O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (Hoeb) acaba de ampliar sua equipe de Terapia Assistida por Animais com a chegada de Mel, uma labradora de quatro anos. Selecionada ainda na ninhada para atuar como cão de serviço, Mel se junta ao segundo cão terapeuta da instituição após passar por um rigoroso processo de treinamento.

O que é a Terapia Assistida por Animais
A Terapia Assistida por Animais (TAA) utiliza a interação com cães especialmente treinados durante sessões conduzidas por profissionais de saúde. Terapeutas ocupacionais, enfermeiros, fisioterapeutas e psicólogos aplicam esta abordagem como recurso complementar no tratamento e promoção do bem-estar dos pacientes hospitalizados.
Esta modalidade terapêutica tem mostrado resultados significativos no alívio da dor, redução do estresse e melhora do estado emocional de pessoas em tratamento médico. O contato com o animal proporciona momentos de leveza em um ambiente que geralmente é associado a experiências difíceis.
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A chegada de Mel ao Hospital Ortopédico da Bahia
Antes de iniciar o trabalho como cão terapeuta, Mel passou por um treinamento intensivo durante um ano. Após este período, ela se uniu à sua tutora, que é enfermeira de formação, criando uma dupla preparada para oferecer cuidado diferenciado aos pacientes do Hoeb.
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“Mel chegou para trazer ainda mais alegria e leveza ao hospital. A gente percebe como o simples carinho de um animal faz diferença no dia do paciente, ajuda a aliviar a dor e até dá mais força para enfrentar o tratamento”, explicou Roger Monteiro, diretor do HOEB.
A cadela também passou por um período específico de adaptação ao ambiente hospitalar, garantindo que ela esteja completamente preparada para interagir com pacientes em diferentes condições de saúde.
Como funcionará o trabalho da cadela terapeuta
As sessões com Mel acontecerão inicialmente a cada quinze dias, com previsão de aumento gradual na frequência conforme a adaptação da equipe e dos pacientes. O hospital realizará um mapeamento prévio para identificar pacientes que mais se beneficiariam das sessões, especialmente aqueles com dificuldades de locomoção, em tratamentos dolorosos ou enfrentando barreiras na recuperação.
Para garantir a segurança de todos, Mel segue protocolos rigorosos supervisionados pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Os procedimentos incluem limpeza regular dos pelos e da boca, além da manutenção atualizada de exames e vacinação. A cada seis meses, ela passará por uma avaliação veterinária completa, incluindo atestado médico e comportamental.
Benefícios comprovados da presença de cães em hospitais
A presença de cães terapeutas em ambientes hospitalares tem respaldo científico. Diversos estudos mostram que o contato com esses animais estimula a liberação de hormônios ligados ao bem-estar, como a oxitocina e a endorfina, além de reduzir níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Pacientes que participam de sessões com cães apresentam melhora na pressão arterial, na frequência cardíaca e até na resposta imunológica. No aspecto emocional, a interação com o animal favorece a socialização, diminui a ansiedade e contribui para uma recuperação mais humanizada, especialmente em internações longas ou dolorosas.

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