Voluntários se mobilizam para localizar animais perdidos após incêndio devastador em Hong Kong. Veja!

Voluntários e bombeiros mobilizaram esforços para resgatar dezenas de animais de estimação durante um incêndio devastador no complexo habitacional Wang Fuk Court, em Hong Kong. Na operação de emergência, que ainda contabiliza 44 mortos e quase 300 desaparecidos, equipes de proteção animal conseguiram salvar pelo menos 17 pets que haviam sido deixados para trás quando seus tutores precisaram fugir às pressas do edifício em chamas.

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Uma equipe da Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA) chega com caixas de transporte para animais de estimação ao complexo habitacional Wang Fuk Court, onde um grande incêndio ocorreu, em Hong Kong, China. REUTERS/Jessie Pang.

O resgate dos animais durante a tragédia

Enquanto bombeiros combatiam o incêndio andar por andar no complexo residencial, funcionários de diversas agências de bem-estar animal chegaram ao local equipados com caixas de transporte com oxigênio e ambulâncias veterinárias. A mobilização começou após tutores desesperados relatarem que precisaram abandonar seus animais durante a evacuação emergencial.

“Os donos de animais de estimação entraram em contato com nossa aliança e compilamos uma lista com mais de 100 casos“, explicou Anson Cheng, representante do grupo de proteção animal Hong Kong Guardians. “Compartilhamos os casos com os bombeiros para que eles possam ajudar a verificar os apartamentos e resgatar os animais de estimação.”

Muitos voluntários enfrentaram barreiras policiais, negociando a entrada na área isolada para tentar salvar os pets presos nos apartamentos. Imagens nas redes sociais mostraram idosos em lágrimas por terem deixado seus animais para trás na corrida para salvar suas próprias vidas.

Veja esse outro caso: Bombeiros salvam cachorro cercado por incêndio em Portugal. Veja História!

Como os animais foram identificados e devolvidos

O sistema de microchipagem obrigatória para cães e gatos em Hong Kong foi fundamental para reunir alguns dos animais resgatados com seus tutores. Essa tecnologia permitiu a identificação rápida dos pets que conseguiram escapar do incêndio por conta própria.

Um dos casos mais comoventes envolveu uma mulher identificada apenas pelo sobrenome Law, que passou a noite em um parque próximo ao local da tragédia, aguardando notícias sobre seu gato de 10 anos, Fa. “Quando desci, o fogo era muito pequeno”, relatou ela. “Meia hora depois, o fogo já tinha chegado ao topo. As áreas próximas também estavam queimando, não havia como voltar. Me sinto muito mal.”

Veja sobre: Como funciona o microchip? Entenda!

O impacto do incêndio em números

Até a manhã seguinte ao incêndio, as equipes de resgate haviam conseguido salvar 10 gatos, 7 cães e várias tartarugas. O fogo, que segundo a polícia pode ter se alastrado devido a andaimes inseguros e materiais de espuma utilizados durante trabalhos de manutenção, causou a morte de pelo menos 44 pessoas.

A tragédia destacou não apenas o crescente número de tutores de animais em Hong Kong, mesmo com o estilo de vida em apartamentos compactos, mas também a necessidade de planos de emergência que incluam os pets. Apesar da densidade populacional da cidade, a posse de animais de estimação – incluindo cães, gatos, coelhos e hamsters – tem aumentado significativamente nos últimos anos.

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