Cavalo nadando contra correnteza em Angra dos Reis. Entenda o ocorrido!

No último sábado, dia 5 de abril de 2025, um cavalo foi flagrado lutando contra uma forte correnteza no bairro Parque Mambucaba, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. 

A cena, registrada por moradores locais, destaca a severidade das inundações que assolaram a região, deixando centenas de pessoas desalojadas e causando danos significativos. Saiba mais!

Cavalo nadando contra correnteza em Angra dos Reis

Cavalo nadando contra correnteza
Cavalo nadando contra correnteza. Foto: Reprodução Terra

As intensas chuvas que atingiram Angra dos Reis resultaram em alagamentos generalizados, deslizamentos de terra e transbordamento de rios. 

O bairro Parque Mambucaba foi um dos mais afetados, com ruas transformadas em verdadeiros rios, dificultando o deslocamento de moradores e animais. 

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o cavalo com água até o pescoço, esforçando-se para nadar contra a correnteza. 

De acordo com informações da prefeitura de Angra dos Reis, até o final da tarde de sábado, 346 pessoas estavam desalojadas devido às enchentes. 

O município decretou situação de emergência e mobilizou equipes da Defesa Civil para auxiliar nas ocorrências e vistoriar áreas de risco. 

As autoridades continuam monitorando a situação e prestando assistência às comunidades afetadas, enquanto moradores enfrentam os desafios impostos pelas condições climáticas adversas. 

A solidariedade entre os habitantes tem sido fundamental para superar as dificuldades e garantir a segurança de todos na região.

Continue lendo: Gatinho Jinkx Pawnsoon de Hillary Duff foi salvo de incêndios florestais; entenda.  

A vulnerabilidade dos animais diante de desastres naturais

Durante enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais, a atenção costuma estar voltada para a população humana, mas os animais — tanto domésticos quanto de grande porte — também estão diretamente expostos a riscos severos. 

A falta de preparo, a ausência de abrigos apropriados e o abandono frequente fazem com que eles enfrentem sozinhos situações extremamente perigosas.

Cavalos, bois, cães e gatos muitas vezes permanecem soltos em terrenos alagáveis ou amarrados em locais inseguros, o que reduz drasticamente suas chances de sobrevivência.

Em áreas urbanas, a situação é ainda mais preocupante: ruas alagadas e a força da correnteza podem arrastar os animais ou deixá-los presos em locais de difícil acesso. 

Mesmo quando conseguem escapar, esses bichos ficam desorientados, exaustos e sujeitos a ferimentos ou doenças.

A situação também revela um problema estrutural: a maioria dos planos de emergência municipal não contempla protocolos específicos para o resgate e acolhimento de animais em desastres. 

Sem apoio técnico ou políticas públicas voltadas ao tema, a proteção desses seres vivos depende, em grande parte, da mobilização espontânea de moradores, protetores e voluntários.

Além disso, muitos dos animais que aparecem em vídeos ou relatos durante enchentes são de tutores que, por necessidade ou falta de informação, acabam deixando-os para trás. 

Em outros casos, são animais em situação de abandono crônico, que vivem nas ruas mesmo fora de contextos de emergência.

A cada nova tragédia causada por eventos climáticos, fica evidente a necessidade de repensar o cuidado com os animais nas cidades — não apenas em momentos críticos, mas como parte do planejamento urbano e da cultura de prevenção.

Continue lendo: Câmara de deputados diz SIM à Proteção Animal em desastres! 

Garantir a segurança dos animais em desastres exige planejamento e responsabilidade coletiva. Eles também precisam ser lembrados quando o pior acontece.

 

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