Olá titios e titias…. Meu chamo baby, para os mais íntimos beybinha!
Minha história é a seguinte. Fui achada em uma caixa de papelão com meus irmãozinhos e fui levada para uma feira de adoções que estava acontecendo naquela hora. Meus irmãozinhos foram disputados, mas cada pessoa que me pegava no colo, me devolvia para o cercadinho. Isso minha mamãe que estava perto ouvia: “Vixe, que cachorrinho mais sem graça, nem levanta o pescoço, vai morrer logo. Está doente… Ou então, que feio esse cachorro, só tem pele e osso…” Enquanto mamãe ouvia, fica revoltada com as pessoas que diziam isso sobre mim. Ela não aguentou e me pegou no colo. E foi tentar convencer a minha vó a deixar me levar para casa. As duas tinham ido a feirinha para conhecer o trabalho na Ong, nada mais do que isso e voltaram com o maior presente, no caso EU! rs
Foram ao mercado, compraram ração, shampoo, perfuminho, tigela de água e comida e uma bolinha pra eu brincar. Os dias foram passando e eu não me acostumava de jeito nenhum. Chorava a noite, chorava de dia e a consulta com o veterinário da ong ainda estava longe. Fiquei mais doentinha ainda, não comia, não bebia água e nem esboçava reação. Só fazia chorar. Minha vó só chorava, e conseguiu adiantar a consulta. Eu estava bem doentinha, tomei vários medicamentos e por pouco não precisei de transfusão de sangue.
Os dias foram passando, fui melhorando e o dengo, o chamego foram aumentando. Eu só queria o colo da minha avó. Só queria comer na mão dela. Todos diziam que eu ia ficar do tamanhinho de um pinscher, afinal eu era menor que a palma da mão… Mas fui crescendo, crescendo e com isso alguns probleminhas vieram. Eu AMO sofá, eu AMO minha bisavó e eu amava pular nela, não pra morder, mas pra brincar, mas como ela é bem velhinha e portadora de Alzheimer, as vezes ela não queria brincar e eu não entendia, e eu terminava sem querer machucando. Todos ficaram preocupados. Minha avó e minha mãe pensaram em me devolver pro abrigo, chegaram até ir lá, mas o amor falou mais forte. As duas se desabaram em lágrimas e me levaram de volta pra casa! (Ainda bem) Ela prometeram que fariam de tudo para que eu melhorasse meu comportamento de pular em minha bisa, de destruir as coisas e aos poucos estou melhorando. Um tio adestrador me ajudou com algumas seções e hoje não pulo mais em minha bisa!!
Eu sou traquina, fuço tudo que vejo pela frente, em noites de chuva morro de medo e choro a noite todinha e minha mamãe passa as noites de chuva em claro comigo e nem por isso, ela pensa em desistir de mim. Hoje eu vou ganhar uma irmãzinha humana, que nasce em dezembro. Mas serei a protetora dela, ja prometi isso para minha mamãe!!
Hoje tenho 1 ano e seis meses aproximadamente, sou porte médio e muito saudável. Graças a Deus mamãe e vovó não desistiram de mim e eu sei que sou motivo de orgulho para minha família!!
Baby
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