Maple, uma English Springer Spaniel aposentada da polícia, agora dedica seus dias a uma missão ainda mais importante: salvar populações inteiras de abelhas de uma doença devastadora.

Crédito:GL Kohuth / Cortesia da Universidade Estadual de Michigan
A história deste cão detector de abelhas começou quando pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan perceberam que precisavam de uma solução mais eficiente para identificar ameaças às colmeias. O que eles descobriram foi que o olfato canino poderia ser a chave para resolver um dos maiores desafios da apicultura moderna.
O que é e como funciona?
Um cachorro detector de abelhas é um cão especialmente treinado para identificar doenças e ameaças específicas em colmeias através do olfato. Maple foi treinada para detectar a Loque Americana (AFB), uma bactéria altamente contagiosa que forma esporos e é devastadora para as larvas de abelhas melíferas.
Esta cão consegue identificar o odor característico da AFB mesmo quando a doença ainda está em estágios iniciais, algo impossível para inspetores humanos.
Durante as inspeções no Centro de Performance de Polinizadores da universidade, Maple usa um traje de apicultor especial para sua proteção. Ela trabalha junto com sua treinadora, Sue Stejskal, uma ex-aluna da MSU, percorrendo as colmeias de forma sistemática e alertando quando detecta a presença da bactéria perigosa.
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Maple: Ex cão de policial
Maple passou anos servindo como cão policial K-9, especializada em busca e salvamento de pessoas desaparecidas. Sua carreira na força policial foi interrompida por uma lesão em serviço, que a forçou a se aposentar precocemente.
Em vez de uma aposentadoria tranquila, Maple encontrou uma nova vocação quando foi selecionada para o programa de conservação de abelhas da Universidade Estadual de Michigan.
O Centro de Performance de Polinizadores se tornou o novo local de trabalho de Maple, onde ela aplica suas habilidades naturais para uma causa ambiental.
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A detecção precoce de doenças em colmeias
A Loque Americana é uma das doenças mais destrutivas que afetam as abelhas melíferas, capaz de dizimar colônias inteiras se não for detectada e tratada rapidamente.

Tradicionalmente, apicultores comerciais precisam inspecionar manualmente centenas de colônias em busca de sinais de AFB, um processo que pode levar vários dias para ser concluído. Durante esse tempo, a doença pode se espalhar para outras colmeias, causando perdas devastadoras.
A detecção precoce permite que os apicultores tomem medidas preventivas antes que a doença se espalhe, salvando não apenas a colônia afetada, mas também protegendo colmeias vizinhas. Considerando que cerca de 35% do suprimento mundial de alimentos depende da polinização, o trabalho de Maple tem implicações que vão muito além das colmeias que ela inspeciona.
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Outros cães trabalhando na conservação de abelhas
Maple não é a única cachorro detector de abelhas trabalhando nos Estados Unidos. Darwin, um German Shorthaired Pointer na Carolina do Norte, foi especialmente treinado para farejar colmeias subterrâneas de abelhas nativas. Seu trabalho com a pesquisadora Jacqueline Staab, da Universidade Estadual dos Apalaches, demonstra a versatilidade desta aplicação canina.
O conceito de usar cães para detectar abelhas tem suas raízes em pesquisas militares britânicas de 2011, que mostraram como cães poderiam ser treinados para localizar ninhos de abelhas. Desde então, o conceito evoluiu para incluir a detecção de doenças e ameaças específicas às populações de abelhas.
Darwin trabalha especificamente com abelhas alpinas no Colorado, uma espécie em risco que nidifica no subsolo. Sua proprietária destaca que trabalhar com cães detector de abelhas é especialmente gratificante porque os animais estão sempre motivados e prontos para trabalhar, tornando o processo mais eficiente e agradável para todos os envolvidos.
O futuro dos programas de cachorro detector de abelhas
O sucesso de programas como o de Maple sugere um futuro promissor para a expansão do uso de cachorro detector de abelhas em todo o mundo. À medida que as populações de abelhas enfrentam ameaças crescentes de mudanças climáticas, pesticidas e doenças, a necessidade de métodos de detecção rápidos e precisos se torna cada vez mais crítica.
Universidades e centros de pesquisa estão começando a reconhecer o potencial revolucionário desta tecnologia canina. O treinamento de mais cães para detectar diferentes tipos de ameaças às abelhas poderia criar uma rede de proteção mais robusta para esses polinizadores essenciais.
