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UNESP inicia pesquisa sobre “Alzheimer canino” com cães idosos. Veja sintomas!

A síndrome disfunção cognitiva canina é uma condição neurodegenerativa que afeta cães idosos e se assemelha ao Alzheimer em humanos. Esta condição pode causar mudanças significativas no comportamento e na capacidade cognitiva dos cães, impactando diretamente na qualidade de vida tanto do animal quanto de sua família. Reconhecer os sinais precocemente é fundamental para proporcionar os cuidados adequados e buscar tratamento especializado.

Foto ilustrativa/ Foto: fisiocarepet

Atualmente, pesquisadores da Unesp de Botucatu estão conduzindo estudos pioneiros sobre esta síndrome, oferecendo avaliações para cães que apresentem sintomas suspeitos. 

O que é a síndrome disfunção cognitiva canina

A síndrome disfunção cognitiva canina (SDCC) é uma condição neurológica degenerativa que afeta principalmente cães com mais de 8 anos de idade. Similar ao Alzheimer humano, esta síndrome causa alterações progressivas no cérebro do animal, resultando em mudanças comportamentais, perda de memória e diminuição das capacidades cognitivas.

Estima-se que entre 14% e 35% dos cães idosos desenvolvam algum grau desta condição.

Os 5 principais sinais da disfunção cognitiva em cães

Existem cinco sinais principais que devem alertar os donos para a possibilidade desta condição neurológica.

  • Desorientação e confusão espacial
  • Mudanças na interação social
  • Distúrbios do sono
  • Esquecimento de habilidades aprendidas
  • Redução da atividade física

veja: Estímulo mental para cães idosos (eles precisam muito)

Ajuda veterinária especializada

É recomendável procurar ajuda veterinária assim que dois ou mais sintomas se manifestarem de forma persistente por mais de duas semanas. A consulta com um veterinário neurologista é ideal, pois este profissional possui conhecimento especializado para distinguir entre as diversas condições que afetam o sistema nervoso canino. 

O Grupo de Pesquisa em Envelhecimento Canino (Envecan) da FMVZ-Unesp oferece uma oportunidade única para tutores de cães com suspeita da síndrome. O projeto oferece avaliação neurológica gratuita para animais com 8 anos ou mais que apresentem pelo menos um dos sinais mencionados.

Klysse Assumpção Barbosa em seu perfil do Instagram

O projeto é conduzido pela médica-veterinária neurologista Klysse Assumpção Barbosa, mestranda da FMVZ-Unesp, e pelo médico-veterinário neurologista Rogério Martins Amorim, docente da mesma instituição, com a colaboração de demais pesquisadores do grupo.

Saiba também: Osteoartrite canina: USP desenvolve nova formulação anti-inflamatória 2x mais eficaz

Como se inscrever

Interessados podem se inscrever através do Instagram @envecan.unesp ou pelo site do grupo de pesquisa.

Foto postada no Instagram do projeto

 

A médica veterinária Klysse Assumpção Barbosa te convida a participar do projeto através das nossas redes sociais: 

 

 
 
 
 
 
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Tratamentos e cuidados disponíveis

Embora não exista cura para a síndrome disfunção cognitiva canina, diversos tratamentos podem retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida do animal. Medicamentos específicos podem ajudar a preservar a função cognitiva, enquanto suplementos com antioxidantes e ácidos graxos ômega-3 oferecem proteção neuronal adicional.

A estimulação cognitiva é fundamental no manejo da condição. Jogos interativos, quebra-cabeças para cães, treinos simples de comandos e passeios exploratórios em novos ambientes podem ajudar a manter a mente ativa. Estabelecer uma rotina consistente também é benéfico, pois reduz a ansiedade e confusão do animal. Manter horários regulares para alimentação, passeios e descanso proporciona segurança e previsibilidade.

O apoio da família é crucial durante todo o processo. Adaptações no ambiente doméstico, como melhor iluminação, remoção de obstáculos e criação de espaços seguros, podem facilitar a navegação do cão pela casa. O acompanhamento veterinário regular permite ajustes no tratamento conforme a progressão da síndrome, garantindo que o animal receba o suporte necessário em cada fase da condição.

Vea: 7 cuidados com o cão sênior: Veja os essenciais!

Foto de Victoria Pimentel
Postado por
Victoria Pimentel
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