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Doenças cardíacas em pets: Leia aqui os sintomas que todo tutor deve conhecer!

As doenças cardíacas em pets representam uma das principais preocupações veterinárias, especialmente quando nossos companheiros caninos e felinos avançam na idade. Estatísticas revelam que a degeneração das válvulas cardíacas afeta impressionantes 85% dos animais com mais de 13 anos.

Assim como nos humanos, onde as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte mundial, nossos pets também enfrentam riscos significativos relacionados à saúde do coração. A diferença crucial está na capacidade de identificar os sintomas a tempo, já que nossos animais não podem verbalizar seu desconforto da mesma forma que nós.

Todo tutor deve observar

Os sintomas muitas vezes se manifestam de forma gradual, tornando-se mais evidentes conforme a condição progride. Por isso, é fundamental que os tutores mantenham-se atentos a mudanças no comportamento e na condição física de seus animais.

O primeiro e mais comum sintoma é a dispneia, caracterizada por dificuldade respiratória que se manifesta através de respiração rápida e curta. Você pode notar que seu pet respira de forma ofegante mesmo em repouso ou após atividades leves que anteriormente não causavam esse tipo de reação. Este sintoma frequentemente acompanha a falta de ar e o cansaço excessivo, formando uma tríade de sinais respiratórios.

Cão idoso com patas cruzadas/ Foto: Pixels

Outros sintomas incluem uma tosse persistente que parece mais um engasgo, intolerância ao exercício onde o animal se cansa muito rapidamente, língua roxa resultante da falta de oxigenação adequada, e episódios de desmaio ou tonturas.

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Pets idosos são mais vulneráveis a problemas cardíacos

O envelhecimento natural traz consigo uma série de mudanças fisiológicas que predispõem os pets ao desenvolvimento de doenças cardíacas. O coração, assim como outros órgãos, sofre um processo gradual de deterioração que afeta sua capacidade de funcionar de forma eficiente. As válvulas cardíacas, em particular, tornam-se menos flexíveis e podem não se fechar completamente, permitindo o refluxo sanguíneo.

Este processo degenerativo não acontece da noite para o dia, mas se desenvolve ao longo de anos, motivo pelo qual muitos tutores podem não perceber os sinais iniciais até que a condição esteja mais avançada.

Bulldog idoso/ Foto: pexels

Além das mudanças relacionadas à idade, pets idosos frequentemente desenvolvem outras condições que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. A obesidade, comum em animais menos ativos, aumenta a demanda sobre o coração. Da mesma forma, a redução na atividade física pode levar ao descondicionamento do músculo cardíaco, criando um ciclo vicioso onde o coração se torna menos eficiente com o tempo.

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Como o veterinário diagnostica doenças cardíacas em pets

O diagnóstico preciso de doenças cardíacas em pets requer uma abordagem que combine avaliação clínica detalhada com exames complementares específicos. Durante uma consulta de rotina, o médico veterinário utiliza a auscultação como primeira ferramenta diagnóstica, sendo capaz de detectar sopros cardíacos e arritmias através do estetoscópio. Esta técnica simples, mas extremamente valiosa, pode revelar alterações no ritmo e nos sons cardíacos que indicam problemas estruturais ou funcionais.

Três Boxers/ Foto: Pexels

Além da auscultação, o veterinário avalia uma série de fatores predisponentes que incluem histórico genético da raça, idade do animal, condição corporal e nível de atividade física. Raças como Doberman e Boxer, por exemplo, têm predisposição genética para desenvolver arritmias graves precocemente. Quando há suspeita de doença cardíaca, exames complementares tornam-se essenciais para confirmar o diagnóstico e avaliar a severidade da condição.

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As doenças cardíacas mais comuns em cães 

Degeneração das válvulas cardíacas

  • Muito frequente, especialmente na válvula mitral.
  • Principal causa de sopro cardíaco.
  • A válvula degenerada não veda adequadamente, permitindo o refluxo de sangue.
  • Esse refluxo pode evoluir para insuficiência cardíaca.

Dirofilariose

  • Conhecida como “verme do coração”.

Insuficiência cardíaca congestiva

  • Mais comum em cães.

Cardiomiopatia

  • Hipertrófica – mais comum em gatos.
  • Dilatada – pode ocorrer em cães.

Leia aqui: Dirofilariose, a doença do Verme do Coração

Prevenção: como proteger o coração do seu pet

A atividade física adequada fortalece o músculo cardíaco, melhora a circulação e ajuda a manter um peso corporal saudável. No entanto, é importante que o exercício seja gradual e apropriado para a idade e condição física do animal.

Cachorro correndo com dona/ Foto: Pexels

A obesidade representa um fator de risco na prevenção de problemas cardiovasculares. O excesso de peso força o coração a trabalhar mais para suprir as demandas do organismo, acelerando o processo de desgaste das estruturas cardíacas. Uma dieta equilibrada, com quantidades apropriadas de nutrientes e calorias, não apenas previne a obesidade como também controla níveis de colesterol e triglicérides que podem afetar a saúde cardiovascular.

O acompanhamento veterinário preventivo é indispensável, especialmente para animais idosos ou de raças predispostas. Check-ups são fundamentais. Quanto mais cedo o diagnóstico for estabelecido, maior a possibilidade de implementar medidas que retardem a progressão da doença e mantenham a qualidade de vida do pet por mais tempo. 

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Fonte: CRMV-SP

Foto de Victoria Pimentel
Postado por
Victoria Pimentel
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