Tamanduá invade casa e é atacado por cachorro em SP. Veja o vídeo e entenda os perigos da interação
Um tamanduá-mirim invadiu uma residência em Cajati, interior de São Paulo, e foi confrontado por um cachorro que defendia a propriedade. O incidente, registrado em vídeo, mostra o animal silvestre em postura defensiva, com os braços abertos, enquanto tenta evitar as investidas do cão. Os bombeiros foram chamados para resgatar o tamanduá e devolvê-lo à natureza.

Confronto entre cachorro e tamanduá
O tutor do cachorro, Aldo Ferreira Pinto, de 53 anos, trabalhava em home office quando percebeu que seu cão, chamado Urso, latia de forma diferente do habitual. “Eu e minha esposa escutamos o cachorro latindo muito forte”, relatou Aldo. Ao verificar o motivo da agitação, o morador encontrou seu pet acuando um tamanduá que havia invadido a residência no bairro Bico do Pato.
Para evitar ferimentos ao animal silvestre, Aldo usou um cabo de vassoura para afastar Urso. “Era a única coisa que tinha mais próxima, mas conseguimos trancar o cachorro dentro de casa porque ele estava muito alvoroçado para machucar o tamanduá”, explicou o morador.
@g1 Mundo animal – Um cachorro tentou atacar um tamanduá após ter a casa invadida pelo animal em Cajati, no interior de São Paulo. As imagens, obtidas pelo g1 nesta quinta-feira (2), mostram o invasor de ‘braço abertos’ desviando das mordidas do cão antes de ser resgatado e devolvido à natureza pelo Corpo de Bombeiros. O tutor do cachorro chamado Urso, Aldo Ferreira Pinto, contou que estava trabalhando de home office no bairro Bico do Pato quando escutou o animal latindo de uma forma diferente. “Eu e minha esposa escutamos o cachorro latindo muito forte”, relatou Aldo, de 53 anos. “A gente foi lá ver o que era e ele estava acuando um tamanduá, ele [Urso] estava avançando. Deu trabalho para separar ele do tamanduá. [Ele é o] defensor da casa”, acrescentou Aldo. O tutor disse ter usado um cabo de vassoura para afastar Urso do animal. “Era a única coisa que tinha mais próxima […], mas conseguimos trancar o cachorro dentro de casa porque ele estava muito alvoroçado para machucar o tamanduá”, explicou. Aldo afirmou ter acionado o Corpo de Bombeiros por volta das 10h de terça-feira (30). Conforme divulgado pela corporação, uma equipe com três profissionais capturou o tamanduá e o soltaram em uma área de vegetação localizada ao redor da cidade de Cajati. A pedido do g1, o médico veterinário especializado em animais silvestres e exóticos, Danilo Sato Martins, avaliou as imagens e afirmou se tratar de um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla). De acordo com o especialista, a espécie é comum na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. O veterinário destacou que os tamanduás possuem bastante força e garras cumpridas, então o recomendado é não encostar no animal e solicitar imediatamente o resgate aos órgãos públicos ambientais. Clique em ‘leia o artigo’ para ler a reportagem completa. #tamanduá #cachorro #g1local #g1 #tiktoknotícias ♬ som original – g1
Resgate e devolução à natureza
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 10h de terça-feira (30). Uma equipe com três profissionais capturou o tamanduá com segurança e o soltou em uma área de vegetação próxima à cidade de Cajati, devolvendo o animal ao seu habitat natural.
Consultado pelo G1, o médico veterinário especializado em animais silvestres, Danilo Sato Martins, identificou o visitante como um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), espécie comum na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. “No vídeo, podemos ver ele em pé com os braços abertos como uma forma de defesa, já que tem um cachorro tentando atacá-lo”, explicou o especialista.
Embora o tamanduá possa parecer um animal dócil e lento, o contato com cães representa um grande risco para ambos. Quando se sente ameaçado, o tamanduá se ergue nas patas traseiras em um movimento vagaroso, mas o ataque com as garras acontece de forma extremamente rápida e precisa. Suas unhas são afiadas e capazes de causar ferimentos graves em cães, que muitas vezes subestimam o animal por sua aparência. Além do risco físico, há também a possibilidade de transmissão de doenças e parasitas: cães podem transmitir vírus e bactérias para animais silvestres, e o contrário também pode ocorrer, prejudicando a saúde de ambos. Por isso, sempre que houver chance de interação, a recomendação é evitar o contato e separar imediatamente os animais, garantindo a segurança e o bem-estar de todos.
Conheça o tamanduá-mirim
O tamanduá-mirim é um mamífero típico da América do Sul, de porte médio e com cauda preênsil, que ajuda na hora de se movimentar pelas árvores. Ele se alimenta principalmente de formigas e cupins usando sua língua comprida e pegajosa. Apesar de parecer tranquilo, pode se defender com garras afiadas quando se sente ameaçado.

Com a redução das áreas naturais, é cada vez mais comum encontrar tamanduás e outros animais silvestres se aproximando das cidades em busca de alimento fácil, como restos de comida no lixo. Essa aproximação, no entanto, aumenta os riscos tanto para eles quanto para os cães e outros animais domésticos.
Como agir ao encontrar animais silvestres em casa
O veterinário alertou sobre os riscos do contato com esses animais. “Os tamanduás possuem bastante força e garras compridas”, destacou Martins, acrescentando que o recomendado é não tocar no animal e acionar imediatamente os órgãos públicos ambientais para realizar o resgate adequado.
Quando animais silvestres invadem residências, a recomendação é manter distância segura, conter animais domésticos em outro ambiente para evitar confrontos, e contatar autoridades como o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental, que têm equipamentos e treinamento para realizar o manejo correto.
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