Entrevista com a médica veterinária Paloma Bosso sobre enriquecimento ambiental

Saiba como o enriquecimento ambiental pode oferecer uma melhor qualidade de vida para o seu animal de estimação.

por Samantha Kelly — publicado 18 set 2015 - 8:01

Em um entrevista especial com a médica veterinária Paloma Bosso, integrante da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), conversamos sobre enriquecimento ambiental, e como esse conjunto de técnicas pode melhorar a qualidade de vida dos animais de estimação.

 

PdD) O que é o enriquecimento ambiental?

Enriquecimento ambiental pode ser definido como um conjunto de técnicas que visam melhorar a qualidade de vida de diferentes espécies de animais sejam elas domésticas ou silvestres. Na prática, a técnica, bastante oferecida aos animais mantidos em zoológicos, consiste em oferecer estímulos nos ambientes dos animais de forma a torná-los mais atrativos e dinâmicos. Este tipo de atividade visa então contribuir com o bem-estar dos animais, pois proporciona uma maior oportunidade de escolha, bem como estimula a exibição de comportamentos naturais.

 

PdD) Quais os principais benefícios?

Os principais benefícios decorrentes do oferecimento de itens de enriquecimento na rotina de espécies animais é oferecer gradualmente um ambiente mais complexo e interativo que proporcione desafios e estímulos mentais, sem os quais as mais variadas espécies podem encontrar-se entediadas ou até apresentarem comportamentos anormais. Ao contribuir com o aumento do bem-estar animal, o enriquecimento ambiental também promove benefícios a saúde física dos animais, pois reduz quadros indesejáveis de estresse na rotina destes bichos. Assim como os humanos, os animais estressados estão mais suscetíveis ao surgimento de doenças. Proporcionar uma boa qualidade de vida aos animais é então uma forma de garantir indiretamente uma boa saúde física também.

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

 

PdD) Qual o papel do médico veterinário no processo de enriquecimento ambiental?

O médico veterinário está diretamente envolvido na promoção do bem-estar dos animais. Sua atuação inclui além do atendimento clínico já conhecido, o estudo e monitoramento do comportamento destes animais. Este tipo de atuação médico-veterinária contribui com a melhora da qualidade de vida de pacientes mantidos nos mais variados cenários: em ambientes residenciais, fazendas, zoológicos e aquários.

 

PdD) Qual a melhor maneira para os tutores iniciantes em enriquecimento ambiental poderem adaptar seus lares e oferecer diferentes estímulos para cães e gatos?

Há diversas formas de enriquecer o ambiente de um animal, sendo cinco delas as principais: físico, social, sensorial, alimentar e cognitivo.

  1. Físico – consiste em inserir itens que possam promover um melhor conforto ambiental aos animais, como espaços para deitar, se aninhar, se esconder; 2. Social – consiste em promover uma interação social harmônica entre espécies diferentes ou entre indivíduos de mesma espécie; 3. Sensorial – este tipo de enriquecimento está relacionado aos cinco órgãos sentidos. Assim, podemos oferecer estímulos olfativos, auditivos, táteis, visuais ou gustativos, atendendo as necessidades individuais das espécies com as quais estivermos trabalhando; 4. Alimentar – a técnica de enriquecimento ambiental alimentar pode ser baseada na alteração no modo convencional de oferecimento de alimentos aos animais e 5. Cognitivo – consiste em estimular a capacidade cognitiva dos animais, através da manipulação de objetos que se assemelham a “quebra-cabeças” para obtenção de recompensas alimentares ou não.

 

Assim, a melhor maneira dos tutores iniciarem o oferecimento de diferentes estímulos para cães e gatos não precisa ser necessariamente voltada para a adaptação física dos seus lares; afinal há outros diversos estímulos, mas fáceis/simples e práticos, que podem ser primariamente oferecidos. Mais do que um ambiente demasiadamente equipado e uma variedade imensa de itens para brincadeiras a disposição dos animais, é a possibilidade de escolha que deve ser frequentemente presente, pois é exatamente esta condição que tende a proporcionar aos animais um maior grau de bem-estar animal.

Em outras palavras, costumo dizer que os lares não precisam ser exclusivos dos animais, afinal é importante existir uma convivência harmônica em um ambiente que seja tanto agradável para os seres humanos quanto os animais, mas manter uma rotina que permita manter os animais entretidos é um aspecto bastante desejável! Mais do que oferecer uma quantidade grande de itens para brincadeiras de uma única vez, e mantê-los de forma frequente no ambiente dos animais, é importante manter uma frequência de novidades.

 

Foto: Reprodução

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PdD) Seria possível começar uma mudança e estimular os animais com materiais comumente encontrados em residências e simples mudanças de atitudes (como por exemplo, a forma que se oferece comida). Se sim, quais são as suas dicas?

É perfeitamente possível e extremamente desejável tanto utilizar materiais comumente encontrados em residência quanto modificar atitudes habituais que desfavorecem a promoção do bem-estar animal!

Costumo dizer que não necessariamente precisamos investir grandes recursos financeiros para as atividades de enriquecimento pois muitos materiais existentes em nossas residências, e/ou rotineiramente utilizados em outros ambientes podem enriquecer a vida de nossos animais. Rolos de papelão podem ser utilizados, por exemplo, para esconder alimentos secos (como rações) em seu interior.

Um outro exemplo são os blocos de gelo com alimentos que podem ser oferecidos no período do verão com parte de um alimento preferido do seu animal. Nesta atividade ele pode não só gastar tempo na obtenção deste alimento, mas também para se refrescar.

Num sentido amplo, as dicas gerais que costumo fazer para o oferecimento de itens de enriquecimento são:

  • Comece com estímulos gradativos, especialmente em tamanhos e graus de dificuldade, para evitar que os animais se assustem com os novos itens e por outro lado possam se sentir constantemente motivados a interagir;
  • Por outro lado é fundamental que se ofereça no mínimo um item por animal (em alguns casos mais de um) para permitir que todos tenham a possibilidade de inteiração e evitar possíveis disputas por um único item;
  • Optar por itens mais naturais possíveis é importante especialmente para evitar a ingestão de materiais artificiais que podem ocasionar corpos estranhos nos animais – este critério também vale para itens comercialmente adquiridos. Assim evitar objetos com partes artificialmente coloridas, ou com fios/cordas que podem promover um enforcamento ou aprisionamento de um membro, ou itens muito pequenos que possam se soltar e ser ingeridos é bastante recomendado;
  • Considerar o histórico de cada animal é fundamental. O que pode ser interessante para um animal nem sempre é desejável para o seu. Na dúvida sempre consulte um médico veterinário que atue nesta área.

 

Variar a forma como se oferece o alimento é, portanto, uma ideia sim de fácil implementação e que tende a estimular nos animais a busca por alimento, comportamento este tão corriqueiro no ambiente de vida livre. O forrageio, definido com o ato de explorar o ambiente na busca por alimento, é uma prática importante no repertório comportamental das mais variadas espécies, porém bastante reduzido quando os animais já recebem seus alimentos muitas vezes na forma de ração, ou ainda sem cascas ou sementes, cortados, e a disposição em seus comedouros e em horários fixos.

NãO havendo necessidade de busca pelo alimento o animal pode mostrar se entediado. Tanto que diversos estudos comprovam que animais que recebem simultaneamente parte de suas dietas de modo convencional e a outra de modo enriquecido, ou seja, com acesso dificultado, preferem trabalhar para obter seus alimentos. Este tipo de enriquecimento tende a ser o mais utilizado quando comparado com os demais pelo baixo custo, pela facilidade de oferecimento que proporciona e por ser considerado altamente motivador para os animais. No entanto não se trata de superalimentar os animais nem obrigá-los a desempenhar um certo tipo de comportamento para se alimentar. O objetivo é motivar, por exemplo, um cão a retirar sua ração de um tubo de PVC, com furos caso ele tenha interesse em fazê-lo.

 

PdD) Como o enriquecimento ambiental pode transformar a vida do pet moderno, que por vezes precisa enfrentar desafios em seu cotidiano, como a solidão por algumas horas do dia, o tédio e a falta de estímulos não só físicos, mas mentais?

Provavelmente as questões que requerem mais cuidados e atenção dos proprietários quanto à vida moderna dos pets são justamente estes mencionados que consistem em suportar as condições de um ambiente adverso em que muitos deles são mantidos. Digo adversos, pois muitos dos ambientes em que cães e gatos são mantidos atualmente são amplamente restritos em estímulos próprios para os animais e limitam-se a um contato de poucas horas com o ser humano. Tanto que na ausência de estímulos mentais, cognitivos ou ainda táteis e auditivos, muitos animais podem apresentar-se entediados e/ou estressados e apresentar comportamentos atípicos das espécies, como se lamber compulsivamente, dormir e comer em excesso ou ingerir fezes. O oferecimento dos itens de enriquecimento ambiental visa justamente promover esta oportunidade de interagir com itens variados sempre que os mesmos estiverem disponíveis a ele e sempre que o mesmo tenha este interesse. Promover aos animais um maior controle do ambiente em que eles vivem é a chave do sucesso para promover o bem-estar animal. Ainda que o bicho não queira interagir com o item no momento exato em que ele foi inserido, é fundamental que ele possa sentir esta oportunidade de interagir caso queira e no momento em que queira.

 

Foto: Paloma Bosso

Foto: Paloma Bosso

Criar Amizade Entre Cachorro e Gato – É Possível?

por Camila Da Silva — publicado 19 jun 2019 - 9:45

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Criar Amizade Entre Cachorro e Gato – É Possível?

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Você sabia que é possível criar amizade entre cachorro e gato? Por mais que a o ditado popular preveja a “briga de cão e gato”, nem sempre é isso que acontece. Mas pra isso, é importante levar em consideração uma série de fatores e entender um pouco sobre o comportamento dos animais em sua essência. Acompanhe o texto e saiba tudo sobre o assunto.

Criar amizade entre cachorro e gato – É possível?

Como já falamos, pelo ditado popular, esta ação seria praticamente impossível. Desta forma, uma amizade entre cachorro e gato parece um sonho de distância. O que na verdade é apenas um mito criado pelos humanos.

É claro que os animais que já tem um lar fixo e dominam aquele território, vão estranhar e talvez até recusar um novo amigo. No entanto, esta aproximação não deve ser feita de qualquer jeito. Alguns cuidados e critérios devem ser adotados para que você consiga aproximá-los de formas mais tranquilas.

Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

Desta forma, todo e qualquer comportamento animal vai depender de raça para raça. Como já falamos no início deste texto, o animal que chegou primeiro vai defender território ou demonstrar insegurança com o animal que acabou de chegar. E assim, muitas vezes acabará demonstrando um sentimento de recusa, o que é para muitos humanos é a famosa “briga de cão e gato”.

Não existe receita mágica para resolver esta situação. Mas existem métodos que você poderá adotar e, assim, conseguir êxito para criar amizade entre cachorro e gato. Acompanhe para entender o que você pode fazer.

O motivo das brigas

Como já falamos, o real motivo das brigas entre cães e gatos está diretamente ligado ao comportamento humano, visto que foram os humanos que criaram este mito. Afinal, podemos encontrar em histórias, cinema e música conotações neste sentido, não é mesmo?

Entretanto, a verdade é que não existe real motivo para eles se odiarem. Como falamos, podem até se estranhar. Principalmente quando um dos dois já vive a mais tempo na casa. No entanto, se você identificar a origem de cada bicho, entenderá que no reino animal um não é presa do outro.

Os felinos, por exemplo, não tem preferência por caçar caninos. Como os cães selvagens geralmente caminham em bandos muito maiores do que os leões, por exemplo, ficaria muito difícil do felino sobreviver. E o mesmo acontece ao contrário: não há motivos para um bando de cães selvagens atacar um leão na savana, por exemplo.

Trazendo este conceito mais amplo a partir das origens de cada animal, conseguimos entender o que de fato acontece com cada um e entender que o motivo do estranhamento, quando acontece, é muito mais por uma questão de território do que puramente um odiar o outro, como o cunho popular entende. Agora que você já entendeu um pouco do conceito geral, continue lendo para entender como criar amizade entre cachorro e gato.

Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

Como criar amizade entre cachorro e gato

Agora que você já entendeu que não há reais motivos para que um ataque outro, é hora de entender como de fato criar esta amizade. Assim sendo, já sabemos que o que pode acontecer é um estranhamento pelo animal que já está a mais tempo na casa. E isto é comum.

Entretanto, há medidas para tentar conter esta situação e tentar deixá-la mais amenizada. A primeira coisa que você tem que fazer, é entender o comportamento do animal que você já tem em casa.

Gatos são muitos territoriais. Eles são curiosos e tentam vasculhar a casa toda para terem certeza de onde estão. Enquanto os cachorros já são mais brincalhões. Assim sendo, se os dois foram criados juntos desde filhote (que é o mais recomendável), você não terá problemas e os dois viverão em harmonia.

Entretanto, se um dos dois já é adulto e um filhote está chegando para deixar a família maior, busque adotar alguns critérios para deixar essa apresentação o mais pacífica possível. Acompanhe.

1- Mantenha os pets separados por um tempo

A primeira coisa que você terá que fazer, é manter os dois animais separados por um tempo. Assim, você evitará estímulos repulsivos de ambos. Pois o que acabou de chegar, não vai gostar de saber que ele não é o único. E o que já está em casa, jamais gostaria de dividir o dono.

Assim sendo, quando o novo pet chegar na sua casa, você irá mantê-lo em separado do que já mora a mais tempo. Faça isso de forma carinhosa, é claro. Por exemplo, você poderá deixar um restrito em algum quarto ou cômodo, enquanto o que já mora na casa ficaria proibido de ir neste cômodo.

Esta é uma forma de iniciar o contato de aproximação dos dois de forma mais indireta e menos prejudicial. Com o tempo, um perceberá a presença do outro na casa, seja pelo cheiro ou qualquer outro motivo. E isto é importante que aconteça. Pois você quer criar amizade entre eles, não isolá-los, não é mesmo?

Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

2- Comece a mesclar o cheiro de ambos nos ambientes

O primeiro passo você já deu, que é trazer o segundo pet para casa. Agora que um já está separado do outro, é hora de começar a aproximá-los ainda mais. E uma das formas que você pode fazer isso, é mesclando o cheiro de ambos nos ambientes.

Como sabemos, cachorros e gatos se localizam muito pelos cheiros. Diferentemente dos humanos, que são destreinados para esta função, os pets sabem exatamente quando um cheiro pode afetar a segurança ou zona de conforto deles. E neste caso, sentir o cheiro de outro animal poderá significar um nível de alerta. Principalmente para o animal que já está na casa a mais tempo.

Assim sendo, recomendamos que você mescle os cheiro de ambos nos ambientes. Para fazer isso, você poderá fazer carinho em um e depois ir fazer carinho no outro. Esta é uma forma de você servir de ponte para uma futura conexão entre os dois. Pois assim, quando você for fazer carinho em um e tiver o cheiro do outro, eles estranharão. Mas entenderão que é você e está tudo bem.

Fazendo isso, aos poucos você terá um ambiente favorável para ambos, com a familiarização dos cheiros já mais apurada. Isto fará toda a diferença durante a apresentação oficial, que vem em seguida.

3- Apresentação

Para criar amizade entre cachorro e gato, obviamente, eles precisam se conhecer. E depois de mantê-los isolados por um tempo e mesclar os cheiros nos ambientes, está na hora de iniciar a apresentação oficial. Esta é uma etapa que precisará de mais cautela, para sentir os ânimos de ambos.

Leve o animal novo para encontrar o animal já residente a mais tempo. Segure ambos no colo. Recomendamos que você use mangas longas para evitar arranhões, principalmente do gato.

Aproxime-os levemente e vá monitorando as reações de ambos. Provavelmente, o animal que já reside a mais tempo é o que mais estranhará. Se o novo pet for filhote, talvez ele nem demonstre espanto.

Criar Amizade Entre Cachorro e Gato

Se os pets estiverem calmos e não demonstrarem muita desconfiança, faça a aproximação deles para que eles se cheirem. Com a mescla de cheiros provocada por você, este pode ser um momento determinante para a consciência deles. Pois reconhecerão o cheiro e a amizade poderá ocorrer de forma mais fácil.

Faça a apresentação aos poucos. Ou seja, se não ter um resultado positivo no primeiro dia, repita todo o processo e continue até funcionar. Ao final de cada tentativa de aproximação, ofereça petiscos e brinquedos para os animais. Esta é uma forma de eles entenderem que está tudo bem e a situação ainda está controlada.

Quando for o momento, você poderá soltar ambos no chão para deixar que se cheirem e se conheçam mais de perto. Ainda assim, desconfianças podem acontecer e é normal.

Ter calma e paciência é fundamental

As primeiras tentativas de aproximação e formulação de amizade entre cachorro e gato podem ser frustrantes. Pode parecer que nunca vai acontecer. Mas o mais importante é manter a calma. Esta é a única forma de conseguir ter sucesso. Lembre-se que eles são animais e, por mais que um não seja presa do outro no reino animal, o estranhamento é absolutamente natural.

Por isso, é importante que você dê tempo ao tempo e não force a barra. Sempre abuse do amor e carinho a cada tentativa de aproximação. Assim, os pets entenderão que você está cuidando deles e que nada de mal irá acontecer.

Agora que você já entendeu como criar amizade entre cachorro e gato, é hora de colocar em prática. Boa sorte!

Cachorro Independente – Como Criar Um?

por Camila Da Silva — publicado 19 jun 2019 - 9:45

Você sabe como criar um cachorro independente? Este assunto pode ser tratado como polêmico, pois parece que a tentativa de tornar o cão independente é, na verdade, uma mudança forçada no comportamento dele. Entretanto, não é bem assim. Ter um cachorro independente em casa não precisa ser um problema quando feito da forma correta. Acompanhe para entender.

Cachorro independente – Como criar um?

Criar um cachorro independente parece uma realidade distante. Muita gente associa aos hábitos atuais do cão e pensam que isso nunca poderia dar certo. A verdade é que pode dar certo sim, quando feito da forma correta e com os recursos necessários.

É lógico que o instinto de um cachorro é completamente diferente de um gato, por exemplo. Entretanto, existem formas de fazer com que o seu cachorro seja mais independente e não sinta tanto a sua falta. Acompanhe.

Cachorro Independente

Acostume-o desde filhote

O primeiro detalhe que precisa ficar claro para tornar o cachorro independente, é o momento de iniciar o processo. E este momento geralmente tem um grau de acerto muito maior quando o cachorro é filhote. Ou seja, assim que ele chegou na nova casa, é recomendado que os ensinamentos de independência sejam colocados em prática.

Quando o cachorro é adulto, ele já adquiriu uma série de costumes e manias que se tornam muito difíceis de tirar. É basicamente o mesmo que acontece com um ser humano, onde o nível de aprendizado é muito maior quando criança. Desta forma, leve em consideração bons hábitos e adestramento para criar um cachorro sociável e educado. Esta é a única forma de atingir sucesso com suas pretenções.

Deixe seu cachorro preso nos primeiros meses

Quando a frase “prender o cachorro” é colocada, geralmente ela é acompanhada de uma série de polêmicas e críticas. No entanto, não precisa ser. É claro que existem modos de fazer isso para não estressar nem prejudicar o cachorro. Desta forma e assim como já falamos, acostumá-lo com um ambiente nos primeiros meses e talvez até no primeiro ano, pode ser uma boa ideia.

Experimente criar um ambiente de segurança e conforto para o cachorro ainda quando filhote. Este é o primeiro passo para criar um cachorro independente, pois ele entenderá que o espaço dele é aquele. E isto já impõe muitos limites comportamentais, o que é ótimo para a continuidade do processo.

Este espaço restrito na sua casa, precisa ser um local confortável e muito bem organizado. O seu cachorro não pode sentir-se mal neste local. Pelo contrário, ele precisará se acostumar a ideia de que aquele lugar é a casa dele. Neste local, você irá disponibilizar muitos brinquedos, comida, água e tapetes higiênicos.

Esta é uma forma de começar a adaptar o cachorro a nova vida. E nada melhor que fazer isto de uma forma organizada, não é?

Cachorro Independente

Dê liberdade para ele andar pela casa aos poucos

Outra boa forma de criar um cachorro independente, além de prendê-lo nos primeiros meses, é dar liberdade aos poucos. Esta é a única forma de ele entender que existem outros ambientes pela casa e que aquele é o ambiente fixo dele. É uma forma de programar a mente dele.

Recomendamos que você dê liberdade de 20 a 30 minutos por dia para o cachorro. Aproveite para brincar com ele neste momento, mostrar outros locais e depois, coloque-o novamente no espaço restrito. Acredite, isto pode ser difícil. Principalmente quando o cachorro é filhote. Mas para torná-lo independente, será necessário.

Quando o cachorro é filhote, tudo que queremos é ficar o máximo de tempo possível com ele. Brincar o tempo todo e fazer carinho até não aguentar mais. E eles também querem isso (e esperam) de você. Entretanto, este processo será doloroso para você no início, pois sabemos que o amor que sentimos pelos cachorros é imensurável, não é?

Quando você proporciona liberdade limitada ao cachorro e depois prende-o, ele entende que existe um padrão e que ele deve seguir. Ou seja, ele entenderá que para ter carinho, liberdade e brincadeiras com o dono, ele precisará ficar restrito. Entretanto, esta restrição não pode parecer um castigo. Acompanhe para entender melhor.

Cachorro Independente

Associe o local privado com coisas positivas

Uma das premissas mais básicas para tornar o cachorro independente, é não criar pânico com relação ao espaço restritivo. Como falamos, é importante que ele fique preso nos primeiros meses e até no primeiro ano. Mas este “ficar preso” não pode ser associado com algo negativo para o cão.

O espaço de restrição precisa ser completamente confortável, aconchegante e com tudo que ele precisa, desde ração a vontade, água pra quando estiver com sede e brinquedos para se divertir sozinho. Este passo é extremamente importante, pois caso contrário, o efeito pode ser reversivo. Pois se o cão não gostar do ambiente, vai querer sair sempre, não é mesmo?

Assim sendo, prepare um local com carinho, amor e vigilância e que tenha fácil acesso para você quando precisar interagir com ele.

Não deixe ele associar sua presença com a liberdade dele

Outro fator muito importante neste processo, é não deixar o cachorro associar a sua presença com a liberdade dele. Afinal, estamos querendo criar um cachorro independente. E isto exige muitos processos. E um deles, é fazer o cachorro entender que sua presença não significa liberdade.

A ideia, é ter um cachorro que possa ficar em casa o dia todo e que não sinta falta do dono para ser feliz. Ou seja, acostumá-lo a ser feliz independente de o dono ter chego em casa do trabalho ou não. E desta forma, ele não pode entender que a sua chegada é o momento de ele sair, pois assim, ele passará o dia esperando por isso e, quando não acontecer, ele poderá ficar triste.

Por isso, como citamos anteriormente, mantenha as liberdades controladas e restritas. Assim ele entenderá que existe um momento para sair e que é você quem determina este momento. Além de independência, desta forma ele será um cão obediente.

Cachorro Independente

Deixe o tempo fazer o trabalho dele

Assim como qualquer processo que seja mais complicado, o tempo precisa agir. Ou seja, não será do dia para a noite que seu cão se acostumará com esta rotina. Dê tempo ao tempo para que tudo se acerte e você consiga ter um cachorro independente.

Como falamos, no início pode ser um processo doloroso. Pois ver aquele filhotinho preso brincando sozinho é de partir o coração. Mas acredite, é fundamental para uma vida mental mais saudável e de longo prazo. Isto ajudará o cão a entender que ele pode brincar e se divertir sozinho. Além de ele não ficar ansioso e agoniado, o que é muito importante. Aproveite nossas dicas e boa sorte!