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Cachorro de morador de rua foi eutanasiado sem que ele soubesse: saiba a história

Michael Puckett, um homem em situação de rua da Flórida (EUA), foi preso por invasão de propriedade privada e passou cinco dias detido. Ao ser libertado, descobriu uma trágica notícia: um de seus dois cães havia sido sacrificado e o outro foi entregue para adoção. O caso gerou indignação e levantou questões sobre os direitos de pessoas vulneráveis e seus animais.

Como os cães foram confiscados durante a prisão

O incidente ocorreu em agosto de 2024, quando policiais desmontaram um acampamento de pessoas em situação de rua em Ormond Beach, na Flórida. Puckett foi detido por estar em um terreno vago privado não desenvolvido.

Antes de ser levado, Puckett pediu a um amigo que cuidasse de seus dois pitbulls – Macho Man, um cão preto, e Goose, um cão marrom com manchas. Para Puckett, esses animais eram não eram só pets: “Eles eram meus garotos. Faziam tudo comigo”, declarou ao jornal local.

A polícia, no entanto, não aceitou o arranjo e enviou um oficial para confiscar os animais. Os cães foram inicialmente mantidos na delegacia e depois transferidos para o Abrigo de Animais de Edgewater.

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O destino dos animais e as tentativas de recuperação

Puckett permaneceu preso por cinco dias, sendo libertado em 21 de agosto. Ao sair, não sabia onde estavam seus cães e começou uma busca desesperada. Quando finalmente os localizou no abrigo, foi informado que precisaria pagar $490 em taxas para recuperá-los.

Sem condições financeiras, ele tentou negociar um plano de pagamento e ofereceu $100 como entrada, mas sua proposta foi rejeitada. O abrigo manteve a política de retenção dos animais por apenas 3 a 7 dias, mesmo período em que Puckett estava detido.

Foi apenas após tomar medidas legais que Puckett descobriu que Macho Man havia sido sacrificado. Goose, por sua vez, foi adotado por um desconhecido em 24 de agosto. “Não tive chance de me despedir. Não sabia que nunca mais os veria”, lamentou.

A batalha judicial para recuperar o cão sobrevivente

A advogada Marcy LaHart, especialista em direito animal, assumiu o caso de Puckett gratuitamente. Juntos, entraram com uma ação contra o Abrigo de Animais de Edgewater, pedindo $8.000 em danos, um julgamento com júri e a devolução de Goose.

O processo enfrenta obstáculos. As queixas iniciais foram rejeitadas, e em novembro, LaHart recebeu uma carta de um advogado representando o abrigo, alegando que ela havia feito “reivindicações frívolas”. A carta ameaçava cobrar taxas adicionais caso o processo não fosse abandonado.

Apesar das dificuldades, Puckett e LaHart seguem determinados. Uma campanha de arrecadação foi criada para cobrir custos judiciais adicionais, como transcrições e relatórios, já que LaHart está trabalhando pro bono.

Pessoas em situação de rua e seus animais: um vínculo vulnerável

Este caso expõe a fragilidade da relação entre pessoas em situação de vulnerabilidade e seus animais de estimação. No Brasil, assim como nos EUA, o vínculo entre pessoas em situação de rua e seus cães é frequentemente forte e significativo, com os animais oferecendo proteção, companhia e apoio emocional.

Organizações que trabalham com essa população reconhecem que os animais muitas vezes são o único suporte afetivo dessas pessoas. “Eu me comunicava com eles apenas olhando para eles”, relatou Puckett, ilustrando a profunda conexão que tinha com seus cães.

Atualmente, Puckett conseguiu um emprego e tem um lugar para morar, mas a perda de seus animais durante seu momento de maior vulnerabilidade deixou marcas profundas. “Eles não tinham o direito de fazer isso com meus cães”, afirmou.

Conheça essa história: Eutanásia Cão Crueldade: Dono Mata Pet em Clínica – Portal do Dog

Foto de Redação PDD
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Redação PDD
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