Oi gente!
Era uma vez eu, maninha e mamãe biológica. Fomos resgatados de um porão quase mortos, com várias doenças e vários bichinhos em nós.
Quando eu tinha uns 40 dias, estava fechado em uma gaiola com a minha maninha esperando um lar. Eis que chega: mamãe!
Mamãe pegou nós dois no colo e já se derramou em lagrimas, pq foi amor à primeira vista. Mas ela não podia ficar com dois, morava em apartamento e já tinha um maninho mais velho. Eu estava em um estado deplorável: vermes, sarna, carne viva.. pelo mesmo era artigo de luxo nesse corpinho. Minha irmã estava mais fortinha, então mamãe acabou me levando por eu precisar de mais cuidados.
(Aliás, foi daí que surgiu meu nome: eu era pançudinho por causa dos vermes, então vovó só me chamava de Gordo. Poisé.)
Quando mamãe chegou em casa, comigo envolto em um cobertor, vovó me olhou bem e disse “tu sabe que ele vai morrer né?”. Mamãe me levou pro quarto dela, chorando, me olhou e disse “veremos”. E, gente, meses de tratamento, remédio, banho de ervas e muito, muito amor. Ela acordava a noite pra ver se eu tava respirando. Eu sofri bullying na família, inclusive. As pessoas diziam que eu parecia um rato.
Eis que hoje, tô aí, lindão e peludo pra contar história, e adoro dormir com aquela vovó que achou que eu não ia resistir. Sou muito inteligente, muito amoroso e adoro curtir um sol.
Aprendi a pedir licença e desculpas do meu jeitinho, sou um grude com mamãe e todos que me conhecem se apaixonam, pq sou muito educadinho!
Mamãe hoje ajuda cachorrinhos de rua com as amigas dela, no início eu tinha muito ciume mas hoje até já me dou bem com os maninhos que conheço!
Isso tudo aconteceu há seis anos, e hoje sou a luz dessa casa, graças aos anjos que entram em porões sujos fedidos pra resgatar amigos de quatro patas!
Gordo
Compartilhe