Novo Ataque de Onça: Cão Protege Seu Dono de Um Desfecho Fatal. Leia tudo aqui!

Um idoso foi atacado por uma onça-parda no interior do Rio Grande do Sul e só sobreviveu graças à coragem do seu cachorro. O caso reacende discussões importantes sobre a interação entre humanos e grandes felinos no Brasil e a responsabilidade que devemos ter ao viver próximos à natureza selvagem.

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Uma onça-parda no Parque Nacional Glacier. Imagem: Reprodução redes sociais

O ataque no Rio Grande do Sul: um cão herói

No último domingo (4), um idoso foi atacado por uma onça-parda em sua propriedade rural na região de Pedra de Amolar, no município de Maquiné, no litoral norte do Rio Grande do Sul. O agricultor, Darci Pelisser, de 79 anos, contou que estava próximo ao local onde cria gado quando ouviu um barulho e pensou se tratar de um tatu. Ao se aproximar, se deparou com o felino. O cachorro que o acompanhava tentou afastar o animal, dando tempo para que Darci reagisse, embora tenha sido ferido no braço esquerdo, mão direita e rosto. Ele foi atendido e, apesar dos machucados, passa bem.

O Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM) foi acionado e enviou equipes ao local, mas até o momento o animal não foi localizado. As buscas seguem, com agentes recolhendo informações e monitorando a área. Segundo o CABM, ataques como esse são raros na região e exigem uma investigação detalhada com apoio de órgãos ambientais, de segurança e saúde pública. A ação rápida do cachorro foi essencial para interromper o ataque e garantir o resgate do idoso.

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Idoso ferido por ataque de onça-parda. Imagem: reprodução redes sociais

Casos recentes mostram que não são episódios isolados

Este não é um caso isolado. Recentemente, um cachorro sofreu um ataque de onça-pintada, e um caseiro de 60 anos foi atacado e morto por uma onça-pintada no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Esses episódios vêm se tornando mais visíveis e merecem atenção.

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Jorge Avalo e a onça macho capturada, no Pantanal de MS. Foto: Reprodução

Leia esse caso completo aqui: Onça-pintada ataca cão no MS

Importância de não alimentar animais silvestres

Alimentar animais silvestres, prática conhecida como “ceva”, pode parecer um gesto de compaixão, mas traz sérias consequências para a vida selvagem e para a segurança humana. Ao oferecer alimentos a onças-pardas ou onças-pintadas, interferimos diretamente em seus comportamentos naturais. Esses felinos, que normalmente evitam o contato com humanos, podem associar a presença humana à comida, tornando-se menos ariscos e mais propensos a se aproximar de áreas habitadas. Isso aumenta o risco de encontros perigosos e conflitos.

Além disso, a prática da ceva é considerada crime ambiental e pode levar a alterações no comportamento dos animais, tornando-os dependentes dos alimentos fornecidos por humanos. Essa dependência pode resultar em ataques, como o ocorrido no Mato Grosso do Sul, onde uma onça-pintada, possivelmente atraída por alimentos deixados para animais silvestres, atacou e matou um caseiro.

Especialistas alertam que, ao alimentar onças, estamos quebrando o equilíbrio natural e transformando predadores em riscos potenciais. A recomendação é clara: devemos permitir que esses animais mantenham seus comportamentos naturais, evitando qualquer forma de alimentação direta ou indireta.

Por que as onças atacam?

A onça-pintada capturada após atacar e matar o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, em Mato Grosso do Sul, estava significativamente abaixo do peso, levantando questões sobre os possíveis motivos de sua desnutrição. O felino, um macho, pesava 94 kg, enquanto o esperado para um animal de seu porte seria cerca de 120 kg, uma diferença de 26 kg. Exames preliminares apontaram que a onça apresentava alto grau de desidratação, deficiência hepática e mau funcionamento dos rins. Uma das hipóteses levantadas para o ataque é a possível falta de presas na região, o que poderia ter levado a onça a procurar fontes alternativas de alimento.

Capturar não é punir: é prevenir

Após o ataque fatal no Pantanal, a onça-pintada envolvida foi capturada para garantir a segurança da população e do próprio animal. Já que uma vez que o animal tenha atacado um humano, pode sim voltar a atacar.

 A captura permite avaliar a saúde do felino e evitar que ele volte a buscar comida em áreas habitadas. É uma medida preventiva, não punitiva, visando a proteção mútua.

Conclusão

A culpa nunca é do animal. São predadores nativos que apenas seguem seu instinto. Cabe a nós, humanos, aprender a coexistir com responsabilidade, respeitando a vida selvagem e evitando atitudes que levem a tragédias — tanto para nós quanto para os próprios animais.

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