Oi!
Eu sou sou o Pingo. Vou fazer 15 anos.
Já não sou mais um mocinho, mas um idosinho bem serelepe: como eu moro em uma chácara, na primeira chance que eu tenho, coloco meu terninho e passo por entre as pernas do pai quando ele vai entrar ou sair do canil. Ele fica louco da vida, mas sei que ele fica feliz porque eu estou ágil como um filhote e sempre volto para casa, como se nada tivesse acontecido…
Eu apareci na casa do papai e da mamãe quando eu era bem nenezinho e eles ficaram de cabelo em pé e apaixonados por um loirinho como eu, que já fui tomando conta do pedaço e protegendo a casa de uns bois que apareciam por lá e eu os tocava (o pai e a mãe falam que eu infernizava tanto o bicho, que ganhava pelo cansaço. não tem problema: fazia a minha parte). Eu lembro que quando eu era filhote, já aprontava das minhas, como ir nanar com o Dinho, um Fila que já era vovozinho, com mais de 70 Kg quando eu cheguei… perto de mim, um nanico de 2 ou 3 kg, quase fiz a mãe surtar, mas eu me sentia “O Protegido”! Eu também dormia embolado com uns gatos; pra quê brigar, ainda mais se eles me aqueciam? Agora, com a minha idade, parece que eu voltei a ser filhote: durmo dentro de casa novamente, por causa do frio noturno e das eventuais chuvas. Deixo a sobrinhada de lado e vou para um cantinho onde tem água e ração, além de uma almofada fofa e quente, que eu perfumei com cheiro. Mas não pensem que eu sosseguei: ainda apronto das minhas: quando estou com sono, continuo aboletadinho no meu canto, só com a orelhinha em pé e faço de conta que não estou ali. se conversam comigo, finjo estar dormindo profundamente e nem me mexo. Faço xixi na geladeira e cocô em algum cantinho… hihihihi… o pai fica uma arara, mas não reclama e dá risada; a mãe fala: “Léo, o SEU cachorro fez coisa errada!” e eu olho com aquela carinha de cachorro que caiu da mudança em dia de chuva e pronto. Lá está o Pingo nos braços de alguém…
Pingo
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