O que era para ser apenas um fim de tarde tranquilo em uma padaria com espaço pet-friendly acabou se transformando em um momento tenso para os tutores do cão Pingo, um border collie de apenas 1 ano e 6 meses. O local, na zona sul de São Paulo, oferecia uma área externa dedicada aos pets, com estrutura confortável e arborizada.

O que parecia um ambiente seguro escondia um perigo invisível: plantas ornamentais tóxicas para animais, como a Strelitzia e Monstera.
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Entenda como tudo aconteceu
Os primeiros sintomas
Pingo ficou por cerca de duas horas no local. No caminho de volta para casa, começou a demonstrar sinais preocupantes: ele tremia, salivava, apresentava dificuldade para se manter em pé e chegou a ter convulsões. Assustados, os tutores o levaram imediatamente a uma clínica veterinária, onde foi internado na UTI. Durante o atendimento, os veterinários constataram que ele havia perdido temporariamente a visão.
A causa do problema
Após investigar o que poderia ter causado a intoxicação, os tutores descobriram que o projeto paisagístico da padaria incluía algumas espécies perigosas para cães, como a costela-de-adão, a clúsia, o guaimbê e a monstera. Essas plantas, embora comuns em ambientes urbanos e decorativos, contêm substâncias tóxicas que podem provocar reações severas nos animais, dependendo do tipo de contato e da quantidade de substância que entra em contato com o dog.
A recuperação de Pingo
Felizmente, após seis dias de internação com suporte intensivo, Pingo conseguiu se recuperar totalmente. A visão voltou, as convulsões cessaram e ele retomou suas atividades normais. O alívio dos tutores foi imenso, mas o caso acendeu um alerta importante.
Espaços que se dizem pet-friendly precisam ir além da boa intenção, é necessário garantir que o ambiente seja realmente seguro, incluindo a escolha das plantas utilizadas na decoração. Os tutores de pingo entrarão com uma notificação contra o estabelecimento, que ao ser procurado pelo site Terra afirmou ter as plantas na região, mas que é de responsabilidade do tutor não permitir que o animal tente ou consiga comer essas vegetações. Uma atitude irresponsável, e nem um pouco pet-friendly
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Seis plantas tóxicas comuns no Brasil que oferecem risco aos pets
1. Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

Muito presente na decoração de casas e ambientes internos, essa planta contém cristais de oxalato de cálcio que causam dor, irritação nas mucosas, vômitos e, em casos mais graves, alterações neurológicas e visuais.
2. Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.)
Apesar do nome popular e da fama de “afastar energias negativas”, essa planta é altamente tóxica para cães e gatos. Pode provocar inchaço na boca e garganta, salivação intensa, vômitos e dificuldade respiratória.

3. Jiboia (Epipremnum aureum)
Outra planta de fácil cultivo e muito comum em escritórios e varandas. Pode causar irritação na cavidade oral, dor, vômito e, dependendo da quantidade ingerida, complicações mais graves.
4. Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata)
Muito usada como planta de proteção espiritual, também é tóxica para pets. Apesar de ser resistente e fácil de cuidar, pode causar náuseas, vômitos, diarreia e salivação excessiva.
5. Coroa-de-Cristo (Euphorbia milii)
Encontrada em muitos jardins, libera uma seiva leitosa altamente irritante. Quando entra em contato com os olhos ou mucosas, pode causar lesões e desconforto severo, além de intoxicação se ingerida.
6. Lírio (Lilium spp.)
Altamente perigoso, especialmente para gatos, mas também representa riscos para cães. A ingestão de qualquer parte da planta pode causar falência renal e, se não houver atendimento rápido, levar à morte.

