Um caso de agressão a um cachorro idoso por um passeador no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, está sendo investigado pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). O incidente, capturado por câmeras de segurança de um elevador na segunda-feira (17), mostra o profissional puxando violentamente e agredindo Xena, uma vira-lata de 14 anos, após o animal se agachar no elevador.
O caso de agressão no Leblon
As imagens de segurança mostram o momento exato em que o passeador entra no elevador com Xena, uma cadela idosa que se assemelha a um dachshund. Quando o animal se agacha, o homem começa a agredir o cão, puxando-o violentamente pela guia presa ao pescoço, sem o uso de peitoral que poderia amenizar o impacto.
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Na gravação, é possível ver o passeador batendo o animal contra as paredes do elevador e derrubando-o ao chão. Após a agressão, a cadela demora para se levantar, evidenciando o impacto físico sofrido pelo animal idoso, que consegue sair cambaleando do elevador.
Talita Veloso, tutora de Xena, relatou ao G1 ter passado mal ao assistir às imagens: “Quando eu vi o vídeo eu colapsei”. O grupo Nas Garras da Lei, formado por voluntários da segurança pública que resgatam animais vítimas de maus-tratos, também denunciou o caso nas redes sociais, amplificando a visibilidade do ocorrido.
Reação da empresa e demissão do passeador
A Happy Dog, empresa de passeio e hospedagem de animais onde o agressor trabalhava, tomou providências imediatas após tomar conhecimento do caso. Em nota, a proprietária do estabelecimento informou que o prestador de serviços foi imediatamente desligado e que a empresa está apoiando a tutora nas medidas cabíveis.
“Infelizmente, recentemente meu serviço de passeios foi envolvido em uma triste e reprovável situação. Um de nossos prestadores de serviços agrediu com puxões um de nossos amados amicães. Ficamos sem chão!”, declarou a proprietária da Happy Dog, ressaltando que o comportamento nunca havia sido demonstrado pelo profissional anteriormente.
A empresa se posicionou oficialmente contra qualquer forma de violência aos animais, afirmando que a conduta do passeador não representa seus valores e ideais. “A Happy Dog é protetora dos animais e os ama mais que tudo! Nos comprometemos a apoiar os familiares no que for necessário e combater qualquer forma de violência contra nossos anjinhos”, finalizou.
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Como denunciar maus-tratos a animais
O delegado André Prates, responsável pelo caso, informou que a investigação está em andamento e diligências estão sendo realizadas. Casos como este podem ser denunciados através de diferentes canais:
- Delegacia Especializada em Proteção ao Meio Ambiente ou Delegacia mais próxima
- Disque-Denúncia: 181 (em muitos estados)
- Ibama: 0800 61 8080
- Secretarias Municipais de Meio Ambiente
Vale lembrar que maus-tratos a animais configuram crime ambiental previsto na Lei 9.605/98, com pena que pode chegar a 5 anos de reclusão após alterações feitas pela Lei 14.064/2020, que aumentou a punição para quem maltratar cães e gatos.
Como escolher um passeador confiável
Diante desse caso alarmante, é fundamental que tutores redobrem a atenção ao contratar serviços de passeio para seus pets. Algumas medidas preventivas incluem:
Peça referências a outros tutores e verifique a reputação da empresa ou profissional nas redes sociais e sites de avaliação. Empresas estabelecidas e com histórico positivo tendem a ter processos mais rigorosos de seleção de funcionários.
Observe a interação do passeador com seu cão antes de contratar o serviço definitivamente. Um bom profissional demonstra paciência, carinho e entendimento do comportamento canino, mesmo em situações desafiadoras.
Fique atento a mudanças comportamentais em seu pet após os passeios. Medo excessivo, recusa em sair de casa ou reação negativa ao ver o passeador podem ser sinais de que algo não está bem. A instalação de câmeras que permitam monitorar como seu cão é tratado também é uma opção para maior segurança.
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