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Gato idoso envelhece como cachorro? Veja a verdade

gato velho

Seu gato dorme mais, pula menos e já não corre pela casa como antes. Cedo ou tarde, a dúvida aparece: ele já é um gato idoso? A resposta ajuda a decidir quando começar os cuidados preventivos e não é a mesma que vale para os cães.

A expectativa de vida média dos gatos domésticos gira em torno de 15 anos, mas é uma média: muitos passam disso, principalmente os que vivem dentro de casa e têm acompanhamento veterinário. Saber em que ponto dessa trajetória o envelhecimento começa permite agir antes que os problemas apareçam e manter a qualidade de vida do felino por mais tempo.

Com quantos anos um gato é considerado idoso?

Segundo os veterinários consultados pelo portal ExpertoAnimal, todos os gatos passam a ser considerados idosos por volta dos 9 a 10 anos. Não importa se o animal é pequeno, grande, de raça definida ou sem raça.

Algumas classificações usam faixas um pouco diferentes e colocam a transição aos 10 ou 11 anos. A orientação prática, porém, é a mesma: a partir dessa fase, o acompanhamento precisa ficar mais atento.

As etapas da vida do gato, de filhote a sênior

Nos primeiros meses, o gato cresce rápido e passa pelas fases de filhote e juvenil. Por volta de 1 ano, já é adulto e segue amadurecendo. A vontade de brincar e explorar vai diminuindo com o tempo, mesmo em uma espécie naturalmente brincalhona.

Na etapa sênior ou geriátrica, surgem os primeiros achaques, a atividade cai de forma clara e podem aparecer doenças associadas à idade. Saber em que faixa isso costuma acontecer permite recorrer à medicina preventiva, ou seja, adotar os cuidados veterinários necessários antes que os problemas comecem.

Por que o tamanho não define quando o gato envelhece

Com os cães, o porte pesa muito. Um cachorro com menos de 10 kg só é considerado idoso depois dos 10 anos, enquanto os de porte grande ou gigante chegam a essa fase com 6 a 8 anos. Essa regra não funciona para os gatos.

Há diferença de peso entre os felinos: um gato europeu comum pode ficar com cerca de 2 kg na vida adulta, e um Norueguês da Floresta chega a 8 ou 10 kg. Mesmo assim, a variação é pequena perto da que existe entre os cães, que vão de 1 kg, como o chihuahua, a mais de 100 kg, como alguns mastins.

Por isso, os veterinários consideram que gatos de qualquer tamanho ou peso envelhecem na mesma idade, em torno dos 9 a 10 anos.

Gato sênior e gato geriátrico: qual a diferença?

A veterinária María Sanz, conhecida nas redes como María VetiCan, divide o envelhecimento em duas fases. Na etapa sênior aparecem as primeiras mudanças ligadas à idade. Na etapa geriátrica, o gato já está mais frágil e as doenças próprias do envelhecimento têm mais chance de se manifestar.

Na prática, os 9 ou 10 anos funcionam como um sinal para observar o animal com outros olhos. Quanto antes o acompanhamento é ajustado, maiores as chances de o gato chegar à fase geriátrica em boas condições.

Sinais de que o gato idoso precisa de um veterinário

Nem toda mudança é só efeito da idade. Alguns sinais merecem consulta rápida:

  • Comer menos ou mais do que o normal;
  • Urinar mais ou menos do que de costume;
  • Passar muito mais tempo descansando;
  • Deixar de subir em lugares que antes alcançava com facilidade.

Esses comportamentos podem indicar doenças como artrose e doença renal, muito comuns em gatos mais velhos. Atribuir tudo à velhice e esperar costuma atrasar o diagnóstico.

Doenças comuns e disfunção cognitiva

O que as revisões de rotina detectam

Os veterinários María VetiCan e Carlos Gutiérrez, especialista em gatos, destacam que os tutores raramente levam o animal ao consultório quando não há um problema aparente. Só que as revisões de rotina ajudam a detectar cedo doenças como a renal, a diabetes e alterações hepáticas e endócrinas.

Em geral, são condições ligadas à idade e sem cura, mas tratáveis. O tratamento dá ao gato qualidade de vida e, talvez, uma vida mais longa.

Disfunção cognitiva em gatos

Os gatos mais velhos também podem desenvolver disfunção cognitiva, uma condição parecida com o Alzheimer humano. Ela pode causar desorientação e mudanças de comportamento, como andar sem rumo ou miar sem motivo aparente. Qualquer alteração desse tipo deve ser levada ao veterinário.

Cuidados e adaptações para o gato idoso

Três frentes concentram o que os especialistas recomendam:

  1. Alimentação adaptada à idade e à condição de cada gato. Se for diagnosticada alguma doença, pode ser necessária uma dieta especial.
  2. Consultas de revisão a cada 6 a 12 meses, mesmo sem sinais de problema.
  3. Ambiente adaptado, com mais pontos de descanso, bebedouros e comedouros, para que o gato os alcance sem esforço, mesmo desorientado.

Pequenos ajustes também ajudam, como deixar a caixa de areia em local de fácil acesso, de preferência com borda baixa, ou colocar degraus nos lugares altos que o gato ainda gosta de frequentar. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário, que deve orientar a dieta e o tratamento do seu gato.

Fonte: ExpertoAnimal

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Redação PDD
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