Cuidado com ossos defumados para cães. Veja aqui o alerta!

A vontade de agradar nossos cães com guloseimas e petiscos é quase irresistível. Ver aquele olhar cheio de expectativa enquanto oferecemos algo saboroso cria momentos especiais de conexão. Porém, alguns alimentos que parecem inofensivos podem esconder perigos graves para a saúde canina, principalmente para os dentes desses animais, como descobriu Ricardo Faria ao oferecer ossos defumados ao seu pitbull Thor.

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Cão roendo osso. Imagem: freepik

Por que alguns petiscos são perigosos para os dentes dos cães

Os dentes caninos evoluíram para rasgar e triturar alimentos específicos. Diferente dos humanos, os cães têm uma força de mordida muito maior e um instinto natural de mastigar objetos duros. Essa combinação pode ser perigosa quando encontra alimentos inadequados.

De acordo com a médica-veterinária Juliana Hirai, especialista em fisioterapia pet, a estrutura dentária dos cães pode ser comprometida por alimentos excessivamente duros ou quebradiços. Fraturas dentárias são extremamente dolorosas e podem levar a infecções, abscessos e até perda do dente quando não tratadas adequadamente.

Um dente fraturado expõe a polpa dentária – região com nervos e vasos sanguíneos – causando dor intensa, dificuldade para se alimentar e comportamentos defensivos como agressividade quando alguém toca na região da boca do animal.

Veja aqui essas dicas: Como fazer petiscos caseiros para cães e gatos? 5 receitas!

Ossos defumados: vilões disfarçados de amigos

Ossos defumados estão entre os maiores causadores de fraturas dentárias em cães. Embora muitos tutores acreditem que são opções seguras, o processo de defumação altera a estrutura molecular do colágeno presente no osso, tornando-o mais rígido e quebradiço.

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Cão comendo osso defumado. Imagem freepik

“O problema é o processo de aquecimento usado na defumação”, explica a veterinária Juliana Hirai. “Isso altera a estrutura molecular do colágeno, deixando o material mais quebradiço. Ao serem mordidos, se quebram em lascas e pedaços pontiagudos que podem causar perfuração do estômago ou lesões intestinais.”

Além dos danos dentários, os fragmentos de ossos defumados podem:

  • Perfurar o esôfago durante a deglutição
  • Causar obstruções intestinais que requerem intervenção cirúrgica
  • Ferir gengivas e mucosa oral
  • Provocar constipação severa

Embutidos e salsichas: riscos além das fraturas dentárias

Salsichas e embutidos como presunto e calabresa são frequentemente usados como petiscos ou para esconder medicamentos. No entanto, esses alimentos contêm altos teores de sódio, gordura e conservantes que prejudicam o fígado e o sistema digestivo canino.

A curto prazo, o consumo desses alimentos pode provocar vômitos, diarreia e desconforto abdominal. Já a longo prazo, os riscos aumentam significativamente, incluindo problemas como:

“Sabe aquele cachorro que vive com problema de pele ou ouvido? Muitas vezes isso vem da alimentação errada”, afirma a veterinária Juliana. Isso acontece porque os conservantes e aditivos desses alimentos provocam reações alérgicas que se manifestam na pele e ouvidos, além de sobrecarregarem o sistema hepático do animal.

Leia esse artigo: Ozempic para pets: remédios de emagrecimento chegam aos …

Sinais de intolerância a embutidos

Coceira constante, lambedura excessiva das patas, vermelhidão na pele e infecções recorrentes de ouvido podem ser sinais de que seu cão está reagindo negativamente aos ingredientes presentes em embutidos e salsichas.

Pão francês e outros carboidratos: perigos para o metabolismo canino

Aquele pedacinho de pão francês parece inofensivo, mas pode comprometer seriamente a saúde do seu cão. O pão é rico em carboidratos, que se transformam rapidamente em açúcar no organismo canino.

“O pão francês é rico em carboidrato, que vira açúcar no sangue, aumentando o risco de diabetes e pancreatite. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar ganho de peso e sobrecarga no pâncreas”, alerta a veterinária.

 

 
 
 
 
 
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O sistema digestivo dos cães não evoluiu para processar grandes quantidades de carboidratos refinados, o que torna alimentos como o pão potencialmente prejudiciais, especialmente quando oferecidos regularmente. O aumento da glicose sanguínea sobrecarrega o pâncreas, órgão responsável pela produção de insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2 e inflamação pancreática.

Como identificar problemas dentários causados por petiscos inadequados

No caso do pitbull Thor, o tutor Ricardo percebeu que o cachorro “passou a mordê-los mais devagar” e notou “dentes lascados”. Essa mudança comportamental é um sinal clássico de desconforto oral.

Fique atento a estes sinais que podem indicar problemas dentários em seu cão:

  • Mudança no padrão de mastigação (mastigação unilateral)
  • Queda de alimentos durante a refeição
  • Salivação excessiva
  • Mau hálito intenso
  • Relutância em permitir toques na região da cabeça
  • Comportamento mais retraído ou irritadiço

Se notar qualquer um desses sintomas, consulte um veterinário imediatamente. Fraturas dentárias não tratadas podem evoluir para infecções graves que afetam não apenas a cavidade oral, mas também outros órgãos.

Alternativas seguras: petiscos que não prejudicam a saúde do seu cão

Felizmente, existem diversas opções de petiscos seguros e saudáveis para recompensar seu cão sem comprometer sua saúde:

Para cães que gostam de mastigar, considere brinquedos específicos para mastigação desenvolvidos por especialistas. Esses produtos são testados para resistir à força das mordidas sem quebrar e ainda promovem a limpeza dentária.

Petiscos naturais como pedaços de cenoura, maçã (sem sementes) e abóbora cozida também são excelentes opções que oferecem benefícios nutricionais sem os riscos dos processados. Outra alternativa são os petiscos desidratados de proteínas magras, como peito de frango ou carne bovina sem gordura.

“Se o tutor ama o pet, precisa cuidar do que ele consome. Evite dar qualquer alimento humano ou petiscos de procedência duvidosa. Mesmo um pedacinho pode fazer mal”, reforça a veterinária Juliana.

Atualmente Ricardo só compra produtos indicados pelo veterinário para Thor: “Depois do susto, aprendi que a gente precisa estar sempre atento. O que parece carinho pode virar problema. O Thor é parte da família, e família a gente cuida bem.”

 

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