Cachorro Vomitando Amarelo: Causas e o que fazer?

por Marcos Magalhães — publicado 4 abr 2019 - 16:00

Quando o ser humano vomita é sinal de que algo no organismo não vai bem. Em geral é uma resposta a alguma intoxicação, complicações gastrointestinais, muito tempo em jejum ou outras doenças que afetam o funcionamento do organismo. É a forma como o corpo expulsa aquele conteúdo que não está lhe fazendo bem. Assim, quando um cachorro vomita não é muito diferente. Mas o cachorro vomitando amarelo, você saberia dizer o que pode ser?

Na maioria dos casos, o “vômito amarelo” acontece quando o animal está muito tempo em jejum, e com isso, o estômago está vazio, sem conteúdo alimentar para acompanhar o vômito. O vômito sempre indicará um desconforto gástrico, mas pode haver diversos outros motivos que podem levar um cachorro a vomitar, não necessariamente amarelo. Além da falta de alimento no estômago, o cachorro poderá vomitar devido a algo que tenha comido e não tenha lhe feito bem, causando uma intoxicação ou até uma doença que se manifesta dessa forma.

Por isso, para que não pairem dúvidas, é sempre bom observar o aspecto do líquido que o animal expulsa do corpo para arrancar algumas pistas. Felizmente, cachorro vomitando amarelo é um fato comum e muito fácil de ser solucionado. Em geral, não é sinal de problema grave de saúde, mas apenas um mal-estar ou problemas no estômago.

Neste artigo, vamos explicar as possíveis razões para o cachorro vomitar amarelo, o que você pode fazer para ajudar e como tratar. Mas, antes vamos entender como se dá o ato de vomitar, e o porquê da coloração amarela. Vamos lá!

Cachorro Vomitando Amarelo, cachorro doente

O que é vômito?

O vômito ou êmese é o ato de expulsar um conteúdo gástrico pela boca. Ao mesmo tempo, é um sinal ou sintoma bastante desagradável que assusta. Enquanto vomitar é uma resposta do organismo a inúmeras causas, vomitar pode ser positivo.

O vômito é a resposta a uma contração forçada do estômago que empurra o seu conteúdo pelo esôfago e para fora da boca, impulsionada pela contração do intestino. O objetivo do vômito é esvaziar o estômago, a fim de aliviar o desconforto na região, mesmo que temporariamente.

Em geral, o conteúdo vomitado reflete aquilo que foi ingerido recentemente, e por isso traz fragmentos de alimentos e líquidos. Assim, o lado positivo disso é entender que o organismo está tentando expulsar algo que está lhe fazendo mal e que devemos ficar atentos.

A sua cor vai depender do que foi ingerido, como por exemplo, quando há sangue misturado ao vômito, ele é vermelho (hematêmese). Porém, se o sangue tiver sido parcialmente digerido, o vômito será parecido com borra de café. No caso do estômago vazio, em geral, o vômito é pura bile (substância que auxilia na digestão), adquirindo uma cor amarelada de gosto amargo.

Vomitar X Regurgitar

Para entender melhor, precisamos saber diferenciar a ação de vomitar em relação a regurgitar. Ambos são a passagem de conteúdo do estômago para a boca. Mas, ao contrário do vômito, que é um reflexo voluntário forçado de rejeição do estômago em resposta a toxinas, regurgitar é um processo normal e involuntário, sem esforço e sem ejeção do conteúdo alimentar.

Às vezes, o animal ingere os alimentos muito rapidamente, sem mastigar corretamente o alimento para que ele possa passar pelo esôfago e ir para o estômago para ser digerido. Em contrapartida, o esôfago gera uma contração que expele o alimento pela boca.

Portanto, a regurgitação é um refluxo de alimento do esôfago ou do estômago como defesa do organismo com relação aos alimentos que foram mal mastigados, que voltam na expectativa de serem mastigados, triturados e moídos novamente para serem melhor digeridos. Na prática, regurgitar é “voltar” o alimento pela boca sem perceber.

Mas, cachorro vomitando amarelo?

Na maioria das vezes, cachorro vomitando amarelo é indicativo de que ele está com o estômago vazio, e por isso, o vômito adquire uma forma de gosma amarelada, composta apenas de saliva e bile, às vezes espumosa, sem conteúdo alimentar.

Já vimos que vomitar causa uma contração no estômago que expulsa todo o seu conteúdo. Mas antes, o intestino também sofre uma contração que libera a bile, uma substância ácida de cor amarela produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar para ajudar na digestão da gordura dos alimentos e na absorção de nutrientes.

Normalmente, a bile é liberada aos poucos após uma refeição no organismo humano. No entanto, o organismo do cachorro produz esse ácido antes da ingestão do alimento, que com as contrações, acaba sendo liberado dando a cor amarela ao vômito.

Quando o animal fica muito tempo em jejum, ou seja, sem se alimentar, a bile é acumulada, irritando as paredes do estômago e causando o refluxo forçado. Com isso, temos um cachorro vomitando amarelo, podendo o vômito ser espumoso ou não.

Cachorro vomitando amarelo é normal em jejum

É comum a falta de alimento gerar essa irritação gástrica e o cachorro vomitar amarelo logo pela manhã, por ter passado a noite toda sem comer. Nesse caso é apenas uma defesa do organismo para combater esse acúmulo de ácidos no estômago a fim de evitar maiores danos pela permanência desse conteúdo ali.

No entanto, é importante observar a frequência desses vômitos. Cachorro vomitando amarelo apenas de vez em quando pode ser normal para um animal saudável. Mas, caso o cachorro não esteja se alimentando, deixando o estômago vazio por muito tempo, isso pode indicar outros problemas relacionados à gastrite, ingestão de alimentos inapropriados ou muito rapidamente, e de produtos não alimentares.

Além disso, alguns problemas digestivos provocados por ansiedade ou estresse e até uma superprodução de bile também podem causar esses vômitos. Caso esses vômitos comecem a ser frequentes, ou outro sintoma esteja presente, marque uma visita ao veterinário imediatamente, já que diversos outros problemas podem estar relacionados à isso.

Cachorro vomitando amarelo: Causas frequentes

Cachorro doente, cachorro cansado, cachorro extressado

Cachorro vomitando amarelo pode ser normal, mas devemos ficar atentos aos outros sintomas relacionados. Em geral, o vômito pode ser causado por diversas coisas além da falta de alimento.

Portanto, observar outros sintomas e comportamentos é fundamental para diferenciar um vômito normal e esporádico de reações adversas e mais frequentes relacionadas a outras causas.

Algumas causas podem provocar vômitos e diarréia crônica. Outras, perda de apetite, letargia, diarréia, mudança no tom da pele (amarelo), olhos ou gengivas, alterações nas fezes, febre, salivação excessiva, entre outros. Portanto, apenas o fato do cachorro vomitar amarelo não é suficiente. É importante observar todos esses outros sintomas.

Cachorro vomitando amarelo junto aos sintomas descritos acima pode indicar um problema simples ou problemas mais graves. Veja abaixo as causas mais frequentes que podem indicar outros problemas relacionados à cachorro vomitando amarelo, além do estômago vazio:

  • Mudanças bruscas na dieta (o site Amor aos Pets é especializado em análise de rações);
  • Estresse ou distúrbios de ansiedade canina;
  • Efeitos colaterais de medicações;
  • Infecções parasitárias (Doença do carrapato, lombriga);
  • Intoxicação por alimentos tóxicos, plantas venenosas, produtos ou outros objetos não digeríveis;
  • Doenças hepáticas;
  • Doenças do sistema digestivo (úlceras, gastroenterite, gastrite, pancreatite)
  • Distúrbios gastrointestinais (obstrução intestinal);
  • Doença inflamatória;
  • Alguns tipos de câncer;
  • Alergias e intolerância alimentar.
  • Infecções virais ou bacterianas.

Cachorro vomitando amarelo: O que fazer?

Veterinário cachorros, veterinário dog, cachorro no veterinárioCachorro vomitando amarelo apresentando outros sintomas, como os citados acima, devem ser levados imediatamente a um veterinário. NUNCA tente tratar seu animal em casa, muito menos administre remédios caseiros para um cachorro vomitando amarelo. Isso poderá atrapalhar o tratamento correto e piorar ainda mais o estado do animal. Algumas doenças relacionadas ao vômito amarelo que apresentam esses sintomas são graves e, quando não tratadas a tempo, pode levar o animal ao óbito.

Na maioria dos casos, o veterinário saberá como determinar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento. Exames de imagem, como ultrassom ou raio-x, podem ajudar no diagnóstico. E o tratamento é feito de acordo com a causa do problema.

Caso a causa do cachorro vomitando amarelo seja apenas por “estômago vazio”, o veterinário indicará uma melhor forma de alimentá-lo. No caso de algum distúrbio gastrointestinal ou outras doenças, ele poderá prescrever medicamentos e outros tratamentos para tratar a causa.

Cachorro vomitando amarelo: Como aliviar o problema?

Ao identificar o cachorro vomitando amarelo por motivos mais simples, que não sejam as doenças mais graves citadas acima, saiba como agir imediatamente para confortar o seu animal de estimação.

1. Ajude-o a expulsar o desconforto

Caso ele tenha comido algo que tenha lhe caído mal, ajude-o a expulsar o que ele tem no estômago para evitar irritá-lo ainda mais. Não alimente o cachorro por 12 horas, em seguida dê apenas 1/8 da quantidade de comida de costume. Caso ele não recuse, vá aumentando pouco a pouco a quantidade de comida durante dois ou três dias até que passe a comer a quantidade normal que estava habituado.

2. Fracione as refeições

Reduza o tempo entre as refeições e divida elas em várias porções menores ao longo do dia na quantidade de ração recomendada pelo veterinário, a fim de evitar que ele fique de estômago vazio e vomite bile. Lembre-se que a quantidade total de alimento deve continuar igual, apenas dividida em duas ou três porções. Não se deve dar uma grande quantidade de ração apenas uma vez ao dia.

3. Ensine-o a comer devagar

Se o seu cachorro costuma comer com sofreguidão, sempre engasgando, mastigando mal. Se possível, compre recipientes pequeno, que sejam divididos ou que tenham dosadores que dificultem o consumo da ração de uma vez só. Isso irá forçá-lo a aprender a comer mais devagar.

4. Mantenha o cachorro hidratado

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Depois de vomitar, o cachorro fica desidratado, por isso ofereça água em abundância à ele e lembre-se de trocá-la com frequência. Controle a quantidade a cada hora. Se ele tiver dificuldade de ingerir líquido, ofereça cubinhos de gelo, vai saciar também a vontade de mastigar.

Para repor líquidos, existem bebidas isotônicas ou carbonatadas, que contêm açúcares e isótopos necessários ao organismo que ajudam na recuperação do animal. Mas, consulte o seu veterinário antes sobre a quantidade desses líquidos.

Tentar dar água de coco ou água gelada, além de soro caseiro (se ele se recusar a beber, use uma seringa). Existem opções de soro industrializado vendidos em farmácias, supermercados e petshops. Caso queira fazer o seu próprio soro caseiro, segue a receita:

Para 1 copo de 200 ml, misture 1 litro de água mineral natural, 3 colheres de sopa de açúcar, 1 colher de chá de sal, 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio a um suco de meio limão.

A receita é fácil e prática, e não apresenta riscos para o cachorro, no entanto, consulte o seu veterinário antes de dar qualquer coisa ao cachorro.

5. Faça companhia ao cachorro

Nada deixa o cachorro mais feliz que a companhia do seu dono. Tente animá-lo ao máximo, mas respeite as condições físicas dele do momento. Não deixe de brincar, passear e interagir com ele. Isso vai evitar o estresse e a ansiedade dele, que acabam promovendo as reações de vômito no cachorro.

6. Não dê alimentos inapropriados ao cachorro

Eu sei que pra muita gente é difícil não oferecer uma guloseima aqui, um biscoitinho ali, pedacinho disso ou daquilo. Mas o cachorro possui uma digestão diferente da nossa, e certos alimentos humanos podem ser muitos tóxicos, irritar o estômago e até causar alergias. Portanto, não dê alimentos inapropriados à ele para evitar a intoxicação. Da mesma forma, não deixe que ele coma objetos, terra, plantas tóxicas e areia.

7. Observe o comportamento dele

Além de ficar atenta a coloração do vômito do cachorro, observe se ele está salivando muito ou apresentando outros sintomas como náusea, cansaço, febre, entre outros. Ele pode também comer grama ou mato. Se isso acontecer, deixe que coma, desde que não seja uma planta tóxica. Em seguida, observe se ele vomita novamente e qual o aspecto do vômito.

Em geral, depois de comer essas plantas, o cachorro vomita quase que elas inteiras, com um pouco de bile do estômago. Às vezes, isso significa que ele está melhorando, mas fique de olho. Se o conteúdo líquido do vômito mudar para verde ao invés de amarelo, leve-o ao veterinário.

8. Leve ao veterinário

Não deixe de procurar pelo médico veterinário aos primeiros sinais de outros sintomas além do cachorro vomitando amarelo. Várias doenças, como a gastrite e outros distúrbios digestivos são muito mais fáceis de tratar quando descobertos logo no início. Além disso, se o cachorro vomitando amarelo persistir, reúna todas as informações para a consulta. Por exemplo:

  • Quando foi o primeiro vômito;
  • Há quanto tempo está vomitando;
  • Qual a frequência, quantidade de vezes;
  • Foi a primeira vez ou já teve outros episódios como esse?;
  • Quais os hábitos dele na casa;
  • O que o cachorro comeu;
  • Quais outros sintomas relacionados;
  • Medicações;
  • Histórico médico de doenças, entre outras.

Cachorro vomitando amarelo: Como evitar?

Seja qual for o mal, a melhor tratamento é a prevenção. Portanto, para evitar que o seu cachorro volte a vomitar, seja por falta de alimento, indigestão ou outras causas, o melhor a fazer é manter uma dieta adequada ao seu animal, no tempo e nas proporções certas.

Evite que ele coma plantas tóxicas ou qualquer outra que pode conter pesticidas. Da mesma forma, evite dar à ele comida humana, mesmo sobras. O problema nem é tanto a comida, mas o fato dele depois ir procurar esse tipo de alimento no lixo, já que se acostumou com o cheiro e sabor diferente.

Por fim, mantenha hábitos saudáveis, como mantê-lo sempre bem alimentado, vacinado, estimulado com passeios e exercícios e limpo, assim como o seu ambiente. Dessa forma, além de evitar um cachorro vomitando amarelo, você vai evitar também um cachorro doente!

Veja também: 5 erros que veterinários apontam que cometemos com nossos animais de estimação.

Referências: [vetstreet] / [msdmanuals]

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O que entender antes de ter um cão de guarda

Um dos fatores mais comuns de quem está buscando entender como escolher um cão de guarda, é o fator efetividade. Qual o cão mais efeito para o serviço? Entretanto, antes de entender este critério, é importante ter outros pontos de vista sobre o assunto. Afinal, como falamos, um cão de guarda é muito mais do que um servidor. Ele é um membro da família que merece ser amado e bem cuidado.

Como escolher um cão de guarda

Assim sendo, separamos uma lista de conceitos para você abordar durante suas análises e processo seletivo. O melhor cão de guarda é aquele mais mais se adaptará a sua propriedade. Por isso, ele precisa ser treinado e preparado para tal. Simplesmente adotar um animal e soltá-lo no quintal, não irá resolver o problema e o cachorro ainda poderá ser infeliz. Acompanhe para entender.

Tenha um objetivo claro

Quando você estiver escolhendo seu cão de guarda, é importante entender qual o objetivo do animal para a função. Parece óbvio: proteger sua propriedade. Entretanto, é muito mais do que isso. Você precisa saber exatamente quais funções o cachorro deverá desempenhar, para saber que raça escolher e como treiná-lo da melhor maneira possível.

Como falamos anteriormente, simplesmente soltar o cão no pátio da sua propriedade, não irá resolver o problema. E isto é o que a maioria das pessoas acaba fazendo, achando ser a melhor solução. Entretanto, saber se o cão será usado somente de dia, somente de noite ou dia inteiro, por exemplo, é um dos fatores determinantes para uma conduta eficiente.

Encontre profissionais que possam lhe auxiliar

Depois que você tiver o seu objetivo bem estabelecido, deverá partir para a próxima etapa, que é encontrar os profissionais ideias para treinar o seu cachorro. Este é um dos passos mais importantes do processo, visto que será determinante para o sucesso ou não do projeto. Por mais que cães tenham instintos de defesa de território, um adestramento será extremamente importante.

Assim sendo, encontre o profissional certo para o trabalho. Deve ser alguém experiente, que entenda do assunto e que compreenda o seu objetivo de forma integral. Desta forma, é possível que você obtenha os resultados desejados e proporcione qualidade de vida para o cachorro. Afinal, ele precisa entender a função dele de forma exata, caso contrário ele sofrerá de ansiedade e outros fatores que tornam um cão depressivo. Este é um dos primeiros passos de como escolher um cão de guarda.

Como escolher um cão de guarda

Todos os cachorros podem ser cães de guarda?

Não. O ideal é que você encontra uma raça que tenha intimidade com a proteção de propriedade. Por mais que todo cão tenha instintos de defesa territorial, como falamos anteriormente, é importante entender que nem todos possuem porte físico e mental para esta atividade. Um pinscher, por exemplo, é um cão que pode altamente agressivo e defensivo quando mal educado. Mas o porte dele é inviável para o trabalho e, ao mesmo tempo, proteção não é sinônimo de agressividade.

Ou seja, você precisa de inteligência treinada para proporcionar segurança ao seu estabelecimento ou propriedade. E isto somente será possível com algumas raças que tenham os pré-requisitos necessários. Assim sendo, separamos uma lista com as raças de cães de guarda que poderão ajudar você. Acompanhe para entender.

Raças de cães de guarda

Entender como escolher um cão de guarda, também passa pelo fator da raça: qual a melhor raça para um cão de guarda? Não existe a melhor raça, mas sim, a raça certa e ideal para o seu objetivo de proteção. Um cão de guarda pode ser visualmente agressivo e imponente, ou pode parecer dócil e carinhoso. Isto não é relevante, visto que é o treinamento que irá guiar o comportamento. Assim sendo, veja algumas raças que você pode investir.

Como escolher um cão de guarda

Pastor alemão

O pastor alemão é um dos cachorros mais populares do mundo em diversos critérios, principalmente nos critérios de defesa e proteção. Eles forma usados por muitos anos para monitorar e pastorear ovelhas e vacas em campos rurais pelo mundo. O que os faz, de forma automática, a entrar para a lista de cachorros mais conhecidos e recomendados para guarda e proteção.

Além disso, o pastor alemão é um dos cachorros mais utilizados pelas polícias de todo o mundo. Eles podem auxiliar em perseguições e rastreio de drogas e outras mercadorias que forem treinados para encontrar. São cachorros inteligentes, dóceis e facilmente treináveis para controles de vigilância. Ele estará sempre alerta para qualquer tipo de evento que esteja fora do radar de naturalidade dele.

A dica é encontrar um canil que tenha experiência na criação destes animais. Esta é uma forma de garantir a saúde e idoneidade do animal.

Bullmastiff

Como escolher um cão de guarda não é tarefa difícil. O difícil, é entender a real função dele dentro do seu objetivo. O Bullmastiff, por exemplo, é extremamente competente para ações silenciosas e noturnas devido a uma série de fatores. O motivo mais sólido deste comportamento, provém do cruzamento entre mastiffs e buldogues ingleses.

A ideia era ter um cachorro silencioso para proteção de fazendas inglesas, que sofriam muito com o roubo de madeira e demais produtos produzidos no campo. E assim, o Bullmastiff acaba entrando para a nossa lista. Se você procura um cachorro inteligente e que reconheça estranhezas durante a noite, este é ideal. Além de que ele sempre procurará agir em silêncio, outro ponto muito positivo.

Rottweiler

O Rotweiller é um cão extremamente dócil e inteligente. O que é ótimo para o adestramento de guarda. Ele é um cachorro alemão, assim como o pastor alemão. O objetivo principal desta raça também era proteger ovelhas e vacas em campos e fazendas. Por isso, ele entra para a nossa lista de animais a serem adotados.

Entretanto, ele é um cachorro que pode ser agressivo, caso não tenha acompanhamento profissional para adestrá-lo a tarefa de proteção. E, como você sabe, um cão que é agressivo não é adequado para o trabalho de proteção. No entanto, ao mesmo tempo que ele pode ser agressivo, é extremamente amoroso e muito apegado aos seus donos. Mas a educação deve ser constante e feita da forma correta para não ocorrer acidentes.

Fila brasileiro

O Brasil também está presente na nossa lista. Com cães de todo o mundo podendo fazer o serviço de guarda, o Fila Brasileiro é extremamente recomendado para esta atividade. Ele foi criado para este fim e sua história está muito relacionada a colonização dos Europeus, pois a raça é cruzada com espécies daquela época. Ou seja, os instintos ainda são de vigilância.

Ele já recebeu diversos reconhecimentos mundiais devido a sua alta capacidade de aprendizado para guardar uma propriedade. Esta raça é forte, ágil, possui estrutura ósseo muito densa e é recomendada para quem deseja ter um cão de guarda. Entretanto, se você está buscando seu primeiro animal, recomendamos atenção, pois precisa-se de muita disciplina para os treinamentos.

Dogue alemão

Se você estiver buscando um cachorro que seja enorme, o Dogue Alemão é o certo para sua busca. Ele pode ser ideal para vigilâncias externas e certamente fornecerá muita desconfiança para quem deseja invadir sua propriedade. A raça é Alemão, assim como vários de nossa lista.

Por mais que ele seja enorme, ele é extremamente dócil, carinhoso e amoroso. Não é nada agressivo e é muito compreensivo a treinamentos. Ou seja, quando for para defender, ele defenderá.

Como escolher um cão de guarda

Como escolher um cão de guarda da forma certa

O processo de como escolher um cão de guarda deve ser analisado e, se possível, acompanhado de perto por um especialista. Procure sempre canis e profissionais especializados para ter a certeza de um investimento coerente e correto. E, claro, nunca esqueça da qualidade de vida do cachorro. Afinal, para que ele desempenhe bem a função a qual foi designado, ele precisa ter estrutura e condições de trabalho favoráveis.

Nunca adote um cão somente pela sua força ou estatura. Como falamos, por mais que ele precise intimidar o invasor, acima de tudo, ele precisa ser inteligente para trabalhar da forma certa. E, ao mesmo tempo, ter condições mentais de ser treinado e respeitar o dono. Boa sorte!

Agressividade Canina – Como Controlar e Eliminar?

por Camila Da Silva — publicado 20 jun 2019 - 9:45

Como escolher um cão de guarda

A agressividade canina é um dos fatores mais complicados de resolver em um cão doméstico. Este sentimento pode ser despertado de várias formas diferentes e de vários aspectos. No entanto, é preciso entender que, acima de tudo, o instinto do animal falará mais alto em alguns momentos e você deve respeitar isso. Entretanto, controlar e até eliminar a agressividade é possível. Acompanhe para entender.

Agressividade canina

Os cães são os seres maias dóceis e, ao mesmo tempo, mais agressivos que convivem próximo do ser humano. Provavelmente você já ouviu fatos e histórias de acidentes causados por um cachorro que parecia dócil e acabou provando o contrário. Entretanto, nem sempre estas histórias revelam o fato inteiro. É claro que um cachorro pode se tornar agressivo, pois seu instinto muitas vezes faz com que isto aconteça.

Agressividade Canina

No entanto, é possível que você, como dono e tutor, consiga controlar ou eliminar este sentimento. Entretanto, entender os reais motivos destas ocorrências é muito importante. Pois é desta forma que você poderá trabalhar para, no futuro, conseguir ter um cachorro mais dócil e muito mais equilibrado. Acompanhe.

O medo pode ser uma das causas

O primeiro aspecto que pode e deve ser analisado, é o fator medo. Cães são seres que podem demonstrar sentimentos felizes, tristes ou de raiva através de diversas situações. E uma das principais, é justamente o medo. É através do medo que um cachorro manifesta o instinto de sobrevivência que muitas vezes está atrelado a agressividade.

Assim sendo, se o seu cachorro tiver comportamentos extremos neste sentido, é importante avaliar as condições que ele acabou de ser submetido. Muitas vezes enxergar um cachorro maior que ele ou ouvir barulho de fogos de artifícios, pode fazer com que o cão sinta-se amedrontado. E é justamente nestes momentos que o instinto fala mais alto. Afinal, ele precisa sobreviver. E para isso, ele não irá medir forças.

A genética influencia?

Há pessoas que entendem que um cão pode ter comportamentos agressivos devido a genética. Isto acontece devido a formação das células e conduções energéticas pelo corpo. Entretanto, não é uma regra. Pois com certeza você já viu um Pitbull inofensivo e um Pinscher altamente agressivo, não é mesmo? Isto acontece devido a uma série de fatores ligados ao DNA. Mas também, a educação, que vamos entender mais adiante.

A genética é o que constrói todo o corpo do animal. Entretanto, os instintos e comportamento são moldados conforme o crescimento dele. E, obviamente, algumas raças serão mais propícias a um tipo específico de comportamento. Enquanto outras serão mais propícias a outros. Por isso, o que você precisa fazer é entender a raça do seu cachorro e conversar com um especialista, para entender se há algo que você possa fazer ou se a genética deixará o animal agressivo para sempre.

agressividade canina

Necessidade de dominar o território

Outro fator extremamente relevante para justificar a agressividade canina, é a necessidade do animal de dominar o território em que ele vive. Se você vive em um casa com quintal, por exemplo, o cachorro fará de tudo para entender a vizinhança canina e mantê-los afastados. Isto acontece devido a necessidade instintiva de não deixar outros animais chegarem perto do habitat natural do cachorro.

Desde raças pequenas até raças grandes podem exigir cuidado neste aspecto. Se você identificar o seu cão no portão ou varanda latindo e fazendo barulho para outro cão na rua, deixe-o terminar. Pois a chance de você levar uma mordida é grande. Pois este é o momento em que a raiva é toda colocada a prova da sobrevivência.

Educação será o diferencial

Alguns dos aspectos mais básicos da agressividade canina foram descritos neste artigo. E a partir de agora, é importante entender o que você, como tutor, poderá fazer para tentar equilibrar, controlar ou até eliminar de vez este problema. Para isso, a educação do animal se faz altamente necessária. Como já explicamos, cães são movidos a sentimentos. E educá-los a terem comportamentos mais sociáveis é altamente possível.

Entretanto, você precisará de um auxílio profissional que possa indicar os melhores exercícios e atividades para o seu cachorro. Cada animal é único e você precisa adequar as situações de acordo com cada raça. Estimular o cachorro a comportamentos mais saudáveis é importante e pode ser feito ao longo do tempo, presenteando-o e elogiando-o a cada acerto.

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A castração pode ajudar

A importância de castrar um cachorro é extremamente grande. Afinal, estes cães podem se tornar muito mais saudáveis e educados que um cachorro não castrado. Esta atitude pode fazer com que o animal seja muito mais contido para uma série de fatores, inclusive da agressividade. Pois assim como a defesa de território, um cachorro pode ficar agressivo quando sente necessidade de acasalamento.

Parece crueldade, mas não é. Quando feito por um profissional extremamente competente, a castração só traz benefícios para o cão e para o tutor. As práticas de convívio se tornam muito mais comportadas e o adestramento em formato de educação também. Afinal, ensinar o cachorro da forma correta, fará com que a agressividade dele diminua por completo.

Dê tempo ao tempo

Agora que você já entendeu como conter e entender a agressividade canina, é importante entender também que o tempo é importante. Ou seja, eles são animais e precisam de um tempo para assimilar todos os processo de educação e adestramento. Não force situações desagradáveis nem faça o cachorro sofrer, pois isto poderá deixar a situação ainda mais complexa. O que você precisa fazer, é entender que cada raça é única e irá reagir de uma forma.

agressividade canina

Dar tempo ao tempo é fundamental para ter resultado em qualquer objetivo. E no caso de um adestramento e treinamento de cães, é ainda mais importante. Sempre que o cachorro demonstrar acerto, presenteie-o e mantenha elogios constantes. E, quando o cachorro errar ou não fizer o que você está pedindo, não xingue e não use tons chulos com ele. Seja paciente, educado e demonstre muito amor neste processo. Afinal, conter a agressividade somente será possível se você demonstrar passividade. Boa sorte!