoas, fiz amigos e até mesmo arranjei um namoradinho (que só o Felpudo sabia quem era rsrs).

Um dia o Felpudo fugiu, passou o dia todo correndo, cagando na calçada dos vizinhos, destruindo seus canteiros de flores, e agitando todos os cachorros da rua, sozinha eu não conseguia pega-lo, pois ele corria muito rápido. Então meu pai, minha mãe e meus irmãos tiveram que ajudar, foi o primeiro trabalho em equipe da família após uns 3 anos de intensos conflitos. A noite, também, pela primeira vez em muitos anos, sentamos todos no sofá e demos risada da situação, foi incrível, pois nós 4 conversamos por pelo menos 2h horas sem brigar – o assunto: a fuga do Felpudo e a sua felicidade em agitar a vizinhança.

Os anos passaram, os problemas foram enfrentado e resolvidos, meu peludinho participou e auxilio em cada momento, no dia em que meu pai faleceu, toda aquela hiperatividade do Felpudo sumiu, ele ficou em silencio, com o focinho deitado no meu colo por horas enquanto eu chorava. Ele também foi, até 2 anos atrás, parte fundamental na reabilitação do meu irmão, ele o levava passar todos os dias, assim além de tomar sol para prevenir algumas doenças causadas pela falta de vitamina D – as quais meu irmão tem maior propensão de pegar, por causa do medicamento – com os passeios ele foi se ressocializado, conversando com as pessoas, espairecendo a mente (assim como foi comigo na adolescência).

Hoje o Felpudo não passeia mais tanto, da uma voltinha na quadra e só aceita passear se for comigo, é triste ver a artrose freando todo aquele pique e energia que ele tinha, mais triste ainda e saber que ele já tem 12 aninhos e em breve partirá. Mas sou muita grata a Deus por ter nos dado esse anjo, que deu vida e alegria a um lar problemático, agora finalmente temos uma família unida e que se ama, e o Felpudo faz parte dela. Te amo muito bebê 🙂