Esse tema é bastante polêmico entre os tutores dos cães, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. O nome eutanásia vem do grego “eu” = bom e “thanatos” = morte, ou seja, tem um significado de “boa morte”, tendo como entendimento, uma morte tranqüila e sem sofrimento. Essa prática é utilizada no Brasil, apenas no âmbito médico veterinário. Essa manobra da medicina tem como finalidade acabar com o sofrimento do paciente, ou seja, pacientes terminais, com doenças em que não há tratamento e pouco alívio.

Foto: Reprodução

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A escolha de optar pela eutanásia é sugerida normalmente pelo médico veterinário, responsável pelo caso do animal. A decisão final em escolher ou não é unicamente feita pelo tutor do animal, ou seja, o profissional de forma alguma pode tomar a decisão sem a opinião e a permissão do proprietário do pet. Existe uma gama de pessoas que são a favor dessa prática como beneficio, não para o dono, e sim para o animal enfermo. Já outros tutores de cães acham essa prática totalmente cruel e não permitem que o animal seja eutanasiado, nem mesmo estando o animal prostrado, portando uma doença incurável.

Muitos desses tutores, que não permitem a eutanásia, decidem assim devido à dúvida que se instala diante daquele sentimento de esperança de que, um dia, o animal possa se recuperar. Outros tutores não aceitam a prática, porque pensam que vão ser responsáveis pela morte do pet. Por último, e em maior escala, existem os que não concordam por falta de informações do procedimento. Esses, por sua vez, acreditam que o animal, no momento da eutanásia, passará por sofrimento e dor.

Existem alguns pontos, dentro da medicina veterinária, que são avaliados como critérios, no momento de ser escolhida ou não a eutanásia. Alguns desses fatores, são:

– Animais usados para uso científico, muitas vezes contaminados com patógenos agressivos e incuráveis.

– Animais acometidos com patologias que podem oferecer riscos à fauna local.

– Animais que passem zoonoses, ou seja, doenças transmitidas do animal para o ser humano. Nesses casos para evitar uma disseminação da doença para população, é indicada a eutanásia.

– Animais passando por uma moléstia que cause para o mesmo muito sofrimento e dor. Nesse caso pode ser feita a eutanásia para aliviar o sofrimento do animal, caso a doença não tenha cura nem tratamento.

Existem casos de tutores de animais, que pedem ao médico veterinário para que seja feita a eutanásia, sem que o mesmo esteja apresentando alguma doença grave. Muitos preferem eutanasiar a pagar um tratamento, pois acham muito oneroso. Essa opinião é totalmente errada, pois caso não tenha condição financeira de arcar com as despesas, é preferível que se doe o animal para alguém que se prontifique em dar continuidade à sua vida. Um animal não é um brinquedo ou um objeto, e sim uma vida que requer respeito e cuidados.

A opção pela eutanásia só deve ser feita nos casos mais graves e críticos. Jamais utilize essa manobra em casos que não são necessários. É importante lembrar que só o médico veterinário é habilitado a executar essa prática. Se tiver qualquer dúvida, procure o profissional de sua confiança. Ele avaliará o caso e dará sua opinião, mas a última decisão é sua.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: george_medvet@hotmail.com