Acostumando o cão ao convívio com crianças
“Adotei o Duke, mix de poodle com pequinês, quando ele tinha apenas 29 dias (A mãezinha dele morreu quando ele tinha quinze dias de nascido), e desde que chegou sempre se comportou muito bem. O único (e grande problema) e que minha sobrinha de 3 anos tem MUITO medo de cachorro e sempre que ela chega aqui em casa é a maior gritaria! No começo o Duke não se importava muito, ate ignorava. Mas de três meses pra cá, ele não atura mais esses gritos, chegou a tentar ataca-la e também a criar raiva de outras crianças. Se elas estiverem paradas, tudo ok, mas se começarem a correr ou gritar ele já fica incontrolável. Fico muito triste, pois ela frequenta bastante minha casa e para não haver transtornos sou abrigada a prendê-lo na área de casa e ele fica muito estressado, chora o tempo todo! Além disso, preciso viajar daqui a dois meses, e a melhor opção pra mim seria levá-lo, já que não tenho com quem deixar, porém, a minha sobrinha vai também e tenho medo que acabe sendo um stress! Essa semana, será providenciada a castração do Duke, mas temo que isso não funcione. Eu NECESSITO de uma luz, e acredito verdadeiramente no seu trabalho e no da sua equipe. Farei o que for necessário para que essa situação seja resolvida. Desde já, obrigada pela atenção.” – Kássia Nascimento, Duke, de onze meses e quinze dias.
“A Dryka, não é sociável com visitas, e principalmente com crianças, quando chega alguém em casa, logo tem q colocá-la em algum ambiente separado, pq já aconteceu até dela morder! Ela é uma fofa, mas só com a nossa família ( menos as crianças ). Nem na rua ela fica mansa, pois fica querendo pegar nos pés das pessoas q passam por perto. A amo demais, muitas vezes deixo de levá-la aos lugares por causa desse temperamento! O q devo fazer ???” – Alda Magaly M Campos, dona da Dryka, de dois anos.
“Olá, Alexandre e equipe do Cão Cidadão! Meu cachorrinho, Simba, é um Pequinês de 6 meses. Ele é muito carinhoso com as pessoas em casa, aprendeu certinho o lugar de fazer as necessidades e o comando “Não”. Porém ele tem um grande problema de socialização com os outros cachorros e com crianças. Inicialmente achei que o problema com crianças era por ciúme que ele possui de mim, tanto que evitava ficar perto das crianças e nenéns, quando ele estava no ambiente, ele lidava razoavelmente bem com isso, então achei que estava dando certo. Até o momento em que ele mordeu o rostinho do meu sobrinho de apenas 1 ano enquanto ele, o cão, estava no colo do meu cunhado e o neném fazendo carinho nele pelas “costas”. Isso foi um choque para mim, pois pretendo ser mãe em breve e não sei como o Simba poderá reagir. O que eu poderia fazer para adestrá-lo com relação a isso? Outro problema que ele tem é que ele não pode ver outros cachorros de maneira alguma, que ele quer avançar! Isso é muito difícil também, pois ele é muito pequeno e qualquer cachorro um pouco maior que ele o estrangularia em uma mordida só. Também gostaria muito da ajuda de vocês com isso! Agradeço pela atenção. Beeijos” – Larissy Lúcio, dona do Simba, de seis meses.
Por Tiago Mesquita, adestrador da equipe Cão Cidadão.
Olá! Quando falamos de repulsa a crianças, é superimportante dizermos que, quando ainda filhotes, temos que socializar os nossos cães oferecendo a eles vários estímulos diferentes, como cheiros, barulhos, pessoas de etnias variadas, crianças, entre outras coisas. Essa fase de socialização é imprescindível quando os cães ainda são bebês, uma vez que ela começa a se fechar quando os cães têm por volta de quatro meses de vida. É muito importante ter uma conversa com o seu veterinário, para verificar qual é a melhor forma de fazer a socialização com segurança, pois, nessa fase, os cães ainda estão tomando as vacinas.
Mas, se você tem um cão que não foi apresentado às crianças nessa fase e agora está demonstrando reatividade, temos que entender por que isso acontece. Imagine a seguinte situação: seu cão está acostumado somente com adultos e, de repente, em sua casa chega um ser pequeno e que carrega coisas estranhas (brinquedos), faz barulhos diferentes, se joga no chão e corre sem parar. Com isso, o cão pode se sentir ameaçado, com medo ou até mesmo querer caçar a criança.
O jeito mais fácil de fazer a aproximação com o cão é associar a criança com coisas muito legais, como, por exemplo, um petisco bem gostoso ou um brinquedo que o cão mais gosta, sempre com movimentos sutis e sem forçar a amizade. Deixe que o seu cãozinho se sinta à vontade para se aproximar da criança, sempre com muita cautela, para não acontecer acidentes.
Lembre-se de que cada cão tem o seu tempo de aprendizagem e sempre se deve respeitar as particularidades dele. Se você sentir dificuldades, o ideal é chamar um adestrador da Cão Cidadão, para fazer essa aproximação com bastante carinho e segurança.
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