Olá, amigos!!!
AMO a pagina de vcs no face e tb o site!!!
Por ver tanta coisa boa, tanta lição de vida, resolvi compartilhar com vcs uma das minhas mais lindas experiencias…
Abraços e um lindo 2015!
Há três anos atrás muita coisa era diferente.
Éramos três: Nina, Luma e eu.
Téca, a minha princesinha, havia virado estrelinha precocemente há poucos meses.
Sabe quando a gente pensa que chegou lá no fundo, e o chão resolve se abrir pra mostrar que tudo é possível? Pois é, foi bem assim.
Eu já havia feito inúmeros resgates, furtos e afins – quando o assunto é bicho mal tratado ou abandonado, alguém tem que perder o juízo e fazer o que deve ser feito.
Eu já havia participado de inúmeras histórias de finais felizes. Mas quem faz parte dessa loucura, sabe que cada história é única, e cada personagem, inesquecível.
Era domingo. Voltando do almoço na chácara de uma amiga, avistamos um “trapinho” atravessando uma avenida movimentada, cheia de caminhões e ônibus.
A razão dizia “você não pode”, “você não tem condições”, e o coração falava “mas se você não fizer, quem irá fazer?”.
Pois bem. Paramos o carro, e nos preparamos para resgatar o bichinho, que era puro nó, sujeira e carrapatos. O medo era grande, porque estava no canteiro, no meio da avenida, revirando os lixos. Qualquer movimento seria complicado, porque, na tentativa de se defender, o bichinho poderia ir para o outro lado da avenida, e o pior, acontecer.
Fomos preparadas. Quando me aproximei, para minha surpresa, esse serzinho tão indefeso se virou com as quatro patinhas para cima, e de pronto aceitou a minha ajuda.
Resgate feito, coração em paz. Mas… E agora? O que fazer com aquele serzinho magro, magro… aparência de abandono, fome, medo. Mas, ao mesmo tempo, seu olhar de confiança era marcante.
Levar para abrigo estava fora de cogitação: os abrigos estão super lotados, a responsabilidade era minha, e eu precisava dar um jeito na situação. Minha casa até então já havia sido lar temporário para tantos outros bichinhos, que graças a Deus conseguiram um lar, que fosse assim então.
Naquela noite, a Luma nem olhou para mim. Parecia que eu a havia traído. Eu também pensava isso, quando pensava que tudo que eu mais queria era que a Téca estivesse ali, e ela não aguentou a espera.
No dia seguinte, no veterinário, após 3 lâminas quebradas e 3 vidros de remédios contra carrapatos, descobrimos que aquele bichinho, era uma linda menina – magrinha, mas, graças a Deus, sem nenhuma doença.
Procuramos por donos responsáveis durante dois dias. No terceiro, para não ficar na gaiolinha, ela veio para nossa casa. Isso, de manhã.
No final da tarde, ela já tinha nome: Lolla.
E com o nome, ela já tinha duas irmãs: Nina e Luma.
Com as irmãs, uma casinha.
Com a casinha, uma mamãe. E lá do céu, uma estrelinha, a Téca, que eu tenho certeza que iluminou os meus passos, direcionou os meus caminhos, para que a Lolla nos ajudasse a superar juntas, todos os obstáculos que passamos – juntas.
Branquela, nada é por acaso. E você tinha que fazer parte das nossas vidas.
O meu desejo no dia de hoje, dia tão especial para nossa família, é que muitas e muitas pessoas tenham seus passos guiados até serzinhos carentes e necessitados de amparo.
Porque lá na frente, o que descobrimos é que quem ganhou, quem se tornou melhor, fomos apenas nós.