Bulldog Francês e Boxer têm duas vezes mais chances de desenvolver dermatite atópica canina, revela estudo da Mars Petcare que analisou o DNA de 1,2 milhão de cães. A pesquisa identificou uma variante genética específica no gene SLAMF1, presente em 71% dos Bulldogs Franceses e 40% dos Boxers examinados.

Entendendo a dermatite atópica em cães
A dermatite atópica canina é uma condição crônica de pele, similar ao eczema humano, geralmente desencadeada por alérgenos ambientais. Nos cães, o problema se manifesta principalmente como uma coceira intensa e persistente.
Os sinais mais comuns incluem o hábito de coçar excessivamente atrás dos cotovelos, lamber e morder as patas, e esfregar o focinho constantemente. Como a pele dos cães está coberta por pelos, identificar a dermatite atópica pode ser mais difícil do que em humanos, mas o arranhamento excessivo frequentemente causa perda de pelos, revelando irritações na pele e áreas com pigmentação mais escura.
A lambedura e coçadura prolongadas podem abrir portas para infecções secundárias, agravando a irritação e o desconforto do animal. Um cão que se coça continuamente, mesmo sem causas aparentes como pulgas, merece atenção veterinária.
A descoberta genética e suas implicações
O estudo, conduzido através do projeto Mars Petcare Biobank em parceria com o Instituto Broad do MIT e Harvard, é o primeiro a identificar a relação entre o gene SLAMF1 e a dermatite atópica em qualquer espécie. Esta proteína desempenha papel crucial no sistema imunológico.
Os pesquisadores detectaram a variante do SLAMF1 em 71% dos Bulldogs Franceses e 40% dos Boxers analisados. Essa alta prevalência explica por que estas raças têm o dobro de probabilidade de desenvolver a condição comparadas a outras.

Esta é a primeira pesquisa concluída pelo Mars Petcare Biobank desde que o projeto foi iniciado em junho de 2022. A iniciativa pretende sequenciar o DNA de mais de 20.000 cães e gatos na próxima década, com 4.000 pets já inscritos no estudo. Eventualmente, esses dados ficarão disponíveis publicamente, oferecendo informações sobre ancestralidade de raças, mutações genéticas ligadas a doenças e informações sobre o envelhecimento dos animais.
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O que isso significa para tutores de Bulldogs Franceses e Boxers
Para quem tem um Bulldog Francês ou Boxer, essa descoberta ressalta a importância de estar atento aos primeiros sinais de dermatite atópica. Embora não exista cura definitiva, o diagnóstico precoce permite um gerenciamento mais eficaz da condição.
O tratamento geralmente envolve identificar e evitar os gatilhos ambientais, aplicar medicamentos tópicos e, em alguns casos, administrar medicamentos orais para controlar os sintomas. Consultas regulares com um dermatologista veterinário são recomendadas, especialmente para estas raças de maior risco.
Tutores de Bulldogs Franceses e Boxers devem estar especialmente atentos a mudanças no comportamento de coceira de seus cães e buscar ajuda veterinária ao primeiro sinal de desconforto persistente na pele. Apesar da predisposição genética, o manejo adequado da dermatite atópica pode proporcionar boa qualidade de vida para os cães afetados.
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