Dois cães farejadores da raça pastor belga malinois encontraram 1,3 tonelada de cocaína escondida em pés de mesas durante uma operação no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na última sexta-feira (05 de dezembro). Demon e Akan, que vivem no canil do terminal aéreo, foram os responsáveis pela apreensão, considerada uma das maiores do Brasil em modal aéreo de carga.

Operação em Confins: como foi a apreensão
A ação começou quando a equipe de sistemas de gestão de risco de São Paulo alertou o aeroporto mineiro sobre a possibilidade de existir algo ilícito na carga. A equipe local entrou em ação imediatamente, levando os cães farejadores para o trabalho de inspeção.

A droga estava embalada em blocos prensados e seria enviada para a Europa, com escala em Lisboa (Portugal) e destino final em Madri (Espanha). Akan foi o primeiro a alertar os agentes, sendo seguido por Demon na identificação dos entorpecentes.
Somente após a sinalização positiva dos cães, a Polícia Federal e os agentes da Receita Federal iniciaram a abertura da carga, desmontando os pés das mesas e localizando a cocaína prensada em barras. A operação foi resultado direto de informações estratégicas compartilhadas pela unidade da Receita Federal no Aeroporto de Guarulhos.
Quem são Demon e Akan: os heróis da operação
O mais experiente da dupla é Akan, com oito anos de idade, que vive no aeroporto desde 2021. Já Demon, mais jovem, tem 3 anos e 8 meses e chegou ao terminal aéreo em novembro de 2024.

Ambos são da raça pastor belga malinois, conhecida pela alta inteligência, capacidade de concentração e excepcional faro. Estes cães não são treinados para atacar, mas para identificar o odor de substâncias ilícitas, tornando-os ideais para o trabalho em ambientes de grande circulação como aeroportos.
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Como trabalham e vivem os cães farejadores do aeroporto
Os cães levam uma vida confortável no canil do aeroporto. Contam com tratador dedicado e clínica veterinária contratada especificamente para seus cuidados, realizando exames periódicos e recebendo banhos com frequência.
O que os servidores chamam de “trabalho”, para Demon e Akan é essencialmente uma brincadeira. Eles verificam cargas, malas, veículos e pessoas, atuando também em transportadoras e nos Correios. Quando circulam pelo saguão do aeroporto, chamam atenção dos passageiros, que frequentemente pedem para acariciá-los e tirar fotos.
Contrariando o que muitos imaginariam, após identificarem drogas, estes cães não recebem petiscos ou alimentos especiais como recompensa. O prêmio pela descoberta é uma simples bolinha, que pode ser de tênis ou uma com corda amarrada. Os treinadores fazem com que o objeto pareça sair do local onde a droga foi encontrada, associando o achado à recompensa.
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“Eles ficam eufóricos com o brinquedo e adoram brincar de cabo de guerra. Parabenizamos com tapinhas na lateral do corpo também”, explicou um servidor da Receita Federal que trabalha diretamente com os animais.
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Importância dos cães no combate ao tráfico
A eficiência dos cães farejadores em operações como a de Confins demonstra a importância destes animais no combate ao tráfico de drogas. O faro canino pode detectar substâncias ilícitas mesmo quando bem escondidas, superando diversos métodos tecnológicos de inspeção.
Os agentes da Receita Federal celebram duplamente quando há sucesso nas operações. “Ficamos felizes quando o cão indica uma carga que selecionamos pelo gerenciamento de riscos, pois significa que nossa seleção foi certeira”, comentou um dos servidores envolvidos na operação.
Fonte: G1