Oi. Meu nome é Petra, e hoje tenho 14 anos (essa foto é de 2006).
Posso dizer que sempre fui privilegiada, pois nasci na casa dos meus pais humanos, aonde minha mamãe já era também criada, e tinha outros 03 irmãozinhos da mesma mamãe morando comigo.
14 anos se passaram desde então, e eu já passei por alguns perrengues, de quase morte. Já tive gastroenterite forte e me condenaram a morte caso eu vomitasse sangue, e isso aconteceu, e eu firme e forte, fui lá e sobrevivi.
Em 2013, uma de minhas mamães (porque eu tenho duas), trouxe para casa um amigãozão novo para nós, com isso ficamos em 05 amigos caninos. Porém esse amigãozão é mestiço de pitbull, e como ele não foi muito bem socializado e eu não levo desaforo para casa, acabei sendo mordida por ele no pescoço em véspera de ano novo em 2013 mesmo. Não o culpo, pois ele não teve socialização adequada nem com humanos, nem com cães. Nessa brincadeira, levei 10 pontos no pescoço, em dois rasgos que ele fez, e mais uma vez sobrevivi.
Ano passado, descobriram que eu tinha câncer de fígado, e comecei tratamento para câncer. As mamães me levaram em duas médicas e foi constatado com vários exames que tenho hepatite crônica. Em Dezembro de 2014, mais exatamente dia 13, minha mamãe mais velha viu que eu não estava bem e fez a mamãe mais nova me levar no veterinário, só que eu não voltei com a mamãe nova. A mamãe mais velha ficou aos prantos, pois sou a Penadinha dela (apelido carinho que me deram), e foi me visitar no dia seguinte, com comidinha especial e tudo, mas eu não podia comer, pois ia ter que entrar em cirurgia de emergência por conta de rompimento do fígado. O tio veterinário deu para a mamãe mais velha 04 opções: Eutanásia, pois não sabia se eu iria sobreviver a cirurgia ou após ela, pois meu quadro era realmente crítico (coisa que mamãe descartou na hora), falou para arriscar fazer a cirurgia e que eu poderia morrer durante, devido a idade (tinha 13 anos na época) e devido ao quadro clínico, operar, sobreviver a cirurgia e morrer no pós operatório e operar e sair dessa.
E foi o que mamãe mais velha e mais nova fizeram, apostaram todas as fichas em mim. Na cirurgia perdi muito sangue, tive que fazer transfusão, tiraram a minha vesícula e 70% do meu fígado, e os 30% que sobraram, 100% comprometidos por conta da doença.
E hoje venho aqui contar, que por conta de toda dedicação e amor de minhas mamães e demais familiares, não aceitei nenhuma opção a não ser a de viver, e aqui estou eu até hoje, há 11 meses operada e com uma saúde de ferro, e não pretendo deixar essa família tão cedo!!!
Pois em todos os momentos não saíram de perto de mim, iam me visitar, se revezavam para me cuidar e ainda revezam, e por esse amor, ainda estou aqui, e vou continuar sendo ranzinza e Penadinha!
Com todo amor do mundo as minhas mamães,
lambeijos da Petra!!!
Petra
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