Susi
Nasceu dia 20. 02. 2012. e se chamava Suis. Era brincalhona, mas desconfiada. Foi dada de presente ao meu casal de filhos com 8 e 6 anos a época. Como eram crianças, a responsabilidade maior pela Susinha era minha e foi aí que ela me escolheu. Nós acompanhou em transferência pra Brasília e várias mudanças locais sempre brincando e latindo. Aproveitou a infância dos meus filhos e de seus amigos, participou da adolescência deles e com eles viveu até a fase adulta, quando na última quinta-feira dia 05. 11, teve um ataque epataque e foi internada imediatamente. Suspeitas de meningite, discopatia e tumor. Quanta aflição. Susinha era valente e resistiu bravamente, mas em seus olhinhos podíamos ver que não estava bem. No domingo dia 08. 11 durante a visita peguei-a nos braços e com muito carinho falei no seu ouvido: minha Su se quiser partir pode ir. Vamos entender. Sei que está cansada e merece a liberdade sem dor. Sentiremos saudades, mas pode ir. Senti que era o que ela estava esperando e a partir daí percebi que ela se entregaria. Na segunda-feira, a médica ligou confirmando o tumor e que todas as taxas subiram, levando infecção para todos os órgãos. Não havia mais nada o que fazer. Dali pra frente seria mais sofrimento: prá ela e prá nós. Nós despedimos e as 13 e 40 Susinha partiu, levando a sua alegria. Meu coração se derramou em lágrimas e meu corpo todo tremia. Como pode Senhor? Susinha era pequena. Tinha 1mg e 800gr e sempre pareceu um filhote. Foi companheira em todos os momentos de felicidades, tristezas e doenças. Estava sempre à disposição daquele que mais precisava no momento. Ficava ao lado esperando o comando: vamos passear! Dormir? Susinha quer tomar banho? Era uma lady. Educada no andar, no sentar, no dormir, no comer e até no jeito de latir. Nossa Susinha era delicada e carinhosa. Tentava imitar as palavras, sorria e uivava quando falávamos o nome dos meus filhos. Muito difícil chegar em casa e não ser recebida com latidos e pulinhos; muito triste não vê-la parada na porta do quarto esperando que eu saísse do banho; vazio grande não tê-la me seguindo pela casa; muito Dir e saudade olhar a cama e não vê-la deitada com seu lençol. Espero que Deus e São Francisco de Assis a recebam com muito carinho. Que ela receba a paz e a liberdade sem dor, pois ela merece por ter sido um anjo de 4 patas em nossas vidas, nos dando lealdade, companhia, obediência, fidelidade e sobretudo amor incondicional. Nós ensinou a ser melhores como ser humano. Nunca iremos esquecer a pequena que trouxe tanta alegria. Ficará em nossa memória todos os momentos que compartilhamos com ela durante 13anos, 8meses e 20 dias. Vá em paz pequena. Um beijo e um abraço apertado onde estiver. Descanse em paz. Mamãe papai e seus irmãos. Brasília 12. 11. 2015
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