Universidade Federal Fluminense cria projeto para operar cães de focinho curto com preço até 80% menor

Cães de raças como bulldog francês e inglês, pug, shih-tzu e boxer são extremamente fofinhos, não é verdade? Muita gente acha que o maior charme deles é o focinho curto (ou achatado, como também podem ser chamados), um dos pontos que todas essas raças têm em comum.

Porém, esse “charme” também pode trazer alguns problemas de saúde para os bichinhos. Um grande número de animais dessas raças, e mais outras de focinho curto, sofrem de Síndrome Braquicefálica.

Cães de focinho curto sofrem de Síndrome Braquicefálica. (Foto: Reprodução / Love Pet Food)
Cães de focinho curto sofrem de Síndrome Braquicefálica. (Foto: Reprodução / Love Pet Food)

Essa síndrome afeta diferentes áreas do trato respiratório por conta das alterações na anatomia dos animais, o que acaba dificultando a respiração desses cães, podendo causar até a morte do animal.

Sabe aquela sensação de podemos sentir perto de animais dessas raças de que eles estão com a respiração muito forte ou de que eles não estão conseguindo respirar direito? Pois é mais ou menos isso.

Para que esses animais passem a respirar melhor, com mais facilidade e tenham uma melhor qualidade de vida, a saída é cirurgia. Ela se chama rinoplastia e consiste na abertura da narina dos cães (ao final da operação o cão sai apenas com pequenos pontinhos nas narinas). Porém o custo dela é muito elevado, podendo custar até R$ 2,5 mil em clínicas veterinárias particulares.

Durante a cirurgia um pedacinho da lateral do nariz do animal é tirado. (Foto: Reprodução / Ville Chamonix)
Durante a cirurgia um pedacinho da lateral do nariz do animal é tirado. (Foto: Reprodução / Ville Chamonix)

Pensando no grande número de tutores que não podem pagar esses altos valores, mas se preocupam com a saúde do seu cão e apreensivos por conta no aumento no número de casos de mortes de cães no Rio devido à síndrome, professores do curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram o Projeto Narizinho.

O projeto da Universidade do Rio de Janeiro cobra um valor até 80% mais baixo do que é cobrado em clínicas particulares, com isso um maior número de animais podem passar pelo procedimento e ter uma qualidade de vida e saúde bem melhor.

Cão com a narina esquerda operada e com pontinho e a direita ainda normal, impedindo uma boa respiração. (Foto: Reprodução / Medicina Veterinária - Animais de companhia)
Cão com a narina esquerda operada e com pontinho e a direita ainda normal, impedindo uma boa respiração. (Foto: Reprodução / Medicina Veterinária – Animais de companhia)

A operação feita pelo projeto custa cerca de R$ 500, mas esse valor não é da cirurgia em si, ele cobre apenas os exames necessários para checar a saúde do animal e se ele está apto para a cirurgia. A operação sai de graça.

Após a cirurgia, os animais que costumavam cansar rápido, não aguentar muita brincadeira, se engasgavam na hora de se alimentar e roncavam bastante, passam a respirar melhor e com isso vem também uma melhoria na qualidade de vida e saúde. Com a respiração normalizada, os animais conseguem brincar mais, dormir melhor e se alimentar sem maiores perigos.

Antes da cirurgia, com as narinas ainda normais e após a cirurgia, com as narinas mais abertas possibilitando uma melhor respiração. (Foto: Reprodução / Bulldog Apollo)
Antes da cirurgia, com as narinas ainda normais e após a cirurgia, com as narinas mais abertas possibilitando uma melhor respiração. (Foto: Reprodução / Bulldog Apollo)

Para quem mora no Rio de Janeiro e quer mais informações ou entrar para a fila de espera da cirurgia ligar para o número (21) 98025-6745 ou ir diretamente até a Universidade Federal Fluminense (UFF), que fica em Niterói.

Nós torcemos para que os cursos de Medicina Veterinária de ouras Universidade e Faculdades espalhadas pelo Brasil se inspirem e abram projetos como esse.

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