Tudo sobre ração para cachorros

Origem, história, produção, rações para diferentes faixas etárias e para cães com necessidades especiais.

por George Augusto — publicado 25 mar 2014 - 0:40

História e origem da ração

Para o melhor entendimento sobre as rações que fornecemos ao nossos animais, não podemos deixar de começar pela história.  Antigamente, os proprietários dos animais costumavam alimentar seus cães, com restos de caça, restos de comida, testículos de animais que acabavam de ser castrados, entre vários outros tipos de alimentos. Entretanto, começaram a perceber que essas comidas oferecidas para os animais não atingiam a exigência nutricional do cão. Além de não satisfazer as exigências nutricionais, haviam animais que adquiriam endoparasitas devido à alimentação ser crua, como também acontecia de morrerem em decorrência dos temperos utilizados na alimentação da casa.

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Em 1860, James Spratt criou a primeira comida comercial para os cães, chamado “bolo para cão”. Em 1907, o Sr. Bennett criou um alimento completo para os cães, que pudesse suprir as suas exigências nutricionais. Em meados de 1941, os alimentos para cães já eram vendidos em forma enlatada, onde era comum os tutores de animais comprarem esse tipo de produto. Com a intensa crise no mundo, devido à Segunda Guerra Mundial, as fábricas de latas para as rações, tornaram-se de uso exclusivo para armazenar a “ração dos soldados” que ficavam nas linhas de guerra. As rações que conhecemos hoje em forma de grãos, foram criadas em 1957, quando a Purina lançou a novidade no mercado e teve grande aceitação.

 

Composição da ração

Dentro das rações compradas em lojas especializadas, existem todos os nutrientes que um animal precisa. É uma ciência nutricional que envolve profissionais habilitados a fazer a dieta correta. Dentro das rações existem proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais, elementos estes que são adquiridos através de carne, vegetais naturais, arroz, trigo, grãos de milho, leite, vitaminas e etc. Os ingredientes são elaborados de acordo com a marca da ração e a faixa etária a que ela é destinada, ou seja, existem rações para diferentes situações.

 

A produção

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Nas fábricas, a ração, para ser feita, passa por vários processos e etapas na linha de produção. Primeiramente, os operários, sob supervisão de um médico veterinário, pegam e pesam os ingredientes escolhidos pela marca e trituram até formar uma espécie de farinha. Em seguida, colocam numa máquina chamada de misturador, até eles ficarem de forma uniforme. Depois do processo de mistura, os ingredientes misturados são levados a uma máquina chamada extrusora, onde são feitos os grumos da ração do tamanho necessário para que o animal consiga se alimentar. Em seguida, a ração é levada a uma secadora de ar quente, por 30 minutos onde é ressecada a ração, deixando sem umidade. Depois da secagem, ela é jogada em um recipiente que se mantém girando e jogando flavorizantes e gordura, pois o flavorizante irá dar a boa palatabilidade à ração e a gordura serve como energia para o organismo do animal. Depois de preparada, a ração é pesada e armazenada em embalagens que contém todas as informações necessárias que o tutor e o profissional médico veterinário precisam saber.

 

Diferentes tipos de ração

Existem marcas de rações bastante famosas e de grande eleição pelos tutores de animais. No mercado, é fácil encontrar marcas de rações que não têm nome dentro do mercado, porém são de muito boa qualidade nutricional. As rações, como dito anteriormente, são destinadas para  tipos específicos de cães. Por exemplo: Cão filhote, cão adulto e até mesmo para cão idoso (sênior). Existe também a indicação conforme o porte do animal, se é porte grande ou pequeno. Em toda embalagem de ração, existem as indicações para em que situação utilizar. É sempre indicado a faixa etária que aquela ração pode ser ofertada. Jamais alimente seu animal com ração de faixa etária diferente, pois pode não suprir as exigências nutricionais do seu pet, podendo assim, levar a um quadro de deficiência nutricional. Aos cães filhotes deve ser dada uma atenção maior, já que os mesmo não conseguem, em alguns casos, mastigar a ração do adulto.

 

Rações para diferentes faixas etárias

As rações quanto à idade podem ser divididas em três tipos, que são:

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Ração para filhotes: Elas são encontradas com a consistência mais mole (úmidas) e com os grãos menores. Os cães a partir dos 45 dias de vida já podem consumir rações mais secas. É importante o uso de uma boa ração, já que o animal está na fase de crescimento. O animal na fase de filhote, tende a comer bastante.

Ração para adultos (a partir de 1 ano de vida):  Na fase adulta, o animal já passou pela fase do crescimento e só precisará se alimentar para suprir suas exigências nutricionais. É muito importante o controle para que o cão não se torne obeso. As rações, na maioria das vezes, vêm em pacotes maiores e com grãos mais secos. É importante que tenha um acompanhamento de um médico veterinário rotineiramente, para que o profissional passe a quantidade correta do animal ingerir.

Ração para cães idosos (sênior): Essa é a fase que o tutor tem que dar mais atenção à alimentação e à saúde do seu pet. Existem no mercado, atualmente, rações destinadas a cães idosos, onde os nutrientes suprem a necessidade dessa faixa etária. O animal quando chega a fase sênior, tende a comer menos e ser mais seletivo quanto à alimentação.

 

Ração Standard, Premium e Super Premium

Dentro do mundo das rações, existem três principais tipos de ração, quanto à sua qualidade nutricional. É comum nos depararmos com rações classificadas, como: Standard, Premium e Super Premium.

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Standard: Também conhecida, como: ração regular, ração padrão ou ração popular, essa classe é uma das mais vendidas atualmente no Brasil, devido ao seu baixo custo. Assim como as outras, as rações standard passam por rigoroso padrão de qualidade. Um ponto negativo nessa ração, é que a qualidade/quantidade de proteína é inferior e também possuem ingredientes com pouca digestibilidade como a soja.

Premium: A ração premium é classificada como melhor que a standard. Ela possui mais digestibilidade para os cães. Contém uma porcentagem de nutrientes de origem vegetal maior que na ração padrão. É muitas vezes indicadas pelos profissionais para o tutor, já que é uma ração que tem um certo padrão de qualidade.

Superpremium: A superpremium é a ração mais indicada pelos médicos veterinários. Elas possuem em sua composição um índice de ingredientes de origem animal bem alta e é a que possui melhor digestibilidade pelo cão. Um ponto positivo da superpremium é que ela não usa praticamente corante em sua composição. Um ponto negativo é o preço mais elevado que nas outras rações, porém supre a exigência nutricional do cão de forma bastante satisfatória.

 

Rações especiais

Existem atualmente no mercado, rações que são destinadas para animais que possuem doenças graves e até mesmo para a obesidade canina. Um cachorro com Diabetes Mellitus, por exemplo, necessita de um cuidado maior em relação à alimentação. O açúcar se encontra na maioria dos alimentos, por isso é bom levar a um médico veterinário para escolher a ração própria pra a moléstia que o animal porta.

 

Ração canina e o câncer

Muitos adeptos da alimentação natural afirmam que a ração é cancerígena e faz mal à saúde do pet, porém animais reprodutores e de alto valor comercial têm em sua dieta, na sua grande maioria, a ração industrializada. As rações vendidas atualmente, passam por rigoroso controle de qualidade. Na hora de ser industrializada, é formulada e acompanhada por um profissional médico veterinário.

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

Tudo sobre ração para cachorros. Foto: Reprodução

A escolha entre ração e comida natural vai depender do tutor e do médico veterinário de sua confiança. Existem profissionais adeptos da ração e outros da alimentação natural. A comida natural que contenha verduras também podem ser cancerígenas, já que tem um índice altíssimo de agrotóxico. O uso da ração está sendo, aqui no Brasil, ainda a mais eleita pelos tutores. Um dos principais fatores é a comodidade que os tutores têm de suprir todas as exigências nutricionais do cão sem esforço. Quando se usa a alimentação natural, é de suma importância fazer cálculos e selecionar alimentos que supram por completo as exigências do pet.

O principal índice de surgimento de câncer não é na ração. Cerca de 94% dos aparecimentos de câncer em cães é devido ao manejo inadequado do animal, deixando o mesmo exposto a substâncias, medicamentos e a locais que podem predispor ao aparecimento do câncer e acabam culpando as rações pelos efeitos maléficos. Cada raça de cão deve ter um manejo adequado para si. Por exemplo: Um cão de pele clara, não pode ser exposto muito tempo ao sol, pode causar câncer de pele. O tutor fumando perto do animal, pode causar câncer de pulmão. Esses são alguns entre vários fatores contribuintes.

Uma alimentação não sendo 100% balanceada para o animal, pode ocorrer uma baixa na imunidade do animal, ficando ele predisposto a contrair doenças de diferentes naturezas. Um animal com uma alimentação correta e balanceada, pode ter uma vida mais longa do que aquele que tem deficiência nutricional. Uma ração de qualidade, e de grande valor nutritivo, faz com que seu animal goze de uma boa saúde. Consulte sempre um médico veterinário da sua confiança para indicar a alimentação correta do seu animal, orientando em como escolher a melhor ração para seu pet.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

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por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

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Cães e psicologia também tem tudo a ver: conheça o behaviorismo

por Maluh Bastos — publicado 13 fev 2019 - 7:10

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Cães e psicologia. Há quem diga que são temas totalmente distantes um do outro. Mas, não são tanto assim. Se hoje seu cãozinho consegue aprender coisas fascinantes com algumas recompensas ou correções é graças a estudiosos da psicologia. Como o chamado ‘behaviorismo’ (ou estudo do comportamento) que é um segmento da psicologia baseado em estímulos que justifica bastante as respostas dos nossos dogs aos treinamentos que fazemos com eles.

Qual é a primeira coisa que você faz se seu cachorro faz xixi no lugar certo?

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Dicas para um aniversário de cachorro criativo e acessível

por Maluh Bastos — publicado 15 fev 2019 - 20:10

Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

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Cachorros de raças diversas com chapéus de aniversário

Aniversário de cachorro é uma tendência que veio para ficar.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET), o Brasil é o 3º país do mundo com maior faturamento em produtos pet e o 4º país do mundo em população total de animais de estimação. Essa estatística somada ao já famosos amor e carinho brasileiros traduzem o porquê de tanto aniversário de cachorro estar se proliferando pelos bairros e cidades do país.

A indústria, é claro, vai crescer junto. Para se ter uma noção, uma festinha para cão pode custar dos singelos R$50 a R$150 (por um bolo comestível para cães) aos não tão singelos R$20 mil (se você quiser salão de festas, decorações, balões, fotografia, animadores, etc.).

Pastor alemão com balões azuis

Dos mais simples aos mais chiques, os aniversários estão bombando.

Aliás, o preço máximo não tem limites – a extravagância é do tamanho que se permitir e se puder, claro. Porém, nos pacotes e kits de aniversariantes dos buffets caninos, a faixa de preço pode permanecer entre os R$80 aos R$200.

Dicas para o aniversário de cachorro

Existem algumas dicas para que você faça uma festa ainda mais criativa e linda para o seu cãozinho. Claro que se você quiser a festa pode ser caríssima. Seu dog merece, aliás. Porém, você verá que com pouco dinheiro, você também pode fazer uma festinha de arromba para o público humano e canino.

01 ) Use a criatividade na decoração e no tema!

Nem sempre estamos com aquela reserva na poupança para o aniversário do Luke, da Maya, do Spot, da Laika… por isso, é preciso usar a cabeça para ter ideias legais na decoração da festa.

Uma delas é se utilizar de elementos relativos a cachorros para decorar. Por exemplo: recortes em formatos de ossinhos e patinhas. Pegar um balão e colar orelhinhas de cartolina e um focinho de papel com uma língua e dois olhinhos também é uma ideia. Para a mesa, abuse dos ossos e das patinhas, potinhos pequenos para simular cumbucas de comida e de água.

Decoração de mesa de aniversário para cachorro

Abuse de elementos como patinhas e ossinhos. Pode utilizar elementos infantis também que combinem com o tema dos dogs.

Caso isso seja muito trabalhoso para você, segue outra ideia: utilize temas de filmes ou histórias que tenham cachorros ou animais como personagens principais, por exemplo: 101 dálmatas, Scooby-doo, Snoopy, Madagascar, Os Sem Floresta, etc.

Em última hipótese – ou até em primeira – pode utilizar utensílios de festa normais. Chapéuzinhos de cone, balões, bandeirinhas… tudo fica mais fofo com nossos dogs.

02 ) Para o bolo, use receitas caseiras

Existem empresas especializadas em fazer bolo para cachorro e as receitas são bastante variadas. Porém, para quem não se programou para isso, segue a dica: faça um bolinho com base de ração!

É muito simples. Baste umedecer a ração para que ela se torne uma massa molhadinha. Coloque-a numa forma e depois leve-a ao forno por aproximadamente 10 minutos.

Bolo caseiro para cachorro

Bolo caseiro é sempre uma boa pedida para economizar e fazer bonito (Img: Joanna Meyer)

Você pode fazer mais de uma massa para criar duas ou três bases. Como recheio e cobertura, é possível utilizar comida de lata ou sachê. Para o toque final, para fazer o efeito dos confetes, use ração de filhote que costumam ser bolinhas pequenas e coloridas. Espalhe por cima do bolo e terá um efeito bem bacana.

03 ) Os aperitivos

Você pode seguir a mesma receita do bolo para fazer ‘cupcakes’ caninos ou até mesmo ‘brigadeiros gourmet’ caninos de sabores variados. O recheio vai mudando de acordo como sabor do sachê ou comida enlatada que você escolher.

Porém, você pode usar os próprios petiscos para cachorro como aperitivos da festinha. Ossinhos, bifinhos, enfim… o petisco é liberado!

Bolo temático com prato de petiscos

Os petiscos podem ser adquiridos em lojas e colocados em pratos decorativos

Porém, atenção: cuidado na hora de servir os petiscos.

De preferência, distribua para os donos primeiramente e peça para que todos deem na mesma hora em locais separados. A disputa por comida é um dos cuidados mais importantes numa festinha para cachorros. Não queremos que a festa se transforme numa briga generalizada.

04 ) Sociabilização saudável

Como já foi dito acima, você deve prestar atenção para que sua festa seja um sucesso. Para que isso aconteça, não basta a decoração e a comida estarem no ponto. O clima da festa deve ser agradável e confortável para os convidados, não é?

Por isso, na hora de fazer a lista de convidados, observe bem o perfil de cada um deles. Se o seu pet tiver um amigo mais “brigão”, converse com dono deste amigo e talvez leve uma lembrancinha para ele em outra ocasião – o aniversário de cachorro não é um ambiente para ele.

Como terão muitos animais presentes, certifique-se que os convidados sejam dóceis e bem sociabilizados. A harmonia do ambiente, no fim das contas, também será de sua responsabilidade.

Cavalier King Charles e Bulldog Francês deitados em aniversário

A sociabilização é fundamental para que todos fiquem tranquilos e a festa transcorra com harmonia.

Além disso, evite brincadeiras muito ‘acaloradas’ (disputas por comidas, corridas, torcidas, música alta, etc.) para que os animais não se agitem muito. A excitação em excesso pode levar ao estresse e à agressão.

No mais, é alegria na certa! Curta o niver do seu dog com os amigos humanos e de quatro patas.

Quando levar um filhote para casa?

por Maluh Bastos — publicado 14 fev 2019 - 7:10

alt="filhoteparacasa"

A ansiedade para levar um filhote para casa é enorme. Todos os donos de pet já passaram por isso. Sejam adotados ou adquiridos em canis especializados, sejam os donos adultos ou crianças, sejam os cães SRDs ou de raça… a vontade de tê-los animando nossa rotina é grande demais e, algumas vezes, queremos fazer o tempo correr mais rápido e pegar o filhote como está para darmos todo o carinho do mundo. Porém, essa vontade, se concretizada, pode fazer mal ao filhote e afastá-lo da mãe e da ninhada antes do tempo pode prejudica-lo em mais aspectos do que você imagina.

Filhotes de cachorros

A ansiedade para levar um filhote para casa é grande, pois é uma fase realmente adorável.

Antes de levar um filhote para casa

É importante ressaltar primeiro que o aspecto psicológico do cão funciona diferente do humano. Se o processo for levado da forma natural, sem maus tratos e com o tempo certo, a tendência é que o cão não crie traumas, pois, os cães não vivem no passado – eles vivem o presente.

Claro que experiências fortes e agressões podem gerar inseguranças e reações instintivas como consequência, porém, se tudo for feito de forma saudável, o cão não ficará lembrando da mãe ou dos irmãos com saudades – isso é coisa de humanos!

Filhotes de cachorros

Se feito de forma natural e com carinho, a tendência é que o filhote se adapte facilmente à nova família.

Porém, isso não quer dizer que você o tratará com indiferença ou descuido. Pelo contrário: você deve cuidá-lo com carinho e amor para que ele se adapte rapidamente ao novo ambiente e se sinta confiante na nova rotina e com os novos membros da sua pequena matilha.

A insegurança, no início, é normal, pois os cheiros são novos, as pessoas são novas, o ambiente é novo. Mas, se tratados com carinho, disciplina e atenção, a tendência é que se adaptem rapidamente no dia a dia da família sem maiores transtornos.

Quando levar um filhote para casa?

Há quem diga que o prazo ideal para levar retirar um cão da ninhada é de 40 dias. Porém, este prazo é questionável, principalmente quando se considera a amamentação e a sociabilização e interação do cão que são aprendidos com a mãe.

Sociabilização

Sim, muitas questões comportamentais básicas como a sociabilização são aprendidas cedo, com a mãe dos filhotes. A mãe controla hábitos dos cães e lhes impõe limites. Quem já teve a oportunidade de observar uma ninhada de filhotes recém-nascidos, já deve ter percebido movimentações interessantes. Por exemplo: a mãe se levantar quando cansa de se amamentar. Ou a mãe rosnar e latir rapidamente quando os filhotes estão muito efusivos ao seu redor. Ou, ainda, apanhá-los com a boca para retirá-los de algum lugar no qual, segundo ela, o filhote não deveria estar.

Cachorros Filhotes

As mães ensinam muito aos seus filhotes

Este é um tipo de disciplina quase insubstituível, pois, só os cães conseguem se comunicar da forma que se comunicam. Os limites impostos pela mãe e a forma que elas os exige é muito mais fácil para a compreensão dos cãezinhos do que o nosso “não!”. Enquanto eles irão se esforçar muito para nos entender, com a mãe, a mensagem é captada mais facilmente e ela, como líder dos filhotes, a obediência vem quase que imediatamente.

Além da mãe, existe a convivência com os irmãos de ninhada que também ensina muito. Entre eles, é trabalhada a segurança e a coragem nas brincadeiras. Um cãozinho inseguro pode ser um problema sério para os futuros donos. Há adestradores que digam que um cão inseguro é até mais perigoso que um cão agressivo, pois, você nunca sabe o que pode despertar uma reação indesejada dele.

Cachorros Filhotes

Irmãos podem se ensinar muito na ninhada.

Por isso, essa convivência com os irmãos é muito importante para garantir que o filhote não tenha medo de outros cães e saiba interagir em bando sem agressividade ou medo.

Amamentação

É fundamental que os cãezinhos estejam bem de saúde. Por isso, o leite materno é vital para que o sistema imunológico deles esteja com tudo em cima. Através do colostro da mãe, as substâncias necessárias para o fortalecimento da imunidade dos filhotes são transmitidas e garante um desenvolvimento forte para todos da ninhada.

Também é importante cuidar da saúde da mãe neste período. Garantir que ela amamente em um lugar calmo, arejado e tranquilo para que tenha paciência ao amamentar os seus filhotes (já imaginou aquela ninhada de 10 filhotes?).

Cachorros Filhotes

Amamentação é fundamental para criar a imunidade dos filhotes

Porém, como já foi citado, ela mesma sabe seus limites – no entanto, fique atento! Existem cadelas que se negam a dar de mamar por motivos de estresse ou de saúde. Se o tempo de distância entre a cadela e os cãezinhos começar a se prolongar demais, procure um veterinário.

No fim das contas…

Somando o tempo médio de amamentação – a maioria das cadelas costumam alimentar os filhotes até os dois meses (pouco mais ou menos) – com o tempo de educação e socialização com irmãos e mãe, podemos dizer que três meses é o ideal para levar o filhote para casa com segurança e tranquilidade de que está pegando um cãozinho seguro por dentro e por fora.

Cachorros Filhotes

Levado na hora certa, o filhote irá se adaptar perfeitamente na sua nova família!

Mantendo os cuidados da mamãe e o amor dos irmãos caninos, com certeza o filhote irá se incorporar à sua família humana com muita facilidade!