Dolly

Em agosto de 2013, eu e meu pai estávamos indo de carro para a cidade vizinha, e eu vi um filhotinho na beirada da BR, no meio de um matinho. Falei pra meu pai que tinha um cachorrinho deitadinho perto da estrada, ele pensou um pouco e então decidiu fazer o retorno alguns metros a frente. Quando voltamos, ela ( descobrimos ser uma mocinha ) já estava em pé tentando andar, a menos de 2 metros dos carros passando, mas tinha espasmos muito fortes no corpo todo, estava muito magra e parecia muito difícil dar um passo sequer. Com certeza abandonada pra morrer cruelmente, pq ela não teria chegado ali sozinha naquele estado. Pegamos ela e fomos deixar na veterinária da nossa confiança. Chegando lá, vendo o estado da filhotinha, pelos sinais clínicos era evidente qual era o problema dela: Cinomose. Até então eu não sabia o que era essa doença, nem a gravidade dela. A médica disse que pelo estado avançado que ela se encontrava, o mais indicado seria a eutanásia, mas se fosse a nossa vontade, poderíamos tentar o tratamento. E optamos por tentar. Dei o nome de DOLLY e cuidei dela dentro de um banheiro, ja que eu tinha outros cachorros em casa e não poderia deixar eles se encontrarem.
Uma doença grave dessas exige muito mais que apenas remédios, é preciso atenção, tempo, carinho e amor. Eu sei que muitos anjinhos acabam não resistindo, mesmo com todos esses cuidados, porque é realmente muito difícil, mas ela foi se recuperando absurdamente rápido.
Eu acordava a cada 1/2h pra ver como ela estava durante as noites e dar um pouquinho de soro. Ela gostava de ficar no meu colo dormindo.
Cada dia que passava foi ficando mais forte e ganhando peso. No piso escorregadio era difícil ela ficar em pé, então eu levava ela em um parque pra dar uma esticada nas perninhas. Com o tempo ela foi se fortalecendo, criando músculos e conseguindo se manter firme com as perninas balançando. Os ‘tiques’ continuam, mas não impedem que ela corra ( muito bem por sinal, até parece que ela *esquece* que tem esses tiques as vezes ). Sobe no sofá com muita facilidade, adora desamarrar os cadarços dos meus tenis quando estou andando, roubar meias e qualquer coisa que consiga colocar na boca. Ainda adora dormir no meu colo e se aninhar entre o cobertor na minha cama. Ela é aquela que chama os outros irmãozinhos pra brincar e ninguém aguenta o ‘pique’ dela.
Ja faz 2 anos que a Dolly está com a gente, e é um dos seres mais especiais da minha vida. Ela tem a capacidade de me fazer sorrir em qualquer momento, por isso meu namorado sempre pede pra eu olhar pra ela quando estou me sentindo mal, rs, e funciona.
Gostaria muito que todos os animais pudessem ter quem os amasse tanto quanto eu amo meus filhos caninos, e pudessem ter uma vida feliz e digna.
Fica pra vocês aí um sorrisão da minha filha amada!

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