Oi! Eu sou a Preta e esse aí do meu lado é o Bê. No ano passado, em 2014, eu não sei com fui parar na porta do colégio dele. Lembro como se fosse hoje. Tava chovendo e fazia frio. Ele me viu e correu pra mim. Ouvi ele dizer: Vamos levar ela pra casa mãe. Não gostei da resposta da minha avó, que disse: o teu pai vai nos matar. Entra pra aula que eu vou resolver. Ele entrou. Pensei: me ralei. Ela não vai me levar. Quando vi ele voltou correndo e chorando. Ele dizia: ela vai morrer se a gente não levar ela pra casa. Então a mãe dele (que é bem legal) prometeu pra ele que daria um jeito. Ligou pro pai dele e explicou a nossa situação (minha e do Bê). Mais um problema – eles moravam longe e ela estava a pé. Ela foi embora e eu murchei. Um tempinho depois, pra minha surpresa, ela voltou com uma amiga. De carro! Fomos direto ao veterinário e de lá pra minha nova casinha. Ganhei uma família bem legal. Lá tem dois gatos – uma rabugenta, de quem eu tenho medo e um filhotão que brinca muito comigo. Tem também outra da minha espécie – a Beck, que logo me aceitou – às vezes nós brigamos. E mais quatro humanos – um casal e dois guris lindos. Obrigada Papai do Céu. Torço pra que todos os cachorrinhos abandonados do mundo tenham a mesma sorte.
Preta
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