Doença do carrapato – Erliquiose Canina

Doença do Carrapato - Saiba mais sobre a Erliquiose Canina, doença transmitida pelo carrapato

por Samantha Kelly — publicado 12 fev 2013 - 1:04

Muito conhecida como doença do carrapato, a Erliquiose é uma doença infecciosa transmitida pela mordida do carrapato contaminado pela riquetsia Erlichia sp.

erliquiose canina

Erliquiose canina – Doença do Carrapato. Foto: Reprodução

Erlichia sp. é um microorganismo do grupo das bactérias (riquétsia). Existe várias espécies de Erlichia, sendo a Erlichia canis a que mais comumente  afeta os cães.

Erliquiose (tanto em homens quanto em cães) geralmente é transmitida através do carrapato-vermelho-do-cão, porém, pode acontecer a transmissão através da transfusão sanguínea.

Depois que a Erlichia entra no corpo através da mordida do carrapato, ele afeta as células na corrente sanguínea do cachorro. As células brancas (preciosas na luta contra infecções), células vermelhas (necessárias para o transporte de oxigênio no corpo) e as plaquetas (necessárias para ajudar a formar coágulos sanguíneos) podem ser afetadas.

É importante salientar que apesar de homens e cachorros poderem ser afetados, não é conhecida nenhuma transmissão entre o cão e o humano, o carrapato sempre é o transmissor.

Todas as raças caninas são passíveis de adquirir a bactéria, porém algumas raças, principalmente o Pastor Alemão, são mais propícias a desenvolver uma infecção crônica séria.

 

erliquiose doença do carrapato

Doença transmitida pelo carrapato: Erliquiose. Foto: Reprodução

 

Fases da Erliquiose:

 

Aguda – Erliquiose pode ter três fases. Sinais da fase aguda da doença geralmente se desenvolvem de 1 à 3 semanas após a picada do carrapato infectado. A fase aguda da doença geralmente dura de 2 à 4 semanas. A Erlichia entra nas células brancas do sangue e se reproduzem dentro delas. Além do sangue, são encontrados nos nódulos linfáticos, baço, fígado e na medula óssea. Plaquetas, que ajudam na coagulação do sangue, são frequentemente destruídas. Como resultado da infecção, os nódulos linfáticos, o fígado e baço são frequentemente aumentados. Anemia, febre, depressão, letargia, perda de apetite, falta de ar, dor e rigidez nas articulações, contusões e são muitas vezes vistos. Muitos cães serão capazes de combater a infecção. Se não, eles entram na fase subclínica.

Subclínica – Na fase subclínica o animal pode aparentar estar normal ou ter apenas anemia leve. Durante esta fase, a Erlichia vive no interior do baço. Esta fase pode durar meses ou anos. Em última análise, o cão ou elimina a Erlichia do corpo ou a infecção pode progredir para a fase crônica.

Crônica – A fase crônica pode ser leve ou grave. A perda de peso, anemia, perturbações neurológicas, a hemorragia, inflamação do olho, edema (acumulação de líquido) nas patas traseiras, e febre podem ser vistos. Os testes de sangue mostram que um ou todos os diferentes tipos de células no sangue são reduzidas. Um tipo de células, os linfócitos podem aumentar e ser anormal na aparência. Isto pode por vezes ser confundido com certos tipos de leucemia. Se um cão se torna cronicamente infectado, a doença pode voltar, especialmente durante períodos de estresse. Em alguns casos, a artrite ou uma doença do rim chamada glomerulonefrite pode desenvolver-se.

Uma diminuição do número de plaquetas (plaquetas ajudam a coagular o sangue) é a evidência mais comum em todas as fases da doença. Alterações nos níveis de proteínas no sangue são comuns. A proteína mais comum, albumina, é reduzida e outro tipo de proteína, denominada globulina, é aumentada.

Uma vez que um carrapato pode estar infectado com mais de uma doença (ex.: babesiose), não é de todo incomum ver um cão infectado com mais de uma dessas doenças ao mesmo tempo, o que geralmente provoca sintomas mais graves.

 

 

Sintomas de Erliquiose em cães – Doença do Carrapato

  • Apatia
  • Falta de apetite
  • Febre
  • Corrimento Oculonasal
  • Vômitos e diarreia
  • Dispnéia (respiração ofegante)
  • Sangue pelo nariz
  • Dor e rigidez (devido à artrite e dores musculares)
  • Sintomas neurológicos (por exemplo, coordenação motora comprometida, depressão, paralisia, etc)
  • Hematomas pelo corpo
  • Mucosas pálidas (sinal de anemia)
  •  

    Diagnóstico de Erliquiose em cães

     

    O diagnóstico é baseado nos resultados laboratoriais e sinais clínicos.

    Através de exames bioquímicos e urinálise procura-se alterações precoces em outros órgãos, principalmente nos rins.

    Outros exames mais específicos, como sorologia e PCR, também são comuns na busca de um diagnóstico.

    O PCR testa a presença do próprio organismo, não anticorpos contra ele. Infelizmente, não faz distinção entre os organismos vivos e mortos. Por esta razão, recomenda-se geralmente realizar PCR, juntamente com um dos testes de anticorpos para fazer um diagnóstico.

     

    Cuidados e Tratamento – Doença do Carrapato

     

    Na ausência de cuidados, a erliquiose torna-se crônica e pode evoluir a morte. O tratamento exige a aplicação de antibióticos durante várias semanas. A Doxiciclina geralmente é usada e mostrou ser efetiva no tratamento para a doença. Se a erliquiose causar outras complicações, estas deverão ser tratadas separadamente, usando outros medicamentos e terapias para alcançar questões secundárias causadas pela presença da Erlichia.

    Em um animal com forte anemia, uma transfusão de sangue pode ser necessária.

    OBS: Os sintomas da Erliquiose podem ser facilmente confundidos com outras doenças, por isso é primordial que ao notar algo errado você leve o seu cão ao veterinário. Somente o veterinário poderá fazer os exames necessários, diagnosticar o problemas e a partir daí começar o tratamento adequado.

     

    Como prevenir a doença do carrapato

     

    A infecção da Erlichia não dá ao seu cão uma imunidade protetora, ou seja, se o seu cão já foi infectado uma vez, e acontecer dele ser mordido novamente por um carrapato infectado, ele poderá desenvolver novamente a doença.

    Atualmente não há uma vacina contra erliquiose. A maneira de se prevenir contra as doenças provenientes do carrapato é um controle apropriado (ex.: remédios e banhos carrapaticidas) combinado com testes periódicos.

    Limitar o máximo possível a exposição do cachorro ao carrapato é sempre algo que o dono deve manter em mente. Principalmente no verão e em áreas de grande risco de infecção, o dono deve manter uma rotina diária de inspeção.

     

     

    Fonte Online

    VetStreet

    VetMedicine

    PetEducation

    AnaQuevedodicasvet 

     

    Fonte Impressa

    Larousse – Do cão ao cãozinho

    Dr. Rousselet-Blanc

     

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    Criar Amizade Entre Cachorro e Gato – É Possível?

    por Camila Da Silva — publicado 19 jun 2019 - 9:45

    Você sabia que é possível criar amizade entre cachorro e gato? Por mais que a o ditado popular preveja a “briga de cão e gato”, nem sempre é isso que acontece. Mas pra isso, é importante levar em consideração uma série de fatores e entender um pouco sobre o comportamento dos animais em sua essência. Acompanhe o texto e saiba tudo sobre o assunto.

    Criar amizade entre cachorro e gato – É possível?

    Como já falamos, pelo ditado popular, esta ação seria praticamente impossível. Desta forma, uma amizade entre cachorro e gato parece um sonho de distância. O que na verdade é apenas um mito criado pelos humanos.

    É claro que os animais que já tem um lar fixo e dominam aquele território, vão estranhar e talvez até recusar um novo amigo. No entanto, esta aproximação não deve ser feita de qualquer jeito. Alguns cuidados e critérios devem ser adotados para que você consiga aproximá-los de formas mais tranquilas.

    Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

    Desta forma, todo e qualquer comportamento animal vai depender de raça para raça. Como já falamos no início deste texto, o animal que chegou primeiro vai defender território ou demonstrar insegurança com o animal que acabou de chegar. E assim, muitas vezes acabará demonstrando um sentimento de recusa, o que é para muitos humanos é a famosa “briga de cão e gato”.

    Não existe receita mágica para resolver esta situação. Mas existem métodos que você poderá adotar e, assim, conseguir êxito para criar amizade entre cachorro e gato. Acompanhe para entender o que você pode fazer.

    O motivo das brigas

    Como já falamos, o real motivo das brigas entre cães e gatos está diretamente ligado ao comportamento humano, visto que foram os humanos que criaram este mito. Afinal, podemos encontrar em histórias, cinema e música conotações neste sentido, não é mesmo?

    Entretanto, a verdade é que não existe real motivo para eles se odiarem. Como falamos, podem até se estranhar. Principalmente quando um dos dois já vive a mais tempo na casa. No entanto, se você identificar a origem de cada bicho, entenderá que no reino animal um não é presa do outro.

    Os felinos, por exemplo, não tem preferência por caçar caninos. Como os cães selvagens geralmente caminham em bandos muito maiores do que os leões, por exemplo, ficaria muito difícil do felino sobreviver. E o mesmo acontece ao contrário: não há motivos para um bando de cães selvagens atacar um leão na savana, por exemplo.

    Trazendo este conceito mais amplo a partir das origens de cada animal, conseguimos entender o que de fato acontece com cada um e entender que o motivo do estranhamento, quando acontece, é muito mais por uma questão de território do que puramente um odiar o outro, como o cunho popular entende. Agora que você já entendeu um pouco do conceito geral, continue lendo para entender como criar amizade entre cachorro e gato.

    Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

    Como criar amizade entre cachorro e gato

    Agora que você já entendeu que não há reais motivos para que um ataque outro, é hora de entender como de fato criar esta amizade. Assim sendo, já sabemos que o que pode acontecer é um estranhamento pelo animal que já está a mais tempo na casa. E isto é comum.

    Entretanto, há medidas para tentar conter esta situação e tentar deixá-la mais amenizada. A primeira coisa que você tem que fazer, é entender o comportamento do animal que você já tem em casa.

    Gatos são muitos territoriais. Eles são curiosos e tentam vasculhar a casa toda para terem certeza de onde estão. Enquanto os cachorros já são mais brincalhões. Assim sendo, se os dois foram criados juntos desde filhote (que é o mais recomendável), você não terá problemas e os dois viverão em harmonia.

    Entretanto, se um dos dois já é adulto e um filhote está chegando para deixar a família maior, busque adotar alguns critérios para deixar essa apresentação o mais pacífica possível. Acompanhe.

    1- Mantenha os pets separados por um tempo

    A primeira coisa que você terá que fazer, é manter os dois animais separados por um tempo. Assim, você evitará estímulos repulsivos de ambos. Pois o que acabou de chegar, não vai gostar de saber que ele não é o único. E o que já está em casa, jamais gostaria de dividir o dono.

    Assim sendo, quando o novo pet chegar na sua casa, você irá mantê-lo em separado do que já mora a mais tempo. Faça isso de forma carinhosa, é claro. Por exemplo, você poderá deixar um restrito em algum quarto ou cômodo, enquanto o que já mora na casa ficaria proibido de ir neste cômodo.

    Esta é uma forma de iniciar o contato de aproximação dos dois de forma mais indireta e menos prejudicial. Com o tempo, um perceberá a presença do outro na casa, seja pelo cheiro ou qualquer outro motivo. E isto é importante que aconteça. Pois você quer criar amizade entre eles, não isolá-los, não é mesmo?

    Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

    2- Comece a mesclar o cheiro de ambos nos ambientes

    O primeiro passo você já deu, que é trazer o segundo pet para casa. Agora que um já está separado do outro, é hora de começar a aproximá-los ainda mais. E uma das formas que você pode fazer isso, é mesclando o cheiro de ambos nos ambientes.

    Como sabemos, cachorros e gatos se localizam muito pelos cheiros. Diferentemente dos humanos, que são destreinados para esta função, os pets sabem exatamente quando um cheiro pode afetar a segurança ou zona de conforto deles. E neste caso, sentir o cheiro de outro animal poderá significar um nível de alerta. Principalmente para o animal que já está na casa a mais tempo.

    Assim sendo, recomendamos que você mescle os cheiro de ambos nos ambientes. Para fazer isso, você poderá fazer carinho em um e depois ir fazer carinho no outro. Esta é uma forma de você servir de ponte para uma futura conexão entre os dois. Pois assim, quando você for fazer carinho em um e tiver o cheiro do outro, eles estranharão. Mas entenderão que é você e está tudo bem.

    Fazendo isso, aos poucos você terá um ambiente favorável para ambos, com a familiarização dos cheiros já mais apurada. Isto fará toda a diferença durante a apresentação oficial, que vem em seguida.

    3- Apresentação

    Para criar amizade entre cachorro e gato, obviamente, eles precisam se conhecer. E depois de mantê-los isolados por um tempo e mesclar os cheiros nos ambientes, está na hora de iniciar a apresentação oficial. Esta é uma etapa que precisará de mais cautela, para sentir os ânimos de ambos.

    Leve o animal novo para encontrar o animal já residente a mais tempo. Segure ambos no colo. Recomendamos que você use mangas longas para evitar arranhões, principalmente do gato.

    Aproxime-os levemente e vá monitorando as reações de ambos. Provavelmente, o animal que já reside a mais tempo é o que mais estranhará. Se o novo pet for filhote, talvez ele nem demonstre espanto.

    Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

    Se os pets estiverem calmos e não demonstrarem muita desconfiança, faça a aproximação deles para que eles se cheirem. Com a mescla de cheiros provocada por você, este pode ser um momento determinante para a consciência deles. Pois reconhecerão o cheiro e a amizade poderá ocorrer de forma mais fácil.

    Faça a apresentação aos poucos. Ou seja, se não ter um resultado positivo no primeiro dia, repita todo o processo e continue até funcionar. Ao final de cada tentativa de aproximação, ofereça petiscos e brinquedos para os animais. Esta é uma forma de eles entenderem que está tudo bem e a situação ainda está controlada.

    Quando for o momento, você poderá soltar ambos no chão para deixar que se cheirem e se conheçam mais de perto. Ainda assim, desconfianças podem acontecer e é normal.

    Ter calma e paciência é fundamental

    As primeiras tentativas de aproximação e formulação de amizade entre cachorro e gato podem ser frustrantes. Pode parecer que nunca vai acontecer. Mas o mais importante é manter a calma. Esta é a única forma de conseguir ter sucesso. Lembre-se que eles são animais e, por mais que um não seja presa do outro no reino animal, o estranhamento é absolutamente natural.

    Por isso, é importante que você dê tempo ao tempo e não force a barra. Sempre abuse do amor e carinho a cada tentativa de aproximação. Assim, os pets entenderão que você está cuidando deles e que nada de mal irá acontecer.

    Agora que você já entendeu como criar amizade entre cachorro e gato, é hora de colocar em prática. Boa sorte!

    Cachorro Independente – Como Criar Um?

    por Camila Da Silva — publicado 19 jun 2019 - 9:45

    Você sabe como criar um cachorro independente? Este assunto pode ser tratado como polêmico, pois parece que a tentativa de tornar o cão independente é, na verdade, uma mudança forçada no comportamento dele. Entretanto, não é bem assim. Ter um cachorro independente em casa não precisa ser um problema quando feito da forma correta. Acompanhe para entender.

    Cachorro independente – Como criar um?

    Criar um cachorro independente parece uma realidade distante. Muita gente associa aos hábitos atuais do cão e pensam que isso nunca poderia dar certo. A verdade é que pode dar certo sim, quando feito da forma correta e com os recursos necessários.

    É lógico que o instinto de um cachorro é completamente diferente de um gato, por exemplo. Entretanto, existem formas de fazer com que o seu cachorro seja mais independente e não sinta tanto a sua falta. Acompanhe.

    Cachorro Independente

    Acostume-o desde filhote

    O primeiro detalhe que precisa ficar claro para tornar o cachorro independente, é o momento de iniciar o processo. E este momento geralmente tem um grau de acerto muito maior quando o cachorro é filhote. Ou seja, assim que ele chegou na nova casa, é recomendado que os ensinamentos de independência sejam colocados em prática.

    Quando o cachorro é adulto, ele já adquiriu uma série de costumes e manias que se tornam muito difíceis de tirar. É basicamente o mesmo que acontece com um ser humano, onde o nível de aprendizado é muito maior quando criança. Desta forma, leve em consideração bons hábitos e adestramento para criar um cachorro sociável e educado. Esta é a única forma de atingir sucesso com suas pretenções.

    Deixe seu cachorro preso nos primeiros meses

    Quando a frase “prender o cachorro” é colocada, geralmente ela é acompanhada de uma série de polêmicas e críticas. No entanto, não precisa ser. É claro que existem modos de fazer isso para não estressar nem prejudicar o cachorro. Desta forma e assim como já falamos, acostumá-lo com um ambiente nos primeiros meses e talvez até no primeiro ano, pode ser uma boa ideia.

    Experimente criar um ambiente de segurança e conforto para o cachorro ainda quando filhote. Este é o primeiro passo para criar um cachorro independente, pois ele entenderá que o espaço dele é aquele. E isto já impõe muitos limites comportamentais, o que é ótimo para a continuidade do processo.

    Este espaço restrito na sua casa, precisa ser um local confortável e muito bem organizado. O seu cachorro não pode sentir-se mal neste local. Pelo contrário, ele precisará se acostumar a ideia de que aquele lugar é a casa dele. Neste local, você irá disponibilizar muitos brinquedos, comida, água e tapetes higiênicos.

    Esta é uma forma de começar a adaptar o cachorro a nova vida. E nada melhor que fazer isto de uma forma organizada, não é?

    Cachorro Independente

    Dê liberdade para ele andar pela casa aos poucos

    Outra boa forma de criar um cachorro independente, além de prendê-lo nos primeiros meses, é dar liberdade aos poucos. Esta é a única forma de ele entender que existem outros ambientes pela casa e que aquele é o ambiente fixo dele. É uma forma de programar a mente dele.

    Recomendamos que você dê liberdade de 20 a 30 minutos por dia para o cachorro. Aproveite para brincar com ele neste momento, mostrar outros locais e depois, coloque-o novamente no espaço restrito. Acredite, isto pode ser difícil. Principalmente quando o cachorro é filhote. Mas para torná-lo independente, será necessário.

    Quando o cachorro é filhote, tudo que queremos é ficar o máximo de tempo possível com ele. Brincar o tempo todo e fazer carinho até não aguentar mais. E eles também querem isso (e esperam) de você. Entretanto, este processo será doloroso para você no início, pois sabemos que o amor que sentimos pelos cachorros é imensurável, não é?

    Quando você proporciona liberdade limitada ao cachorro e depois prende-o, ele entende que existe um padrão e que ele deve seguir. Ou seja, ele entenderá que para ter carinho, liberdade e brincadeiras com o dono, ele precisará ficar restrito. Entretanto, esta restrição não pode parecer um castigo. Acompanhe para entender melhor.

    Cachorro Independente

    Associe o local privado com coisas positivas

    Uma das premissas mais básicas para tornar o cachorro independente, é não criar pânico com relação ao espaço restritivo. Como falamos, é importante que ele fique preso nos primeiros meses e até no primeiro ano. Mas este “ficar preso” não pode ser associado com algo negativo para o cão.

    O espaço de restrição precisa ser completamente confortável, aconchegante e com tudo que ele precisa, desde ração a vontade, água pra quando estiver com sede e brinquedos para se divertir sozinho. Este passo é extremamente importante, pois caso contrário, o efeito pode ser reversivo. Pois se o cão não gostar do ambiente, vai querer sair sempre, não é mesmo?

    Assim sendo, prepare um local com carinho, amor e vigilância e que tenha fácil acesso para você quando precisar interagir com ele.

    Não deixe ele associar sua presença com a liberdade dele

    Outro fator muito importante neste processo, é não deixar o cachorro associar a sua presença com a liberdade dele. Afinal, estamos querendo criar um cachorro independente. E isto exige muitos processos. E um deles, é fazer o cachorro entender que sua presença não significa liberdade.

    A ideia, é ter um cachorro que possa ficar em casa o dia todo e que não sinta falta do dono para ser feliz. Ou seja, acostumá-lo a ser feliz independente de o dono ter chego em casa do trabalho ou não. E desta forma, ele não pode entender que a sua chegada é o momento de ele sair, pois assim, ele passará o dia esperando por isso e, quando não acontecer, ele poderá ficar triste.

    Por isso, como citamos anteriormente, mantenha as liberdades controladas e restritas. Assim ele entenderá que existe um momento para sair e que é você quem determina este momento. Além de independência, desta forma ele será um cão obediente.

    Cachorro Independente

    Deixe o tempo fazer o trabalho dele

    Assim como qualquer processo que seja mais complicado, o tempo precisa agir. Ou seja, não será do dia para a noite que seu cão se acostumará com esta rotina. Dê tempo ao tempo para que tudo se acerte e você consiga ter um cachorro independente.

    Como falamos, no início pode ser um processo doloroso. Pois ver aquele filhotinho preso brincando sozinho é de partir o coração. Mas acredite, é fundamental para uma vida mental mais saudável e de longo prazo. Isto ajudará o cão a entender que ele pode brincar e se divertir sozinho. Além de ele não ficar ansioso e agoniado, o que é muito importante. Aproveite nossas dicas e boa sorte!