Animais baleados no Rio: 6 casos em menos de 30 dias. Veja!

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais do Rio de Janeiro implementou um protocolo oficial para registrar e atender animais atingidos por tiros na cidade. A medida surge após seis casos de animais baleados serem reportados em menos de 30 dias, vítimas da crescente violência urbana na região.

Rio registra seis animais baleados em menos de um mês

Entre os casos recentes está uma cadela grávida ferida por traficantes em Irajá. Embora tenha sobrevivido após intervenção cirúrgica, seus filhotes não resistiram. No Hospital Veterinário Jorge Vaitsman, dois outros cães receberam atendimento: Nina, que foi baleada e pode necessitar nova operação, e Irajá, que perdeu um dedo após ser atingido por disparo.

 

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Cães baleados no rio de Janeiro. Foto: errejotanoticias

A violência não se limitou aos cães. Uma macaca-prego foi atingida por chumbinho na Gávea e, apesar do socorro imediato, não sobreviveu aos ferimentos. O aumento alarmante desses casos motivou a criação do novo sistema de registro.

Como funciona o novo protocolo de atendimento

O protocolo estabelece que todos os hospitais veterinários da rede municipal devem informar oficialmente as ocorrências de animais feridos por armas de fogo. Além disso, denúncias feitas por cidadãos através do canal 1746 também serão contabilizadas nas estatísticas oficiais.

Segundo o secretário Luiz Ramos Filho, o objetivo é criar um banco de dados que permita mapear áreas críticas e embasar ações preventivas. A iniciativa também visa facilitar a responsabilização criminal dos agressores, fortalecendo a aplicação da legislação de proteção animal.

Saiba mais: Cachorro “jurado de morte”: entenda por que animais viram alvos no Rio

O que acontece com os animais resgatados

Todos os animais feridos serão catalogados e, após receberem o tratamento necessário, encaminhados para programas de adoção. A Secretaria espera que, com o acompanhamento mais rigoroso dos casos, seja possível reduzir a incidência de violência contra animais na cidade.

O crescimento das notificações de maus-tratos foi o principal fator para a implementação do sistema, que deve auxiliar na criação de políticas públicas mais eficazes para a proteção dos animais no Rio de Janeiro.

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