Identificando 10 situações alarmantes nas interações entre criança e cachorro

Confira 10 atitudes típicas por parte de crianças que podem culminar em ataques caninos

por Olivier Soulier — publicado 24 abr 2014 - 0:02

Os cães, independentemente da raça e do sexo, apesar do processo de domesticação ter começado em torno de dez a doze mil anos atrás e posteriormente com o conjunto das descobertas paleontológicas modernas, ainda apresentam comportamentos correspondentes aos instintos próprios à maioria dos canídeos.

A domesticação dos nossos companheiros de quatro patas, “canis familiaris”, os tornou mais adaptáveis ao convívio com o ser humano. Eles perderam a maioria dos medos e desconfianças naturais aos animais selvagens e aprenderam a entender e se adaptar aos nossos sinais não verbais e até a associá-los aos verbais que emitimos junto. Assim, desenvolveram uma capacidade de interpretar facilmente, nem tanto o sentido, mas sim as consequências de parte do nosso vocabulário, sobretudo quando associado a tons acentuados bastantes significativos, o que levou a influenciar e até modificar certos comportamentos por adaptação.

Mas os cães continuam canídeos, ou seja, mesmo variando em intensidades diferentes de um para outro, em função do histórico do próprio animal, das circunstancias e do contexto em que evoluem, todos os cães podem apresentar excepcionalmente ou frequentemente comportamentos instintivos, atávicos e próprios à espécie canina em geral, inclusive comportamentos agressivos.

O comportamento agressivo é tudo aquilo que tem como objetivo intimidar ou machucar uma pessoa ou outro animal, sendo a agressividade um sinal comportamental comum e que raramente tem origem exclusivamente orgânica.

Por isso é importante que os proprietários tenham o cuidado de avaliar exaustivamente a personalidade da(s) sua(s) mascote(s) e fazer o necessário a fim de evitar possíveis acidentes.

Frente a qualquer situação a qual é confrontado, que ele a provocou ou não e pode incomodá-lo ou até amedronta-lo, o cachorro tem as opções a seguir: Se afastar ou fugir, desviar ou esquivar, se submeter ou enfrentar.

No caso de ataques com mordidas, qualquer que seja o alvo e mais frequentemente contra crianças ou outros animais, a agressividade pode ocorrer por: predação, competição, medo, desconfiança, ou seja, em reações as atitudes invasivas ou ofensivas aos mesmos.

Como as crianças ainda estão aprendendo sobre o mundo e a exploração faz parte dessa fase de crescimento e descobrimento, elas se tornam mais vulneráveis por não entenderem que suas atitudes podem ser interpretadas erroneamente pelos pets.

E os pais e responsáveis, por desconhecerem o comportamento canino, falham em compreender que determinadas ações que representam uma forma de carinho na interação entre humanos, como abraços e beijos, para os cachorros podem ter um caráter intimidador.

Preocupados com o alto índice de casos que envolvem mordidas e ataques caninos contra crianças, separamos fotos que ilustram e revelam vários exemplos de atitudes invasivas e/ou ofensivas da parte dos pequenos.

São 10 situações muito comuns de acontecer nas interações entre crianças e cães e que podem criar riscos e resultados indesejados.

 

Montagem: Portal do Dog

Montagem: Portal do Dog

1. Primeiro encontro e o toque

 

As mãos vindas à sua direção sempre podem representar uma forma de invasão e até uma ameaça para o cão.

Quando vindo de cima, se aproximando de frente para o rosto ou repentinamente podem ser consideradas como ofensivas.

Sobretudo quando a criança não é conhecida do animal, ou se existem antecedentes de competição, ameaças ou medo entre essa criança e aquele cão.

Ainda mais no caso de um animal pouco ou mal socializado com crianças ou já apresentando desconfianças excessivas ou episódios de agressividade, mesmo somente com ameaças, não perfeitamente explicadas e/ou modificadas.

Pior quando a criança, tentando imitar os parentes, pretendem ameaçar ou corrigir e até bater nos animais, ai a reação é mais que previsível.

 

Montagem: Portal do Dog

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2. Contato visual forçado

 

Forçar o contato visual de cães com tendência a competir com outros ou disputar a atenção das pessoas ao seu redor, proprietários e outros, pode ser registrado como desafiador e provocar uma reação agressiva com eventual mordida, ainda mais no caso de um animal não perfeitamente socializado com crianças (conferir o histórico do mesmo).

Nesse caso, o animal vai encarar fixamente a criança, erguendo o busto e a cabeça, podendo até se levantar, encher o peito e se arrepiar para aumentar o seu volume corporal e o aspecto impressionante da postura. Em seguida ele poderá ameaça-la mostrando os dentes, eventualmente acentuando a ameaça com rosnados até atacar a criança.

É claro que, se o animal tentar se afastar e demonstrar uma postura retraída, ele está mostrando desconforto e pretende evitar a situação. Se for acuado, sem possibilidade de esquivar ou fugir ele poderá muito bem se defender mordendo.

Vale a pena ressaltar que, qualquer que seja o motivo, nem sempre o cachorro vai proceder a um ritual completo de ameaças antes de morder. Muitas vezes eles aprenderam muito cedo que a nossa espécie não interpreta e não reage adequadamente às ameaças não verbais, posturais ou gestuais, e somente respondemos da maneira que eles esperam quando somos mordidos.

Sobretudo no caso de animais com histórico de agressões ativas ou defesas reativas formalizadas por mordidas, eles rapidamente passam ao ato final com o mínimo de avisos ou até mesmo sem mais nenhuma ameaça, o que os tornam ainda mais imprevisíveis e perigosos.

 

Montagem: Portal do Dog

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3. Abraços

 

Abraços, principalmente os que podem sufocar no pescoço, podem deixar o cão desconfortável, se sentindo vulnerável.

Uma das situações que podem provocar reações muito violentas é aquela onde o animal é manipulado contra a sua vontade.

Pior nos casos de abraços indesejados, quando o animal pode achar que a criança quer segurá-lo ou asfixiá-lo, despertando assim o instinto primário de sobrevivência e reações ainda mais acentuadas pela influência das descargas de adrenalina.

Quando não ostensivamente ensinado e constantemente acostumado a aceitar manipulações físicas das mais diversas, inclusive aquelas que podem representar um constrangimento ou um entrave a sua liberdade e, no caso, uma eventual ameaça às funções vitais do animal.

 

Montagem: Portal do Dog

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4. Beijos

 

Por razões similares, “o beijo”, outra interação muito comum entre humanos, deve ser devidamente monitorada entre um cachorro e uma criança.

O animal pode achar que a criança quer mordê-lo ou desafiá-lo.

Os cães aproximam a boca das partes traseiras dos outros quando estão querendo fazer uma saudação e um reconhecimento do outro através do olfato, com atitudes e posturas respeitosas e intenção claríssima para qualquer canídeo.

Já quando começam investigando em direção ao rosto do outro as intenções não são amigáveis ou respeitosas e sim provavelmente para desafiar e/ou ameaçar.

No caso de filhotes ou de cães de posição hierárquica inferior, as lambidas dos lábios dos adultos ou dos animais dominantes são efetuadas de baixo para cima e do lado dos lábios, nunca de frente, nem de cima e acompanhadas de atitudes e posturas de apaziguamento e submissão específicas e claríssimas para todos.

 

Montagem: Portal do Dog

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5.Mão na boca

 

Mais uma vez o tato da criança em ação, dessa vez explorando dentro da boca do cachorro.

É claro que a expressão “ninho de cobra” é perfeita para ilustrar essa situação.

Se o animal for perfeitamente socializado, habituado a manipulações e condicionado a associá-las a algo prazeroso pode ser confiável com crianças que já conhece ou na presença de um tutor que o controle perfeitamente.

Se não é dar a mão para um “ninho de cobras” combina ameaça, invasão e desafio: mistura explosiva.

 

Montagem: Portal do Dog

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6. Sentando em cima do cachorro

 

Sentar em cima do cão pode fazê-lo sentir preso e acuado, já que está impedido de se mover livremente e expondo-o a uma posição vulnerável. Diante dessa situação, o cachorro pode reagir para conseguir se desvencilhar.

O peso do corpo da criança também pode machucar o cachorro. No caso da foto com a criança cavalgando no cachorro, as costas do animal estão sobrecarregadas, podendo causar lesões graves.

O que pode parecer uma brincadeira para quem está de fora, na verdade é uma situação geralmente desconfortável para o pet.

 

Foto: Montagem

Foto: Montagem

7. Agressões

 

Para a criança que não tem a noção e o conhecimento correto de como lidar com o cachorro, puxar o pelo do animal e explorar com a boca, nesse caso mordendo, pode ser uma forma de interagir e lidar com o novo companheiro.

Pelos motivos óbvios, além da dor causada por uma mordida ou pelo puxão no pelo, imediatamente o animal perceberá aquela situação como ameaçadora e/ou desafiadora.

Suas reações serão sair ou lutar, dependendo de seu temperamento e o quão intimidado e em perigo está se sentindo. O resultado dessa troca pode ser muito sério.

 

 

Montagem: Portal do Dog

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8.Dormindo junto

 

Cães dormindo com bebês pequenos, podendo assim haver um acidente. Supervisão.

Se a criança é pequenina e o animal for um mínimo protetor isso não oferece muitos riscos.

A não ser no caso de animais medrosos ou incomodados com crianças pequenas, cuja grande importância da socialização dos animais com todo tipos de pessoas e animais desde sempre.

Outro caso perigoso é aquele da chegada de um recém-nascido dentro do lar e o animal, que até então era o centro das atenções e das demonstrações afetivas,  em lugar de condicionado a associar o mesmo a eventos agradáveis e prazerosos passa a ser frequentemente rejeitado e hostilizado por seus tutores humanos desde a chagada do neném.

Aconselho a preparar o cachorro para a chegada de um recém-nascido, um hospede temporário ou a adoção de um outro animal com bastante antecedência.

 

Montagem: Portal do Dog

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9.Crianças animadas perto de cães dormindo

 

Se o animal for equilibrado e tiver a possibilidade de se afastar para um canto tranquilo, onde a criança não terá acesso ou já aprendeu a respeitar, não acontecerá nada.

Agora se o animal for de temperamento inquieto, hiper reativo ou não tiver onde se isolar a reação pode ocorrer com ou sem aviso, nem ameaça e o ataque pode ser fulminante, o cão mordendo rapidamente e  violentamente respondendo a um reflexo programado de defesa instintiva.

 

 

Montagem: Portal do Dog

Montagem: Portal do Dog

10.Crianças mexendo na comida do cão

 

Caso clássico de ataque de cães a crianças em resposta aos instintos primários de sobrevivência.

Desde que começam a se alimentar de outra coisa do que o leite maternal os animais mais velhos os corrigem de forma clara quando se aproximam da refeição que eles estão fazendo, como forma de ensiná-los a hierarquia, os dominantes se alimentando antes dos outros que esperam as sobras dos mesmos para poderem se alimentar.

Assim crianças podem ser mordidas mesmo quando elas mesmas trazem a refeição para o animal e não se afastam ou não o deixam se alimentar tranquilo depois.

Se o cachorro pode competir por alimentos, ele também pode defender objetos e espaço dentro do lar e assim chegar a ameaçar e morder crianças se aproximando desses lugares ou tentando pegar tais objetos, mesmo se a intenção seria de brincar com o próprio cachorro.

 

Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

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por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

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Cães e psicologia também tem tudo a ver: conheça o behaviorismo

por Maluh Bastos — publicado 13 fev 2019 - 7:10

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Cães e psicologia. Há quem diga que são temas totalmente distantes um do outro. Mas, não são tanto assim. Se hoje seu cãozinho consegue aprender coisas fascinantes com algumas recompensas ou correções é graças a estudiosos da psicologia. Como o chamado ‘behaviorismo’ (ou estudo do comportamento) que é um segmento da psicologia baseado em estímulos que justifica bastante as respostas dos nossos dogs aos treinamentos que fazemos com eles.

Qual é a primeira coisa que você faz se seu cachorro faz xixi no lugar certo?

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Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

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Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

Aniversário de cachorro é uma tendência que veio para ficar.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o Brasil é o 3º país do mundo com maior faturamento em produtos pet e o 4º país do mundo em população total de animais de estimação. Essa estatística somada ao já famosos amor e carinho brasileiros traduzem o porquê de tanto aniversário de cachorro estar se proliferando pelos bairros e cidades do país.

A indústria, é claro, vai crescer junto. Para se ter uma noção, uma festinha para cão pode custar dos singelos R$50 a R$150 (por um bolo comestível para cães) aos não tão singelos R$20 mil (se você quiser salão de festas, decorações, balões, fotografia, animadores, etc.).

Pastor alemão com balões azuis

Dos mais simples aos mais chiques, os aniversários estão bombando.

Aliás, o preço máximo não tem limites – a extravagância é do tamanho que se permitir e se puder, claro. Porém, nos pacotes e kits de aniversariantes dos buffets caninos, a faixa de preço pode permanecer entre os R$80 aos R$200.

Dicas para o aniversário de cachorro

Existem algumas dicas para que você faça uma festa ainda mais criativa e linda para o seu cãozinho. Claro que se você quiser a festa pode ser caríssima. Seu dog merece, aliás. Porém, você verá que com pouco dinheiro, você também pode fazer uma festinha de arromba para o público humano e canino.

01 ) Use a criatividade na decoração e no tema!

Nem sempre estamos com aquela reserva na poupança para o aniversário do Luke, da Maya, do Spot, da Laika… por isso, é preciso usar a cabeça para ter ideias legais na decoração da festa.

Uma delas é se utilizar de elementos relativos a cachorros para decorar. Por exemplo: recortes em formatos de ossinhos e patinhas. Pegar um balão e colar orelhinhas de cartolina e um focinho de papel com uma língua e dois olhinhos também é uma ideia. Para a mesa, abuse dos ossos e das patinhas, potinhos pequenos para simular cumbucas de comida e de água.

Decoração de mesa de aniversário para cachorro

Abuse de elementos como patinhas e ossinhos. Pode utilizar elementos infantis também que combinem com o tema dos dogs.

Caso isso seja muito trabalhoso para você, segue outra ideia: utilize temas de filmes ou histórias que tenham cachorros ou animais como personagens principais, por exemplo: 101 dálmatas, Scooby-doo, Snoopy, Madagascar, Os Sem Floresta, etc.

Em última hipótese – ou até em primeira – pode utilizar utensílios de festa normais. Chapéuzinhos de cone, balões, bandeirinhas… tudo fica mais fofo com nossos dogs.

02 ) Para o bolo, use receitas caseiras

Existem empresas especializadas em fazer bolo para cachorro e as receitas são bastante variadas. Porém, para quem não se programou para isso, segue a dica: faça um bolinho com base de ração!

É muito simples. Baste umedecer a ração para que ela se torne uma massa molhadinha. Coloque-a numa forma e depois leve-a ao forno por aproximadamente 10 minutos.

Bolo caseiro para cachorro

Bolo caseiro é sempre uma boa pedida para economizar e fazer bonito (Img: Joanna Meyer)

Você pode fazer mais de uma massa para criar duas ou três bases. Como recheio e cobertura, é possível utilizar comida de lata ou sachê. Para o toque final, para fazer o efeito dos confetes, use ração de filhote que costumam ser bolinhas pequenas e coloridas. Espalhe por cima do bolo e terá um efeito bem bacana.

03 ) Os aperitivos

Você pode seguir a mesma receita do bolo para fazer ‘cupcakes’ caninos ou até mesmo ‘brigadeiros gourmet’ caninos de sabores variados. O recheio vai mudando de acordo como sabor do sachê ou comida enlatada que você escolher.

Porém, você pode usar os próprios petiscos para cachorro como aperitivos da festinha. Ossinhos, bifinhos, enfim… o petisco é liberado!

Bolo temático com prato de petiscos

Os petiscos podem ser adquiridos em lojas e colocados em pratos decorativos

Porém, atenção: cuidado na hora de servir os petiscos.

De preferência, distribua para os donos primeiramente e peça para que todos deem na mesma hora em locais separados. A disputa por comida é um dos cuidados mais importantes numa festinha para cachorros. Não queremos que a festa se transforme numa briga generalizada.

04 ) Sociabilização saudável

Como já foi dito acima, você deve prestar atenção para que sua festa seja um sucesso. Para que isso aconteça, não basta a decoração e a comida estarem no ponto. O clima da festa deve ser agradável e confortável para os convidados, não é?

Por isso, na hora de fazer a lista de convidados, observe bem o perfil de cada um deles. Se o seu pet tiver um amigo mais “brigão”, converse com dono deste amigo e talvez leve uma lembrancinha para ele em outra ocasião – o aniversário de cachorro não é um ambiente para ele.

Como terão muitos animais presentes, certifique-se que os convidados sejam dóceis e bem sociabilizados. A harmonia do ambiente, no fim das contas, também será de sua responsabilidade.

Cavalier King Charles e Bulldog Francês deitados em aniversário

A sociabilização é fundamental para que todos fiquem tranquilos e a festa transcorra com harmonia.

Além disso, evite brincadeiras muito ‘acaloradas’ (disputas por comidas, corridas, torcidas, música alta, etc.) para que os animais não se agitem muito. A excitação em excesso pode levar ao estresse e à agressão.

No mais, é alegria na certa! Curta o niver do seu dog com os amigos humanos e de quatro patas.

Quando levar um filhote para casa?

por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

alt="filhoteparacasa"

A ansiedade para levar um filhote para casa é enorme. Todos os donos de pet já passaram por isso. Sejam adotados ou adquiridos em canis especializados, sejam os donos adultos ou crianças, sejam os cães SRDs ou de raça… a vontade de tê-los animando nossa rotina é grande demais e, algumas vezes, queremos fazer o tempo correr mais rápido e pegar o filhote como está para darmos todo o carinho do mundo. Porém, essa vontade, se concretizada, pode fazer mal ao filhote e afastá-lo da mãe e da ninhada antes do tempo pode prejudica-lo em mais aspectos do que você imagina.

Filhotes de cachorros

A ansiedade para levar um filhote para casa é grande, pois é uma fase realmente adorável.

Antes de levar um filhote para casa

É importante ressaltar primeiro que o aspecto psicológico do cão funciona diferente do humano. Se o processo for levado da forma natural, sem maus tratos e com o tempo certo, a tendência é que o cão não crie traumas, pois, os cães não vivem no passado – eles vivem o presente.

Claro que experiências fortes e agressões podem gerar inseguranças e reações instintivas como consequência, porém, se tudo for feito de forma saudável, o cão não ficará lembrando da mãe ou dos irmãos com saudades – isso é coisa de humanos!

Filhotes de cachorros

Se feito de forma natural e com carinho, a tendência é que o filhote se adapte facilmente à nova família.

Porém, isso não quer dizer que você o tratará com indiferença ou descuido. Pelo contrário: você deve cuidá-lo com carinho e amor para que ele se adapte rapidamente ao novo ambiente e se sinta confiante na nova rotina e com os novos membros da sua pequena matilha.

A insegurança, no início, é normal, pois os cheiros são novos, as pessoas são novas, o ambiente é novo. Mas, se tratados com carinho, disciplina e atenção, a tendência é que se adaptem rapidamente no dia a dia da família sem maiores transtornos.

Quando levar um filhote para casa?

Há quem diga que o prazo ideal para levar retirar um cão da ninhada é de 40 dias. Porém, este prazo é questionável, principalmente quando se considera a amamentação e a sociabilização e interação do cão que são aprendidos com a mãe.

Sociabilização

Sim, muitas questões comportamentais básicas como a sociabilização são aprendidas cedo, com a mãe dos filhotes. A mãe controla hábitos dos cães e lhes impõe limites. Quem já teve a oportunidade de observar uma ninhada de filhotes recém-nascidos, já deve ter percebido movimentações interessantes. Por exemplo: a mãe se levantar quando cansa de se amamentar. Ou a mãe rosnar e latir rapidamente quando os filhotes estão muito efusivos ao seu redor. Ou, ainda, apanhá-los com a boca para retirá-los de algum lugar no qual, segundo ela, o filhote não deveria estar.

Cachorros Filhotes

As mães ensinam muito aos seus filhotes

Este é um tipo de disciplina quase insubstituível, pois, só os cães conseguem se comunicar da forma que se comunicam. Os limites impostos pela mãe e a forma que elas os exige é muito mais fácil para a compreensão dos cãezinhos do que o nosso “não!”. Enquanto eles irão se esforçar muito para nos entender, com a mãe, a mensagem é captada mais facilmente e ela, como líder dos filhotes, a obediência vem quase que imediatamente.

Além da mãe, existe a convivência com os irmãos de ninhada que também ensina muito. Entre eles, é trabalhada a segurança e a coragem nas brincadeiras. Um cãozinho inseguro pode ser um problema sério para os futuros donos. Há adestradores que digam que um cão inseguro é até mais perigoso que um cão agressivo, pois, você nunca sabe o que pode despertar uma reação indesejada dele.

Cachorros Filhotes

Irmãos podem se ensinar muito na ninhada.

Por isso, essa convivência com os irmãos é muito importante para garantir que o filhote não tenha medo de outros cães e saiba interagir em bando sem agressividade ou medo.

Amamentação

É fundamental que os cãezinhos estejam bem de saúde. Por isso, o leite materno é vital para que o sistema imunológico deles esteja com tudo em cima. Através do colostro da mãe, as substâncias necessárias para o fortalecimento da imunidade dos filhotes são transmitidas e garante um desenvolvimento forte para todos da ninhada.

Também é importante cuidar da saúde da mãe neste período. Garantir que ela amamente em um lugar calmo, arejado e tranquilo para que tenha paciência ao amamentar os seus filhotes (já imaginou aquela ninhada de 10 filhotes?).

Cachorros Filhotes

Amamentação é fundamental para criar a imunidade dos filhotes

Porém, como já foi citado, ela mesma sabe seus limites – no entanto, fique atento! Existem cadelas que se negam a dar de mamar por motivos de estresse ou de saúde. Se o tempo de distância entre a cadela e os cãezinhos começar a se prolongar demais, procure um veterinário.

No fim das contas…

Somando o tempo médio de amamentação – a maioria das cadelas costumam alimentar os filhotes até os dois meses (pouco mais ou menos) – com o tempo de educação e socialização com irmãos e mãe, podemos dizer que três meses é o ideal para levar o filhote para casa com segurança e tranquilidade de que está pegando um cãozinho seguro por dentro e por fora.

Cachorros Filhotes

Levado na hora certa, o filhote irá se adaptar perfeitamente na sua nova família!

Mantendo os cuidados da mamãe e o amor dos irmãos caninos, com certeza o filhote irá se incorporar à sua família humana com muita facilidade!