Kiko

Em dezembro de 2013 recebi um pedido para lar temporário de um shih tzu. Quando fui buscá -lo, fiquei indignada e muito revoltada em ver o estado em que se encontrava. Olhei nos olhos dele e falei em pensamento:” vai ficar tudo bem. Vou cuidar de você e te ajudarei a ter uma vida digna como você merece”.
O levamos para casa. A situação do pelo era assustadora e o cheiro muito forte. Meu marido e eu demos um banho nele, foi quando percebemos que as patas traseiras estavam sem pelos e com feridas.
Imediatamente o levamos para uma consulta onde ele foi examinado e medicado. Também foram feitos exames para ver o estado geral da saude dele. Graças a DEUS estava tudo ok, apenas um pouco desnutrido. Voltando para casa, tentei me aproximar e fazer carinho nele, foi então que ele surtou e teve sua primeira crise. Entrei em pânico!
Ele começou a atacar suas patas traseiras, rosnando e mordendo até sangrar. Apenas o meu outro cão, o Koro, conseguia se aproximar, e ele mesmo transtornado, mostrava doçura abanando o rabinho para o Koro. Fiquei apavorada sem saber o que fazer. No dia seguinte entrei em contato com a ONG que também ficou muito surpresa com toda essa situação.
A família não tinha mencionado essas crises, apenas que ele não se dava com crianças. Com o passar dos dias fomos nos conhecendo e nos aproximando um do outro, e com isso, meu amor por ele foi aumentando.
Resolvi castrá-lo para ver se as crises cessariam, mas não adiantou. Falei com meu marido e juntos resolvemos adotá -lo. Comecei uma verdadeira maratona em busca de um veterinário que me desse a esperança de cura para as crises do Kiko (nome que dei a ele), mas nada parecia resolver. Ouvi várias vezes que tudo era uma questão de tempo, mas eu sentia em meu coração que precisava fazer mais do que apenas esperar o tempo passar, pois a cada crise meu coração apertava de vê -lo se auto mutilar. Finalmente encontrei um veterinário que se interessou pelo caso dele e começamos com o tratamento. Faz 1 ano que as crises estão sendo bem controladas, e também aprendi a lidar com a situação.
O diagnóstico foi de depressão devido a maus tratos sofridos anteriormente. O processo é lento e demorado, mas hoje o Kiko é um novo cão. Não possui mais aquela expressão triste e assustada de antes. É tranquilo e muito dócil, muito afetuoso. Não é absolutamente agressivo com pessoas ou outros animais, sua agressividade é voltada apenas para si mesmo.
Agradeço de coração a ONG pela dádiva que o Kiko representa em minha vida.
Posso afirmar que tenho recebido muito mais do que tenho dado a ele, e apesar de todos os problemas nunca pensei em desistir dele.

Postado por
Siga em:
Compartilhe
Assine nosso Newsletter
Assine nossa newsletter e receba em seu e-mail nossa seleção de conteúdo com dicas e curiosidades sobre cães.

Veja também!

Cupins de chuva podem intoxicar cães: tragédia acende alerta para tutores. Veja esse caso!
Uma cadela morreu após ingerir cupins de chuva, conhecidos como aleluias ou siriris, durante uma revoada ocorrida no período chuvoso,...
Pesquisa identifica novos marcadores prognósticos para mastocitomas em cães
Uma pesquisa britânica identificou novos marcadores prognósticos para tumores de mastócitos em cães, destacando a mutação do gene c-kit no...
Labrador chama a atenção do tutor por câmera de monitoramento e viraliza. Veja o vídeo
O labrador Beau viralizou ao descobrir que, ao latir para a câmera de monitoramento enquanto fica sozinho em casa, aciona...
Câmara de Juiz de Fora aprova regras para criação e manutenção de cães. Veja o que mudou!
A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou um projeto de lei que estabelece regras para a posse responsável de...
Img de rastreio

Localize algo no site!