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Mordida de cachorro: o que fazer? Passo a passo

mordida de cachorro

Uma mordida de cachorro que rompe a pele pode parecer um acidente pequeno, mas o ferimento merece atenção. Os dentes levam bactérias da boca do animal para dentro do corpo, e a infecção pode aparecer mesmo quando o corte parece superficial.

A boa notícia é que os cuidados iniciais são simples e fazem diferença. Veja o que fazer logo após a mordida, quais sinais indicam problema e quando não adianta tratar em casa.

Mordida de cachorro: o que fazer nos primeiros minutos

A primeira medida é limpar o ferimento. Quanto mais cedo você lavar, menor a chance de as bactérias se instalarem. Depois, é só proteger a área e acompanhar a evolução.

  1. Lave o ferimento com água morna e sabão, deixando a água correr sobre a pele por alguns minutos.
  2. Aplique pomada ou creme antibiótico e cubra com um curativo limpo.
  3. Observe o local pelo menos duas vezes ao dia, trocando o curativo quando ele ficar sujo ou úmido.

Fique longe de simpatias e produtos caseiros sobre a ferida. Eles não substituem a limpeza com água e sabão e podem aumentar a contaminação.

Quando procurar atendimento médico

Nem toda mordida de cachorro pode ser resolvida em casa. Procure um serviço de saúde imediatamente se:

  • o ferimento for profundo ou a pele estiver esmagada ou rasgada;
  • o sangramento for intenso;
  • você não souber se o cão que mordeu está com a vacina da raiva em dia;
  • você não toma a vacina contra tétano há mais de 10 anos (ou há mais de 5 anos, se o ferimento estiver sujo).

No Brasil, o caminho costuma ser uma UBS, uma UPA ou um pronto-socorro. Lá, o profissional avalia se há necessidade de antibiótico, reforço da vacina antitetânica ou esquema de profilaxia contra a raiva. Se o cachorro for desconhecido ou de rua, anote onde aconteceu e as características do animal, porque essas informações ajudam na decisão.

Se você tem dúvida sobre a gravidade, não arrisque. Uma consulta rápida é melhor do que lidar com uma infecção avançada depois.

Sinais de que a mordida de cachorro está infeccionando

O ferimento precisa ser examinado todos os dias, e o ideal é fazer isso ao menos duas vezes. Os sinais de infecção são vermelhidão, inchaço, secreção, dor que aumenta com o tempo e mau cheiro. Se qualquer um deles aparecer, busque atendimento médico sem esperar.

Febre e mal-estar depois da mordida também pedem avaliação. Quanto antes a infecção é tratada, mais simples costuma ser a recuperação.

Por que a boca do cachorro não é mais limpa que a nossa

Muita gente ouviu que a boca do cão é mais limpa que a humana. É um mito. A boca dos cães abriga tantas bactérias quanto a nossa.

A diferença é que boa parte dessas bactérias é específica da espécie canina, ou seja, prefere colonizar cachorros e não pessoas. Isso ajuda a explicar a crença, mas não elimina o risco. Quando o dente rompe a pele, que é a barreira natural do corpo, as bactérias ganham uma porta de entrada.

Quais bactérias aparecem em mordidas infectadas

As três espécies mais encontradas em feridas de mordida infectadas são Pasteurella, Streptococcus e Staphylococcus. Também são frequentes Neisseria, Corynebacterium, Fusobacterium e Porphyromonas.

Você não precisa decorar os nomes. O importante é saber que existem vários micro-organismos capazes de causar infecção e que a limpeza imediata e o acompanhamento do ferimento reduzem esse risco.

Capnocytophaga, lambidas e grupos de risco

A Capnocytophaga é uma bactéria oportunista presente na boca de cães e de pessoas. Segundo o CDC, ela não costuma causar infecção em humanos, nem em feridas de mordida. O risco aumenta para quem tem o sistema imunológico comprometido, para gestantes, crianças com menos de 5 anos e idosos com 65 anos ou mais.

Para a maioria das pessoas, receber lambidas não é um problema. Quem está em um desses grupos deve evitar que o cão lamba a boca, o nariz, os olhos e pequenos cortes na pele.

A alimentação do cão também conta. Dietas com carne crua têm maior chance de contaminação por Salmonella, Escherichia coli e Listeria monocytogenes. Estudos apontam que cães alimentados com comida crua podem ter de 22% a 30% mais chance de portar Salmonella. O mesmo vale para cães que comem fezes.

Fonte: Whole Dog Journal

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Redação PDD
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